Sheikha Moza Nasser, Hamlet e o Exílio: uma travessia entre palavras e mundos. Por Flávio Chaves
Por Flávio Chaves – Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal/Minc – Desde seu lançamento em 13 de novembro deste ano, o livro Sheikha Moza Nasser, Hamlet e o Exílio tem traçado um percurso surpreendente. A repercussão imediata no Brasil foi apenas o primeiro indício de que esta obra atravessaria fronteiras, chegando ao coração de leitores dos mais distintos países.
É raro ver um livro que une densidade poética, reflexão geopolítica e sensibilidade humana com tamanha aceitação em diversos continentes. Mas este título, que à primeira vista poderia parecer enigmático, revelou-se uma ponte para questões universais. Em poucos dias, as vendas superaram expectativas e os relatos de leitores, do Brasil ao Oriente Médio, da Europa aos Estados Unidos, começaram a desenhar um mapa silencioso da força desta narrativa.
O exílio, tema central da obra, assume aqui uma dimensão existencial. Não se trata apenas de deslocamentos geográficos, mas de uma condição interior. E talvez por isso o livro tenha tocado tão fundo em leitores de culturas tão distintas. As figuras de Sheikha Moza e de Hamlet, embora distantes no tempo e no espaço, encontram um ponto comum: a luta entre o poder e a consciência, entre o pertencimento e a solidão.
Diante do impacto crescente, duas novas edições já estão sendo providenciadas: uma em inglês, para o público anglófono, e outra em árabe, idioma que resgata a raiz de uma das personagens centrais da obra. Isso não apenas amplia o alcance editorial, como reafirma a universalidade do livro.
Tal sucesso não se dá por acaso. A obra desperta no leitor a rara sensação de estar diante de algo necessário. O leitor não apenas lê , ele se vê compelido a refletir, a sentir, a partilhar.
Sheikha Moza Nasser, Hamlet e o Exílio é um livro que se espalha não por imposição de marketing, mas pela força do que comunica. E nesse gesto silencioso de um leitor indicando a outro, o livro encontra sua verdadeira propaganda: a confiança.
É este o convite que se deixa aqui. Para quem ainda não leu, vale a travessia. E para quem já leu, a certeza de que certas obras não se encerram na última página. Elas continuam conosco.
Share this content:




Publicar comentário