Lobista Roberta Luchsinger recebeu R$ 570 mil ao negociar empréstimo da prefeitura de Goiânia com Tesouro Nacional
Quesede informa Roberta de pagamento em 4 de setembro de 2024 | Foto: MetrópolesMensagens e comprovantes bancários obtidos pelo Metrópoles mostram que a lobista Roberta Luchsinger recebeu pelo menos R$ 570 mil em pagamentos realizados entre agosto e setembro de 2024, período em que atuava nas tratativas para um empréstimo de R$ 710 milhões da Prefeitura de Goiânia com o Banco do Brasil. As contas para onde o dinheiro foi pararam foram indicadas por Roberta, mostram mensagens de celular obtidas pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles.
Parte dos valores foi paga por empresas ligadas ao empresário Eduardo “DP” Barros, que mantinha contratos com a prefeitura. Os pagamentos foram feitos a contas indicadas pela própria Roberta.
As mensagens mostram que, antes da autorização do empréstimo, Roberta mantinha contato com o então secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, e chegou a intermediar uma tentativa de reunião dele com o então prefeito Rogério Cruz. O Tesouro e a Fazenda afirmam que a operação seguiu critérios técnicos e o trâmite normal.
Roberta e Ceron acertam reunião com Rogério Cruz | Foto: Metrópoles
Roberta agradece a Ceron: “Você é o máximo” | Foto: Metrópoles
Roberta pede que pagamentos a agência de turismo sejam identificados | Foto: Metrópoles
Roberta diz para avisar a Cruz que aval de empréstimo sai segunda | Foto: Metrópoles
Roberta diz que prefeito tem que “desenrolar”; Quesede paga R$ 50 mil | Foto: Metrópoles
Em 30 de agosto de 2024, Roberta antecipou a Quesede Ayres, então secretário-executivo da Saúde de Goiânia, que o aval seria publicado. Naquele mesmo dia, o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, autorizou a operação, posteriormente publicada no Diário Oficial.
Entre 21 de agosto e 4 de setembro, comprovantes mostram quatro pagamentos que totalizaram R$ 570 mil. As mensagens também indicam outros repasses, inclusive em dinheiro vivo, mas não foi possível determinar a origem ou a finalidade de todos os valores.
Haddad afirmou, por meio de sua assessoria, que o empréstimo seguiu o trâmite normal e cumpriu os requisitos técnicos. A Fazenda também declarou que a operação respeitou as regras fiscais. Roberta, Quesede Ayres, Eduardo “DP” Barros e outros citados na reportagem não apresentaram esclarecimentos ao Metrópoles.
Com informações da coluna de Andreza Matais, do Metrópoles
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