Cúpula do Congresso rompe com líderes do governo e pesa clima na relação com o Planalto
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A soma dos episódios acendeu um alerta no governo Lula sobre a fragilidade da articulação política em um momento sensível – com o fim do ano legislativo se aproximando e pautas importantes pendentes de votação. No Senado, indicação de Jorge Messias trava em meio a “tensão muito grande”.
Em entrevista à GloboNews, Jaques Wagner afirmou que não há condições políticas nem calendário suficiente para votar a indicação de Messias em dezembro. “Eu acho que nós não teremos tempo hábil para votar ainda no mês que se inicia na segunda-feira que vem”, disse o senador.
Wagner listou obstáculos concretos – como as apenas quatro semanas úteis até o recesso e a pauta carregada pela tramitação da LDO e do Orçamento –, mas admitiu que o fator político pesa tanto quanto o cronograma.
Segundo ele, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ficou “chateado” por não ter sido avisado antecipadamente da escolha de Messias por Lula, o que gerou um clima de “tensão muito grande” na Casa. “Tem que esperar um pouco, esfriar um pouco essa tensão”, afirmou Wagner, sugerindo que a sabatina de Messias pode ficar para 2026.
Apesar do atrito, o líder do governo defendeu que sempre foi transparente com os colegas e negou ter alimentado expectativas sobre outro nome
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