Tempo de costura. Por CLAUDEMIR GOMES

Por CLAUDEMIR GOMES

A desastrosa campanha que o Sport vem descrevendo no Brasileiro da Série A, onde se efetivou como o lanterna mais longevo da história da competição, fato que decretou o seu rebaixamento para a Série B, em 2026, com várias rodadas de antecedência do final do campeonato, levou os rubro-negros, de diferentes credos, grupos e facções a um único pensamento: É preciso cuidar da instituição Sport Club do Recife.

O momento é imperativo, exige maturidade. Como maturidade é produto da experiência, o nome do ex-presidente, Severino Otávio – Branquinho – foi apresentado por várias lideranças como sendo o ideal para conduzir o clube em meio a assustadora turbulência.

Os atuais gestores, Yure Romão e seus pares, sonharam com o céu, mas serviram um coquetel de incompetência, arrogância e prepotência que levou o clube ao mármore do inferno. O coro uníssono que se formou %u2013 Fora Yure! %u2013 não é suficiente para equacionar os problemas postos à mesa. Ao clamor dos rubro-negros acrescente-se o já: “FORA YURE JÁ!”

“O Sport não tem tempo a perder”, ressaltou Severino Otávio em algumas entrevistas deixando claro que, seu desafio é ouvir o máximo de rubro-negros antes de se comprometer a aceitar, ou não, a missão para a qual foi convocado.

“Existe tempo para tudo. Nos próximos dias tenho de ouvir muitos rubro-negros, principalmente os que hoje são tidos como oposição. O Sport não se resume aos ex-presidentes. Quero escutar a voz que emana das arquibancadas. Terminado o processo de “escutatória”, segunda-feira definiremos se seguimos em frente com o projeto de restaurar e pacificar o Sport”, comentou Branquinho que tem feito da telefonia móvel sua grande aliada no propósito de ouvir o máximo de rubro-negros possível.

Severino Otávio sabe como fazer costuras políticas. Isto é fato incontestável. O desafio maior do Sport não será brigar pelo acesso no próximo ano. A prioridade das prioridades, no momento, é a restauração do clube, pois as rachaduras provocadas pelos atuais gestores podem determinar uma queda ainda mais vertiginosa.

Algumas questões políticas foram apresentadas sob alegação de que o melhor seria o presidente Yure Romão deixar o clube no final de dezembro, por conseguinte, Branquinho somente assumiria a presidência executiva em janeiro.

“Não me recuso a ir para uma eleição aberta, com a participação dos sócios. Acho justo e democrático tal caminho. Só entendo que a eleição teria que ser feita já. O Sport não tem tempo. Tem pressa”, revelou Severino Otávio que vem recebendo inúmeros apoios de leoninos que se colocam a disposição para participarem de uma “força tarefa” visando a restauração do clube, se necessário for.

O futebol é o coração do Sport. Se ele não pulsa de forma correta, nada funciona a contento na Ilha do Retiro. Ciente de tal realidade, indagações sobre nome do futuro técnico, e a respeito da definição do elenco para a temporada 2026, surgem de forma natural. Branquinho tem sido verdadeiro e transparente nas suas respostas.

“Falar de tais necessidades agora é colocar o carro na frente dos bois. Que elas existem, existem. Mas a prioridade do momento é resolver o entrave político. Feito isso, mãos a obra porque tem muito trabalho a ser feito no Sport para salvaguardar seu nome e sua história”, concluiu Severino Otávio que segue focado no seu tempo de costura.

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