Operação aplica R$ 2,6 milhões em multas e embarga mais de 470 hectares de Mata Atlântica desmatadas ilegalmente em PE

Realizada simultaneamente em 17 estados, a Operação Mata Atlântica em Pé 2026 vistoriou 41 municípios de Pernambuco e aplicou 133 autos de infração, além de resgatar 21 aves e apreender maquinários

A operação deste ano contou com fiscalizações e embargo remotos, com identificação das áreas e lavratura dos autos de infração feitos por meio de imagens de satélite (Foto: Divulgação / MPPE)

A Operação Mata Atlântica em Pé 2026, realizada simultaneamente em 17 estados do país, emitiu 133 autos de infração em Pernambuco, que resultaram na aplicação de R$ 2,6 milhões em multas e no embargo de mais de 470 hectares de áreas do bioma desmatadas ilegalmente, o que é equivalente a 660 campos de futebol.

A operação, que teve números do estado divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), vistoriou 41 municípios do Grande Recife, das Zonas da Mata e do Agreste entre os dias 17 e 21 de agosto.

Além dos autos de infrações, foram resgatadas 21 aves e apreendidos maquinários nas áreas vistoriadas, como uma retroescavadeira.

Segundo o MPPE, a maior multa aplicada foi de R$ 200 mil, em Glória do Goitá, na Mata Norte do estado. Já a maior área embargada foi de 31,02 hectares em Maraial, na Mata Sul.

Além das penalidades aplicadas, as áreas desmatadas ilegalmente também sofrem restrições relacionadas ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), ao acesso ao crédito rural e a outros instrumentos previstos na legislação ambiental.

Os 41 municípios vistoriados em Pernambuco foram: Água Preta, Amaraji, Barreiros, Belém de Maria, Cabo de Santo Agostinho, Canhotinho, Catende, Chã Grande, Cortês, Cupira, Escada, Feira Nova, Garanhuns, Glória do Goitá, Goiana, Gravatá, Itaquitinga, Jaboatão dos Guararapes, Joaquim Nabuco, Lagoa do Ouro, Lagoa dos Gatos, Maraial, Moreno, Palmares, Passira, Paulista, Paudalho, Pombos, Primavera, Quipapá, Ribeirão, Rio Formoso, São Benedito do Sul, São João, São Lourenço da Mata, São Vicente Ferrer, Tamandaré, Terezinha, Timbaúba, Vitória de Santo Antão e Xexéu.

Toda a operação no estado foi coordenada pelo MPPE, por meio da Coordenação do Centro de Apoio Operacional (CAO) Meio Ambiente e da 1ª Regional do Núcleo de Proteção Especializada do Meio Ambiente (Nupema), e contou com a parceria da Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e da Delegacia de Polícia do Meio Ambiente (Depoma).

Além desses órgãos, a operação passou a contar também com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), do Grupo Tático Aéreo (GTA) e da Polícia Federal .

Share this content:

Publicar comentário