VÍDEO: A Luta Histórica de Túlio Gadelha pelo Fim da Escala 6×1

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados se prepara para uma das votações mais importantes do ano: a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Por trás desse avanço histórico, está a atuação incansável de um nome que se consolidou como a principal voz de Pernambuco nessa batalha: o deputado federal Túlio Gadelha (PSD-PE), único parlamentar pernambucano a integrar como titular a comissão especial que analisou a proposta.

Trajetória de um Defensor dos Trabalhadores

A caminhada política de Túlio Gadelha começou no movimento estudantil. Bacharel em Direito, foi eleito deputado federal em 2018 pelo PDT e reeleito em 2022 pela Rede Sustentabilidade, com expressivos 134 mil votos. Atualmente filiado ao PSD, Gadelha é candidato ao Senado por Pernambuco em 2026, com a pauta trabalhista como uma de suas principais bandeiras. Sua atuação em defesa da democracia, dos direitos humanos e das políticas sociais lhe rendeu o reconhecimento de “melhor deputado federal de Pernambuco” em premiação nacional.

A Batalha na CCJ: Debates e Embates

A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou contornos dramáticos na CCJ, com Gadelha protagonizando momentos decisivos. Em um dos embates mais marcantes, o deputado confrontou o parlamentar Zé Trovão (PL-SC), que classificou a proposta como “espinhosa”. A resposta de Gadelha foi direta e cirúrgica:

“Deputado, espinhosa é a jornada 6×1, que deixa o trabalhador longe da família, esgotado e sem tempo de conviver com os filhos. O senhor trabalha 2×5 e está querendo decidir sobre a vida de quem trabalha 6 dias e descansa 1.”

A declaração, que circulou amplamente nas redes sociais, resume o cerne de sua argumentação: a defesa de uma política pública centrada na dignidade humana. Gadelha também não poupou críticas à oposição, afirmando que deputados do PL estariam tentando “enganar o trabalhador brasileiro”. Em discurso inflamado, citou nomes como Sóstenes Cavalcante, Marco Feliciano, Zé Trovão e Julia Zanatta, acusando-os de “discursos falaciosos” e de sempre terem “sido contra o trabalhador, contra os direitos trabalhistas”.

Articulação nos Bastidores e Avanço da Pauta

A luta de Gadelha não se restringe ao plenário. Nos bastidores, o deputado tem articulado diretamente com o senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da matéria no Senado, para garantir que o texto aprovado na Câmara avance sem modificações na Casa Alta. “Essa é uma luta que a gente vem travando há muito tempo. Estive na comissão da Câmara, fui o único pernambucano titular e agora estou dialogando diretamente com o relator Omar Aziz para garantir que essa pauta avance sem modificação no Senado”, afirmou.

O andamento da pauta ganhou ritmo acelerado após acordo firmado entre o presidente Lula, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que colocaram a revisão da jornada de trabalho entre as prioridades do esforço concentrado do Legislativo. A proposta reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

Vitória Histórica e Próximos Passos

Em maio de 2026, a CCJ da Câmara deu aval à proposta que acaba com a escala 6×1. Gadelha comemorou a aprovação como uma “vitória histórica para os trabalhadores brasileiros”, classificando a mudança como um avanço importante na defesa de melhores condições de trabalho, mais qualidade de vida e maior equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.

O deputado destacou que a pauta sempre esteve ligada à luta em defesa dos direitos dos trabalhadores e que, mesmo diante das críticas e tentativas de barrar a proposta, a mobilização popular e o apoio de parlamentares favoráveis foram decisivos para a conquista. “O fim da 6×1 é uma luta nossa. É uma luta por dignidade e qualidade de vida”, resumiu.

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