As provas que ligam João Campos a Amisadai, o homem que ele tentou transformar em vilão

GAZETA PERNAMBUCANA –  A tentativa desesperada de João Campos (PSB) de se vitimizar na reta final da campanha eleitoral foi desmascarada de forma brutal e definitiva pela própria história que ele tentou apagar. Ao negar publicamente, na noite da última quinta-feira (27), qualquer vínculo com o servidor Amisadai Andrade da Silva, a quem sua coligação apontou como o chefe do suposto “gabinete do ódio” do governo Raquel Lyra, o candidato ao Governo de Pernambuco foi contradito por um acervo de provas que expõe uma relação de amizade íntima, lastreada por vídeos afetuosos e, pior, por dinheiro público da gestão que ele comandou na Prefeitura do Recife.

A jogada de baixo nível, urdida para denegrir a imagem da governadora Raquel Lyra (PSD),  candidata à reeleição, ruiu antes mesmo de ganhar força. Enquanto João Campos tentava transformar Amisadai no grande vilão da história, a própria governadora trouxe à tona a prova cabal de que a narrativa do candidato do PSB era uma farsa: um vídeo gravado por ele próprio em 2022, no qual aparece radiante, enviando saudações afetuosas a Amisadai e à sua esposa, Pollyana, pelo nascimento da filha do casal.

A imagem de João Campos, todo sorridente e familiar, não apenas destrói sua defesa constrangedora de que “nunca foi amigo” do servidor, como também escancara seu desespero político. Se não há amizade, por que um candidato ao governo gravaria uma mensagem pessoal e íntima para um “desconhecido”? O vídeo é a materialização da mentira, uma pegadinha da memória que o próprio tempo se encarregou de revelar no momento mais crítico da disputa.

Entretanto, a ligação entre eles não se resume a um abraço gravado. O rastro do dinheiro público enterra de vez qualquer tentativa de distanciamento. A Prefeitura do Recife, durante a gestão de João Campos, destinou verbas publicitárias ao portal de notícias ligado a Amisadai. A pergunta que ecoa no eleitorado é cruel e direta: como pode um candidato acusar sua adversária de financiar um suposto “gabinete do ódio” com recursos estaduais, quando foi sua própria prefeitura que bancou o veículo do homem que agora ele tenta pintar como inimigo? A incoerência é tamanha que revela o verdadeiro propósito da encenação: desviar o foco de suas próprias relações nebulosas e da queda livre que enfrenta nas pesquisas.

O que realmente aterroriza a cúpula da campanha de João Campos não são as provas de amizade, mas a matemática eleitoral implacável. Desesperado com as quedas sucessivas que vem sofrendo nas intenções de voto, o candidato do PSB tenta, com factoides e ataques rasteiros, estancar uma sangria que parece irreversível. Enquanto ele se perde em contradições, Raquel Lyra consolida uma vantagem que a coloca como favorita incontestável para vencer a disputa já no primeiro turno, marcado para o próximo dia 4 de outubro.

Os institutos de pesquisa mais confiáveis do país atestam o cenário desolador para o ex-prefeito do Recife. O levantamento do Datafolha aponta Raquel Lyra com expressivos 47% das intenções de voto, contra apenas 40% de João Campos. A Quaest, por sua vez, confirma a liderança da governadora com 44%, enquanto João Campos estaciona nos 36%, sem força para reagir. Diante desses números, a tentativa de criar um “gabinete do ódio” fictício soa como o último suspiro de uma campanha que já não tem mais argumentos de gestão ou propostas concretas para oferecer ao povo pernambucano.

A farsa do “gabinete do ódio” foi desmontada pela própria história pregressa dos envolvidos. Ao tentar usar Amisadai como peça de um tabuleiro sujo, João Campos não apenas expôs sua amizade com o servidor, como também revelou ao eleitorado sua falta de escrúpulos ao tentar transformar um velho conhecido em vilão para salvar sua própria pele na reta final. O tiro, mais uma vez, saiu pela culatra.

Enquanto Raquel Lyra segue firme com uma campanha limpa e respaldada por números concretos, João Campos se afunda em suas próprias mentiras, tentando desesperadamente explicar o que as imagens e os registros financeiros já provaram: ele é, sim, amigo de Amisadai, e tentou esconder isso a qualquer custo. No dia 4 de outubro, a Justiça Eleitoral e as urnas darão a sentença final, e tudo indica que a governadora Raquel Lyra não precisará de um segundo turno para sepultar de vez as baixarias e conduzir Pernambuco ao caminho do desenvolvimento.

VEJA O VÍDEO:

Share this content:

Publicar comentário