‘Água-viva imortal’ pode ajudar Ciência a adiar envelhecimento
Água viva (Imagem ilustrativa) Foto: ChatGPT / OpenAI
Turritopsis dohrnii é uma espécie importante para a biologia regenerativa
Um experimento feito pela bióloga marinha Maria Miglietta, da Universidade A&M do Texas em Galveston, nos Estados Unidos, mostra o poder do organismo. A pesquisadora chegou a cortar águas vivas da espécie, fervê-las, deixá-las passar fome, inserir sal em seu tanque de água e até mesmo jogá-las em água doce.
Em vez de morrerem, contudo, essas pequenas criaturas se transformaram em bolas de célula, sem similaridade com seu formato natural, e depois de três dias ressurgiram no seu estado inicial da vida.
As Turritopsis dohrnii foram descobertas em 1992 por um cientista italiano que esqueceu-se de alimentá-las por um fim de semana. Ao retornar ele acreditava que as encontraria mortas, mas deparou-se com águas-vivas ainda mais jovens no recipiente.
De acordo com o que disse o oncologista pediatra Michael Koldobskiy, físico e cientista da Universidade Johns Hopkins, à BBC News, estudar as “águas-vivas imortais” pode ser uma chave para a biologia regenerativa.
– O santo graal deste tipo de desenvolvimento, eu acho, seria a biologia regenerativa: tentar reverter a degeneração ou degradação relativa ao envelhecimento. Estamos muito longe de aproveitar isso para benefício humano, mas acredito que conhecer os organismos que evoluíram estes processos milhões de anos atrás possivelmente poderá valer a pena – declarou.
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