Túlio Gadelha inaugura usina solar de quase R$ 1 milhão no IFPE Vitória

Com quase R$ 1 milhão e 460 painéis fotovoltaicos, o sistema do IFPE promete economizar R$ 360 mil por ano ao campus, verba que tende a migrar para laboratórios, bibliotecas e bolsas de estudo.

Foi sob o sol forte da Mata Sul, na manhã da última quinta-feira (25), que o IFPE Campus Vitória de Santo Antão inaugurou sua usina solar fotovoltaica. O ato teve algo de simbólico que ultrapassa a engenharia: ali, diante de servidores, estudantes e autoridades, o que se ligava não era apenas um conjunto de painéis, mas um princípio, o de que a população pode decidir, com o próprio voto, para onde vai o dinheiro público.

A obra foi viabilizada por uma emenda parlamentar participativa do mandato do deputado federal Túlio Gadelha, hoje filiado ao PSD e pré-candidato ao Senado por Pernambuco na chapa encabeçada pela governadora Raquel Lyra. O investimento, segundo a nota oficial do próprio Instituto, somou R$ 999.998,46, quase um milhão de reais aplicados naquilo que o campus chama de autonomia energética sustentável.

Os números que dão dimensão à conquista vêm do mandato do parlamentar: são 460 painéis fotovoltaicos, capazes de gerar uma economia estimada em R$ 360 mil por ano na conta de energia elétrica. Não é cifra pequena para uma instituição pública de ensino. Cada real que deixa de ser consumido pela tarifa de luz é um real que pode reaparecer onde mais importa: no laboratório, na biblioteca, na bolsa de pesquisa, na estrutura que acolhe quem estuda e quem trabalha no campus.

Mas o detalhe que torna essa usina diferente de tantas outras inaugurações está em sua origem. Ela nasceu das Emendas Participativas, mecanismo pelo qual o mandato de Gadelha submete à consulta popular a destinação de parte de seus recursos orçamentários. Na edição de 2024, foi a própria comunidade quem, em votação aberta, escolheu Vitória de Santo Antão e a pauta da educação. O resultado dessa escolha agora reluz no telhado do Instituto Federal.

“Isso é a democracia participativa gerando energia limpa, economia e educação com sustentabilidade”, resumiu o parlamentar, ao celebrar a entrega. A frase condensa, em uma linha, aquilo que ele tem apresentado como marca de mandato e, agora, como bandeira de pré-campanha: a ideia de que a decisão orçamentária não precisa ser um gabinete fechado, mas pode ser uma escolha coletiva, aberta e auditável.

Há, no episódio, uma convergência rara entre três agendas que costumam caminhar separadas. A sustentabilidade ambiental, que retira da matriz energética de uma instituição pública a dependência de fontes caras e poluentes. A eficiência do gasto público, que transforma economia de tarifa em capacidade de investimento. E o aprofundamento democrático, que devolve à população uma parcela concreta de poder sobre o dinheiro que é, afinal, dela. Em Vitória de Santo Antão, as três se encontraram sobre um mesmo telhado.

Para uma cidade da Mata pernambucana, acostumada a ver o orçamento federal como matéria distante e abstrata, a usina inaugurada na quinta-feira oferece uma lição direta: a política, quando se abre à participação, pode ser luz, no sentido mais literal da palavra.

Veja o Vídeo:

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