Nova regra do Pix entra em vigor hoje: entenda como funciona

A partir desta segunda-feira (2), entra em vigor a nova regra de segurança do Pix implementada pelo Banco Central, que visa facilitar a recuperação de valores em casos de golpes, fraudes ou coerção. O destaque da mudança é o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que passa a ser obrigatório para todos os bancos e instituições de pagamento que operam o Pix.

O MED permite rastrear transferências suspeitas e devolvê-las mesmo quando o dinheiro já tenha sido enviado para outras contas intermediárias. Com a atualização, as instituições financeiras poderão compartilhar informações sobre o caminho percorrido pelos recursos, aumentando as chances de bloqueio e devolução do dinheiro em até 11 dias após a contestação da transação.

Como funciona na prática

  1. O cliente que suspeitar de um golpe deve acionar imediatamente o banco ou instituição de pagamento por aplicativo ou canais oficiais.

  2. A instituição de origem comunica a instituição que recebeu o valor em até 30 minutos.

  3. A conta do suposto golpista é bloqueada.

  4. Ambas as instituições analisam o caso.

  5. Se a fraude for confirmada, o valor é devolvido em até 4 dias.

  6. Caso não haja indícios de golpe, o dinheiro é liberado ao recebedor.

A novidade é que, se os recursos forem transferidos para outras contas, o Banco Central viabiliza o rastreamento dessas movimentações, permitindo que a devolução seja realizada mesmo que o dinheiro tenha chegado a terceiros. O sistema também permite comunicação quase instantânea entre instituições financeiras e órgãos de segurança, aumentando a eficiência do processo.

Mais segurança e agilidade

Criado em 2021, o MED é considerado um dos pilares de segurança do Pix. Desde outubro de 2025, os bancos passaram a oferecer o pedido de devolução por autoatendimento nos aplicativos, sem necessidade de contato humano, tornando o processo mais ágil.

Especialistas estimam que a atualização pode reduzir em até 40% o número de fraudes bem-sucedidas. Além disso, as instituições adotarão critérios mais rigorosos para identificar transações suspeitas e bloquear operações com indícios de golpe.

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