{"id":895,"date":"2025-05-29T21:10:45","date_gmt":"2025-05-30T00:10:45","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=895"},"modified":"2025-05-29T21:11:34","modified_gmt":"2025-05-30T00:11:34","slug":"a-madrugada-e-uma-carta-assinada-em-branco-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=895","title":{"rendered":"A Madrugada \u00e9 uma Carta Assinada em Branco. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<div class=\"xdj266r x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs x126k92a\">\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<div dir=\"auto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-896\" src=\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/501343812_24689858617266424_8603454772088611755_n-1-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/501343812_24689858617266424_8603454772088611755_n-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/501343812_24689858617266424_8603454772088611755_n-1.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> <strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u00a0&#8211;\u00a0 \u00a0 \u00a0<\/strong>A madrugada \u00e9 uma carta assinada em branco. Uma folha onde a alma, embriagada, escreve sem pudor os seus segredos mais densos. N\u00e3o h\u00e1 regras, gram\u00e1tica ou coer\u00eancia. H\u00e1 apenas a confiss\u00e3o nua de quem ama demais e n\u00e3o sabe mais se \u00e9 noite no mundo ou dentro de si.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<div dir=\"auto\">E eu me entrego a ela. Sem hora, sem medo, sem desculpa.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<div dir=\"auto\">Enquanto a cidade cochila com seus postes acesos como c\u00edlios de um rosto cansado, eu acordo em mim mesmo. Caminho rumo ao bar como quem volta para casa. A boemia \u00e9 minha religi\u00e3o, e o balc\u00e3o, meu altar. Cada gole de vinho \u00e9 uma tentativa de afogar a aus\u00eancia dela. Mas ela nada bem. Nada nos meus olhos, nos meus dedos, no meu sil\u00eancio.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<div dir=\"auto\">A radiola de ficha, velha companheira, gira lentamente. Toca \u201cO \u00daltimo Beijo\u201d como se soubesse de cor a partitura do meu cora\u00e7\u00e3o. O gar\u00e7om j\u00e1 nem pergunta mais. Apenas serve \u2014 como quem compreende que h\u00e1 dores que n\u00e3o precisam de conversa, apenas de um copo cheio.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<div dir=\"auto\">O bar \u00e9 o meu para\u00edso de desterrado. Ali sou rei de um imp\u00e9rio perdido, onde a \u00fanica s\u00fadita que me importa desertou sem aviso. Deixou um perfume na mem\u00f3ria e um beijo suspenso no tempo. \u00c0s vezes dan\u00e7o sozinho entre as mesas vazias, como se ainda a visse sorrindo ao canto, com os cabelos soltos e os olhos dizendo tudo que sua boca n\u00e3o ousava.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<div dir=\"auto\">N\u00e3o sei mais se sou eu que amanhe\u00e7o\u2026 ou se \u00e9 o dia que amanhece em mim, por causa da falta que ela me faz. A aurora chega como uma visita indesejada, batendo \u00e0 porta com os dedos frios da lucidez. Mas ainda n\u00e3o abro. Prefiro o escuro da saudade, esse lugar onde ainda posso v\u00ea-la nitidamente, como se n\u00e3o tivesse partido nunca.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<div dir=\"auto\">A madrugada me pertence. \u00c9 o meu pa\u00eds. E cada noite \u00e9 uma carta nova que deixo sobre a mesa, assinada com l\u00e1grimas invis\u00edveis e o nome dela escrito em cada canto.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<div dir=\"auto\">Se algum dia ela voltar, encontrar\u00e1 uma cidade dormindo \u2014 e um homem ainda acordado, esperando numa cadeira qualquer, entre o segundo gole e o pen\u00faltimo suspiro.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<div dir=\"auto\">Nem que seja por um gole de piedade\u2026 \u00e9 o que penso quando olho para a porta do bar, como quem espera um milagre cotidiano. Talvez ela entre. Talvez traga nos olhos um pedido de desculpas. Ou um sil\u00eancio bonito o suficiente para me refazer. Mas ela n\u00e3o vem. E mesmo assim, eu insisto.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<div dir=\"auto\">Porque quem ama de verdade n\u00e3o espera apenas o amor. Espera at\u00e9 o vest\u00edgio dele. Um gesto, um sopro, um gole de piedade servido em ta\u00e7a de cristal. E se vier aguado, se vier em retardo, se vier tremendo \u2014 ainda assim servir\u00e1. Porque o cora\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 habituado a viver com migalhas de eternidade.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<div dir=\"auto\">O bar agora est\u00e1 quase vazio. Apenas um casal sussurra ao fundo, e um homem dorme sobre os pr\u00f3prios bra\u00e7os, vencido por um cansa\u00e7o que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 f\u00edsico. A radiola, cansada de cantar, range. Mas antes de parar, ela me d\u00e1 um \u00faltimo presente: toca El D\u00eda Que Me Quieras, e Gardel me fala ao ouvido como um velho amigo de trag\u00e9dias partilhadas.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<div dir=\"auto\">Levanto a ta\u00e7a. Brindo com ningu\u00e9m. E bebo. Bebo n\u00e3o pelo sabor \u2014 mas pelo rito. Bebo porque ela gostava de ver a cor do vinho refletida em meu olhar. Bebo para que, de algum modo, seus olhos se lembrem. Porque no fim das contas, o que eu queria mesmo era isso: que ela se lembrasse. Nem que fosse num suspiro. Num sonho breve. Num trope\u00e7o de mem\u00f3ria no meio da tarde.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<div dir=\"auto\">Amar tamb\u00e9m \u00e9 isso: estender a m\u00e3o no escuro, mesmo sabendo que ela n\u00e3o ser\u00e1 tocada. Mas ainda assim estend\u00ea-la \u2014 por f\u00e9. Por loucura. Por fidelidade a algo que s\u00f3 n\u00f3s dois vivemos, e que talvez nem ela se lembre mais. Mas eu lembro.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<div dir=\"auto\">A madrugada \u00e9 uma carta assinada em branco porque o amor, quando se vai, deixa apenas lacunas. E a gente preenche com o que tem: vinho, suspiros, sil\u00eancios, e um gole de piedade que nunca chega.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<div dir=\"auto\">Mas se chegar \u2014 ah, se chegar \u2014 que venha frio, tardio, derramando-se nos cantos da alma. Porque mesmo a piedade, quando \u00e9 dela, vira b\u00ean\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<div dir=\"auto\">Enquanto isso, sigo\u2026<\/div>\n<div dir=\"auto\">Como quem leva os olhos dentro de uma ta\u00e7a de vinho, procurando em cada gole o rosto que a mem\u00f3ria ainda insiste em salvar da noite.<\/div>\n<div dir=\"auto\">Sigo como quem caminha sem pernas, como quem respira s\u00f3 por engano.<\/div>\n<div dir=\"auto\">Como quem desaprendeu todos os gestos \u2014 menos o de esperar.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<div dir=\"auto\">Olho a rua. A cidade inteira parece deserta, mas sei que, em algum lugar, ela respira. Talvez esteja dormindo\u2026 com aquele rosto sereno que o tempo n\u00e3o conseguiu apagar do meu pensamento. Talvez, entre sonhos leves e inocentes, murmure palavras que um dia disse para mim \u2014 sem saber que ainda ecoam no meu peito. E mesmo sem saber, ainda me habita.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<div dir=\"auto\">E mesmo assim, eu brindo.<\/div>\n<div dir=\"auto\">Brindo ao amor que n\u00e3o volta.<\/div>\n<div dir=\"auto\">Brindo ao que fomos.<\/div>\n<div dir=\"auto\">Brindo ao que, mesmo doendo, ainda somos.<\/div>\n<div dir=\"auto\">Nem sei mais se a madrugada termina ou se apenas me dissolve.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"x11i5rnm xat24cr x1mh8g0r x1vvkbs xtlvy1s x126k92a\">\n<div dir=\"auto\">E se algu\u00e9m ler esta carta assinada em branco \u2014 que \u00e9 minha vida \u2014 que saiba: ainda estou aqui.<\/div>\n<div dir=\"auto\">Sentado.<\/div>\n<div dir=\"auto\">Esperando.<\/div>\n<div dir=\"auto\">Amando.<\/div>\n<div dir=\"auto\">Como quem n\u00e3o tem mais gestos,<\/div>\n<div dir=\"auto\">Nem vida.<\/div>\n<div dir=\"auto\">Mas ainda tem nome.<\/div>\n<div dir=\"auto\">E cora\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. 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