{"id":5720,"date":"2026-10-29T19:21:56","date_gmt":"2026-10-29T22:21:56","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5720"},"modified":"2026-10-29T19:22:29","modified_gmt":"2026-10-29T22:22:29","slug":"28-filmes-que-marcaram-brasilia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5720","title":{"rendered":"28 filmes que marcaram Bras\u00edlia"},"content":{"rendered":"<div class=\"linha\">\n<div class=\"pull-right small\">\u00a0 \u00a0 \u00a0A investiga\u00e7\u00e3o da identidade brasiliense, ainda sem desfecho, ati\u00e7a uma gera\u00e7\u00e3o que continua a procurar respostas para uma antiga quest\u00e3o: qual \u00e9 a imagem do cinema brasiliense?<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"print\">\n<div class=\"linha texto\">\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0Crises e a irmanada dobradinha pol\u00edtica e poder, al\u00e9m do pr\u00f3prio fazer cinematogr\u00e1fico, reinam como temas de uma cidade que define, via verbas estatais, a linhagem dos projetos de cinema. Muito antes, por\u00e9m, das discuss\u00f5es sobre cinema brasiliense, a capital j\u00e1 posava para as c\u00e2meras. Cinegrafistas desciam de helic\u00f3pteros para documentar as cenas da constru\u00e7\u00e3o, amplificadas na pel\u00edcula dos cinejornais. A partir de 1964, mestres como Nelson Pereira dos Santos e Paulo Em\u00edlio Salles Gomes formaram o corpo docente do primeiro curso superior de cinema do Brasil (na Universidade de Bras\u00edlia), que desenvolveu obras sobre aquele per\u00edodo de forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando dotados do esp\u00edrito documental, os cineastas fazem as descobertas de um passado com fei\u00e7\u00f5es rejuvenescidas, dado o tom sempre avan\u00e7ado embutido na gen\u00e9tica da cidade. Sem encerrar um conceito hier\u00e1rquico, e n\u00e3o apenas orientado por t\u00edtulos que contemplem Bras\u00edlia como cen\u00e1rio, num levantamento \u2014 naturalmente impreciso, dado o volume de produ\u00e7\u00f5es locais \u2014, o Correio mapeou filmes influentes para a cidade.\u00a0Este blog escolheu alguns que considera relevantes:<\/p>\n<p>Os anos JK\u2014 uma trajet\u00f3ria pol\u00edtica (Silvio Tendler, longa-metragem, 1980)<br \/>\nMapeando epis\u00f3dios entre as d\u00e9cadas de 1940 e 1970, o diretor tra\u00e7a complexo painel pol\u00edtico do pa\u00eds. Sucesso de p\u00fablico, venceu o trof\u00e9u Margarida de Prata (da CNBB) e, junto \u00e0 sociedade oprimida, exaltou o ideal democr\u00e1tico representado na figura de Juscelino Kubitschek.<\/p>\n<p>Athos (S\u00e9rgio Moriconi, m\u00e9dia-metragem, 1998)<br \/>\nO depoimento do artista pl\u00e1stico Athos Bulc\u00e3o j\u00e1 garantiria relev\u00e2ncia ao curta de Moriconi. Mas o cineasta e cr\u00edtico ousa ao intercalar a entrevista com cita\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas e elementos de fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Barra 68 \u2014 sem perder a ternura (Vladimir Carvalho, longa-metragem, 2000)<br \/>\nAtento ao poder de como\u00e7\u00e3o das imagens que registram a invas\u00e3o de tropas militares na UnB, Vladimir faz um elogio \u00e0 mem\u00f3ria da universidade e \u00e0 luta contra a repress\u00e3o.<\/p>\n<p>Bras\u00edlia (Cac\u00e1 Diegues, curta-metragem, 1960)<br \/>\n\u201cIsso daqui ser\u00e1 uma cidade?\u201dEra a indaga\u00e7\u00e3o recorrente de Cac\u00e1 Diegues que, aos 18 anos, tinha \u00e0 frente \u201cum deserto de poeira vermelha e placas que indicavam as futuras edifica\u00e7\u00f5es\u201d. De posse de uma c\u00e2mera 16mm, emprestada pelo amigo David Neves, Diegues acompanhou o pai, um funcion\u00e1rio p\u00fablico, na capital em obras. A lembran\u00e7a da cidade em constru\u00e7\u00e3o ficou apenas na mem\u00f3ria do realizador: nenhuma c\u00f3pia do filme foi preservada.<\/p>\n<p>Bras\u00edlia, a \u00faltima utopia (Pedro An\u00edsio, Geraldo Moraes, Vladimir Carvalho, Pedro J. Castro, Moacir Oliveira e Roberto Pires, longa-metragem, 1989)<br \/>\nSeis curtas-metragens encomendados a partir da nomea\u00e7\u00e3o da capital como Patrim\u00f4nio Cultural da Humanidade, em 1987. Com 20 anos de distanciamento, permaneceram os esp\u00edritos de universalidade e de matriz de identidade encorpados na proposta.<\/p>\n<p>Bras\u00edlia: contradi\u00e7\u00f5es de uma cidade nova (Joaquim Pedro de Andrade, m\u00e9dia-metragem, 1967)<br \/>\n\u201cA primeira metade do filme tem um tom quase institucional. \u00c9 a imagem que se tem da cidade vista de fora. Na metade, a narrativa d\u00e1 uma guinada e se transforma em um document\u00e1rio direto, o retrato de uma capital pulsante, que n\u00e3o foi planejada\u201d, comenta Pablo Gon\u00e7alo, cineasta, cr\u00edtico e coordenador do curso de cinema e m\u00eddias digitais do Iesb. Pouco antes da produ\u00e7\u00e3o do cl\u00e1ssico Macuna\u00edma, o diretor Joaquim Pedro de Andrade, ao lado do fot\u00f3grafo Affonso Beato, revelou mazelas nesse filme que se debru\u00e7a sobre problemas vis\u00edveis como moradias insuficientes, a forma\u00e7\u00e3o da periferia e dados de mortalidade infantil. (Um dos meus preferidos!)<\/p>\n<p>Bras\u00edlia \u2014 um dia em fevereiro (Maria Augusta Ramos, m\u00e9dia-metragem, 1996)<br \/>\nVencedor do trof\u00e9u C\u00e2mara Legislativa do DF, enfatizou o poder de observa\u00e7\u00e3o da diretora dos document\u00e1rios Ju\u00edzo e Justi\u00e7a, que n\u00e3o se rendeu ao formato de entrevistas. Numa estratifica\u00e7\u00e3o social, despontam um vendedor ambulante, uma representante da alta sociedade e uma estudante universit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Brasili\u00e1rios (S\u00e9rgio Bazi e Zuleika Porto, curta-metragem, 1986)<br \/>\nEm conson\u00e2ncia com n\u00edveis documental e fict\u00edcio empregados por Clarice Lispector nas cr\u00f4nicas Bras\u00edlia: esplendor e Nos primeiros tempos de Bras\u00edlia, o filme valeu-se dos contrastes arquitet\u00f4nicos da capital.<\/p>\n<p>Celeste &amp; Estrela (Betse de Paula, longa-metragem, 2002)<br \/>\n\u201cLugar de dinheiro \u00e9 Bras\u00edlia\u201d, diz uma das personagens do tri\u00e2ngulo amoroso (formado por um casal que ama o cinema) destacado pela fita. Em cena, uma aspirante a cineasta (Dira Paes) se enamora de um burocrata do Minist\u00e9rio da Cultura (F\u00e1bio Nassar), na leve com\u00e9dia que brinca com clich\u00eas e cita\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p>A c\u00e9u aberto (Jo\u00e3o Batista de Andrade, longa-metragem, 1985)<br \/>\nBras\u00edlia n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico cen\u00e1rio para a trajet\u00f3ria da \u201cvoz origin\u00e1ria da democracia\u201d personalizada na figura do presidente Tancredo Neves. Mas, \u00e9 na capital que a morte do l\u00edder conciliador causa grande parte da como\u00e7\u00e3o registrada entre jornalistas, l\u00edderes e, particularmente, an\u00f4nimos.<\/p>\n<p>Conterr\u00e2neos velhos de guerra (Vladimir Carvalho, longa-metragem, 1992)<br \/>\nEm um artigo escrito em 1992, Vladimir Carvalho definiu Conterr\u00e2neos velhos de guerra como \u201ca cr\u00f4nica dos lances enfrentados pelos nordestinos que vieram, no fim dos anos 1950, para a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia.\u201d O filme \u00e9 isso, mas a descri\u00e7\u00e3o subestima o desenho monumental de uma epopeia do Centro-Oeste. \u201c\u00c9 um resgate muito rico da hist\u00f3ria da cidade. No in\u00edcio da carreira, Vladimir filmava o homem nordestino. Em Conterr\u00e2neos, ele buscou aqueles nordestinos aqui, na capital\u201d, comenta Marcos de Souza Mendes, cineasta e professor da UnB. (A Professora e pesquisadora Shirley Carvalhedo \u00e9 especialista neste filme).<\/p>\n<p>Fala, bras\u00edlia (Nelson Pereira dos Santos, curta-metragem, 1966)<br \/>\nComo inaugurar uma cinematografia? Neste document\u00e1rio, projetado por professores e alunos do curso de cinema da UnB e dirigida por Nelson Pereira dos Santos, a narrativa ganha uma dimens\u00e3o de um manifesto: mais do que registrar a constru\u00e7\u00e3o f\u00edsica de Bras\u00edlia, a c\u00e2mera se encontra com os brasileiros que chegam \u00e0 capital. A diversidade de sotaques \u00e9 o tema central de um curta que instiga possibilidades para uma arte comprometida com a documenta\u00e7\u00e3o e a an\u00e1lise de uma nova realidade. Eis o nascimento de uma cidade \u2014 e de um cinema.<\/p>\n<p>O homem do Rio (Philippe de Broca, longa-metragem, 1964)<br \/>\nVestido em um impec\u00e1vel smoking branco, Jean-Paul Belmondo cruza a plataforma inferior da Rodovi\u00e1ria do Plano Piloto e, em um corte abrupto, aparece sob o Pal\u00e1cio do Planalto. N\u00e3o foram poucas as liberdades tomadas pelo diretor franc\u00eas Philippe de Broca. Uma cidade em obras, esvaziada, \u00e9 recriada sob a n\u00e9voa de barro vermelho. Rio de Janeiro e a Amaz\u00f4nia tamb\u00e9m entraram no itiner\u00e1rio desta fita de aventura, coprodu\u00e7\u00e3o entre Fran\u00e7a e It\u00e1lia. (Muito diferente esta filmagem)<\/p>\n<p>A idade da Terra (Glauber Rocha, longa-metragem, 1980)<br \/>\nObra aberta por natureza, com a invasiva presen\u00e7a do pr\u00f3prio cineasta, tem discurso engajado, a postos para subverter a ordem e difundir uma esp\u00e9cie de transe visual. Nele, o fundamental tra\u00e7o nacionalista de Glauber \u00e9 expurgado. Nas sequ\u00eancias mais endiabradas, Maur\u00edcio do Valle perambula pela capital, com intermin\u00e1veis provoca\u00e7\u00f5es, tendo como fundo a incipiente fachada do Conjunto Nacional e um Teatro Nacional em obras.<\/p>\n<p>Inferno no Gama (Afonso Brazza, longa-metragem, 1993(<br \/>\n\u201cComo numa perfeita s\u00edntese para a pontua\u00e7\u00e3o trash do Brazza, o filme foi constru\u00eddo enquanto o governo Collor desmantelou o cinema brasileiro. No longa, d\u00e1 para notar uma mudan\u00e7a de posicionamento do diretor: ele entrou em contato com o p\u00fablico\u201d, disse Pedro Lacerda, amigo e realizador que finalizou Fuga sem destino no lugar de Afonso Brazza, morto em 2003.<\/p>\n<p>O jardineiro do tempo (Mauro Giuntini, curta-metragem, 2001)<br \/>\nDiretor do longa Simples mortais, Giuntini lan\u00e7a luz sobre um dos estetas que interveio na elabora\u00e7\u00e3o da cidade: o paisagista Roberto Burle Marx. No itiner\u00e1rio visual, despontam os jardins da 308 Sul, as pra\u00e7as do Parque da Cidade e do Setor Militar Urbano, al\u00e9m do Pal\u00e1cio do Itamaraty.<\/p>\n<p>Momento tr\u00e1gico (Cibele Amaral, curta-metragem, 2003)<br \/>\nCom\u00e9dia, premiada pelo j\u00fari popular no Festival de Bras\u00edlia, que promoveu arrast\u00e3o de Kikitos no Festival de Gramado de 2004, ao faturar pr\u00eamios de melhor filme (ratificado pelo j\u00fari popular), de dire\u00e7\u00e3o e de melhor ator (Andr\u00e9 Deca), trata de uma ciranda de amores e neuroses, com direito a um espi\u00e3o infiltrado em terapia de grupo.<\/p>\n<p>Oficina Perdiz (Marcelo Diaz, m\u00e9dia-metragem, 2006)<br \/>\n\u00c0 margem dos padr\u00f5es de uma cidade planejada, a \u201cirregular\u201d Oficina Perdiz (na Asa Norte) \u00e9 um h\u00edbrido de teatro e oficina mec\u00e2nica que enfrentou uma s\u00e9rie de amea\u00e7as de interdi\u00e7\u00e3o. Marcelo D\u00edaz narra essa hist\u00f3ria com afetuosidade, mas sem evitar a provoca\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Oscar Niemeyer \u2014 a vida \u00e9 um sopro (Fabiano Maciel, longa-metragem, 2008)<br \/>\nA simplicidade do registro \u00e9 o m\u00e9rito desta longa (mas nunca enfadonha) entrevista com Niemeyer, que conversa sobre velhice, pol\u00edtica, arquitetura, Bras\u00edlia e beleza. Abriu o Festival de Bras\u00edlia de 2008.<\/p>\n<p>Patriamada (Tizuka Yamasaki, longa-metragem, 1985)<br \/>\nRegistrar a transi\u00e7\u00e3o do regime militar para o meio civil foi a proposta do longa que teve tr\u00eas dias de filmagens em Bras\u00edlia, com a equipe disfar\u00e7ada de profissionais da tev\u00ea. D\u00e9bora Bloch e Walmor Chagas, respectivamente, d\u00e3o vida \u00e0 jornalista de esquerda e ao empres\u00e1rio, na hist\u00f3ria inspirada no clima das Diretas J\u00e1!.<\/p>\n<p>Rap, o canto da Ceil\u00e2ndia (Adirley Queiroz, curta-metragem, 2005)<br \/>\n\u201cO rap estava ali, na minha casa, na rua, no campo de futebol. Foi importante para a minha autoafirma\u00e7\u00e3o\u201d, contou o diretor estreante Adirley Queiroz ao Correio, poucos dias depois de ter vencido os pr\u00eamios de j\u00fari e p\u00fablico no 38\u00ba Festival de Bras\u00edlia. Amplificar a identidade da periferia \u2014 nem que na marra \u2014, \u00e9 o tema deste document\u00e1rio duro sobre o hip-hop de Ceil\u00e2ndia.<\/p>\n<p>O risco \u2014 Lucio Costa e a utopia moderna (Geraldo Motta Filho, longa-metragem, 2002)<br \/>\nCom material de arquivo enriquecido pela \u00f3tica do pr\u00f3prio urbanista (em imagens 8mm feitas entre os anos de 1930 e 1960), o filme modela o nascimento e o desabrochar da arquitetura moderna. Entre os depoimentos, na \u00edntegra registrados em livro, o arquiteto, professor e pintor S\u00e9rgio Ferro avalia: \u201cA forma do Lucio Costa, sempre aparentemente t\u00edmida, simples, sem arroubos transcendentais, me parece muito mais pr\u00f3xima do projeto dele, do que a utopia do Niemeyer. Eu n\u00e3o oporia nunca o uso \u00e0 forma\u201d.<\/p>\n<p>Samba em Bras\u00edlia (Watson Macedo, longa-metragem, 1960)<br \/>\nNesta chanchada carioca, Bras\u00edlia representa o sonho de ascens\u00e3o social de uma porta-bandeira salgueirense, insatisfeita com um cotidiano sem luxo. Mesmo fora de cena, a nova capital atrai personagens em busca de uma vida melhor.<\/p>\n<p>A terceira margem do rio (Nelson Pereira dos Santos, longa-metragem, 1992)<br \/>\nQuase 30 anos depois de ter marcado uma posi\u00e7\u00e3o de pioneirismo no cinema brasiliense (com o curta Fala, Bras\u00edlia, de 1966), Nelson Pereira dos Santos se lan\u00e7ou em outra aventura: conduziu o primeiro longa filmado no P\u00f3lo de Cinema, campo de produ\u00e7\u00e3o erguido em Sobradinho. Dupla ousadia, j\u00e1 que esta tradu\u00e7\u00e3o de Guimar\u00e3es Rosa desafiou um dos per\u00edodos mais penosos do cinema brasileiro, cravado na aridez da era Collor. Nelson respondeu \u00e0s prova\u00e7\u00f5es com uma adapta\u00e7\u00e3o quase sem floreios. Corajosamente, converte precariedade em m\u00e1gica.<\/p>\n<p>Vestibular 70 (Vladimir Carvalho e Fernando Duarte, curta-metragem, 1970)<br \/>\nNeste retrato em preto e branco, concebido pelo curso de cinema da UnB, os corredores da universidade s\u00e3o retratados como campo para uma batalha. Os gladiadores: mais de cinco mil estudantes que, an\u00f4nimos, disputam vagas no vestibular de 1970.<\/p>\n<p>O sonho n\u00e3o acabou (S\u00e9rgio Rezende, longa-metragem, 1982)<br \/>\nUma desencanada primeira gera\u00e7\u00e3o de brasilienses habita a estreia do diretor pela fic\u00e7\u00e3o. Na pele de uma hippie, Luc\u00e9lia Santos v\u00ea at\u00e9 um disco voador no Lago Norte, enquanto se multiplicam na tela loca\u00e7\u00f5es como uma mans\u00e3o do Lago Sul, a agitada 109 Sul, no col\u00e9gio Leonardo da Vinci (onde eu estudava no dia da grava\u00e7\u00e3o), a Torre de TV e at\u00e9 o Vale do Amanhecer. A\u00a0rotina de um grupo de jovens, com seus sonhos, aspira\u00e7\u00f5es e desilus\u00f5es. Ap\u00f3s a opress\u00e3o nos anos 60, uma nova gera\u00e7\u00e3o de jovens em\u00a0Bras\u00edlia\u00a0procura escapar do conformismo. Alguns deles experimentam drogas e, eventualmente, fazem parte do tr\u00e1fico. Numa noite, todos se encontram no mesmo lugar, mas cada um ter\u00e1 um destino diferente.\u00a0Marcou a estreia de v\u00e1rios atores no cinema\u00a0brasileiro, dentre os quais\u00a0Lauro Corona,\u00a0Miguel Falabella\u00a0e\u00a0Luc\u00e9lia Santos. Reconhecido pela cr\u00edtica especializada como um dos 10 melhores filmes lan\u00e7ados em 1982. Um filme marcante que vale a pena ser visto por quem viveu a juventude em Bras\u00edlia. O meu preferido.<\/p>\n<p>Faroeste Caboclo (Ren\u00e9 Sampaio, 2013)<br \/>\nInspirado na can\u00e7\u00e3o\u00a0hom\u00f4nima, da banda\u00a0Legi\u00e3o Urbana. A saga de Jo\u00e3o de Santo Cristo e Maria L\u00facia foi lan\u00e7ada em 1987 e conta a hist\u00f3ria de um nordestino que chega a\u00a0Bras\u00edlia, torna-se traficante, apaixona-se por uma jovem chamada Maria Lucia e tenta deixar o crime, mas \u00e9 morto por um traficante rival. O filme foi lan\u00e7ado em 30 de maio de 2013.1\u00a0O filme faturou 15,5 milh\u00f5es em bilheteria e levou 1,4 milh\u00e3o de pessoas aos cinemas em 2013.<\/p>\n<p>Somos t\u00e3o jovens (Ant\u00f4nio Carlos da Fontoura, 2013)<br \/>\nBras\u00edlia, 1973. Renato (Thiago Mendon\u00e7a) acabou de se mudar com a fam\u00edlia para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na \u00e9poca ele sofria de uma doen\u00e7a \u00f3ssea rara, a epifisi\u00f3lise, que o deixou numa cadeira de rodas ap\u00f3s passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por m\u00fasica. F\u00e3 do punk rock, Renato come\u00e7a a se envolver com o cen\u00e1rio musical de Bras\u00edlia ap\u00f3s melhorar dos problemas de sa\u00fade. \u00c9 quando ajuda a fundar a banda Aborto El\u00e9trico e, posteriormente, a Legi\u00e3o Urbana. Uma obra musical e biogr\u00e1fica sobre a juventude de Renato Russo.<\/p>\n<p>Fonte: Correio Braziliense \/ Blog da Marina Mara<\/p>\n<p>*\u00a0Marina Mara \u00e9 brasiliense, nasceu em trinta de mar\u00e7o de 1979. \u00c9 graduada em Comunica\u00e7\u00e3o Social e trabalha como produtora cultural independente.\u00a0A poeta venceu alguns concursos de poesia, conto e reda\u00e7\u00e3o, dos quais destacam-se o Pr\u00eamio Criatividade 2005, realizado pelo Governo do Distrito Federal e, em 2006, teve sua reda\u00e7\u00e3o escolhida entre mais de 37 mil textos de todo o pa\u00eds para compor um livro em homenagem ao centen\u00e1rio do voo do 14 Bis. Seu blog: www.marinamara.com.br<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0A investiga\u00e7\u00e3o da identidade brasiliense, ainda sem desfecho, ati\u00e7a uma gera\u00e7\u00e3o que continua a procurar respostas para uma antiga quest\u00e3o: qual \u00e9 a imagem do cinema brasiliense? \u00a0 \u00a0 \u00a0Crises e a irmanada dobradinha pol\u00edtica e poder, al\u00e9m do pr\u00f3prio fazer cinematogr\u00e1fico, reinam como temas de uma cidade que define, via verbas estatais, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5721,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[37,1,35,46],"tags":[],"class_list":["post-5720","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-https-gazetapernambucana-com-page_id212","category-https-gazetapernambucana-com-page_id225","category-https-gazetapernambucana-com-page_id218","category-literatura"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v24.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>28 filmes que marcaram Bras\u00edlia -<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5720\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"28 filmes que marcaram Bras\u00edlia -\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"\u00a0 \u00a0 \u00a0A investiga\u00e7\u00e3o da identidade brasiliense, ainda sem desfecho, ati\u00e7a uma gera\u00e7\u00e3o que continua a procurar respostas para uma antiga quest\u00e3o: qual \u00e9 a imagem do cinema brasiliense? 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