{"id":5192,"date":"2026-09-26T02:11:08","date_gmt":"2026-09-26T05:11:08","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192"},"modified":"2026-09-26T02:11:08","modified_gmt":"2026-09-26T05:11:08","slug":"o-peso-do-nunca-mais-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192","title":{"rendered":"O peso do nunca mais. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/MinC\u00a0 \u2013<\/strong>\u00a0 Nunca mais \u00e9 uma express\u00e3o pequena para uma extens\u00e3o t\u00e3o dif\u00edcil de imaginar, duas palavras que pronunciamos numa \u00fanica expira\u00e7\u00e3o, embora o sentimento precise de muito mais tempo para percorrer aquilo que elas afirmam. Conseguimos compreender o fim de uma conversa, a mudan\u00e7a de um endere\u00e7o, a separa\u00e7\u00e3o de dois caminhos, mas existe alguma coisa em n\u00f3s que hesita diante dessa medida sem bordas, desse futuro inteiro ao qual uma experi\u00eancia j\u00e1 n\u00e3o pertencer\u00e1, porque pensar no dia seguinte \u00e9 um exerc\u00edcio poss\u00edvel, pensar nos pr\u00f3ximos meses exige algum esfor\u00e7o, e pensar em todos os dias que vir\u00e3o, sabendo que determinada presen\u00e7a estar\u00e1 fora deles, produz uma esp\u00e9cie de vertigem para a qual o corpo n\u00e3o foi preparado.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o costuma chegar primeiro e apresentar os fatos com uma precis\u00e3o que quase nos constrange, enquanto o sentimento continua a trabalhar numa velocidade pr\u00f3pria, examinando o que j\u00e1 foi compreendido, tocando outra vez os contornos de uma certeza que n\u00e3o se altera. Sabemos o que aconteceu, reconhecemos a realidade, conduzimos nossas escolhas de acordo com ela, mas esse conhecimento n\u00e3o determina a temperatura do que sentimos, assim como entender a dist\u00e2ncia entre duas cidades n\u00e3o encurta um \u00fanico metro da estrada. Existe um trabalho \u00edntimo nessa diferen\u00e7a entre saber e conseguir acomodar o que se sabe, um trabalho sem testemunhas, realizado durante a vida comum, entre a resposta a uma pergunta e a aten\u00e7\u00e3o que precisamos devolver ao assunto seguinte.<\/p>\n<p>Por fora, os dias continuam inteiramente capazes de nos interessar, e seria injusto com a pr\u00f3pria vida dizer que tudo perde o gosto ou que nenhuma alegria consegue nos alcan\u00e7ar. Um livro nos envolve, uma conversa nos diverte, o trabalho exige intelig\u00eancia, encontramos prazer numa ideia, numa descoberta, numa tarefa bem realizada, e participamos de tudo isso com sinceridade, sem representar satisfa\u00e7\u00e3o para esconder o que sentimos. Entretanto, no interior dessa exist\u00eancia que se movimenta, permanece uma regi\u00e3o sens\u00edvel, um ponto em que a experi\u00eancia mais simples encontra uma resist\u00eancia inesperada, como acontece quando o tecido de uma roupa toca exatamente onde a pele ainda n\u00e3o suporta a mesma press\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, esse ponto se revela no impulso de repartir uma observa\u00e7\u00e3o, alguma coisa engra\u00e7ada que acabamos de ouvir, um pensamento que ainda est\u00e1 tomando forma e que, por um movimento espont\u00e2neo da intimidade, procura uma pessoa determinada. O impulso dura pouco, mas \u00e9 suficiente para mostrar quanto do conv\u00edvio se incorporou \u00e0 nossa maneira de perceber o mundo, porque aprendemos a reconhecer certos acontecimentos j\u00e1 imaginando a express\u00e3o com que seriam recebidos, a pergunta que despertariam, o detalhe que chamaria aten\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o a frase permanece conosco, e precisamos descobrir o que fazer com essa parte da experi\u00eancia que nasceu acompanhada e agora nos pertence inteira.<\/p>\n<p>Talvez seja isso que d\u00ea ao nunca mais uma espessura t\u00e3o particular: ele alcan\u00e7a tamb\u00e9m os pequenos movimentos que antecedem o pensamento, os h\u00e1bitos de percep\u00e7\u00e3o, as associa\u00e7\u00f5es discretas pelas quais uma pessoa passou a participar da nossa intelig\u00eancia e da nossa sensibilidade. Podemos reorganizar hor\u00e1rios, mudar percursos, estabelecer outras rotinas, mas o \u00edntimo n\u00e3o se modifica com a prontid\u00e3o de uma agenda, pois ali as coisas se formaram por conviv\u00eancia, por repeti\u00e7\u00e3o, por uma confian\u00e7a que foi entrando nos gestos at\u00e9 parecer natural. Uma palavra ganha certo sabor porque algu\u00e9m a pronunciava de um jeito particular, um assunto adquire relevo porque foi conversado com aten\u00e7\u00e3o, e seguimos reconhecendo essas marcas enquanto acrescentamos ao mundo outras maneiras de olhar.<\/p>\n<p>O mais dif\u00edcil de conceber \u00e9 essa simultaneidade de exist\u00eancias que prosseguem separadas, cada uma entregue aos seus compromissos, \u00e0s suas escolhas, \u00e0s pequenas contrariedades e satisfa\u00e7\u00f5es de uma ter\u00e7a-feira qualquer. A outra pessoa continua a conhecer lugares, a mudar de opini\u00e3o, a se interessar por assuntos que talvez nunca tenham passado pelas conversas compartilhadas, e tudo isso acontece fora do nosso conhecimento, assim como a nossa pr\u00f3pria vida se amplia em dire\u00e7\u00f5es que ela desconhece. Aos poucos, a familiaridade encontra seu limite: aquilo que sabemos pertence a um per\u00edodo preciso, enquanto a pessoa continua sendo algu\u00e9m em transforma\u00e7\u00e3o, t\u00e3o real no presente quanto inacess\u00edvel \u00e0 intimidade que um dia nos permitiu conhec\u00ea-la.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso delicadeza para aceitar esse limite sem reduzir ningu\u00e9m \u00e0 lembran\u00e7a que conservamos, sem imaginar que o nosso sentimento nos concede acesso \u00e0 vida alheia ou autoridade sobre os seus caminhos. O afeto que permanece exige de n\u00f3s uma responsabilidade silenciosa, porque sua intensidade pertence a quem a experimenta, e cabe a essa pessoa encontrar uma forma de conduzi-la. Podemos sentir profundamente e ainda assim respeitar a dist\u00e2ncia, reconhecer a import\u00e2ncia do que vivemos sem fazer dessa import\u00e2ncia uma cobran\u00e7a, preservar a verdade de uma experi\u00eancia sem exigir que ela continue produzindo a mesma verdade em outra pessoa. Essa compreens\u00e3o custa, \u00e0s vezes custa muito, mas tamb\u00e9m faz parte da seriedade com que se ama.<\/p>\n<p>O tempo participa desse trabalho de maneira irregular, e talvez por isso as explica\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis sobre ele nos pare\u00e7am t\u00e3o insuficientes. Certos dias passam com uma naturalidade que nos surpreende, e ent\u00e3o uma associa\u00e7\u00e3o imprevista altera por alguns instantes o equil\u00edbrio que julg\u00e1vamos estabelecido, sem que isso signifique ter voltado ao come\u00e7o ou perdido tudo o que aprendemos. Sentir possui varia\u00e7\u00f5es que nenhum calend\u00e1rio consegue organizar, e podemos estar mais firmes, mais atentos ao presente, mais dispon\u00edveis para o que fazemos, conservando uma sensibilidade que reaparece em ocasi\u00f5es espec\u00edficas. A medida da nossa transforma\u00e7\u00e3o talvez esteja na maneira como atravessamos esses instantes, no cuidado com que os reconhecemos e na possibilidade de continuar depois deles.<\/p>\n<p>Desconfio da exig\u00eancia de sair inteiramente modificado de tudo, sempre mais forte, sempre pronto a apresentar uma li\u00e7\u00e3o que justifique o que foi dif\u00edcil. Algumas experi\u00eancias nos tornam sobretudo mais precisos, capazes de perceber o esfor\u00e7o escondido numa resposta tranquila, a complexidade de algu\u00e9m que trabalha, conversa e sorri enquanto procura acomodar dentro de si uma realidade definitiva. Passamos a julgar menos depressa, a compreender que a compostura pode conter um exerc\u00edcio imenso, e que uma pessoa n\u00e3o precisa contar a pr\u00f3pria hist\u00f3ria para merecer delicadeza. O que aprendemos, quando aprendemos, aparece assim, na maneira de tratar os outros, na paci\u00eancia que antes nos faltava, na aten\u00e7\u00e3o concedida a uma frase que quase passou despercebida.<\/p>\n<p>O peso do nunca mais se distribui por essa vida concreta, recebe o contorno dos nossos dias, muda de intensidade conforme o tocamos, e n\u00f3s vamos encontrando maneiras de carreg\u00e1-lo sem lhe entregar todas as nossas for\u00e7as. Fazemos planos que podem ser realizados, aceitamos convites que nos interessam, dedicamos aten\u00e7\u00e3o a quem participa do presente, permitimos que uma manh\u00e3 seja agrad\u00e1vel por aquilo que ela oferece. Em algum momento, no meio de uma conversa, surge uma observa\u00e7\u00e3o que teria encontrado naquela pessoa uma escuta particular; sentimos o movimento \u00edntimo, reconhecemos sua dire\u00e7\u00e3o e permanecemos ali, acompanhando quem est\u00e1 diante de n\u00f3s, at\u00e9 que a conversa nos envolve outra vez e respondemos com interesse verdadeiro, ainda com aquele sentimento em n\u00f3s.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/MinC\u00a0 \u2013\u00a0 Nunca mais \u00e9 uma express\u00e3o pequena para uma extens\u00e3o t\u00e3o dif\u00edcil de imaginar, duas palavras que pronunciamos numa \u00fanica expira\u00e7\u00e3o, embora o sentimento precise de muito mais tempo para percorrer aquilo que elas afirmam. Conseguimos compreender o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5193,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1,35,46],"tags":[],"class_list":["post-5192","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-https-gazetapernambucana-com-page_id225","category-https-gazetapernambucana-com-page_id218","category-literatura"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v24.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O peso do nunca mais. Por Fl\u00e1vio Chaves -<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O peso do nunca mais. Por Fl\u00e1vio Chaves -\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/MinC\u00a0 \u2013\u00a0 Nunca mais \u00e9 uma express\u00e3o pequena para uma extens\u00e3o t\u00e3o dif\u00edcil de imaginar, duas palavras que pronunciamos numa \u00fanica expira\u00e7\u00e3o, embora o sentimento precise de muito mais tempo para percorrer aquilo que elas afirmam. Conseguimos compreender o [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-09-26T05:11:08+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/724148100_28406783262240589_5332388617390428613_n-2.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1122\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1402\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"GP\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"GP\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"7 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192\",\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192\",\"name\":\"O peso do nunca mais. Por Fl\u00e1vio Chaves -\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/724148100_28406783262240589_5332388617390428613_n-2.jpg\",\"datePublished\":\"2026-09-26T05:11:08+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/724148100_28406783262240589_5332388617390428613_n-2.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/724148100_28406783262240589_5332388617390428613_n-2.jpg\",\"width\":1122,\"height\":1402},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"O peso do nunca mais. Por Fl\u00e1vio Chaves\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#website\",\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/\",\"name\":\"\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427\",\"name\":\"GP\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"GP\"},\"sameAs\":[\"http:\/\/gazetapernambucana.com\"],\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?author=1\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"O peso do nunca mais. Por Fl\u00e1vio Chaves -","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"O peso do nunca mais. Por Fl\u00e1vio Chaves -","og_description":"Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/MinC\u00a0 \u2013\u00a0 Nunca mais \u00e9 uma express\u00e3o pequena para uma extens\u00e3o t\u00e3o dif\u00edcil de imaginar, duas palavras que pronunciamos numa \u00fanica expira\u00e7\u00e3o, embora o sentimento precise de muito mais tempo para percorrer aquilo que elas afirmam. Conseguimos compreender o [&hellip;]","og_url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192","article_published_time":"2026-09-26T05:11:08+00:00","og_image":[{"width":1122,"height":1402,"url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/724148100_28406783262240589_5332388617390428613_n-2.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"GP","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"GP","Est. tempo de leitura":"7 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192","url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192","name":"O peso do nunca mais. Por Fl\u00e1vio Chaves -","isPartOf":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/724148100_28406783262240589_5332388617390428613_n-2.jpg","datePublished":"2026-09-26T05:11:08+00:00","author":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192#primaryimage","url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/724148100_28406783262240589_5332388617390428613_n-2.jpg","contentUrl":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/724148100_28406783262240589_5332388617390428613_n-2.jpg","width":1122,"height":1402},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=5192#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"O peso do nunca mais. Por Fl\u00e1vio Chaves"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#website","url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/","name":"","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427","name":"GP","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g","caption":"GP"},"sameAs":["http:\/\/gazetapernambucana.com"],"url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?author=1"}]}},"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5192","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5192"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5192\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5194,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5192\/revisions\/5194"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5193"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5192"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5192"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5192"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}