{"id":4936,"date":"2026-09-12T17:17:00","date_gmt":"2026-09-12T20:17:00","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4936"},"modified":"2026-09-12T17:17:00","modified_gmt":"2026-09-12T20:17:00","slug":"love-story-o-amor-que-nao-coube-no-tempo-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4936","title":{"rendered":"Love Story : O amor que n\u00e3o coube no tempo. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p class=\"PDq2pG_selectionAnchorContainer\" data-start=\"200\" data-end=\"252\"><strong>Leia a mat\u00e9ria e assista ao filme completo e dublado<\/strong><\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves, jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/MinC \u2013<\/strong>\u00a0 Algumas m\u00fasicas n\u00e3o come\u00e7am quando algu\u00e9m aperta uma tecla, encosta o arco nas cordas ou deixa que a primeira nota atravesse o sil\u00eancio. Elas come\u00e7am muito antes, em algum territ\u00f3rio secreto da mem\u00f3ria, e apenas esperam o instante em que voltar\u00e3o a nos encontrar. Basta que soem os primeiros acordes do tema composto por Francis Lai para Love Story e alguma coisa dentro de n\u00f3s se abrir como uma janela antiga, dessas que permaneceram fechadas durante anos, mas conservaram intactos do outro lado o perfume de uma \u00e9poca, o rosto que amamos, a juventude que imagin\u00e1vamos eterna e a inoc\u00eancia com que acredit\u00e1vamos possuir tempo suficiente para realizar todos os sonhos. A melodia n\u00e3o acompanha apenas as imagens de um filme. Ela parece atravessar mais de meio s\u00e9culo para tocar a parte de cada pessoa onde ainda vive aquilo que o tempo n\u00e3o conseguiu apagar.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-4939 aligncenter\" src=\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/GEM9dXbf2bjfW5TgFKg2p2i_7BHzAjuGg2H3P9F2CEznvYV3Ii_Y9rIJKHgeYg2ZWSxNJXITuHi_XnwmQjNEg7huKA9GIms7wVquoRzTA2IKNMsGH3Cti8X4kdXeIvc7Xm2ncsnwdHM9sxvJFoD7gGI1QgVzZftt8hbyxIxde4jNNjJK90NsmQaqO53bNH5-199x300.jpg\" alt=\"\" width=\"199\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/GEM9dXbf2bjfW5TgFKg2p2i_7BHzAjuGg2H3P9F2CEznvYV3Ii_Y9rIJKHgeYg2ZWSxNJXITuHi_XnwmQjNEg7huKA9GIms7wVquoRzTA2IKNMsGH3Cti8X4kdXeIvc7Xm2ncsnwdHM9sxvJFoD7gGI1QgVzZftt8hbyxIxde4jNNjJK90NsmQaqO53bNH5-199x300.jpg 199w, https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/GEM9dXbf2bjfW5TgFKg2p2i_7BHzAjuGg2H3P9F2CEznvYV3Ii_Y9rIJKHgeYg2ZWSxNJXITuHi_XnwmQjNEg7huKA9GIms7wVquoRzTA2IKNMsGH3Cti8X4kdXeIvc7Xm2ncsnwdHM9sxvJFoD7gGI1QgVzZftt8hbyxIxde4jNNjJK90NsmQaqO53bNH5-678x1024.jpg 678w, https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/GEM9dXbf2bjfW5TgFKg2p2i_7BHzAjuGg2H3P9F2CEznvYV3Ii_Y9rIJKHgeYg2ZWSxNJXITuHi_XnwmQjNEg7huKA9GIms7wVquoRzTA2IKNMsGH3Cti8X4kdXeIvc7Xm2ncsnwdHM9sxvJFoD7gGI1QgVzZftt8hbyxIxde4jNNjJK90NsmQaqO53bNH5-768x1159.jpg 768w, https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/GEM9dXbf2bjfW5TgFKg2p2i_7BHzAjuGg2H3P9F2CEznvYV3Ii_Y9rIJKHgeYg2ZWSxNJXITuHi_XnwmQjNEg7huKA9GIms7wVquoRzTA2IKNMsGH3Cti8X4kdXeIvc7Xm2ncsnwdHM9sxvJFoD7gGI1QgVzZftt8hbyxIxde4jNNjJK90NsmQaqO53bNH5-1018x1536.jpg 1018w, https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/GEM9dXbf2bjfW5TgFKg2p2i_7BHzAjuGg2H3P9F2CEznvYV3Ii_Y9rIJKHgeYg2ZWSxNJXITuHi_XnwmQjNEg7huKA9GIms7wVquoRzTA2IKNMsGH3Cti8X4kdXeIvc7Xm2ncsnwdHM9sxvJFoD7gGI1QgVzZftt8hbyxIxde4jNNjJK90NsmQaqO53bNH5-1357x2048.jpg 1357w, https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/GEM9dXbf2bjfW5TgFKg2p2i_7BHzAjuGg2H3P9F2CEznvYV3Ii_Y9rIJKHgeYg2ZWSxNJXITuHi_XnwmQjNEg7huKA9GIms7wVquoRzTA2IKNMsGH3Cti8X4kdXeIvc7Xm2ncsnwdHM9sxvJFoD7gGI1QgVzZftt8hbyxIxde4jNNjJK90NsmQaqO53bNH5-scaled.jpg 1696w\" sizes=\"auto, (max-width: 199px) 100vw, 199px\" \/><\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Lan\u00e7ado em 1970, com dire\u00e7\u00e3o de Arthur Hiller e roteiro de Erich Segal, Love Story transformou-se em um dos maiores fen\u00f4menos sentimentais da hist\u00f3ria do cinema porque n\u00e3o contou somente a hist\u00f3ria de Oliver Barrett IV e Jennifer Cavilleri. O filme contou, de algum modo, uma hist\u00f3ria que j\u00e1 existia silenciosamente dentro de milh\u00f5es de pessoas. Ryan O\u2019Neal deu a Oliver a inquieta\u00e7\u00e3o de um jovem pertencente a uma fam\u00edlia rica, tradicional e dominadora, enquanto Ali MacGraw fez de Jenny uma mulher de origem modesta, inteligente, ir\u00f4nica, musicalmente sens\u00edvel e suficientemente livre para n\u00e3o se curvar diante do dinheiro ou do sobrenome de quem amava. Ele carregava o peso de uma heran\u00e7a. Ela possu\u00eda a independ\u00eancia de quem aprendera cedo que a dignidade n\u00e3o se compra. Entre os dois, o amor surgiu n\u00e3o como uma concess\u00e3o das fam\u00edlias ou uma consequ\u00eancia das conveni\u00eancias sociais, mas como escolha, enfrentamento e coragem.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Oliver e Jenny n\u00e3o se amam porque o mundo facilitou o encontro. Amam-se apesar das barreiras que o mundo ergueu diante deles. A diferen\u00e7a social, a resist\u00eancia do pai de Oliver, a perda do conforto financeiro e as exig\u00eancias concretas da vida poderiam ter transformado aquela rela\u00e7\u00e3o em mais uma promessa interrompida pelas conven\u00e7\u00f5es. Os dois, por\u00e9m, decidem construir uma exist\u00eancia juntos com os instrumentos que possuem: o trabalho, a cumplicidade, o humor, a ren\u00fancia e a presen\u00e7a cotidiana. Jenny abandona a possibilidade de estudar m\u00fasica em Paris para permanecer ao lado de Oliver durante sua forma\u00e7\u00e3o em Direito. Ele rompe com o pai e aceita viver sem os privil\u00e9gios que o acompanharam desde o nascimento. O amor dos dois deixa ent\u00e3o de ser apenas uma emo\u00e7\u00e3o para tornar-se uma casa constru\u00edda todos os dias, ainda que pequena, apertada e sem as prote\u00e7\u00f5es oferecidas pela fortuna familiar.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Talvez esteja justamente nessa passagem a for\u00e7a que mant\u00e9m Love Story vivo depois de tantas d\u00e9cadas. O filme n\u00e3o apresenta o amor apenas como encantamento, beijo ou promessa pronunciada diante de um futuro ainda intacto. Mostra o amor na materialidade da vida, nas contas que precisam ser pagas, nos projetos adiados, nas escolhas dif\u00edceis e na capacidade de permanecer quando a realidade deixa de ser generosa. Oliver e Jenny discutem, provocam-se, ferem-se e reconciliam-se porque n\u00e3o foram concebidos como figuras perfeitas colocadas dentro de uma hist\u00f3ria rom\u00e2ntica. S\u00e3o duas pessoas aprendendo a dividir o mesmo destino. A felicidade que constroem n\u00e3o nasce da aus\u00eancia de conflitos, mas da decis\u00e3o de n\u00e3o permitir que as diferen\u00e7as sejam maiores do que aquilo que os une.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Quando decidem ter um filho e a gravidez n\u00e3o acontece, procuram ajuda m\u00e9dica. \u00c9 nesse percurso, iniciado pela esperan\u00e7a de trazer uma nova vida para dentro daquela casa, que recebem a not\u00edcia capaz de alterar tudo. Jenny est\u00e1 gravemente doente. O filme n\u00e3o pronuncia claramente o nome da enfermidade, embora ela tenha sido posteriormente identificada e popularizada como leucemia. Pouco importa, do ponto de vista humano, a palavra cl\u00ednica que pudesse definir o que acontecia em seu corpo. O que importa \u00e9 a brutalidade com que o futuro, at\u00e9 ent\u00e3o aberto diante dos dois, come\u00e7a a se estreitar. Os planos cedem lugar \u00e0 urg\u00eancia. O amanh\u00e3 deixa de ser uma certeza silenciosa. Cada gesto ganha o peso de quem come\u00e7a a compreender que o tempo n\u00e3o \u00e9 uma propriedade concedida igualmente a todos.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Love Story entra, a partir desse momento, numa das regi\u00f5es mais dolorosas da experi\u00eancia afetiva: o luto antecipat\u00f3rio, essa esp\u00e9cie de sofrimento que se instala quando a pessoa amada ainda est\u00e1 diante de n\u00f3s, ainda fala, respira, toca nossas m\u00e3os e reconhece nosso rosto, mas sua aus\u00eancia j\u00e1 come\u00e7ou a projetar uma sombra sobre cada instante. Oliver enfrenta a impot\u00eancia de amar profundamente algu\u00e9m que n\u00e3o pode salvar. Seu dinheiro, sua forma\u00e7\u00e3o, sua juventude e at\u00e9 o poder da fam\u00edlia contra a qual se rebelou tornam-se in\u00fateis diante da doen\u00e7a de Jenny. \u00c9 ent\u00e3o que o amor encontra o seu limite mais cruel e, ao mesmo tempo, sua express\u00e3o mais elevada: compreender que amar algu\u00e9m n\u00e3o nos concede dom\u00ednio sobre o seu destino, n\u00e3o nos transforma em senhores do tempo e n\u00e3o nos entrega o poder de impedir aquilo que a vida decidiu levar adiante.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Oliver tenta preservar Jenny da verdade. Depois, quando ela tamb\u00e9m compreende o que est\u00e1 acontecendo, procura oferecer-lhe Paris, como se ainda fosse poss\u00edvel devolver \u00e0 mulher amada o sonho que ela deixara para tr\u00e1s. Jenny n\u00e3o quer Paris. N\u00e3o deseja que os \u00faltimos dias sejam transformados numa corrida desesperada contra o rel\u00f3gio. O que ela pede \u00e9 a presen\u00e7a de Oliver. Quer o homem que ama perto de si, n\u00e3o como algu\u00e9m capaz de vencer a doen\u00e7a, mas como aquele que pode impedir que a solid\u00e3o seja maior do que o sofrimento. Nessa escolha existe uma verdade que ultrapassa o filme: quando j\u00e1 n\u00e3o podemos mudar a realidade, ainda podemos escolher ficar, cuidar, ouvir, segurar uma m\u00e3o e oferecer ao outro a certeza de que nenhuma dor precisar\u00e1 ser atravessada inteiramente a s\u00f3s.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">A m\u00fasica de Francis Lai compreende essa dimens\u00e3o antes mesmo que as palavras consigam explic\u00e1-la. Sua melodia n\u00e3o invade as cenas nem tenta obrigar o espectador a sentir. Ela se aproxima devagar, com a delicadeza de quem sabe que algumas dores n\u00e3o suportam ru\u00eddo, e transforma o sil\u00eancio entre Oliver e Jenny numa linguagem que o cora\u00e7\u00e3o reconhece. A trilha recebeu o Oscar porque n\u00e3o foi apenas um acompanhamento musical. Tornou-se a continua\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria por outros meios. Quando as palavras se tornam insuficientes, \u00e9 a m\u00fasica que recolhe aquilo que os personagens j\u00e1 n\u00e3o conseguem dizer. Cada nota parece guardar a juventude dos dois, a neve onde brincaram, os corredores da universidade, os pequenos combates dom\u00e9sticos, os sonhos que fizeram juntos e tudo aquilo que, embora breve, adquiriu uma esp\u00e9cie de dura\u00e7\u00e3o interior.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">A frase mais c\u00e9lebre do filme, \u201camar significa nunca ter de pedir perd\u00e3o\u201d, atravessou gera\u00e7\u00f5es e se tornou quase insepar\u00e1vel do pr\u00f3prio t\u00edtulo. Pode ser discutida, contestada e at\u00e9 considerada imperfeita, porque amar muitas vezes exige reconhecer o erro e pedir perd\u00e3o. Dentro da hist\u00f3ria, entretanto, ela possui outro sentido. Jenny n\u00e3o deseja que Oliver carregue culpa pelo que n\u00e3o p\u00f4de impedir. N\u00e3o quer que ele transforme o amor vivido numa condena\u00e7\u00e3o \u00edntima, nem que procure no passado uma falha capaz de explicar o inexplic\u00e1vel. O que ela lhe oferece \u00e9 a absolvi\u00e7\u00e3o de quem sabe que foi verdadeiramente amada. Nenhum dos dois teve poder sobre o tempo, mas ambos tiveram liberdade para escolher o que fariam com o tempo que receberam.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Ao final, Oliver retorna sozinho ao lugar onde Jenny o observara patinar, enquanto a neve cobre a paisagem e a m\u00fasica volta a ocupar o espa\u00e7o deixado por tudo o que j\u00e1 n\u00e3o pode ser pronunciado. A cena n\u00e3o precisa de excesso. O corpo im\u00f3vel do personagem diante do branco do inverno cont\u00e9m a dimens\u00e3o inteira da perda. O rapaz que desafiara o pai, recusara a fortuna e acreditara que o amor bastaria para derrotar qualquer obst\u00e1culo descobre que amar n\u00e3o impede a finitude. Mas tamb\u00e9m descobre, ainda que essa compreens\u00e3o lhe custe quase tudo, que a brevidade n\u00e3o diminui a grandeza do que foi vivido.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Mais de cinquenta anos depois, Love Story continua nos alcan\u00e7ando porque todos n\u00f3s, em algum momento, j\u00e1 tivemos medo de que a felicidade n\u00e3o durasse o tempo que merecia. O filme nos recorda que a medida de um amor n\u00e3o est\u00e1 apenas na quantidade de anos que lhe foram concedidos, mas na intensidade de presen\u00e7a que ele foi capaz de produzir. Certos encontros atravessam uma vida inteira; outros recebem apenas uma esta\u00e7\u00e3o. Alguns envelhecem conosco, enquanto outros permanecem para sempre jovens na fotografia guardada, na m\u00fasica reencontrada, no lugar onde estivemos juntos ou na lembran\u00e7a de uma m\u00e3o que um dia segurou a nossa.<\/p>\n<p>Talvez seja por isso que, ao ouvirmos novamente a melodia de Francis Lai, n\u00e3o estejamos recordando somente Oliver e Jenny. Estamos procurando, dentro de n\u00f3s, os rostos que o tempo afastou, as palavras que n\u00e3o dissemos, os abra\u00e7os que poderiam ter durado um pouco mais e os amores que, mesmo n\u00e3o recebendo todos os anos que desej\u00e1vamos, deixaram uma presen\u00e7a maior do que a pr\u00f3pria aus\u00eancia. Alguns amores n\u00e3o tiveram o tempo que mereciam, mas foram intensos o suficiente para permanecer. E permanecem porque o amor verdadeiro, quando encontra morada em n\u00f3s, deixa de obedecer ao calend\u00e1rio: transforma-se em mem\u00f3ria, m\u00fasica e sil\u00eancio, continuando a viver naquele \u00faltimo territ\u00f3rio que o tempo jamais consegue conquistar por inteiro, o cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Filme:<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"LOVE STORY - Melhor filme rom\u00e2ntico de todos os tempos\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IDj2E0nrG14?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leia a mat\u00e9ria e assista ao filme completo e dublado Por Fl\u00e1vio Chaves, jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. 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