{"id":4785,"date":"2026-09-05T20:31:26","date_gmt":"2026-09-05T23:31:26","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785"},"modified":"2026-09-05T20:31:26","modified_gmt":"2026-09-05T23:31:26","slug":"ainda-estamos-a-tempo-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785","title":{"rendered":"AINDA ESTAMOS A TEMPO. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p class=\"isSelectedEnd\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/MinC \u2013\u00a0 <\/strong>O telefone tocou hoje, naquela hora exata em que a tarde, cansada de sustentar o peso inteiro do dia, come\u00e7a a entregar, um a um, os seus tesouros mais suaves de luz ao crep\u00fasculo, e eu, que j\u00e1 n\u00e3o contava com toque algum, senti no peito aquele sobressalto antigo, daqueles que a gente pensava ter perdido para sempre, o sobressalto dos tempos em que qualquer chamada podia mudar o rumo de uma vida, e jurei, jurei por um segundo inteiro e absurdo, que era voc\u00ea. N\u00e3o era. Claro que n\u00e3o era, e talvez isso pouco importasse, porque o essencial n\u00e3o estava na voz do outro lado da linha, mas naquilo que o toque acordou dentro de mim, feito um galho seco que de repente se lembra de que ainda guarda seiva: a certeza luminosa e inquieta de que ainda existem pessoas para quem eu n\u00e3o disse o que devia ter dito, pessoas que tomaram outros rumos, que se afastaram, que se calaram ou que eu deixei que se calassem, e que continuam, no fundo do seu sil\u00eancio, \u00e0 espera de uma palavra que ainda pode chegar at\u00e9 elas.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Pois \u00e9 curioso o modo como tratamos as palavras que saem do cora\u00e7\u00e3o: n\u00f3s as guardamos como quem guarda uma garrafa rara de vinho para uma ocasi\u00e3o que nunca chega, sempre convencidos de que haver\u00e1 um amanh\u00e3 mais prop\u00edcio, um telefonema mais calmo, um encontro mais bonito, uma tarde mais generosa, e o amanh\u00e3 vem, e o amanh\u00e3 passa, e a ocasi\u00e3o vai se adiando, at\u00e9 o dia em que descobrimos que o endere\u00e7o mudou sem aviso, que as estradas se separaram sem ru\u00eddo, que a mesa onde a gente conversava j\u00e1 tem outros rostos, que a dist\u00e2ncia, essa senhora silenciosa, tomou posse daquela sala, e ent\u00e3o aquela frase, aquela frase pequena e imensa, que poderia ter mudado tudo ou, quem sabe, apenas consolado, fica morando dentro da gente como um h\u00f3spede que ningu\u00e9m convidou, ocupando o quarto, a mem\u00f3ria, as madrugadas, o v\u00e3o das conversas que ainda podem encontrar outra hora.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Lembro de uma amizade que esfriou sem briga, daquelas que se desfazem devagar, como o a\u00e7\u00facar que se dissolve no fundo da x\u00edcara sem que ningu\u00e9m mexa a colher. Lembro de um amor que tomou outro caminho sem receber a palavra que merecia, e que levou consigo, como quem guarda numa mala sem etiqueta, aquilo que eu deixei para dizer depois. Lembro de um homem mais velho, desses que ensinam a gente sem levantar a voz, que a vida foi mudando de cidade, de h\u00e1bitos, de conversas, sem que ele soubesse o quanto tinha ficado dentro de mim. E a vida segue, e a vida empurra, e a gente aprende, com o tempo, a viver ao lado das palavras n\u00e3o ditas, como se aprende a conviver com aquilo que ainda procura forma. Mas convenhamos: elas ficam pulsando ali, debaixo da pele, como a cicatriz que ainda pulsa, e de vez em quando, numa tarde como esta, numa hora como esta, elas acordam inteiras e pedem passagem.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">O crep\u00fasculo demora, feito um ator que prefere permanecer mais um pouco no palco, estendendo a pr\u00f3pria sombra pelas cal\u00e7adas e espalhando no horizonte um peda\u00e7o de ouro que parece ter sido deixado ali apenas para lembrar que a luz n\u00e3o desaparece quando muda de intensidade. Durante muito tempo acreditei que ele fosse apenas a imagem da transforma\u00e7\u00e3o, daquele instante em que uma coisa deixa de ser exatamente o que era para aprender outra forma de permanecer. E \u00e9. Mas hoje, naquela fra\u00e7\u00e3o de segundo em que o telefone tocou e eu pensei que era voc\u00ea, compreendi que ele \u00e9 tamb\u00e9m outra coisa: o crep\u00fasculo \u00e9 a prova de que ainda resta luz. Ainda resta luz. E tudo o que a luz alcan\u00e7a ainda est\u00e1 a tempo. Ainda est\u00e1 a tempo o telefonema que se adia, a carta que se guarda na gaveta, a visita que se promete, o perd\u00e3o que se ensaia em sil\u00eancio, o abra\u00e7o que o peito j\u00e1 decorou, a frase que a gente sabe de cor e n\u00e3o tem coragem de dizer. Ainda estamos a tempo de permitir que a vida carregue o testemunho do que sentimos.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Ainda h\u00e1 tempo de procurar aquele amigo e dizer que a amizade nunca esfriou de verdade, que apenas adormeceu. Ainda h\u00e1 tempo de procurar aquele amor e dizer que a falta que ele faz tem temperatura, tem cheiro, tem a marca exata do lugar que ocupava na casa. Ainda h\u00e1 tempo de agradecer a quem nos ensinou, de perguntar a quem se calou o porqu\u00ea do sil\u00eancio, de dizer a quem est\u00e1 ao nosso lado que est\u00e1 ao nosso lado e que sem ele a estrada seria um deserto. Ainda h\u00e1 tempo de escrever, de telefonar, de bater na porta, de atravessar a rua, de alcan\u00e7ar uma janela que continua acesa do outro lado.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">E \u00e9 por isso que eu decidi: enquanto a tarde ainda espalha sua luz, eu vou dizer. Vou dizer \u00e0queles que fazem parte da minha vida que os amo, que me fazem falta, que a vida com eles tem outra temperatura, outra m\u00fasica, outra claridade. Vou dizer n\u00e3o com as palavras bonitas que eu sei fabricar, mas com as palavras verdadeiras, que s\u00e3o as \u00fanicas que encontram lugar. E se alguma palavra chegar depois de muita demora, chegar\u00e1 ainda assim com o calor de quem decidiu atravessar a dist\u00e2ncia, e isso, convenhamos, j\u00e1 \u00e9 uma forma de presen\u00e7a.<\/p>\n<p>Talvez seja essa a pergunta que valha a pena carregar quando a tarde mudar de cor: para quem ainda n\u00e3o disse o que sente? H\u00e1 sempre um telefone que n\u00e3o toca, uma gaveta onde as palavras dormem encolhidas, uma rua que se evita sem que se saiba explicar bem o motivo, e \u00e9 para esses lugares que a pergunta aponta, mais do que para qualquer resposta pronta. As coisas realmente belas n\u00e3o precisam permanecer exatamente como eram para continuarem presentes dentro da gente; \u00e0s vezes apenas mudam de lugar, de ritmo, de linguagem, e a espera, convenhamos, talvez seja apenas o sentimento procurando a coragem de encontrar voz. Que a palavra, quando enfim atravessar a dist\u00e2ncia, acenda na outra margem uma janela que talvez estivesse apenas esperando a sua luz, porque o tempo, esse viajante que nunca se det\u00e9m, ainda oferece caminhos para tudo aquilo que a coragem decide alcan\u00e7ar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/MinC \u2013\u00a0 O telefone tocou hoje, naquela hora exata em que a tarde, cansada de sustentar o peso inteiro do dia, come\u00e7a a entregar, um a um, os seus tesouros mais suaves de luz ao crep\u00fasculo, e eu, que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4786,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1,35,46],"tags":[],"class_list":["post-4785","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-https-gazetapernambucana-com-page_id225","category-https-gazetapernambucana-com-page_id218","category-literatura"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v24.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>AINDA ESTAMOS A TEMPO. Por Fl\u00e1vio Chaves -<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"AINDA ESTAMOS A TEMPO. Por Fl\u00e1vio Chaves -\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/MinC \u2013\u00a0 O telefone tocou hoje, naquela hora exata em que a tarde, cansada de sustentar o peso inteiro do dia, come\u00e7a a entregar, um a um, os seus tesouros mais suaves de luz ao crep\u00fasculo, e eu, que [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-09-05T23:31:26+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/71322ee6-f5f7-4ec7-9bdf-48fea72e9a11.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1024\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1024\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"GP\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"GP\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"7 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785\",\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785\",\"name\":\"AINDA ESTAMOS A TEMPO. Por Fl\u00e1vio Chaves -\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/71322ee6-f5f7-4ec7-9bdf-48fea72e9a11.png\",\"datePublished\":\"2026-09-05T23:31:26+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/71322ee6-f5f7-4ec7-9bdf-48fea72e9a11.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/71322ee6-f5f7-4ec7-9bdf-48fea72e9a11.png\",\"width\":1024,\"height\":1024},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"AINDA ESTAMOS A TEMPO. Por Fl\u00e1vio Chaves\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#website\",\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/\",\"name\":\"\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427\",\"name\":\"GP\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"GP\"},\"sameAs\":[\"http:\/\/gazetapernambucana.com\"],\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?author=1\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"AINDA ESTAMOS A TEMPO. Por Fl\u00e1vio Chaves -","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"AINDA ESTAMOS A TEMPO. Por Fl\u00e1vio Chaves -","og_description":"Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/MinC \u2013\u00a0 O telefone tocou hoje, naquela hora exata em que a tarde, cansada de sustentar o peso inteiro do dia, come\u00e7a a entregar, um a um, os seus tesouros mais suaves de luz ao crep\u00fasculo, e eu, que [&hellip;]","og_url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785","article_published_time":"2026-09-05T23:31:26+00:00","og_image":[{"width":1024,"height":1024,"url":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/71322ee6-f5f7-4ec7-9bdf-48fea72e9a11.png","type":"image\/png"}],"author":"GP","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"GP","Est. tempo de leitura":"7 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785","url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785","name":"AINDA ESTAMOS A TEMPO. Por Fl\u00e1vio Chaves -","isPartOf":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/71322ee6-f5f7-4ec7-9bdf-48fea72e9a11.png","datePublished":"2026-09-05T23:31:26+00:00","author":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785#primaryimage","url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/71322ee6-f5f7-4ec7-9bdf-48fea72e9a11.png","contentUrl":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/71322ee6-f5f7-4ec7-9bdf-48fea72e9a11.png","width":1024,"height":1024},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4785#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"AINDA ESTAMOS A TEMPO. Por Fl\u00e1vio Chaves"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#website","url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/","name":"","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427","name":"GP","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g","caption":"GP"},"sameAs":["http:\/\/gazetapernambucana.com"],"url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?author=1"}]}},"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4785","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4785"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4785\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4787,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4785\/revisions\/4787"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4786"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4785"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4785"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4785"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}