{"id":4725,"date":"2026-08-31T18:11:14","date_gmt":"2026-08-31T21:11:14","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4725"},"modified":"2026-08-31T18:11:14","modified_gmt":"2026-08-31T21:11:14","slug":"governo-de-pernambuco-diploma-dez-novos-patrimonios-vivos-do-estado-e-celebra-a-cultura-popular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4725","title":{"rendered":"Governo de Pernambuco diploma dez novos Patrim\u00f4nios Vivos do Estado e celebra a cultura popular"},"content":{"rendered":"<div class=\"jl_shead_tpl1\">\n<div class=\"jl_shead_tpl_txt\">\n<div class=\"jl_mt_wrap\">O Governo de Pernambuco diplomou, nesta segunda-feira (17), dez novos Patrim\u00f4nios Vivos do Estado, ampliando para 125 o n\u00famero de titulados ligados \u00e0s mais diversas manifesta\u00e7\u00f5es culturais. A cerim\u00f4nia, realizada no Cinema S\u00e3o Luiz, marcou a abertura da 19\u00aa Semana Estadual de Preserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Cultural de Pernambuco, promovida pela Funda\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico de Pernambuco (Fundarpe) e pela Secretaria de Cultura (Secult), e contou com a presen\u00e7a dos novos titulados, que celebraram a conquista com cantos e batuques e relembraram as trajet\u00f3rias que os levaram ao reconhecimento.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"post_content_w\">\n<div class=\"jls_con_w\">\n<div class=\"post_content jl_content\">\n<p>\u201cHoje \u00e9 um daqueles dias que nos lembram por que trabalhar pela cultura de Pernambuco \u00e9 t\u00e3o especial. Estamos reconhecendo vidas inteiras dedicadas a preservar aquilo que somos. S\u00e3o mestres, mestras, fam\u00edlias, grupos e comunidades que aprenderam com quem veio antes e assumiram a miss\u00e3o de ensinar a quem vem depois. S\u00e3o saberes que, muitas vezes, n\u00e3o est\u00e3o escritos nos livros\u201d, pontuou a secret\u00e1ria de Cultura de Pernambuco em exerc\u00edcio, Ana Paula Jardim.<\/p>\n<p>O n\u00famero de inscri\u00e7\u00f5es nesta edi\u00e7\u00e3o bateu recorde, com 205 candidaturas. Foram diplomados os seguintes mestres, mestras e grupos: Mestre Z\u00e9 Neg\u00e3o (coco), Barrac\u00e3o de M\u00e3e Nadja (candombl\u00e9), Escola de Samba Preto Velho, Fam\u00edlia Vitalino (artesanato em barro), Juliana Pankararu (parteira e benzedeira), Maracatu de Baque Solto Cruzeiro do Forte, Mestra Di (capoeira), Mestre Jo\u00e3o Paulo (maracatu rural), Teco de Agamenon (artesanato e brincante ligado aos Caretas) e Terreiro de M\u00e3e Amara (candombl\u00e9). Ao fim do texto, seguem mais informa\u00e7\u00f5es sobre a trajet\u00f3ria dos diplomados.<\/p>\n<p>Os escolhidos passaram por um processo seletivo que envolve, entre outras etapas, defesa oral, documenta\u00e7\u00e3o e comprova\u00e7\u00e3o de trabalhos de transmiss\u00e3o de saberes. Eles s\u00e3o eleitos pelos integrantes do Conselho Estadual de Preserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Cultural (CEPPC). \u201cQuando est\u00e1vamos no Museu do Estado ouvindo cada um dos candidatos, vimos que cada um n\u00e3o \u00e9 sozinho, cada um vem com a sua fam\u00edlia, cada um vem representando a sua comunidade. Porque o patrim\u00f4nio traz a sua ancestralidade, ele traz a sua comunidade, ele traz as suas ra\u00edzes\u201d, afirmou o presidente do CEPPC, Anti\u00f3genes Viana.<\/p>\n<p>Os novos Patrim\u00f4nios Vivos receber\u00e3o uma bolsa vital\u00edcia e dever\u00e3o participar de a\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o da cultura popular de Pernambuco. Para os grupos, o valor da bolsa \u00e9 de R$ 4.958,85; para os indiv\u00edduos (mestres e mestras), de R$ 2.479,41.<\/p>\n<p>\u201cTrabalhamos muito h\u00e1 anos, atuamos muitas vezes como psic\u00f3logos, parteiras, m\u00e9dicos, de tudo um pouco, para a nossa comunidade. Pe\u00e7o que esse pr\u00eamio seja entendido como algo dado a todos os terreiros\u201d, declarou emocionada Mametu Nadja, do Barrac\u00e3o de M\u00e3e Nadja. O terreiro, localizado no Ibura, foi o segundo a receber o diploma de Patrim\u00f4nio Vivo. A hist\u00f3ria narrada por Mametu Nadja \u2013 de muito trabalho, envolvimento comunit\u00e1rio, transmiss\u00e3o de saberes e supera\u00e7\u00e3o de dificuldades diversas \u2013 se repetiu, com varia\u00e7\u00f5es, nos discursos dos demais vencedores. \u201cVenho de um lugar que costuma ser visto como dif\u00edcil \u2013 mas dif\u00edcil pra quem?\u201d, questionou Mestra Di, primeira capoeirista a ser reconhecida como Patrim\u00f4nio Vivo de Pernambuco, com trabalho no Alto do Monte, no S\u00edtio Hist\u00f3rico de Olinda.<\/p>\n<p>*MAIS PR\u00caMIOS* \u2013 Al\u00e9m da diploma\u00e7\u00e3o dos novos Patrim\u00f4nios Vivos, a abertura da 19\u00aa Semana Estadual de Preserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Cultural tamb\u00e9m celebrou os vencedores do 11\u00ba Pr\u00eamio Ayrton de Almeida Carvalho, que reconhece iniciativas de preserva\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o do patrim\u00f4nio cultural pernambucano. Ao todo, foram concedidos R$ 90 mil a seis vencedores, sendo tr\u00eas primeiros e tr\u00eas segundos lugares.<\/p>\n<p>Na categoria Forma\u00e7\u00e3o, foram premiados Francisco Amancio da Silva (Maestro Forr\u00f3), com a Escola Comunit\u00e1ria de M\u00fasica da Bomba do Hemet\u00e9rio, em primeiro lugar, e Jos\u00e9 Allan da Silva, com o projeto \u201cO Brilho da Oxum\u201d, em segundo. Em Promo\u00e7\u00e3o e Difus\u00e3o, Raryson Fulni-\u00d4 conquistou o primeiro lugar com o podcast \u201cYak\u2019 Shal\u00e1\u201d, enquanto Matheus Rodrigues de Souza foi premiado com o projeto \u201cMepedigital\u201d. J\u00e1 na categoria Acervos Documentais e Mem\u00f3ria Cultural, Barmonte ficou em primeiro lugar, com o site \u201cOqqbuiquetem\u201d, e Rebeca Rocha Novaes Silva foi premiada com o projeto \u201cResgate do Cine Recreio: o cinema de rua que vive na mem\u00f3ria coletiva florestana\u201d.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, tamb\u00e9m foi lan\u00e7ada a revista *Aurora 463*, publica\u00e7\u00e3o digital e gratuita que re\u00fane as discuss\u00f5es realizadas durante a edi\u00e7\u00e3o de 2025 da Semana do Patrim\u00f4nio e estar\u00e1 dispon\u00edvel ao p\u00fablico nos pr\u00f3ximos dias.<\/p>\n<p>\u201cA Semana do Patrim\u00f4nio \u00e9 um evento consolidado de celebra\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o sobre o patrim\u00f4nio cultural do Estado em suas diversas fases, e neste ano ocorre em 22 munic\u00edpios do Estado\u201d, sintetizou o coordenador-geral do evento, Fl\u00e1vio Barbosa, tamb\u00e9m gerente de Educa\u00e7\u00e3o Patrimonial da Fundarpe. O evento segue at\u00e9 a pr\u00f3xima sexta-feira (21), e a programa\u00e7\u00e3o completa pode ser conferida em: https:\/\/www.even3.com.br\/19-semana-do-patrimonio-pernambuco-761257\/.<\/p>\n<p>*CONHE\u00c7A OS NOVOS PATRIM\u00d4NIOS VIVOS DE PERNAMBUCO*<\/p>\n<p>*TECO DE AGAMENON* \u2013 Agamenon Gon\u00e7alves Lima Filho, o Teco de Agamenon, \u00e9 brincante e artes\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o dos Caretas de Triunfo desde 1965, quando tinha apenas 8 anos. Aprendeu com os mais velhos, na pr\u00e1tica, a confeccionar m\u00e1scaras, chap\u00e9us, relhos e vestimentas e, ao longo da vida, passou a transmitir esses saberes a crian\u00e7as e jovens, por meio de atividades realizadas em seu quintal, escolas e projetos. Sua atua\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m alcan\u00e7ou outros munic\u00edpios e estados, a exemplo do Cear\u00e1, em parceria com o Sesc, al\u00e9m da participa\u00e7\u00e3o em feiras de artesanato, onde exp\u00f5e e comercializa suas pe\u00e7as.<\/p>\n<p>*FAM\u00cdLIA VITALINO* \u2013 Formada por descendentes diretos de Mestre Vitalino, com destaque para a linhagem de seu filho Severino Vitalino, a Fam\u00edlia Vitalino atua h\u00e1 mais de 60 anos no Alto do Moura, em Caruaru, e mant\u00e9m, h\u00e1 54 anos, suas atividades na mesma resid\u00eancia e oficina hist\u00f3rica. Atualmente na quarta e quinta gera\u00e7\u00f5es, a fam\u00edlia preserva os saberes da chamada \u201cEscola Vitalina\u201d e todo o ciclo de produ\u00e7\u00e3o da arte figurativa em argila, desde a extra\u00e7\u00e3o e o preparo do barro at\u00e9 a modelagem, o uso da paleta de cores tradicional e a queima das pe\u00e7as, que retratam o cotidiano e a cultura do povo agrestino.<\/p>\n<p>*MESTRE Z\u00c9 NEG\u00c3O* \u2013 Nascido Jos\u00e9 Manoel dos Santos, em 1950, Mestre Z\u00e9 Neg\u00e3o \u00e9 de ascend\u00eancia negra e ind\u00edgena e trabalhou desde a inf\u00e2ncia no corte da cana-de-a\u00e7\u00facar. Iniciou sua trajet\u00f3ria na cultura popular aos 13 anos, passando por folguedos, escolas de samba, Cavalo Marinho, ciranda e coco de roda. Guardi\u00e3o do Coco de Senzala, manifesta\u00e7\u00e3o afro-ind\u00edgena com ritmo e cad\u00eancia ancestral dos engenhos, cria composi\u00e7\u00f5es autorais inspiradas em sonhos e registradas por sua companheira, Mestra F\u00e1tima, abordando temas como a luta contra o racismo e o trabalho na terra. Radicado em Camaragibe desde 1978, fundou o Projeto Neg\u00e3o, em 1994, e o Laborat\u00f3rio de Interven\u00e7\u00f5es Art\u00edsticas (Laia), em 2003, al\u00e9m de atuar no desenvolvimento do Loteamento Jo\u00e3o Paulo II, com a\u00e7\u00f5es que envolveram desde mutir\u00f5es de moradia e sa\u00fade at\u00e9 a cria\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o cultural Canto das Mem\u00f3rias.<\/p>\n<p>*JULIANA PANKARARU* \u2013 Indicada pelo Grupo Curumim Gesta\u00e7\u00e3o e Parto, Juliana Maria da Silva, conhecida como Juliana Pankararu, \u00e9 uma mulher ind\u00edgena de 52 anos que vive no Territ\u00f3rio Ind\u00edgena Aldeia Saco dos Barros, em Jatob\u00e1, no Sert\u00e3o de Pernambuco. Atua como mendeira (benzedeira), raizeira e parteira tradicional, preservando saberes ancestrais e pr\u00e1ticas da medicina tradicional ind\u00edgena aprendidos por meio da oralidade com sua m\u00e3e, av\u00f3 e tias. Em sua atua\u00e7\u00e3o, utiliza plantas do territ\u00f3rio ind\u00edgena na prepara\u00e7\u00e3o de ch\u00e1s, banhos e garrafadas.<\/p>\n<p>*MESTRA DI* \u2013 Nascida em Olinda, em 1973, Adriana Luz do Nascimento, a Mestra Di, \u00e9 uma mulher afroind\u00edgena e perif\u00e9rica, m\u00e3e de duas filhas, com trajet\u00f3ria marcada pelo frevo e pela capoeira. Foi aluna de Mestre Nascimento do Passo e iniciou suas pr\u00e1ticas na Capoeira Angola aos 13 anos, em 1985, no Centro de Capoeira Angola M\u00e3e, sob a orienta\u00e7\u00e3o de Mestre Sapo. Tornou-se contramestra em 2011 e foi diplomada e reconhecida internacionalmente como Mestra de Capoeira Angola em 2016 e 2019. Em 1997, tornou-se a primeira mulher brasileira a ensinar Capoeira Angola na Europa, com atua\u00e7\u00e3o na Alemanha e na It\u00e1lia, antes de retornar ao Brasil, em 2004, para atuar em eventos e projetos voltados \u00e0s mulheres capoeiristas.<\/p>\n<p>*MARACATU CRUZEIRO DO FORTE* \u2013 Fundado em 1929, no bairro dos Torr\u00f5es, na Zona Oeste do Recife, o Maracatu de Baque Solto Cruzeiro do Forte surgiu do conv\u00edvio de trabalhadores rurais oriundos da Zona da Mata Norte e, com quase um s\u00e9culo de atua\u00e7\u00e3o, tornou-se uma refer\u00eancia hist\u00f3rica da manifesta\u00e7\u00e3o no ambiente urbano. Atualmente sediado no bairro do Cordeiro, o grupo tamb\u00e9m desenvolve um trabalho sociocultural voltado \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de artes\u00e3os, ensinando jovens e adultos a bordar e confeccionar figurinos, adere\u00e7os e as tradicionais golas do maracatu, contribuindo para a capacita\u00e7\u00e3o de integrantes da comunidade para o mercado de trabalho.<\/p>\n<p>*G.R.E.S. PRETO VELHO* \u2013 Fundada em 24 de dezembro de 1974 pela tradicional Fam\u00edlia Lobo e por lideran\u00e7as como Mestre Zuza, a Escola de Samba Preto Velho est\u00e1 localizada no S\u00edtio Hist\u00f3rico de Olinda, no Alto da S\u00e9. \u00danica escola de samba em atividade cont\u00ednua no munic\u00edpio, acumula mais de 50 anos de atua\u00e7\u00e3o na preserva\u00e7\u00e3o do samba e das tradi\u00e7\u00f5es afro-brasileiras. O grupo tamb\u00e9m funciona como espa\u00e7o comunit\u00e1rio de transmiss\u00e3o de saberes, com atividades de percuss\u00e3o, dan\u00e7a, confec\u00e7\u00e3o artesanal de indument\u00e1rias e gest\u00e3o cultural. A \u201cBateria Nota 10\u201d \u00e9 um dos principais s\u00edmbolos desse trabalho, que envolve crian\u00e7as, jovens e adultos em ensaios e oficinas, realizados principalmente aos domingos.<\/p>\n<p>*BARRAC\u00c3O DE M\u00c3E NADJA* \u2013 Fundado em 1996, no bairro do Ibura, no Recife, por Mametu Bal\u00e9ginam Nadja de Angola Gom\u00e9ia, o Terreiro Kaiangu Kia Itembu (Abass\u00e1 Ax\u00e9 Oy\u00e1 Bal\u00e9 Omim) \u00e9 um centro sagrado do Candombl\u00e9 de Na\u00e7\u00e3o Angola, de matriz Bantu, e atua como espa\u00e7o de f\u00e9, resist\u00eancia, apoio social e preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria ancestral junto \u00e0 comunidade local. O terreiro tamb\u00e9m funciona como uma \u201cescola viva\u201d de forma\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, na qual os conhecimentos s\u00e3o transmitidos no cotidiano e por meio do conv\u00edvio entre gera\u00e7\u00f5es, com pr\u00e1ticas baseadas na oralidade, na observa\u00e7\u00e3o, na repeti\u00e7\u00e3o ritual e na realiza\u00e7\u00e3o de mutir\u00f5es.<\/p>\n<p>*MESTRE JO\u00c3O PAULO* \u2013 Nascido em Vic\u00eancia e radicado em Nazar\u00e9 da Mata, na Mata Norte de Pernambuco, Mestre Jo\u00e3o Paulo dedica-se h\u00e1 mais de 40 anos ao Maracatu de Baque Solto, tamb\u00e9m conhecido como Maracatu Rural. Fundador, presidente e mestre do Maracatu Le\u00e3o Misterioso, criado em 1990, ficou conhecido como \u201cPapa do Maracatu\u201d ap\u00f3s o lan\u00e7amento de seu primeiro CD, em 2002, sendo reconhecido como um dos maiores poetas e mestres de sua gera\u00e7\u00e3o. Ao longo de sua trajet\u00f3ria, tem transmitido seus saberes de forma oral e pr\u00e1tica a novos brincantes, ensinando tanto a po\u00e9tica, com versos, rimas e improvisos, quanto a confec\u00e7\u00e3o de golas, chap\u00e9us, surr\u00f5es e guiadas. Tamb\u00e9m serviu de inspira\u00e7\u00e3o e contribuiu para a forma\u00e7\u00e3o de diversos outros mestres da cultura popular.<\/p>\n<p>*TERREIRO DE M\u00c3E AMARA* \u2013 Fundado em 18 de junho de 1945 por M\u00e3e Amara de Xang\u00f4 Aganj\u00fa (Ob\u00e1 Meji), no bairro de Dois Unidos, no Recife, o Terreiro de M\u00e3e Amara possui mais de 80 anos de atua\u00e7\u00e3o na preserva\u00e7\u00e3o, salvaguarda e difus\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o e da cultura nag\u00f4 em Pernambuco. Organizado a partir de uma estrutura familiar matriarcal, mant\u00e9m sua lideran\u00e7a e seus saberes ancestrais por meio das descendentes diretas de sua fundadora, entre elas a Yalorix\u00e1 Maria Helena Mendes Sampaio e suas sucessoras, garantindo a forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua por meio da oralidade e da viv\u00eancia ritual. O terreiro tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel por iniciativas culturais e sociais como o Afox\u00e9 Oy\u00e1 Alax\u00e9, o Bal\u00e9 Nag\u00f4 Aj\u00f4 e o Coral Amad\u00ea Korin Nag\u00f4, al\u00e9m de espet\u00e1culos formativos. Entre suas iniciativas, destaca-se ainda o pioneirismo na cria\u00e7\u00e3o da primeira Rede de Mulheres de Terreiro do Brasil, voltada ao fortalecimento da lideran\u00e7a feminina e ao enfrentamento do racismo religioso.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Governo de Pernambuco diplomou, nesta segunda-feira (17), dez novos Patrim\u00f4nios Vivos do Estado, ampliando para 125 o n\u00famero de titulados ligados \u00e0s mais diversas manifesta\u00e7\u00f5es culturais. 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