{"id":4298,"date":"2026-07-26T20:10:18","date_gmt":"2026-07-26T23:10:18","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298"},"modified":"2026-07-27T13:36:08","modified_gmt":"2026-07-27T16:36:08","slug":"os-escritores-invisiveis-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298","title":{"rendered":"Os escritores invis\u00edveis. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc \u2013<\/strong>\u00a0 Escrever \u00e9 a \u00fanica profiss\u00e3o em que o sil\u00eancio conta como hora trabalhada.Escrever \u00e9 uma das mais antigas tentativas do ser humano de impedir que o tempo tenha sempre a \u00faltima palavra. Desde que algu\u00e9m descobriu ser poss\u00edvel guardar uma lembran\u00e7a, registrar um afeto ou confiar uma esperan\u00e7a ao papel, escrever deixou de ser apenas um exerc\u00edcio da linguagem para tornar-se um gesto de perman\u00eancia. Talvez por isso o Dia do Escritor nos convide, todos os anos, a celebrar aqueles que transformam palavras em livros, artigos, poemas e cr\u00f4nicas. A homenagem \u00e9 justa. Mas, quanto mais a vida me ensina, mais me conven\u00e7o de que ela ainda est\u00e1 incompleta.<\/p>\n<p>Durante muito tempo tamb\u00e9m pensei que escritor fosse apenas quem publicava livros ou ocupava uma cadeira diante de uma folha em branco para enfrentar o sil\u00eancio das palavras. Hoje j\u00e1 n\u00e3o penso assim. Descobri que a vida est\u00e1 cheia de escritores invis\u00edveis. Homens e mulheres que jamais assinaram um romance, nunca conheceram uma editora e talvez nem imaginassem que escreviam. Ainda assim, deixaram p\u00e1ginas inteiras gravadas na mem\u00f3ria de quem teve o privil\u00e9gio de encontr\u00e1-los.<\/p>\n<p>A primeira escritora que conheci foi minha m\u00e3e. Ainda hoje, quando procuro a origem das palavras que mais permaneceram em mim, encontro a sua voz, a sua letra e a delicadeza com que transformava os gestos mais simples em manifesta\u00e7\u00f5es de amor. Num velho caderno de receitas, ela parecia registrar apenas ingredientes, medidas e o tempo do forno. Hoje sei que escrevia muito mais do que isso. Escrevia a mem\u00f3ria da nossa fam\u00edlia, o perfume dos almo\u00e7os de domingo, o caf\u00e9 repartido sem pressa, o riso dos filhos, a generosidade da mesa sempre posta e uma forma de amar que nem o tempo conseguiu apagar. O caderno envelheceu. A tinta perdeu um pouco da cor. Mas o afeto continua perfeitamente leg\u00edvel.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m me lembro da professora que segurava a m\u00e3o de uma crian\u00e7a enquanto ela desenhava, pela primeira vez, as letras do pr\u00f3prio nome. Talvez ela acreditasse que ensinava apenas o alfabeto. N\u00e3o ensinava. Naquele instante ajudava um pequeno ser humano a descobrir que tamb\u00e9m podia ocupar um lugar no mundo. Existem nascimentos que acontecem na maternidade. Outros acontecem diante de um caderno aberto, quando algu\u00e9m percebe que j\u00e1 \u00e9 capaz de escrever o pr\u00f3prio nome e, sem saber, come\u00e7a a escrever a pr\u00f3pria hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Entre esses escritores invis\u00edveis, guardo um carinho especial pelo velho projecionista dos cinemas do interior. Enquanto todos aguardavam ansiosos que as luzes se apagassem, ele subia silenciosamente para a cabine de proje\u00e7\u00e3o, conferia a pel\u00edcula, ajustava a m\u00e1quina e esperava o momento exato de acender a luz. Pouca gente conhecia o seu rosto. Quase ningu\u00e9m pronunciava o seu nome. No entanto, bastava que o feixe luminoso atravessasse a pequena janela da cabine para que uma cidade inteira come\u00e7asse a sonhar. Quantos amores nasceram durante uma sess\u00e3o de Dio, come ti amo? Quantas l\u00e1grimas desceram discretamente diante de Romeu e Julieta? Quantas jovens sa\u00edram daquele cinema levando no cora\u00e7\u00e3o uma esperan\u00e7a nova, enquanto tantos rapazes descobriam que o amor tamb\u00e9m podia ter o rosto da coragem? Enquanto todos olhavam para a tela, aquele homem permanecia escondido atr\u00e1s da luz. Nunca apareceu na hist\u00f3ria que ajudava a contar. Mas escreveu emo\u00e7\u00f5es inesquec\u00edveis na vida de muita gente.<\/p>\n<p>Penso tamb\u00e9m no velho carteiro, que caminhava de rua em rua carregando uma bolsa de couro repleta de cartas. Dentro daqueles envelopes viajavam pedidos de casamento, not\u00edcias aguardadas durante meses, fotografias enviadas por filhos distantes, palavras de amor, promessas de reencontro, despedidas e esperan\u00e7as. Bastava o som da bicicleta dobrando a esquina para que muitas casas respirassem de maneira diferente. Havia quem corresse at\u00e9 o port\u00e3o tomado pela alegria da expectativa. Havia quem permanecesse im\u00f3vel, tomado pelo receio da not\u00edcia que poderia chegar. O carteiro n\u00e3o escrevia aquelas cartas. Mas fazia parte de todas elas. Sem jamais violar um segredo, conduzia a alegria de uns, a saudade de outros e, \u00e0s vezes, a dor que mudaria uma fam\u00edlia para sempre. Poucos of\u00edcios conheceram t\u00e3o de perto a intimidade humana sem nunca pedir lugar dentro dela.<\/p>\n<p>Talvez seja esse o maior equ\u00edvoco que cometemos ao pensar na escrita. Imaginamos que apenas as palavras escrevem. N\u00e3o. Os gestos tamb\u00e9m escrevem. Um abra\u00e7o pode permanecer vivo por muito mais tempo do que um discurso inteiro. Um perd\u00e3o pode salvar uma exist\u00eancia sem precisar de nenhuma p\u00e1gina. Existem despedidas entre pessoas que continuam se amando e para as quais nenhuma frase jamais ser\u00e1 suficiente. Quando isso acontece, o sil\u00eancio come\u00e7a a escrever aquilo que a voz j\u00e1 n\u00e3o consegue dizer. A cadeira que permanecer\u00e1 vazia, a fotografia sobre a estante, uma x\u00edcara esquecida na cozinha, um perfume que ainda insiste em morar numa roupa guardada, tudo continua escrevendo aquela hist\u00f3ria quando j\u00e1 n\u00e3o existe mais ningu\u00e9m para narr\u00e1-la.<\/p>\n<p>Talvez seja por isso que penso menos na profiss\u00e3o de escritor e muito mais na escrita da pr\u00f3pria vida. Os livros s\u00e3o indispens\u00e1veis. Eles preservam ideias, iluminam consci\u00eancias e impedem que muitas verdades desapare\u00e7am. Mas existem escrituras que nunca caber\u00e3o entre duas capas. S\u00e3o aquelas que um pai grava no car\u00e1ter do filho, que uma m\u00e3e deixa na delicadeza dos seus gestos, que um mestre deposita na intelig\u00eancia de um aluno, que um amigo escreve na coragem do outro quando a esperan\u00e7a parece querer desistir.<\/p>\n<p>No fim das contas, talvez ningu\u00e9m seja lembrado apenas pelos livros que publicou ou pelos textos que escreveu. Seremos lembrados, sobretudo, pelas palavras que devolveram \u00e2nimo, pelos gestos que impediram uma desist\u00eancia, pelas presen\u00e7as que aliviaram uma dor e pelos afetos que permaneceram quando tudo o mais parecia destinado ao esquecimento.<\/p>\n<p>Talvez essa seja a mais bonita defini\u00e7\u00e3o de escritor que a vida um dia me ensinou: escritor n\u00e3o \u00e9 apenas quem escreve livros. \u00c9 todo aquele que, sem perceber, escreve um pouco de si no cora\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m.<\/p>\n<p>E enquanto existirem pessoas capazes de deixar esse tipo de escrita na vida dos outros, o tempo jamais conseguir\u00e1 apagar por completo aquilo que realmente importa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc \u2013\u00a0 Escrever \u00e9 a \u00fanica profiss\u00e3o em que o sil\u00eancio conta como hora trabalhada.Escrever \u00e9 uma das mais antigas tentativas do ser humano de impedir que o tempo tenha sempre a \u00faltima palavra. Desde que algu\u00e9m descobriu ser [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4300,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1,35,46],"tags":[],"class_list":["post-4298","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-https-gazetapernambucana-com-page_id225","category-https-gazetapernambucana-com-page_id218","category-literatura"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v24.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Os escritores invis\u00edveis. Por Fl\u00e1vio Chaves -<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Os escritores invis\u00edveis. Por Fl\u00e1vio Chaves -\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc \u2013\u00a0 Escrever \u00e9 a \u00fanica profiss\u00e3o em que o sil\u00eancio conta como hora trabalhada.Escrever \u00e9 uma das mais antigas tentativas do ser humano de impedir que o tempo tenha sempre a \u00faltima palavra. Desde que algu\u00e9m descobriu ser [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-07-26T23:10:18+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-07-27T16:36:08+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/490975117_1208208147690110_2700881258255609848_n.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"347\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"384\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"GP\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"GP\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"6 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298\",\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298\",\"name\":\"Os escritores invis\u00edveis. Por Fl\u00e1vio Chaves -\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/490975117_1208208147690110_2700881258255609848_n.jpg\",\"datePublished\":\"2026-07-26T23:10:18+00:00\",\"dateModified\":\"2026-07-27T16:36:08+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/490975117_1208208147690110_2700881258255609848_n.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/490975117_1208208147690110_2700881258255609848_n.jpg\",\"width\":347,\"height\":384},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Os escritores invis\u00edveis. Por Fl\u00e1vio Chaves\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#website\",\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/\",\"name\":\"\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427\",\"name\":\"GP\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"GP\"},\"sameAs\":[\"http:\/\/gazetapernambucana.com\"],\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?author=1\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Os escritores invis\u00edveis. Por Fl\u00e1vio Chaves -","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Os escritores invis\u00edveis. Por Fl\u00e1vio Chaves -","og_description":"Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc \u2013\u00a0 Escrever \u00e9 a \u00fanica profiss\u00e3o em que o sil\u00eancio conta como hora trabalhada.Escrever \u00e9 uma das mais antigas tentativas do ser humano de impedir que o tempo tenha sempre a \u00faltima palavra. Desde que algu\u00e9m descobriu ser [&hellip;]","og_url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298","article_published_time":"2026-07-26T23:10:18+00:00","article_modified_time":"2026-07-27T16:36:08+00:00","og_image":[{"width":347,"height":384,"url":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/490975117_1208208147690110_2700881258255609848_n.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"GP","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"GP","Est. tempo de leitura":"6 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298","url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298","name":"Os escritores invis\u00edveis. Por Fl\u00e1vio Chaves -","isPartOf":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/490975117_1208208147690110_2700881258255609848_n.jpg","datePublished":"2026-07-26T23:10:18+00:00","dateModified":"2026-07-27T16:36:08+00:00","author":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298#primaryimage","url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/490975117_1208208147690110_2700881258255609848_n.jpg","contentUrl":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/490975117_1208208147690110_2700881258255609848_n.jpg","width":347,"height":384},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4298#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Os escritores invis\u00edveis. Por Fl\u00e1vio Chaves"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#website","url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/","name":"","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427","name":"GP","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g","caption":"GP"},"sameAs":["http:\/\/gazetapernambucana.com"],"url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?author=1"}]}},"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4298","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4298"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4298\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4301,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4298\/revisions\/4301"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4300"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4298"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4298"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4298"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}