{"id":4177,"date":"2026-07-12T23:49:36","date_gmt":"2026-07-13T02:49:36","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4177"},"modified":"2026-07-12T23:49:36","modified_gmt":"2026-07-13T02:49:36","slug":"o-portao-que-ainda-range-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4177","title":{"rendered":"O port\u00e3o que ainda range. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"3:1-3:715;28-742\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013 <\/strong>Themist\u00f3cles abre o port\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o \u00e0s seis da manh\u00e3. Empurra a tranca enferrujada, que geme como coisa viva, e fica ali, de p\u00e9, no v\u00e3o da entrada, olhando os trilhos. N\u00e3o vem trem nenhum h\u00e1 vinte e tr\u00eas anos. Ele sabe disso melhor do que qualquer um. Foi ele quem viu partir o \u00faltimo, um vag\u00e3o de carga cinzento levando para sempre a linha que ligava a cidade ao resto do mundo. Mesmo assim, todos os dias, abre o port\u00e3o. Ningu\u00e9m pediu. Ningu\u00e9m paga. A prefeitura esqueceu que ele existe, e ele parece ter feito as pazes com esse esquecimento. Abre, olha os trilhos cobertos de capim, e depois vai para casa. \u00c9 s\u00f3 isso. E \u00e9 justamente por ser s\u00f3 isso que a cena n\u00e3o sai da cabe\u00e7a de quem a v\u00ea pela primeira vez.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"5:1-5:666;744-1409\">Existe uma palavra gasta demais para nomear o que Themist\u00f3cles faz. Preferimos n\u00e3o us\u00e1-la logo de sa\u00edda, porque ela chegou at\u00e9 n\u00f3s empobrecida, vestida com roupas de comercial de fim de ano, prometendo dias melhores que raramente chegam. Mas debaixo dessa roupa emprestada mora uma coisa mais antiga e mais severa, um apetite obstinado do homem por continuar significando alguma coisa mesmo depois de o universo ter deixado claro que n\u00e3o vai responder. Themist\u00f3cles n\u00e3o espera o trem. Ele j\u00e1 enterrou essa espera havia muito tempo. O que faz \u00e9 mais grave e mais simples: recusa-se a deixar que a aus\u00eancia do trem apague o sentido do pr\u00f3prio gesto de abrir o port\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"7:1-7:763;1411-2173\">Aqui est\u00e1 o primeiro paradoxo, e \u00e9 preciso encar\u00e1-lo sem pestanejar. A esperan\u00e7a verdadeira, a que resiste ao tempo, n\u00e3o precisa de motivo para existir. Ela \u00e9 anterior \u00e0 causa que a justificaria. Se Themist\u00f3cles abrisse o port\u00e3o esperando o trem, seria s\u00f3 ilus\u00e3o, e a ilus\u00e3o morre no primeiro encontro com os fatos. Mas ele abre o port\u00e3o sabendo, com lucidez inteira, que os fatos j\u00e1 decidiram contra ele. E abre assim mesmo. Essa \u00e9 a diferen\u00e7a entre o homem ing\u00eanuo e o homem l\u00facido que decide, ainda assim, continuar. N\u00e3o se trata de aceitar resignado o que resta. Trata-se de amar o pr\u00f3prio movimento de abrir o port\u00e3o, independente do que ele venha a produzir no mundo, como quem ama a chuva n\u00e3o pelo que ela vai fazer crescer, mas pelo simples fato de cair.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"9:1-9:673;2175-2847\">Existem instantes que n\u00e3o servem para nada, e talvez sejam exatamente esses os \u00fanicos que valem a pena viver. O gesto de Themist\u00f3cles \u00e9 um desses instantes in\u00fateis e inteiros. N\u00e3o produz trem, n\u00e3o produz passageiro, n\u00e3o produz sequer mem\u00f3ria alheia, porque quase ningu\u00e9m passa por ali para ver. Produz apenas ele mesmo, repetido, oferecido \u00e0 manh\u00e3 como quem oferece um copo de \u00e1gua a um deserto que n\u00e3o vai agradecer. E \u00e9 dentro dessa inutilidade radical que mora, sem disfarce, a coisa que insistimos em chamar de esperan\u00e7a, quando talvez fosse mais honesto chamar de fidelidade. Fidelidade ao pr\u00f3prio gesto. Fidelidade a si mesmo, quando o mundo j\u00e1 retirou toda plateia.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"11:1-11:432;2849-3280\">A gente se acostuma a levantar cedo e a ter esperan\u00e7a de fazer um bom p\u00e3o, mesmo sem saber ao certo quem vai comer. A frase parece simples, quase caseira, e \u00e9 justamente a\u00ed que mora sua for\u00e7a. A esperan\u00e7a n\u00e3o se declara em pra\u00e7a p\u00fablica. Ela se pratica na cozinha, na oficina, no port\u00e3o de uma esta\u00e7\u00e3o morta, no gesto repetido de quem faz o p\u00e3o sem garantia de fome alheia. A grandiloqu\u00eancia trai a esperan\u00e7a. A discri\u00e7\u00e3o a revela.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"13:1-13:567;3282-3848\">H\u00e1 uma dor espec\u00edfica, que a gente conhece de perto quando envelhece um pouco, ligada \u00e0 sensa\u00e7\u00e3o de que o tempo segue seu curso com uma indiferen\u00e7a quase cruel diante das nossas perdas particulares. As coisas continuam. O \u00f4nibus passa na hora certa. O sol nasce igual, dia ap\u00f3s dia, como se nada tivesse mudado, quando por dentro tudo mudou. Talvez a esperan\u00e7a seja exatamente a l\u00edngua nova que se aprende depois de uma perda assim, torta no come\u00e7o, cheia de sil\u00eancios, at\u00e9 que um dia a gente descubra que consegue dizer o pr\u00f3prio nome outra vez sem que a voz falhe.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"15:1-15:546;3850-4395\">A mente humana tem esse poder estranho de reescrever o passado dentro do presente, transformando cicatriz em territ\u00f3rio f\u00e9rtil sem jamais apagar a marca. \u00c9 o que o port\u00e3o de Themist\u00f3cles faz, sem que ele saiba que faz. Cada manh\u00e3 reescreve o significado dos trilhos vazios. Ontem eram abandono. Hoje, s\u00f3 porque algu\u00e9m abriu o port\u00e3o de novo, s\u00e3o apenas trilhos esperando, com uma paci\u00eancia que n\u00e3o pede pressa, o pr\u00f3ximo cap\u00edtulo que talvez nunca chegue, e que, enquanto isso, j\u00e1 deu ao homem um motivo digno para vestir a camisa e sair de casa.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"17:1-17:565;4397-4961\">N\u00e3o sei quantos anos ainda Themist\u00f3cles vai abrir aquele port\u00e3o. Sei que um dia ele vai parar, porque todo gesto humano tem seu \u00faltimo dia, mesmo os mais fi\u00e9is, mesmo os mais teimosos. O que me interessa, o que fica comigo depois de ver a cena, n\u00e3o \u00e9 saber se o trem vai voltar. \u00c9 saber que existe, nalgum ponto do mundo, uma dobradi\u00e7a enferrujada que ainda geme toda manh\u00e3, empurrada por uma m\u00e3o que n\u00e3o pede explica\u00e7\u00e3o a ningu\u00e9m, nem mesmo a si mesma, e que talvez seja s\u00f3 isso, afinal, o que a palavra esperan\u00e7a sempre quis dizer antes de virarem ela em cartaz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013 Themist\u00f3cles abre o port\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o \u00e0s seis da manh\u00e3. Empurra a tranca enferrujada, que geme como coisa viva, e fica ali, de p\u00e9, no v\u00e3o da entrada, olhando os trilhos. 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