{"id":4122,"date":"2026-07-05T21:16:43","date_gmt":"2026-07-06T00:16:43","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4122"},"modified":"2026-07-05T21:23:47","modified_gmt":"2026-07-06T00:23:47","slug":"qual-e-o-peso-da-solidao-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4122","title":{"rendered":"Qual \u00e9 o peso da solid\u00e3o? Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 <\/strong>Toda solid\u00e3o tem geologia pr\u00f3pria, camadas que se depositaram ao longo dos anos como sedimento no leito de um rio, e por isso nenhum homem carrega a mesma solid\u00e3o que outro, ainda que ambos usem a palavra igual para nomear coisas t\u00e3o diferentes. Existe a solid\u00e3o que se deposita como lama, pesada, escura, que suja as m\u00e3os de quem tenta atravess\u00e1-la e deixa vest\u00edgio em tudo que toca depois. E existe a solid\u00e3o que se deposita como calc\u00e1rio, lenta, silenciosa, que com o tempo vira gruta, vira catedral subterr\u00e2nea onde a \u00e1gua escorre e desenha no teto formas que ningu\u00e9m planejou mas que se tornam, com os s\u00e9culos, mais belas que qualquer projeto humano. O peso, veja, nunca est\u00e1 na quantidade de sil\u00eancio que cai sobre um homem, est\u00e1 no que esse sil\u00eancio se transforma depois de anos de conviv\u00eancia \u00edntima e obrigat\u00f3ria.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\">Conheci homens que carregam a solid\u00e3o como quem carrega uma pedra amarrada ao tornozelo, arrastando-a pelas ruas, pelos vel\u00f3rios sociais que s\u00e3o os almo\u00e7os de domingo em fam\u00edlia, pelos escrit\u00f3rios cheios de vozes que n\u00e3o escutam nada al\u00e9m de si mesmas, e para esses homens toda solid\u00e3o \u00e9 n\u00e1ufrago, \u00e9 homem em alto mar sem b\u00fassola, sem terra \u00e0 vista, apenas \u00e1gua e mais \u00e1gua repetindo o mesmo horizonte cinza at\u00e9 a exaust\u00e3o da alma. Mas conheci outros, poucos, raros como pedra preciosa em cascalho comum, que carregam essa mesma solid\u00e3o como quem carrega uma chave antiga no bolso, sabendo que existe uma porta em algum lugar da pr\u00f3pria casa interior que s\u00f3 aquele metal espec\u00edfico consegue abrir, e para esses homens o sil\u00eancio n\u00e3o \u00e9 naufr\u00e1gio, \u00e9 cartografia, \u00e9 o mapa desenhado a m\u00e3o que finalmente revela onde ficam os c\u00f4modos secretos que a vida social jamais permite visitar.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\">Recife me ensinou que toda ponte nasce primeiro como aus\u00eancia. Antes de existirem as pontes que atravessam o Capibaribe, existiam apenas duas margens separadas gritando uma para a outra atrav\u00e9s da \u00e1gua, e foi exatamente essa separa\u00e7\u00e3o, esse vazio l\u00edquido entre dois peda\u00e7os de terra que se queriam pr\u00f3ximos, que obrigou os homens a inventarem a travessia. A solid\u00e3o funciona como o rio antes da ponte, ela \u00e9 o v\u00e3o necess\u00e1rio, o intervalo que d\u00f3i mas que tamb\u00e9m convoca, porque nenhum encontro verdadeiro nasce de duas pessoas que nunca estiveram sozinhas o bastante para sentir falta uma da outra. Quem nunca atravessou o pr\u00f3prio rio interior chega ao amor como quem chega a uma ponte sem nunca ter visto a \u00e1gua que ela cobre, atravessa sem rever\u00eancia, sem saber o tamanho do abismo que est\u00e1 sendo vencido, e por isso ama com pressa, ama com fome, ama exigindo do outro que seja represa para um rio que na verdade precisava era correr sozinho por um tempo.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\">Peso \u00e9 palavra que a f\u00edsica empresta \u00e0 alma sem nunca explicar direito o empr\u00e9stimo. Fisicamente, peso \u00e9 a for\u00e7a com que um corpo \u00e9 puxado para baixo, para o centro de alguma coisa maior que ele. E \u00e9 exatamente isso que a solid\u00e3o faz quando ainda n\u00e3o foi domesticada, ela puxa o homem para dentro de si mesmo com uma for\u00e7a que parece gravidade de planeta hostil, esmagando ao inv\u00e9s de sustentar. Mas h\u00e1 uma segunda f\u00edsica, mais antiga que Newton, que ensina que todo peso bem distribu\u00eddo se torna estrutura, se torna coluna, se torna a pr\u00f3pria arquitetura que permite que um edif\u00edcio se ponha de p\u00e9 contra o vento. A solid\u00e3o trabalhada dessa forma deixa de puxar o homem para baixo e come\u00e7a a sustent\u00e1-lo por dentro, vira viga mestra invis\u00edvel, aquilo que impede que ele desabe na primeira tempestade social que atravessa sua vida.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\">Minha m\u00e3e sabia dessa segunda f\u00edsica sem nunca ter lido um \u00fanico tratado sobre o assunto. Sentava-se \u00e0 janela nas tardes de domingo, quando a casa se esvaziava dos filhos que partiam para suas pr\u00f3prias vidas como p\u00e1ssaros que finalmente encontram a janela aberta, e ali, im\u00f3vel, com as m\u00e3os cruzadas no colo como quem segurava algo precioso demais para largar, ela n\u00e3o parecia mulher abandonada pelo tempo, parecia catedral em constru\u00e7\u00e3o, parecia rocha que a \u00e1gua do rio molda devagar sem nunca se apressar. Aprendi olhando aquela cena repetida todo domingo que existe uma forma de estar s\u00f3 que n\u00e3o \u00e9 aus\u00eancia de gente, \u00e9 presen\u00e7a total de si, \u00e9 o momento exato em que a alma para de emprestar sua voz aos coros alheios e come\u00e7a, enfim, a escutar a pr\u00f3pria melodia sem interfer\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\">H\u00e1 uma imagem que me acompanha desde menino e que talvez explique melhor que qualquer teoria o que estou tentando dizer. As sementes, antes de virarem \u00e1rvore, passam um tempo enterradas na escurid\u00e3o mais completa, sem luz, sem vento, sem a companhia de nenhuma outra semente por perto, apenas terra e sil\u00eancio e a pr\u00f3pria escurid\u00e3o como territ\u00f3rio exclusivo. E \u00e9 justamente nesse isolamento absoluto, nesse aparente abandono subterr\u00e2neo, que a semente re\u00fane a for\u00e7a necess\u00e1ria para depois romper a superf\u00edcie e virar copa que d\u00e1 sombra para os outros. Nenhuma \u00e1rvore nasceu de sementes que tiveram medo do escuro. O peso da solid\u00e3o, portanto, talvez seja apenas isso, o peso da terra sobre a semente antes da primeira raiz, doloroso enquanto acontece, mas absolutamente necess\u00e1rio para que exista, depois, qualquer coisa parecida com sombra generosa, com fruto, com copa que abriga passarinho e viajante cansado.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\">A pergunta que fica, ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 quanto pesa a solid\u00e3o, porque isso muda de homem para homem como muda o peso da mesma pedra erguida por bra\u00e7os diferentes. A pergunta que fica \u00e9 o que cada um est\u00e1 construindo l\u00e1 dentro, na escurid\u00e3o obrigat\u00f3ria do pr\u00f3prio sil\u00eancio, enquanto espera a primeira raiz furar a superf\u00edcie da terra e provar, finalmente, que todo aquele peso tinha fun\u00e7\u00e3o de ber\u00e7o e n\u00e3o de sepultura. E talvez seja essa a \u00fanica sabedoria que a solid\u00e3o tem para ensinar, que todo homem precisa, pelo menos uma vez na vida, aceitar ser semente antes de exigir ser \u00e1rvore, aceitar a escurid\u00e3o do pr\u00f3prio sil\u00eancio antes de reclamar da aus\u00eancia de sombra, porque ningu\u00e9m colhe fruto de pressa, ningu\u00e9m constr\u00f3i catedral em uma tarde, e o mesmo peso que hoje parece querer afundar um homem no ch\u00e3o \u00e9, se bem carregado, exatamente o que amanh\u00e3 vai lhe dar raiz funda o bastante para resistir ao vento que vir\u00e1, e colo largo o bastante para abrigar quem chegar depois cansado da pr\u00f3pria caminhada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. 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