{"id":4039,"date":"2026-06-28T22:18:59","date_gmt":"2026-06-29T01:18:59","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4039"},"modified":"2026-06-28T22:18:59","modified_gmt":"2026-06-29T01:18:59","slug":"o-homem-que-ainda-conversa-com-o-tempo-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=4039","title":{"rendered":"O homem que ainda conversa com o tempo. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"40\" data-end=\"479\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 <\/strong>Certos dias chegam trazendo o tempo n\u00e3o como um rel\u00f3gio obediente pendurado na parede, mas como um velho viajante que se senta \u00e0 nossa mesa, tira o chap\u00e9u em sil\u00eancio, olha-nos nos olhos com a serenidade dos que j\u00e1 atravessaram muitas estradas e nos pergunta, sem pressa e sem piedade, o que fizemos dos sonhos que carreg\u00e1vamos no peito quando a vida ainda parecia uma estrada de barro molhado depois da chuva, aberta, generosa e infinita.<\/p>\n<p data-start=\"481\" data-end=\"929\">Nesses dias, a alma parece andar descal\u00e7a pela casa antiga da mem\u00f3ria, tocando com cuidado os m\u00f3veis invis\u00edveis da inf\u00e2ncia, ouvindo portas que j\u00e1 n\u00e3o existem se abrirem dentro do cora\u00e7\u00e3o, sentindo o cheiro do caf\u00e9 que subia da cozinha como uma ora\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica, vendo outra vez o rosto dos que partiram e que, de algum modo misterioso, continuam morando em n\u00f3s como fotografias guardadas n\u00e3o em \u00e1lbuns, mas nas paredes mais secretas do sentimento.<\/p>\n<p data-start=\"931\" data-end=\"1492\">O mundo, l\u00e1 fora, corre como um rio enfurecido depois da cheia, arrastando not\u00edcias, vaidades, urg\u00eancias, ambi\u00e7\u00f5es e pequenas guerras di\u00e1rias, enquanto o homem que ainda conversa com o tempo aprende, talvez tarde, talvez no momento exato em que a maturidade lhe entrega suas chaves, que nem tudo o que faz barulho tem grandeza e nem tudo o que se cala deixou de viver, porque h\u00e1 sil\u00eancios que s\u00e3o catedrais, h\u00e1 saudades que s\u00e3o pontes e h\u00e1 lembran\u00e7as que continuam acesas dentro da noite como lamparinas fi\u00e9is protegendo a casa dos ventos frios do esquecimento.<\/p>\n<p data-start=\"1494\" data-end=\"1958\">Escrever, ent\u00e3o, deixa de ser apenas o gesto de alinhar palavras sobre a p\u00e1gina e passa a ser uma esp\u00e9cie de lavoura \u00edntima, onde o cora\u00e7\u00e3o ara a terra dura dos dias, semeia esperan\u00e7a onde havia cansa\u00e7o, rega com l\u00e1grimas antigas as sementes da ternura e espera, com a paci\u00eancia dos agricultores de alma, que alguma flor nas\u00e7a no terreno tantas vezes pisado pela pressa, pela indiferen\u00e7a e por essa modernidade que ensinou tanta gente a falar muito e sentir pouco.<\/p>\n<p data-start=\"1960\" data-end=\"2545\">H\u00e1 homens que escrevem para vencer a multid\u00e3o, outros escrevem para agradar ao tempo, alguns escrevem para serem vistos nas vitrines fr\u00e1geis da vaidade, mas existem aqueles que escrevem como quem abre uma janela numa manh\u00e3 clara, permitindo que entrem o vento da mem\u00f3ria, a luz da consci\u00eancia, a voz da terra, o cheiro do povo, o murm\u00fario das ruas e essa verdade antiga que n\u00e3o cabe nos discursos ensaiados, porque nasce do fundo da vida e traz consigo a poeira das estradas, o sal das l\u00e1grimas e a dignidade das m\u00e3os que trabalharam antes mesmo que o sol pedisse licen\u00e7a ao horizonte.<\/p>\n<p data-start=\"2547\" data-end=\"2963\">O homem que ainda conversa com o tempo sabe que envelhecer n\u00e3o \u00e9 apenas contar os anos que se acumulam no corpo, mas aprender a decifrar as marcas que a exist\u00eancia escreveu na pele, nos olhos e no esp\u00edrito, como se cada ruga fosse uma pequena estrada percorrida, cada cicatriz uma p\u00e1gina vencida, cada perda uma escola severa e cada alegria uma flor inesperada brotando no quintal depois de uma noite longa de chuva.<\/p>\n<p data-start=\"2965\" data-end=\"3437\">E talvez por isso ele n\u00e3o se assuste tanto com a solid\u00e3o, porque descobriu que estar s\u00f3 nem sempre \u00e9 abandono, muitas vezes \u00e9 encontro, recolhimento, escuta, conversa demorada com aquilo que somos quando ningu\u00e9m nos observa, quando as luzes da rua se apagam, quando o aplauso n\u00e3o chega, quando a vaidade se recolhe e s\u00f3 permanece, diante de Deus e da pr\u00f3pria consci\u00eancia, a verdade simples de um cora\u00e7\u00e3o perguntando se ainda foi capaz de amar, perdoar, agradecer e seguir.<\/p>\n<p data-start=\"3439\" data-end=\"3842\">No fim, talvez a vida seja isso, uma longa carta escrita sem rascunho, entregue aos poucos ao destino, com palavras que \u00e0s vezes tremem, com frases que se quebram, com cap\u00edtulos que n\u00e3o entendemos na hora, mas que depois, vistos de longe, parecem ter obedecido a uma sabedoria maior, como os rios que fazem curvas n\u00e3o por fraqueza, mas porque sabem que a beleza do caminho nem sempre est\u00e1 na linha reta.<\/p>\n<p data-start=\"3844\" data-end=\"4413\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">Por isso, quando o tempo se sentar outra vez \u00e0 nossa mesa e nos fizer suas perguntas silenciosas, que possamos receb\u00ea-lo sem medo, oferecendo-lhe n\u00e3o a arrog\u00e2ncia de quem pensa ter vencido tudo, mas a humildade de quem atravessou tempestades sem perder completamente a ternura, de quem viu o mundo mudar sem vender a alma, de quem conheceu a dureza dos homens sem desistir da esperan\u00e7a e de quem ainda guarda, no fundo do peito, uma pequena chama acesa dizendo que viver, apesar de tudo, continua sendo o mais bonito e mais dif\u00edcil poema que Deus nos deu para escrever.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. 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