{"id":3883,"date":"2026-06-13T20:41:15","date_gmt":"2026-06-13T23:41:15","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3883"},"modified":"2026-06-13T20:41:15","modified_gmt":"2026-06-13T23:41:15","slug":"olinda-perde-um-filho-o-brasil-perde-um-mestre-fernando-portela-fundador-do-jornal-da-tarde-parte-aos-82-anos-em-sao-paulo-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3883","title":{"rendered":"Olinda perde um filho, o Brasil perde um mestre: Fernando Portela, fundador do Jornal da Tarde, parte aos 82 anos, em S\u00e3o Paulo. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves | Gazeta Pernambucana<\/strong><\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\">Morreu no dia 2 de junho o jornalista, escritor, editor e roteirista Fernando Portela, um dos fundadores do extinto Jornal da Tarde, aos 82 anos. A not\u00edcia veio de S\u00e3o Paulo como chegam quase sempre as not\u00edcias que nos diminuem: tarde demais para alguma despedida que valesse. O vel\u00f3rio e a cerim\u00f4nia de despedida realizaram-se no dia 3 de junho, em Vargem Grande Paulista, e Fernando deixa a esposa Miriam e os filhos Mariana e Antonio.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\">Mas antes de falar do luto, \u00e9 preciso falar da vida. E que vida foi essa.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\">Natural de Olinda, Pernambuco, Fernando Portela come\u00e7ou sua carreira como jornalista aos 17 anos, no Di\u00e1rio da Noite do Recife. Partiu jovem, como tantos filhos do Nordeste que sabem que seu talento n\u00e3o cabe numa s\u00f3 margem. Em 1965, transferiu-se para S\u00e3o Paulo e, nessa cidade, passou a trabalhar para o Jornal da Tarde, do qual foi um dos seus fundadores. A escolha n\u00e3o foi acidental: era o momento em que o jornalismo brasileiro tentava, com urg\u00eancia e coragem, reinventar a si mesmo.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\">O Jornal da Tarde nasceu em 3 de janeiro de 1966, lan\u00e7ado em S\u00e3o Paulo por Rui Mesquita com um grupo de jornalistas sob o comando de Mino Carta \u2014 um vespertino graficamente revolucion\u00e1rio, \u00e1gil, de grandes reportagens. Numa imprensa marcada pela gravidade sisuda e o formalismo sem vida, aquele jornal foi uma fratura luminosa. Reconhecido pela modernidade na pagina\u00e7\u00e3o e pela qualidade liter\u00e1ria das reportagens, o Jornal da Tarde inspiraria gera\u00e7\u00f5es inteiras de jornalistas. Fernando Portela estava ali, desde o princ\u00edpio, num dos postos mais honrosos que um homem de imprensa pode ocupar: o de fundador.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\">Nesse jornal, Fernando Portela exerceu v\u00e1rios cargos: rep\u00f3rter, redator, pauteiro, chefe de reportagem, editor-geral e rep\u00f3rter especial. Cada fun\u00e7\u00e3o foi escola. Cada escola foi trincheira. Era o tempo da ditadura militar, e o jornalismo de qualidade era tamb\u00e9m um ato de resist\u00eancia civil. A primeira briga com o governo veio j\u00e1 no primeiro ano de vida do jornal, quando uma manchete escancarava uma amea\u00e7a de censura: &#8220;Ditador quer calar a Imprensa.&#8221; Fernando Portela era parte desse esp\u00edrito, formado no Nordeste e temperado na batalha di\u00e1ria das reda\u00e7\u00f5es paulistanas.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\">O \u00e1pice da sua jornada como rep\u00f3rter chegaria com uma miss\u00e3o que exigia tanto coragem quanto paci\u00eancia hist\u00f3rica. Em fins de 1978, quase quatro anos ap\u00f3s o aniquilamento da guerrilha do Araguaia, foi a vez do rep\u00f3rter Fernando Portela ir \u00e0 luta. Ele viajou, pesquisou, investigou, perguntou, ouviu, observou e registrou. O texto de Fernando Portela praticamente dobrou a tiragem do Jornal da Tarde durante uma semana inteira, em 1979. N\u00e3o \u00e9 pouca coisa: em jornalismo, dobrar a circula\u00e7\u00e3o de um jornal com uma \u00fanica reportagem \u00e9 o equivalente liter\u00e1rio de encher um teatro por semanas. <em>Guerra de Guerrilhas no Brasil<\/em>, o primeiro texto de f\u00f4lego sobre a guerrilha do Araguaia, foi transformada em livro e vende h\u00e1 mais de trinta anos. Nenhum outro epit\u00e1fio jornal\u00edstico supera esse: o texto que n\u00e3o deixa de circular.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\">Ao lado do jornalista Ruy Mesquita Filho, Fernando veio a editar duas cole\u00e7\u00f5es de livros paradid\u00e1ticos destinados, preferencialmente, ao ensino m\u00e9dio \u2014 &#8220;Rep\u00f3rter Especial&#8221;, com 34 t\u00edtulos, e &#8220;Kit Mundo Sustent\u00e1vel.&#8221; Era o jornalismo transbordando sua fun\u00e7\u00e3o cotidiana para irrigar a forma\u00e7\u00e3o de jovens leitores, miss\u00e3o que qualquer professor de letras reconhecer\u00e1 como das mais nobres.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\">Ainda como jornalista, Fernando Portela foi o respons\u00e1vel pela comunica\u00e7\u00e3o da Fiat do Brasil entre 1989 e 2008. Quase duas d\u00e9cadas num posto que exige tanto a s\u00edntese quanto a estrat\u00e9gia, habilidades que s\u00f3 quem domina a l\u00edngua de verdade consegue exercer com distin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\">Mas Fernando era tamb\u00e9m escritor de fic\u00e7\u00e3o, e aqui reside uma das dimens\u00f5es menos conhecidas de quem o conhecia apenas pelo jornalismo. Desde 1970, o autor publicou quarenta e cinco livros. Completou uma trilogia de contos iniciada com <em>Allegro<\/em>, em 2003, e continuada com <em>O Homem dentro de um C\u00e3o<\/em>, em 2007, chegando a <em>Mem\u00f3rias Embriagadas<\/em>, em 2008. Al\u00e9m da atua\u00e7\u00e3o no jornalismo, Fernando fez carreira na literatura de n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, escrevendo livros de contos e novelas, como <em>Hist\u00f3ria do Brasil: Verdades e Mentiras<\/em>, <em>A Velha Chama<\/em> e <em>A Negra Solid\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\">H\u00e1 algo de simb\u00f3lico na trajet\u00f3ria de Fernando Portela que ultrapassa o dado biogr\u00e1fico. Ele nasceu em Olinda, cidade que o Brasil inteiro chama de mem\u00f3ria, de pedra e de beleza. Foi para S\u00e3o Paulo, cidade que o Brasil inteiro chama de futuro, de velocidade e de for\u00e7a. E ali, no encontro tenso dessas duas temporalidades, ele fez o que fazem os grandes jornalistas: nomeou o presente sem esquecer de onde veio, e contou a hist\u00f3ria de um pa\u00eds muitas vezes maior do que sua pr\u00f3pria coragem de olh\u00e1-lo.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\">Pernambuco nem sempre guarda seus filhos mais brilhantes. \u00c0s vezes os exporta, e eles constroem l\u00e1 fora aquilo que c\u00e1 dentro n\u00e3o encontraram espa\u00e7o ou tempo. Fernando Portela foi um desses. Levou nas malas a forma\u00e7\u00e3o recebida nas terras de Olinda e no calor das reda\u00e7\u00f5es do Recife, e entregou ao Brasil um jornalismo que tinha alma de literatura e osso de reportagem.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\">O Jornal da Tarde, onde ele passou seus anos mais fecundos, circulou por quase 50 anos e revolucionou a imprensa brasileira, com reportagens que marcaram os anos 1960 e 1970. O jornal foi encerrado em 2012. Fernando sobreviveu ao jornal por treze anos, o que \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de dignidade: sobreviver \u00e0 pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o e ainda ter hist\u00f3rias para contar.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\">Agora que ele partiu, cabe a Pernambuco reconhecer nesse filho de Olinda um dos construtores do jornalismo que o Brasil respira ainda hoje. A homenagem n\u00e3o precisa ser de bronze nem de pra\u00e7a p\u00fablica. Basta que algu\u00e9m abra <em>Guerra de Guerrilhas no Brasil<\/em>, leia aquelas p\u00e1ginas escritas com a urg\u00eancia de quem sabe que a Hist\u00f3ria n\u00e3o espera, e entenda que ali estava um pernambucano fazendo o que Pernambuco sempre soube fazer melhor: dizer a verdade quando ela d\u00f3i, e diz\u00ea-la bem.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\">Descanse, Fernando Portela. Seu texto ainda circula.<\/p>\n<hr class=\"border-border-200 border-t-0.5 my-3 mx-1.5\" \/>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\"><em>Fl\u00e1vio Chaves \u00e9 escritor, jornalista (DRT\/PE 3249) e membro da Academia Pernambucana de Letras.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves | Gazeta Pernambucana Morreu no dia 2 de junho o jornalista, escritor, editor e roteirista Fernando Portela, um dos fundadores do extinto Jornal da Tarde, aos 82 anos. A not\u00edcia veio de S\u00e3o Paulo como chegam quase sempre as not\u00edcias que nos diminuem: tarde demais para alguma despedida que valesse. 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