{"id":3825,"date":"2026-06-11T21:51:32","date_gmt":"2026-06-12T00:51:32","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3825"},"modified":"2026-06-11T21:51:32","modified_gmt":"2026-06-12T00:51:32","slug":"amar-e-nao-se-esquecer-nunca-do-que-amou-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3825","title":{"rendered":"Amar \u00e9 n\u00e3o se esquecer nunca do que amou. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"5:1-5:730;61-790\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u00a0&#8211;<\/strong>\u00a0 Amar \u00e9 n\u00e3o se esquecer nunca do que amou, n\u00e3o porque a mem\u00f3ria seja uma cadeia onde o cora\u00e7\u00e3o permanece condenado, nem porque o passado tenha o direito de impedir a vida de seguir seu caminho, mas porque tudo aquilo que um dia entrou em n\u00f3s com a for\u00e7a limpa do afeto deixa uma marca que n\u00e3o se apaga com calend\u00e1rio, com dist\u00e2ncia, com sil\u00eancio, com novas paisagens ou novas companhias, e quem amou de verdade aprende cedo ou tarde que certas presen\u00e7as continuam existindo mesmo depois que deixaram de estar ao alcance das m\u00e3os, porque existem pessoas, lugares, vozes, tardes, cartas, m\u00fasicas e despedidas que n\u00e3o pertencem mais ao mundo de fora, pertencem ao territ\u00f3rio secreto da alma, onde o tempo entra descal\u00e7o e fala baixo.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"7:1-7:840;792-1631\">N\u00e3o falo apenas do amor entre dois corpos que um dia se procuraram com urg\u00eancia e ternura, embora esse seja talvez o mais vis\u00edvel, o mais cantado, o mais ferido e o mais lembrado de todos os amores; falo tamb\u00e9m do amor por uma casa antiga que ainda anda dentro da gente, por uma rua de inf\u00e2ncia onde o sol batia de um jeito que nunca mais se repetiu, por uma cidade do interior, por uma sala onde uma radiola grande de madeira parecia governar as emo\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia inteira, por um banco de pra\u00e7a, por um cinema que n\u00e3o existe mais e que no entanto continua exibindo, para uma plateia de um homem s\u00f3, as sess\u00f5es que nos formaram, por um amigo que a vida levou para longe, por um morto que ainda nos visita em certas horas da tarde, por uma juventude que j\u00e1 n\u00e3o volta mas continua caminhando dentro de n\u00f3s com sapatos gastos e olhos acesos.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"9:1-9:767;1633-2399\">Quem amou sabe que o esquecimento absoluto \u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o inventada para consolar os apressados. A vida pode at\u00e9 cobrir de poeira aquilo que fomos, pode empurrar para o fundo das gavetas as fotografias, as cartas, os bilhetes, os convites de baile, os ingressos de cinema, os retratos de rosto colado, todas essas pequenas rel\u00edquias que n\u00e3o valem nada para os outros e valem uma exist\u00eancia inteira para n\u00f3s, mas basta uma manh\u00e3 qualquer, uma palavra dita por um estranho, um perfume inesperado na cal\u00e7ada, uma m\u00fasica antiga escapando de uma janela, uma rua atravessada sem inten\u00e7\u00e3o, para que tudo volte com a delicadeza brutal das coisas que nunca morreram completamente, e ent\u00e3o descobrimos que o que julg\u00e1vamos enterrado estava apenas dormindo com a porta encostada.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"11:1-11:562;2401-2962\">O amor verdadeiro n\u00e3o termina quando termina. Ele muda de roupa, muda de quarto, muda de voz, perde o corpo cotidiano, perde a conviv\u00eancia, perde a mesa posta, perde o telefone, perde o endere\u00e7o, mas continua trabalhando em sil\u00eancio dentro da gente, como essas ra\u00edzes profundas que j\u00e1 n\u00e3o aparecem na superf\u00edcie da terra e que, no entanto, continuam sustentando uma \u00e1rvore antiga contra os ventos do tempo, de modo que a copa que o mundo v\u00ea balan\u00e7ar tranquila n\u00e3o sabe, ou finge n\u00e3o saber, que deve sua firmeza a tudo aquilo que ficou embaixo, invis\u00edvel e fiel.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"13:1-13:668;2964-3631\">Muita gente pensa que esquecer \u00e9 prova de cura, quando talvez seja apenas prova de que certas coisas nunca chegaram a entrar fundo. Curar-se n\u00e3o \u00e9 apagar. Curar-se \u00e9 poder lembrar sem ser destru\u00eddo, \u00e9 poder pronunciar um nome sem que a alma se desmanche inteira, \u00e9 poder olhar para tr\u00e1s sem desejar morar novamente no que j\u00e1 acabou, \u00e9 reconhecer que a vida seguiu, que outras alegrias chegaram, que outros dias nos chamaram pelo nome, mas que aquilo que foi amado conserva seu lugar leg\u00edtimo na hist\u00f3ria \u00edntima que nos formou, como conserva seu lugar na parede o retrato que ningu\u00e9m mais pergunta quem \u00e9, mas que o dono da casa cumprimenta todos os dias com os olhos.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"15:1-15:663;3633-4295\">Cada amor que passa por n\u00f3s deixa uma educa\u00e7\u00e3o. Alguns nos ensinam a esperar e outros nos ensinam a perder, alguns nos ensinam a falar e outros nos ensinam o of\u00edcio mais dif\u00edcil de calar, alguns chegam como primavera e partem deixando outono nas janelas, outros chegam como tempestade e, mesmo depois do estrago, deixam no ar uma limpeza dolorosa que s\u00f3 as grandes chuvas conhecem. Alguns n\u00e3o deveriam ter ficado tanto, outros n\u00e3o deveriam ter ido embora t\u00e3o cedo, mas todos, de algum modo, quando foram vividos com verdade, acrescentaram uma palavra ao nosso dicion\u00e1rio interior, e \u00e9 com esse dicion\u00e1rio, e n\u00e3o com outro, que escrevemos depois tudo o que somos.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"17:1-17:634;4297-4930\">Por isso eu desconfio dos cora\u00e7\u00f5es que se gabam de n\u00e3o lembrar. Quem n\u00e3o lembra talvez tenha apenas passado pela vida como quem passa por uma vitrine, olhando de fora, sem entrar, sem tocar, sem se comprometer com o risco da emo\u00e7\u00e3o, e h\u00e1 uma pobreza disfar\u00e7ada de eleg\u00e2ncia nesse jeito de atravessar os dias sem deixar que os dias nos atravessem. Lembrar \u00e9 sinal de pertencimento. Lembrar \u00e9 admitir que alguma coisa teve poder sobre n\u00f3s. Lembrar \u00e9 confessar que n\u00e3o fomos pedra, n\u00e3o fomos muro, n\u00e3o fomos superf\u00edcie lisa onde a chuva escorre sem deixar vest\u00edgio, porque amar, no fim das contas, \u00e9 exatamente isto, carregar vest\u00edgios.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"19:1-19:630;4932-5561\">Um jeito de sorrir que nunca se repetiu em outro rosto. Uma frase dita numa tarde qualquer e que, sem saber, ficou morando dentro da gente por d\u00e9cadas, pagando aluguel em saudade. Uma m\u00e3o que tocou a nossa m\u00e3o como se acendesse uma l\u00e2mpada dentro do corpo. Uma aus\u00eancia que chegou sem pedir licen\u00e7a e se instalou numa cadeira invis\u00edvel da sala, e ningu\u00e9m mais senta naquela cadeira, mesmo quando a casa est\u00e1 cheia. Uma m\u00fasica que, quando toca, n\u00e3o traz apenas melodia, traz uma pessoa inteira, uma \u00e9poca inteira, uma vers\u00e3o de n\u00f3s mesmos que parecia perdida e que de repente volta respirando, perguntando por que demoramos tanto.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"21:1-21:943;5563-6505\">O tempo \u00e9 um grande administrador de perdas, mas n\u00e3o \u00e9 dono absoluto da mem\u00f3ria. Ele pode envelhecer a pele, embranquecer os cabelos, mudar o ritmo dos passos, fechar clubes, demolir cinemas, apagar letreiros, substituir radiolas por telas, cartas por mensagens, esperas por notifica\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o consegue entrar sem permiss\u00e3o naquele pequeno santu\u00e1rio onde guardamos o que nos fez sentir profundamente, e nesse lugar o amor continua jovem, penteado para a festa, mesmo que n\u00f3s tenhamos envelhecido do lado de fora da porta. Talvez seja esse o maior espanto de quem viveu muito, descobrir que dentro do homem maduro ainda existe algu\u00e9m esperando uma m\u00fasica come\u00e7ar, que dentro do rosto marcado ainda existe o rapaz que ensaiava uma declara\u00e7\u00e3o diante do espelho, que dentro da voz cansada ainda existe o menino que acreditava que o mundo cabia inteiro numa tarde feliz. A idade muda o corpo, mas n\u00e3o consegue governar todos os c\u00f4modos da alma.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"23:1-23:898;6507-7404\">N\u00e3o se esquecer do que amou n\u00e3o significa viver preso ao passado. Significa honrar o que nos atravessou, significa n\u00e3o expulsar da pr\u00f3pria hist\u00f3ria aquilo que um dia nos fez mais humanos, significa compreender que certas dores s\u00e3o tamb\u00e9m medalhas, que certas saudades s\u00e3o tamb\u00e9m formas de fidelidade, que certas lembran\u00e7as s\u00e3o tamb\u00e9m altares pequenos onde a vida acende, de vez em quando, uma vela silenciosa para provar que nada foi em v\u00e3o. Porque nem tudo que termina fracassou. Algumas coisas terminam porque cumpriram sua esta\u00e7\u00e3o, e algumas pessoas passam por n\u00f3s n\u00e3o para permanecerem ao nosso lado at\u00e9 o fim, mas para abrirem uma janela, acenderem uma luz, revelarem uma parte desconhecida de n\u00f3s mesmos e depois seguirem para outro destino, de modo que o erro talvez esteja em exigir eternidade de tudo que foi bonito, quando tantas belezas vieram justamente para durar pouco e ficar muito.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"25:1-25:793;7406-8198\">E ficar muito \u00e9 outra forma de eternidade. Fica uma carta que ningu\u00e9m mais ler\u00e1 e que no entanto continua escrita. Fica uma fotografia onde todos parecem vivos demais para envelhecer. Fica um nome que a gente n\u00e3o procura, mas encontra, dobrando esquinas de conversa quando menos se espera. Fica uma can\u00e7\u00e3o que continua sabendo o caminho da nossa casa. Fica uma cidade que n\u00e3o \u00e9 mais a mesma, mas que conserva, s\u00f3 para n\u00f3s, uma esquina intacta onde o passado ainda espera de bra\u00e7os cruzados. Fica uma voz que j\u00e1 se calou no mundo, mas ainda conversa conosco por dentro, com a paci\u00eancia que s\u00f3 os mortos queridos possuem. Fica o amor, n\u00e3o como posse, n\u00e3o como cobran\u00e7a, n\u00e3o como ferida aberta, mas como subst\u00e2ncia de mem\u00f3ria, esse material de que s\u00e3o feitas as paredes mais antigas de um homem.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"27:1-27:549;8200-8748\">A grandeza de amar talvez esteja justamente nisso, em aceitar que o amor n\u00e3o nos pertence completamente. Ele nos visita, nos modifica, nos fere, nos ilumina, nos educa, nos amadurece, nos derrota, nos salva, e depois continua existindo de outras maneiras, mesmo quando j\u00e1 n\u00e3o podemos cham\u00e1-lo de volta, e quem quer possuir para sempre talvez ame menos do que imagina, enquanto quem consegue guardar sem destruir, lembrar sem exigir, agradecer sem prender, talvez tenha aprendido a forma mais nobre da perman\u00eancia, que \u00e9 a perman\u00eancia sem cativeiro.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"29:1-29:607;8750-9356\">Chega uma fase da vida em que o cora\u00e7\u00e3o deixa de pedir explica\u00e7\u00f5es a todas as aus\u00eancias e apenas as acomoda, colocando uma aqui, outra ali, como quem organiza retratos antigos numa parede interior. Algumas ainda doem, outras j\u00e1 sorriem, algumas trazem culpa, outras trazem gratid\u00e3o, algumas poderiam ter sido diferentes, outras foram exatamente o que podiam ser, e no meio dessa galeria silenciosa o homem entende, com uma serenidade que demorou a vida inteira para chegar, que sua exist\u00eancia n\u00e3o foi feita apenas do que ficou ao seu lado, mas tamb\u00e9m do que partiu e continuou, de longe, formando sua alma.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"31:1-31:505;9358-9862\">Por isso n\u00e3o quero esquecer o que amei. N\u00e3o quero arrancar de mim as paisagens que me deram ch\u00e3o, as pessoas que me deram febre, os encontros que me deram coragem, as despedidas que me deram profundidade, os amores que me ensinaram alegria e os que me ensinaram limite. N\u00e3o quero viver como se nada tivesse acontecido, porque a vida aconteceu, e justamente por ter acontecido com tanta for\u00e7a deixou marcas que ainda respiram, e eu prefiro a companhia das marcas ao conforto liso de uma alma sem registro.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"33:1-33:488;9864-10351\">Amar \u00e9 n\u00e3o se esquecer nunca do que amou porque o amor, quando \u00e9 verdadeiro, n\u00e3o aceita ser reduzido a epis\u00f3dio. Ele vira mat\u00e9ria da alma, vira jeito de olhar, vira cuidado com certas palavras, vira sil\u00eancio diante de certas m\u00fasicas, vira respeito por certas datas, vira uma ternura inexplic\u00e1vel por lugares onde talvez ningu\u00e9m mais nos espere, vira essa capacidade estranha de sorrir e sofrer ao mesmo tempo quando uma lembran\u00e7a nos encontra na rua e nos cumprimenta pelo primeiro nome.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"35:1-35:442;10353-10794\">E se algu\u00e9m me perguntar se isso n\u00e3o \u00e9 tristeza demais, responderei que talvez seja, mas \u00e9 tamb\u00e9m beleza, porque triste mesmo seria atravessar a vida sem ter o que lembrar, triste seria envelhecer limpo demais, sem cicatrizes, sem nomes, sem ruas, sem can\u00e7\u00f5es, sem nenhum rosto capaz de estremecer a mem\u00f3ria, triste seria chegar ao fim sem carregar no peito a prova de que fomos tocados por alguma coisa maior do que a nossa pr\u00f3pria solid\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"37:1-37:842;10796-11637\">Eu guardo o que amei porque o que amei tamb\u00e9m me guardou. Guardou-me da dureza absoluta, do cinismo, da aridez, da tenta\u00e7\u00e3o de virar apenas sobrevivente. O que amei me ensinou a continuar sens\u00edvel num mundo que tantas vezes recompensa os frios, me deu linguagem para escrever, sil\u00eancio para compreender, l\u00e1grimas para n\u00e3o endurecer, saudade para n\u00e3o me esquecer de que fui inteiro em certas horas, e talvez seja essa a verdade que a vida demora a nos entregar, a de que ningu\u00e9m sai ileso do amor, mas quem sai intocado perdeu a melhor parte da travessia. Amar deixa dores, sim, mas tamb\u00e9m deixa luz, deixa aus\u00eancia, mas tamb\u00e9m deixa profundidade, deixa saudade, mas tamb\u00e9m deixa hist\u00f3ria, deixa perguntas, mas tamb\u00e9m deixa uma esp\u00e9cie de m\u00fasica sem fim, tocando baixinho dentro da gente quando o mundo l\u00e1 fora j\u00e1 apagou quase todas as luzes.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"39:1-39:636;11639-12274\">Por isso eu digo, sem medo da minha pr\u00f3pria emo\u00e7\u00e3o, que amar \u00e9 n\u00e3o se esquecer nunca do que amou. N\u00e3o como quem se recusa a viver o presente, n\u00e3o como quem deseja reconstruir o que o tempo levou, n\u00e3o como quem transforma a mem\u00f3ria em c\u00e1rcere, mas como quem reconhece, com humildade e gratid\u00e3o, que tudo aquilo que amamos verdadeiramente continua fazendo parte daquilo que somos. Porque o amor passa, \u00e0s vezes, as pessoas passam, quase sempre, a juventude passa, inevitavelmente, mas aquilo que foi amado com alma n\u00e3o passa inteiro. Fica. E quando fica, mesmo doendo, nos salva do vazio de ter vivido sem pertencer profundamente a nada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. 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