{"id":3724,"date":"2026-05-30T18:12:17","date_gmt":"2026-05-30T21:12:17","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3724"},"modified":"2026-05-31T05:11:14","modified_gmt":"2026-05-31T08:11:14","slug":"voltei-ao-cafe-do-pilao-raro-nao-apenas-me-lembrei-fiquei-pensando-em-voce-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3724","title":{"rendered":"Voltei ao Caf\u00e9 do Pil\u00e3o Raro. N\u00e3o apenas me lembrei. Fiquei pensando em voc\u00ea. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 <\/strong>Voltei ao mesmo lugar. N\u00e3o sei bem dizer o que esperava encontrar, talvez o vento com o mesmo \u00e2ngulo, as mesmas sombras ocupando os mesmos tijolos, a tarde estendida sobre as coisas com aquela leveza particular que eu havia guardado como quem guarda uma folha seca entre as p\u00e1ginas de um livro. O banco de madeira continuava l\u00e1, um pouco mais desgastado, como tudo que permanece \u00e0 chuva e ao sol sem que ningu\u00e9m se lembre de abrigar. Sentei no mesmo canto. E aconteceu algo que, na sua aparente simplicidade, foi capaz de me abrir por dentro com uma delicadeza quase cir\u00fargica: eu n\u00e3o me lembrei dela. Eu pensei nela.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma diferen\u00e7a imensa entre essas duas coisas, e estranhamente levei toda uma vida para perceb\u00ea-la com clareza. Lembrar \u00e9 um acontecimento do lado de fora. \u00c9 o mundo batendo na porta da mem\u00f3ria e dizendo: olha, eu trouxe algo que \u00e9 seu. Uma m\u00fasica toca numa loja ao passar pela cal\u00e7ada, e de repente algu\u00e9m surge completo dentro de n\u00f3s, como se tivesse estado o tempo todo aguardando aquela nota espec\u00edfica para entrar. Um perfume escapa de uma janela aberta e nos transporta para um quarto que nem existe mais. O cheiro de chuva sobre o asfalto quente, a penugem de uma nuvem numa tarde de inverno, a curvatura de uma rua que de repente n\u00e3o \u00e9 mais uma rua mas uma mem\u00f3ria com endere\u00e7o, tudo isso \u00e9 lembran\u00e7a. A lembran\u00e7a \u00e9 uma visita. Ela chega, nos toca, nos perturba ou nos consola, e depois vai embora como a onda que toca a areia e recua, sem pedir licen\u00e7a e sem deixar escolha.<\/p>\n<div class=\"divider\">\n<p>Mas naquele banco de madeira, naquela tarde que repetia a geometria de uma tarde anterior sem conseguir repeti-la de fato, eu n\u00e3o precisei de nenhum gatilho. N\u00e3o foi um detalhe do cen\u00e1rio que a invocou. Ela simplesmente estava l\u00e1, n\u00e3o como vis\u00e3o, n\u00e3o como saudade aguda, mas como uma presen\u00e7a difusa e constante, como o murm\u00fario de um rio que a gente s\u00f3 percebe quando para de falar. Pensar em algu\u00e9m \u00e9 diferente de lembr\u00e1-lo. Pensar \u00e9 quando a pessoa encontrou um c\u00f4modo dentro de n\u00f3s e n\u00e3o saiu mais. \u00c9 quando ela n\u00e3o precisa ser convocada porque nunca foi embora. \u00c9 uma chama que continua acesa mesmo nas noites em que ningu\u00e9m a visita \u2014 n\u00e3o para queimar, n\u00e3o para consumir, mas apenas para continuar sendo luz dentro de um espa\u00e7o que ela aprendeu a habitar.<\/p>\n<p>Existe uma beleza triste nisso. Uma beleza que n\u00e3o pede permiss\u00e3o para existir. A lembran\u00e7a, por mais preciosa que seja, tem a natureza fugaz do p\u00e1ssaro que pousa um instante na beira da janela: voc\u00ea o observa, segura a respira\u00e7\u00e3o para n\u00e3o assust\u00e1-lo, sente alguma coisa se expandir dentro do peito, e ent\u00e3o ele vai, porque p\u00e1ssaros s\u00e3o feitos de ir. J\u00e1 o pensamento \u00e9 diferente em sua ess\u00eancia. O pensamento n\u00e3o pousa. Ele habita. \u00c9 a estrela que insiste em brilhar depois do crep\u00fasculo, quando todas as outras se apagaram e aquela ainda pulsa, teimosa e serena, como se tivesse decidido que o c\u00e9u escuro era o seu lugar definitivo. N\u00e3o nos pediu que a v\u00edssemos. Est\u00e1 ali de qualquer modo.<\/p>\n<p>Fui tentando nomear essa distin\u00e7\u00e3o enquanto o vento deslocava algumas folhas secas pela cal\u00e7ada, e cada folha era uma lembran\u00e7a indo embora, levada pela corrente do tempo para algum lugar que n\u00e3o sabemos identificar. A mem\u00f3ria \u00e9 generosa na sua brevidade, ela nos devolve o que foi, nos empresta o passado por alguns instantes, nos deixa ro\u00e7ar com os dedos a textura de um momento que j\u00e1 n\u00e3o existe. Mas ela tem limites que s\u00e3o seus. Ela vem e vai. Ela obedece aos ventos do acaso, \u00e0s armadilhas involunt\u00e1rias que o mundo espalha pelo caminho, uma can\u00e7\u00e3o, uma cor, o jeito como a luz dobra numa esquina \u00e0s cinco da tarde. A lembran\u00e7a \u00e9 filha do acaso. O pensamento, por\u00e9m, \u00e9 filho da escolha, ou melhor: \u00e9 filho do amor, que \u00e9 a mais sofisticada forma de perman\u00eancia que o ser humano conhece.<\/p>\n<p>Havia pessoas que eu havia amado e que agora me chegavam apenas como lembran\u00e7a. Surgiam \u00e0s vezes, completas e v\u00edvidas, convocadas por algum detalhe insignificante do mundo, e eu as recebia com gratid\u00e3o, como se recebe uma carta inesperada. Mas ela, ela era outra coisa. Ela era a casa iluminada por dentro que a gente enxerga do lado de fora numa noite de inverno e que, mesmo sem estar dentro dela, faz a gente se sentir menos \u00e0 deriva no mundo. N\u00e3o importava se eu estava naquele banco ou num trem ou numa fila de farm\u00e1cia ou olhando sem ver para o teto \u00e0s duas da manh\u00e3: ela estava l\u00e1, no pensamento, quieta como o rio que continua correndo longe dos olhos \u2014 continua correndo, diga-se de passagem, mesmo que ningu\u00e9m esteja l\u00e1 para ouvi-lo.<\/p>\n<p>Compreendi, naquela tarde repetida e irrepet\u00edvel, que h\u00e1 dois tipos muito distintos de pessoas que passam pela nossa vida. As primeiras passam pela mem\u00f3ria como p\u00e1ssaros de esta\u00e7\u00e3o \u2014 e que b\u00ean\u00e7\u00e3o s\u00e3o elas, que visitam a gente com sua fugacidade e seu canto, e que nos lembram que a beleza n\u00e3o precisa ser permanente para ser real. As segundas, por\u00e9m, fazem do pensamento a sua morada. Constroem qualquer coisa dentro de n\u00f3s sem pedir licen\u00e7a, sem anunciar a chegada, sem tampouco anunciar que ficaram. S\u00e3o as que a mem\u00f3ria n\u00e3o precisa trazer de volta porque nunca partiram de verdade. S\u00e3o as que habitam o espa\u00e7o mais \u00edntimo da consci\u00eancia com a mesma naturalidade silenciosa com que a respira\u00e7\u00e3o habita o corpo, sem esfor\u00e7o, sem ru\u00eddo, sem a menor inten\u00e7\u00e3o de ir embora.<\/p>\n<p>Levantei-me do banco quando a tarde come\u00e7ou a perder sua cor. O lugar continuava igual, o mesmo desgaste, as mesmas sombras inclinando-se para o lado certo, o vento repetindo seu velho gesto de varrer o que n\u00e3o tem raiz. E eu ia embora pensando nela, como havia chegado pensando nela, como chegaria amanh\u00e3, como chegaria sempre, n\u00e3o porque o lugar me lembrasse dela, mas porque ela nunca havia sa\u00eddo de mim o suficiente para precisar voltar. Algumas pessoas voltam \u00e0 lembran\u00e7a. Outras nunca saem do pensamento.<\/p>\n<\/div>\n<p>Lembrar \u00e9 um ato da mem\u00f3ria; pensar \u00e9 um ato da alma sobre aquilo que a mem\u00f3ria trouxe.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 Voltei ao mesmo lugar. 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