{"id":3613,"date":"2026-05-21T23:08:22","date_gmt":"2026-05-22T02:08:22","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3613"},"modified":"2026-05-21T23:08:22","modified_gmt":"2026-05-22T02:08:22","slug":"a-luz-que-ela-deixou-acesa-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3613","title":{"rendered":"A luz que ela deixou acesa. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 <\/strong>O fim da tarde tem um modo particular de dourar as coisas, como se o sol soubesse que est\u00e1 de sa\u00edda e quisesse, antes de ir, tingir o mundo com a cor mais generosa que conhece. Foi nessa hora, nessa claridade mansa que entra pelas janelas sem pedir licen\u00e7a e pousa sobre as mesas como quem n\u00e3o quer nada, que ele a viu pela primeira vez \u2014 sentada do outro lado do sal\u00e3o com aquela postura de quem aprendeu desde cedo a ocupar o espa\u00e7o sem precisar chamar aten\u00e7\u00e3o, e com os olhos claros que puxavam para o verde, o tipo de olho que n\u00e3o pertence a nenhuma cor definitiva mas habita com eleg\u00e2ncia essa zona de imprecis\u00e3o, como certos momentos da vida que n\u00e3o s\u00e3o alegria nem tristeza mas algo que fica entre os dois e \u00e9 exatamente por isso que permanecem.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]\">Ele n\u00e3o sabia ainda, naquele instante, que aquela tarde estaria entre as que a mem\u00f3ria decide guardar com cuidado, como se soubesse antes de n\u00f3s o que merece ser preservado do esquecimento. Apenas sentiu uma coisa indefin\u00edvel, daquelas que o corpo registra antes de o pensamento formular, uma esp\u00e9cie de aten\u00e7\u00e3o que se acende por dentro sem que se saiba ao certo por qu\u00ea, e que n\u00e3o tem nome preciso mas que qualquer pessoa que j\u00e1 passou por isso reconheceria imediatamente se lhe perguntassem.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]\">Ela era elegante da maneira mais bonita que a eleg\u00e2ncia pode ser, n\u00e3o aquela eleg\u00e2ncia constru\u00edda e vigiada de quem teme escorregar, mas a eleg\u00e2ncia de quem simplesmente \u00e9 assim, de quem carrega a pr\u00f3pria presen\u00e7a com leveza, como se n\u00e3o custasse nada ser daquela forma, e talvez n\u00e3o custasse mesmo, ou talvez custasse muito e ela tivesse aprendido a n\u00e3o mostrar o esfor\u00e7o, que \u00e9 uma das formas mais sofisticadas de beleza que existem. Havia nela tamb\u00e9m uma do\u00e7ura que n\u00e3o era ingenuidade, mas sim aquela qualidade rara das pessoas que chegaram \u00e0 gentileza por escolha e n\u00e3o por falta de conhecer o mundo em sua aspereza, que conhecem bem a dureza das coisas e ainda assim decidem ser suaves com as pessoas que encontram pelo caminho.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]\">A conversa come\u00e7ou da forma mais simples, como come\u00e7am as conversas que depois se revelam extraordin\u00e1rias, sem que nenhum dos dois pudesse saber no primeiro minuto que aquelas palavras iniciais eram o vest\u00edbulo de algo que duraria horas e deixaria um rastro longo. Ela era inteligente do jeito que mais importa, n\u00e3o a intelig\u00eancia que exibe a si mesma e que cansa, mas aquela outra, mais rara, que sabe ouvir com a mesma qualidade com que fala, que pergunta de verdade, que se interessa pelo que o outro diz sem que isso seja performance, que habita a conversa com uma presen\u00e7a completa que hoje em dia se tornou quase um luxo, porque o mundo ensinou as pessoas a estarem sempre em dois lugares ao mesmo tempo e ela parecia ter recusado essa li\u00e7\u00e3o. Falavam e o restaurante em volta deles ia perdendo import\u00e2ncia gradualmente, como cen\u00e1rio que cumpre sua fun\u00e7\u00e3o mas que ningu\u00e9m mais precisa ver depois que o que acontece no palco \u00e9 suficientemente bom.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]\">As horas passaram com aquela velocidade trai\u00e7oeira que o tempo reserva para os momentos em que estamos realmente presentes, essa crueldade gentil que ele tem de correr exatamente quando gostar\u00edamos que andasse devagar, como se soubesse o valor daquilo que est\u00e1 acontecendo e cobrasse por isso na moeda mais escassa que existe. O gar\u00e7om reaparecia de tempos em tempos com a discri\u00e7\u00e3o dos que aprenderam a ler o ambiente, trazendo o que precisava ser trazido e retirando o que precisava ser retirado sem interromper o fio invis\u00edvel que se havia formado entre os dois, esse fio que n\u00e3o tem peso nem cor mas que se percebe quando existe e se percebe mais ainda quando rompe.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]\">Em determinado momento ela disse que precisava resolver pequenas coisas do lado de fora, coisas da vida ordin\u00e1ria que n\u00e3o param porque a tarde est\u00e1 bonita e a conversa est\u00e1 boa, e que queria comprar doces para levar para a filha que a esperava em casa, e havia ternura real nessa explica\u00e7\u00e3o, a ternura de quem menciona a filha n\u00e3o como desculpa mas como parte natural de si mesma, como quem diz sem dizer que tem uma vida inteira al\u00e9m dali e que essa vida inteira merece os doces certos. Disse que voltaria. Disse isso com a naturalidade de quem n\u00e3o precisa jurar porque n\u00e3o imagina que a palavra poderia ser interpretada de outro modo, e saiu primeiro, com aquela passada calma de quem n\u00e3o foge mas tamb\u00e9m n\u00e3o hesita, deixando para tr\u00e1s o cheiro suave que ele s\u00f3 percebeu quando ela foi embora e o ar voltou a ser apenas ar.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]\">Ele ficou. Pediu vinho com a ternura silenciosa de quem \u00e9 feito de sonhos e sabe que o sonho, \u00e0s vezes, precisa de uma companhia que n\u00e3o fa\u00e7a perguntas, e o vinho n\u00e3o faz perguntas, apenas aquece por dentro e suaviza as bordas do que a gente est\u00e1 sentindo sem saber exatamente nomear. A garrafa foi sendo diminu\u00edda devagar, copo a copo, com o respeito que se deve \u00e0s coisas que acompanham momentos importantes, e ele olhava de vez em quando para a porta com aquela mistura espec\u00edfica de esperan\u00e7a e delicadeza que n\u00e3o \u00e9 ansiedade porque n\u00e3o tem pressa, mas que tampouco \u00e9 indiferen\u00e7a porque importa, importa de um jeito suave e fundo que ele n\u00e3o saberia explicar se algu\u00e9m perguntasse mas que sentia com toda a clareza.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]\">O gar\u00e7om se aproximou em determinado momento, n\u00e3o para trazer nada mas apenas para dizer, com a convic\u00e7\u00e3o tranquila de quem a conhecia de outras tardes naquele lugar, que ela voltaria, que a tinha ouvido dizer isso, que ela era assim, uma pessoa que diz o que vai fazer e faz o que disse. Havia no rosto do gar\u00e7om algo que n\u00e3o era simplesmente informa\u00e7\u00e3o, mas uma esp\u00e9cie de solidariedade masculina e silenciosa, o reconhecimento entre dois homens de que certas mulheres merecem ser esperadas e de que a espera, quando feita assim, com vinho e com presen\u00e7a, n\u00e3o \u00e9 fraqueza mas uma forma elegante de dizer que aquilo valeu, que aquela tarde valeu, que a pessoa vale.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]\">Mas ele foi embora antes das dezenove horas, antes que a noite chegasse para mudar o car\u00e1ter da luz e transformar o restaurante em outro lugar, diferente do que era quando ela estava. N\u00e3o foi por d\u00favida dela, nem por impaci\u00eancia consigo mesmo, nem por nenhuma daquelas raz\u00f5es que se explica facilmente. Foi por uma mistura de encantamento e inseguran\u00e7a silenciosa, por aquela delicadeza emocional de quem aprendeu a proteger os momentos bonitos de si mesmo, de quem teme que o continuado possa diminuir o que o breve deixou intacto, de quem prefere guardar a tarde como era do que correr o risco de que a noite a reescreva. Deixou o dinheiro sobre a mesa, agradeceu ao gar\u00e7om com um aceno que carregava mais coisas do que um aceno normalmente carrega, e saiu para a rua que j\u00e1 come\u00e7ava a esfriar.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]\">Do lado de fora, a cidade seguia com a indiferen\u00e7a habitual das cidades grandes, que n\u00e3o param porque algu\u00e9m dentro de um restaurante acabou de viver algo pequeno e imenso ao mesmo tempo. Ele caminhou sem destino definido por alguns minutos, com aquela sensa\u00e7\u00e3o estranha e boa de quem saiu de um lugar levando mais do que trouxe, sem que isso pese, ao contr\u00e1rio, como se tivesse ganhado algo que n\u00e3o tem volume mas tem presen\u00e7a, que n\u00e3o vai caber em nenhuma gaveta mas vai aparecer de tempos em tempos, sem avisar, nos momentos mais ins\u00f3litos, trazido por um perfume parecido ou por olhos que puxam para o verde ou por um fim de tarde que dora as coisas do mesmo jeito que aquele.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]\">H\u00e1 pessoas que n\u00e3o chegam para ficar. Chegam para outra coisa, algo que talvez seja mais importante e que a vida \u00e0s vezes conhece melhor do que a gente, que \u00e9 a capacidade de devolver ao cora\u00e7\u00e3o a habilidade de se maravilhar, de lembrar que ainda existe dentro de si um lugar onde a surpresa \u00e9 poss\u00edvel, onde um encontro inesperado pode ser suficiente para que um dia comum se converta em algo que a mem\u00f3ria decide honrar com perman\u00eancia. Ela talvez n\u00e3o soubesse disso ao sair pela porta com a inten\u00e7\u00e3o de voltar e os doces da filha na cabe\u00e7a. Ele provavelmente n\u00e3o soubesse ao ir embora com o gosto do vinho e a tarde inteira dentro do peito. Mas as coisas mais importantes que acontecem entre as pessoas raramente s\u00e3o sabidas por quem as vive. S\u00e3o sentidas, guardadas, compreendidas muito depois, quando a poeira baixa e o que fica n\u00e3o \u00e9 o acontecimento mas a luz que ela deixou acesa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 O fim da tarde tem um modo particular de dourar as coisas, como se o sol soubesse que est\u00e1 de sa\u00edda e quisesse, antes de ir, tingir o mundo com a cor mais generosa que conhece. 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