{"id":3489,"date":"2026-05-08T16:20:34","date_gmt":"2026-05-08T19:20:34","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3489"},"modified":"2026-05-08T16:27:56","modified_gmt":"2026-05-08T19:27:56","slug":"e-a-cultura-estupido-por-jose-paulo-cavalcanti-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3489","title":{"rendered":"\u00c9 a Cultura!, est\u00fapido. Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 &#8211;\u00a0 <\/em><\/strong>Em 1992, na elei\u00e7\u00e3o contra o ent\u00e3o presidente dos Estados Unidos George H.W. Busch, o estrategista\u2013chefe da campanha de Bill Clinton, James Carv\u00edlle, disse frase que acabou famosa \u201cIt\u2019s the economy, stupid\u201d (\u00c9 a economia, est\u00fapido).<\/p>\n<p>Queria referir, para aquela elei\u00e7\u00e3o, ser mais relevante a situa\u00e7\u00e3o da economia do pa\u00eds; que, depois da guerra do Golfo, sofria recess\u00e3o severa. Da\u00ed o v\u00edcio de alargar seu sentido para dizer que tudo no mundo se resume \u00e0 economia, foi um pulo.<\/p>\n<p>Nesse artigo, pretendo afirmar algo diferente. Que os pa\u00edses se explicam por uma esp\u00e9cie de caldo de cultura que corre dentro deles. No sangue. No cora\u00e7\u00e3o. Por dentro da alma. Na linha da defini\u00e7\u00e3o de Ortega y Gasset (<em>Rebeli\u00e3o das massas<\/em>), para quem essa cultura seria um \u201co sistema de ideias vivas que cada \u00e9poca possui\u201d.<\/p>\n<p>Mais amplamente dizia Pessoa (texto sem t\u00edtulo e publicado, em 1926, na Revista de Com\u00e9rcio e Contabilidade), ser \u201cuma interpreta\u00e7\u00e3o art\u00edstica e filos\u00f3fica das sociedades, quando os povos atingem seu \u00e1pice\u201d. Isso, o \u201c\u00e1pice\u201d dos pa\u00edses. Aqui, comparo nosso amado Brasil a dois outros. Vamos juntos.<\/p>\n<p>* * *<\/p>\n<p><em><strong>\u00a0<\/strong><\/em><strong><em>SUI\u00c7A<\/em>.<\/strong>\u00a0Em 05\/06\/2016 realizou-se referendo, por l\u00e1, para que a popula\u00e7\u00e3o definisse uma quest\u00e3o. \u00c9 algo comum, no pa\u00eds. Entre os \u00faltimos referendos, por exemplo, tivemos a defini\u00e7\u00e3o pelos eleitores dos hor\u00e1rios em que hot\u00e9is poderiam fechar suas portas, \u00e0 noite. Ou idade m\u00ednima para o servi\u00e7o militar.<\/p>\n<p>Agora se decidiria sobre uma \u201cRenda M\u00ednima\u201d, que seria garantida a todos os su\u00ed\u00e7os e tamb\u00e9m aos estrangeiros residentes no pa\u00eds. Trata-se de uma ideia antiga, pela primeira vez lembrada por Thomas Morus no seu livro\u00a0<em>Utopia.\u00a0<\/em>Depois Morus perdeu a cabe\u00e7a, literalmente, mas essa \u00e9 outra hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>O que se discutia, no parlamento su\u00ed\u00e7o, era uma desassocia\u00e7\u00e3o entre o trabalho e a renda, algo que para muitos ser\u00e1 inevit\u00e1vel no futuro. A partir da tecnologia que, pouco a pouco, ir\u00e1 substituir a atividade humana, come\u00e7ando pelos pa\u00edses desenvolvidos. Nesse quadro, a Su\u00ed\u00e7a seria o primeiro pa\u00eds a sagrar a tal \u201cRenda M\u00ednima\u201d. Depois, acreditavam, outros a seguiriam.<\/p>\n<p>A proposta era de 2.500 francos su\u00ed\u00e7os (9 mil reais) para cada habitante do pa\u00eds. Crian\u00e7as, 625 francos (2.300 reais). Argumento contr\u00e1rio \u00e9 que a medida seria cara demais, exigindo aumento de impostos, desorganizando a economia e desencorajando a popula\u00e7\u00e3o de trabalhar.<\/p>\n<p>Seja como for cada su\u00ed\u00e7o deveria dizer, no tal referendo, se o governo lhe deveria pagar, todo santo m\u00eas, quase 10 mil reais. Resultado, 76,9% votaram\u00a0<strong>N\u00c3O<\/strong>\u00a0\u00e0 medida. Indicando que recusavam essa d\u00e1diva.<\/p>\n<p>Volto ao Brasil e pergunto qual seria o percentual do<em>\u00a0SIM<\/em>, por aqui. E j\u00e1 respondo, quase 100%.<\/p>\n<p>* * *<\/p>\n<p><em><strong>JAP\u00c3O.<\/strong><\/em>\u00a0Finda a Segunda Guerra, era um pa\u00eds destro\u00e7ado. O general Douglas MacArthur, Comandante Supremo das For\u00e7as Aliadas entre 1945 e 1951, liderou sua reconstru\u00e7\u00e3o. E fez muito. Implantou uma Reforma Agr\u00e1ria avan\u00e7ada (ela e a do M\u00e9xico, pouco depois, foram as \u00faltimas vistas no mundo; sem contar a do Brasil, mais tarde), definiu novos direitos para as mulheres (incluindo o do voto), desfez os poderosos Zaibatsus locais (conglomerados industriais), legalizou os sindicatos. Mas faltava uma nova Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 registros hist\u00f3ricos de quem a redigiu. Conta-se que foi um amigo de MacArthur, professor de Harvard. Quando estudei nessa universidade tentei saber qual seria seu nome, sem sucesso. N\u00e3o h\u00e1 registros hist\u00f3ricos por l\u00e1 do feito, pois.<\/p>\n<p>Certo \u00e9 que, em 03\/11\/1946, acabou aprovada pelo parlamento japon\u00eas a tal Constitui\u00e7\u00e3o trazida, dos Estados Unidos, por MacArhur. Substituindo a antiga Constitui\u00e7\u00e3o Meigi, de 1889. Entrou em vigor logo depois, em 03\/05\/1947. Entre seus artigos estranhos o 9\u00ba, pelo qual o pa\u00eds renuncia \u00e0 guerra. Tanto que n\u00e3o pode, at\u00e9 hoje, ter for\u00e7as armadas, \u00fanico pa\u00eds do planeta em que isso ocorre.<\/p>\n<p>E esse Jap\u00e3o, um pa\u00eds arruinado pela guerra, \u00e9 agora uma das 5 maiores pot\u00eancias do mundo. Mas o que aconteceu \u00e0 sua Constitui\u00e7\u00e3o?, eis a quest\u00e3o. Nada, \u00e9 a resposta. N\u00e3o foi tocada, nesses 80 anos contados desde sua promulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nem um artigo solit\u00e1rio. Trata-se da \u00fanica Constitui\u00e7\u00e3o, do mundo, que n\u00e3o teve uma s\u00f3 altera\u00e7\u00e3o a partir da Segunda Guerra.<\/p>\n<p>Penso no Brasil. E logo imagino l\u00edderes populistas, de parte a parte (da direita ou da esquerda), em discursos nacionalistas e inflamados, que j\u00e1 teriam exigido uma nova Constitui\u00e7\u00e3o. Em defesa da soberania, diriam. E da Democracia. S\u00f3 que o Jap\u00e3o n\u00e3o precisou disso, para se desenvolver.<\/p>\n<p>* * *<\/p>\n<p>Nos dois casos, subsiste uma raz\u00e3o simples e fundamental. O de haver, dentro desses dois pa\u00edses, o tal caldo de cultura que vai al\u00e9m das regras formais. Um sentimento coletivo do que \u00e9, e n\u00e3o \u00e9, importante para o pa\u00eds. Do que realmente precisa ser feito. E do que n\u00e3o deve ter mudado. Su\u00ed\u00e7a e Jap\u00e3o sabem.<\/p>\n<p>O Brasil, algum dia, saber\u00e1?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 &#8211;\u00a0 Em 1992, na elei\u00e7\u00e3o contra o ent\u00e3o presidente dos Estados Unidos George H.W. 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