{"id":3478,"date":"2026-05-04T22:57:02","date_gmt":"2026-05-05T01:57:02","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3478"},"modified":"2026-05-04T22:59:08","modified_gmt":"2026-05-05T01:59:08","slug":"o-tempo-passou-e-voce-continua-em-mim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3478","title":{"rendered":"O TEMPO PASSOU E VOC\u00ca CONTINUA EM MIM. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]\"><span dir=\"auto\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0\u00a0<\/strong>H\u00e1 uma estranheza silenciosa que acomete o ser humano quando ele se descobre amando algo que o tempo j\u00e1 declarou ausente, como se o cora\u00e7\u00e3o tivesse recusado a assinar o documento da perda e continuasse guardando, com a teimosia dos antigos, uma presen\u00e7a que os calend\u00e1rios insistem em negar. N\u00e3o se trata de loucura, nem de fraqueza, nem daquela nostalgia piegas que os mais pr\u00e1ticos costumam desprezar com um sorriso de superioridade. Trata-se, antes, de algo muito mais s\u00e9rio e muito mais vivo, que \u00e9 a capacidade que certas pessoas t\u00eam de habitar em n\u00f3s n\u00e3o como mem\u00f3ria, mas como arquitetura, como a viga que sustenta o teto da casa que somos, invis\u00edvel aos olhos mas insubstitu\u00edvel \u00e0 estrutura.<\/span><\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]\"><span dir=\"auto\">O tempo passou. Isso \u00e9 ineg\u00e1vel como o sol e igualmente indiferente. Ele passou com a naturalidade brutal de quem n\u00e3o pede licen\u00e7a, levando consigo rostos, vozes, cheiros de tarde, conversas que nunca chegaram ao fim porque a vida interrompeu no meio de uma frase e deixou o ponto final suspenso para sempre no ar. Mas h\u00e1 pessoas que o tempo carrega sem de fato remover, como se tivessem finqado ra\u00edzes t\u00e3o fundas no interior de quem as amou que nem a grande m\u00e1quina impessoal dos dias seria capaz de arranc\u00e1-las. Essas pessoas s\u00e3o raras, e quem as encontra sabe disso, mesmo que demore anos para admitir.<\/span><\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]\"><span dir=\"auto\">Existe uma filosofia antiga, cultivada muito antes de os gregos a sistematizarem em tratados, que reconhece no amor uma forma de conhecimento, talvez a mais honesta de todas. Conhecer algu\u00e9m de verdade \u00e9 deix\u00e1-lo entrar na camada mais profunda de si, naquele lugar que fica abaixo das opini\u00f5es e das vaidades, abaixo do nome que carregamos e dos pap\u00e9is que representamos, naquele fundo escuro e quente onde residem apenas as coisas que realmente importam. Quando isso acontece, quando algu\u00e9m atravessa todas essas camadas e chega at\u00e9 l\u00e1, ele n\u00e3o vai mais embora. Pode partir, pode ser levado, pode simplesmente desaparecer num desses desaparecimentos que a vida imp\u00f5e sem piedade, e ainda assim continuar\u00e1 habitando esse lugar que n\u00e3o tem endere\u00e7o mas tem uma presen\u00e7a mais real do que qualquer coisa tang\u00edvel.<\/span><\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]\"><span dir=\"auto\">A cidade \u00e0s vezes colabora com essa perman\u00eancia, porque a cidade guarda os nossos rastros com uma fidelidade que n\u00f3s mesmos n\u00e3o temos. Aquela esquina ainda existe. Aquele bar onde a conversa durou mais do que deveria ainda serve o mesmo caf\u00e9. A pra\u00e7a ainda recebe a mesma luz de fim de tarde que dourava o rosto que eu procuro agora sem perceber, como quem procura um \u00f3culos que est\u00e1 em cima da cabe\u00e7a. E h\u00e1 algo profundamente pol\u00edtico nisso, porque a mem\u00f3ria afetiva tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de resist\u00eancia, \u00e9 a recusa de ser apenas o presente, a negativa de apagar o que foi vivido para dar lugar a uma leveza que n\u00e3o \u00e9 leveza mas vazio disfar\u00e7ado de praticidade.<\/span><\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]\"><span dir=\"auto\">Numa \u00e9poca que valoriza o esquecimento como higiene mental, que aconselha seguir em frente como se o passado fosse sujeira e o futuro fosse sempre mais limpo, guardar algu\u00e9m dentro de si \u00e9 um ato quase subversivo. Significa dizer que nem tudo que passou perdeu valor, que o tempo n\u00e3o \u00e9 um tribunal que condena o sentimento \u00e0 inutilidade s\u00f3 porque ele n\u00e3o pode mais ser exercido. Significa admitir que somos feitos tamb\u00e9m daquilo que amamos, e que cada pessoa verdadeiramente amada nos deixa uma camada nova de humanidade, uma capacidade ampliada de enxergar o mundo com olhos que antes n\u00e3o t\u00ednhamos.<\/span><\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]\"><span dir=\"auto\">Voc\u00ea continua em mim n\u00e3o como fantasma, n\u00e3o como peso, n\u00e3o como aquela melancolia que paralisa e n\u00e3o serve a nada. Voc\u00ea continua em mim como continua a luz de uma estrela que talvez j\u00e1 tenha se apagado, mas ainda atravessa o espa\u00e7o imenso do tempo e chega at\u00e9 os meus olhos com a fidelidade de quem n\u00e3o sabe ser outra coisa sen\u00e3o luz. E enquanto essa luz chegar, eu n\u00e3o chamarei isso de perda, n\u00e3o chamarei isso de ilus\u00e3o, chamarei pelo nome mais honesto que conhe\u00e7o, que \u00e9 o nome mais simples e o mais dif\u00edcil de pronunciar sem que a voz trema um pouco no meio do caminho.<\/span><\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]\"><span dir=\"auto\">O tempo passou, sim. Mas voc\u00ea ficou, e h\u00e1 uma diferen\u00e7a enorme entre o que o tempo carrega e o que o amor decide guardar. Porque existe uma crueldade doce e inexplic\u00e1vel nessa condi\u00e7\u00e3o humana de lembrar com tanta precis\u00e3o o rosto de quem partiu e esquecer, nos momentos mais distra\u00eddos, o pr\u00f3prio nome que carregamos, como se o cora\u00e7\u00e3o tivesse feito uma escolha silenciosa de prioridades e decidido, sem consultar a raz\u00e3o, que havia coisas mais importantes do que n\u00f3s mesmos para preservar. E o pior, ou o mais bonito, a depender de como a vida nos ensinou a olhar para essas coisas, \u00e9 que nem pedimos para ser assim. Simplesmente somos. E h\u00e1 noites em que a \u00fanica coisa que o peito consegue formular com clareza n\u00e3o \u00e9 um desejo grande, n\u00e3o \u00e9 uma s\u00faplica dram\u00e1tica, \u00e9 apenas isso, pequeno e imenso ao mesmo tempo: que ela esteja bem, que a vida a trate com a delicadeza que ela merece, que de algum lugar do mundo onde agora ela vive sem mim, chegue pelo menos uma not\u00edcia, um sinal, qualquer coisa que me diga que ela ainda existe e que o mundo, portanto, ainda faz algum sentido.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. 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