{"id":3436,"date":"2026-04-29T12:21:33","date_gmt":"2026-04-29T15:21:33","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3436"},"modified":"2026-04-29T12:21:33","modified_gmt":"2026-04-29T15:21:33","slug":"jardim-que-ainda-acolhe-o-canto-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3436","title":{"rendered":"JARDIM QUE AINDA ACOLHE O CANTO. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 \u00a0<\/strong>Alguma coisa, \u00e0s vezes, nos chama sem voz, como se a vida, cansada de nos ver distra\u00eddos entre tarefas, not\u00edcias e pressas, colocasse diante dos nossos olhos uma imagem simples para nos devolver ao espanto. N\u00e3o se trata de uma revela\u00e7\u00e3o grandiosa, nem de um acontecimento raro, desses que chegam cercados de solenidade. Quase sempre \u00e9 o contr\u00e1rio. A verdade costuma aparecer humildemente, vestida de detalhe, escondida numa cena comum, esperando que a alma pare por um instante e reconhe\u00e7a aquilo que a intelig\u00eancia apressada n\u00e3o alcan\u00e7a. No jardim, uma \u00e1rvore atravessava sua esta\u00e7\u00e3o de nudez. N\u00e3o havia nela o verde abundante das manh\u00e3s felizes, nem a sombra larga que convida ao descanso, nem o rumor das folhas conversando com o vento. Restavam os galhos abertos para o c\u00e9u, bra\u00e7os finos, expostos, quase suplicantes, como se a natureza tivesse retirado dela todos os adornos para revelar somente a sua ess\u00eancia. E, no entanto, aquela \u00e1rvore n\u00e3o parecia vencida. Permanecia plantada na terra com a dignidade silenciosa de quem sabe que perder folhas n\u00e3o \u00e9 o mesmo que perder destino. Aproximei o olhar e descobri o que mais me comoveu. Os p\u00e1ssaros continuavam ali. Vinham, pousavam, cantavam, desapareciam por alguns minutos e logo retornavam, como se reconhecessem naquela \u00e1rvore despida alguma morada que n\u00e3o dependia da apar\u00eancia. N\u00e3o buscavam apenas a sombra, porque sombra j\u00e1 n\u00e3o havia. N\u00e3o buscavam o esplendor, porque o esplendor havia recolhido suas vestes. Talvez buscassem algo mais antigo e mais profundo, a seguran\u00e7a invis\u00edvel de uma presen\u00e7a que, mesmo atravessando a aridez, continuava oferecendo lugar. A \u00e1rvore sem folhas ensinava mais do que muitas criaturas cheias de discurso. Ensinava que a vida possui esta\u00e7\u00f5es em que tudo parece retirado de n\u00f3s, o brilho, o entusiasmo, certas companhias, algumas certezas, uma alegria que antes nos cobria como folhagem. Tamb\u00e9m n\u00f3s ficamos, em determinados per\u00edodos, reduzidos ao essencial, com os galhos da alma \u00e0 mostra, vulner\u00e1veis ao vento das perdas, \u00e0s mudan\u00e7as do tempo, ao julgamento de quem s\u00f3 acredita na beleza quando ela est\u00e1 florida. Mas o essencial, quando verdadeiro, permanece respirando por baixo da secura. Os p\u00e1ssaros, pequenos int\u00e9rpretes do mist\u00e9rio, pareciam compreender isso sem esfor\u00e7o. Voavam porque tinham asas, mas voltavam porque havia sentido naquele retorno. O voo n\u00e3o os tornava ingratos ao pouso. A liberdade n\u00e3o os impedia de reconhecer abrigo. E a \u00e1rvore, mesmo despojada de sua antiga exuber\u00e2ncia, continuava cumprindo uma miss\u00e3o quase sagrada, oferecer repouso, sustentar o canto, guardar a delicadeza poss\u00edvel no meio do deserto. Pensei ent\u00e3o nas pessoas que atravessam fases semelhantes. Mulheres e homens que perderam alguma primavera \u00edntima, que j\u00e1 n\u00e3o exibem o mesmo vi\u00e7o, que viram partir amores, filhos, amigos, sa\u00fade, sonhos, mas ainda guardam dentro de si uma for\u00e7a discreta, uma raiz que n\u00e3o aparece, uma seiva que trabalha em sil\u00eancio. Quantas almas julgamos secas apenas porque n\u00e3o conhecemos a profundidade de suas ra\u00edzes. Quantas vidas parecem vazias apenas porque sua renova\u00e7\u00e3o ainda acontece por dentro, longe dos olhos impacientes do mundo. A cena do jardim se tornou maior do que o jardim. A \u00e1rvore j\u00e1 n\u00e3o era apenas \u00e1rvore, e os p\u00e1ssaros j\u00e1 n\u00e3o eram apenas p\u00e1ssaros. Havia ali uma par\u00e1bola viva sobre perman\u00eancia, acolhimento e esperan\u00e7a. A natureza n\u00e3o explicava nada, porque as grandes li\u00e7\u00f5es n\u00e3o precisam gritar. Apenas mostrava. Uma \u00e1rvore em sua esta\u00e7\u00e3o mais pobre ainda podia receber canto. Uma vida em sua fase mais dif\u00edcil ainda podia ser morada de alguma beleza. Um cora\u00e7\u00e3o ferido ainda podia oferecer repouso a outro cora\u00e7\u00e3o cansado. Talvez seja essa uma das verdades mais esquecidas do nosso tempo, n\u00e3o devemos medir ningu\u00e9m pela esta\u00e7\u00e3o em que o encontramos. Existem pessoas no inverno que carregam sementes invis\u00edveis. Existem sil\u00eancios que est\u00e3o preparando flores. Existem perdas que ainda n\u00e3o disseram sua \u00faltima palavra. A apar\u00eancia seca de uma alma pode esconder uma raiz trabalhando, insistindo, buscando \u00e1gua em regi\u00f5es que ningu\u00e9m v\u00ea. Olhei novamente para a \u00e1rvore. O vento passava por seus galhos sem encontrar folhas, mas encontrava m\u00fasica. E compreendi que nem toda aus\u00eancia \u00e9 fim. \u00c0s vezes, a aus\u00eancia \u00e9 apenas uma pausa da vida antes de recome\u00e7ar sua escritura verde. Enquanto houver um galho capaz de receber um p\u00e1ssaro, enquanto houver um canto pousando sobre aquilo que parecia deserto, enquanto houver alguma forma de beleza resistindo \u00e0 nudez das esta\u00e7\u00f5es, nenhuma \u00e1rvore estar\u00e1 completamente s\u00f3. E talvez nenhum de n\u00f3s tamb\u00e9m esteja.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 \u00a0Alguma coisa, \u00e0s vezes, nos chama sem voz, como se a vida, cansada de nos ver distra\u00eddos entre tarefas, not\u00edcias e pressas, colocasse diante dos nossos olhos uma imagem simples para nos devolver ao espanto. 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