{"id":3429,"date":"2026-04-26T22:49:28","date_gmt":"2026-04-27T01:49:28","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3429"},"modified":"2026-04-26T22:50:05","modified_gmt":"2026-04-27T01:50:05","slug":"quando-o-mundo-fazia-barulho-com-alm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3429","title":{"rendered":"Quando o mundo fazia barulho com alma. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"41\" data-end=\"1062\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013 <\/strong>Existe um barulho novo no mundo, e o mais estranho, talvez o mais tr\u00e1gico, \u00e9 que ele quase n\u00e3o faz som. N\u00e3o nasce dos sinos que outrora repartiam as horas com solenidade, nem das feiras antigas onde o povo negociava frutas, tecidos e esperan\u00e7as com a mesma naturalidade com que respirava, nem das janelas entreabertas de ruas estreitas onde as fam\u00edlias ainda se reconheciam pelo nome, pelo passo, pelo modo de tossir, pelo jeito de fechar a porta ao anoitecer. Esse barulho moderno vem das telas acesas na ins\u00f4nia dos quartos, do brilho artificial que substituiu a lua no rosto dos homens, dos dedos inquietos que deslizam sem cessar como quem procura alguma coisa que n\u00e3o sabe nomear, das notifica\u00e7\u00f5es que interrompem at\u00e9 o nascimento de um pensamento e o deixam morrer prematuro, ainda informe, ainda menino. \u00c9 um ru\u00eddo sem timbre e sem piedade. Senta-se \u00e0 mesa conosco, deita-se ao nosso lado, desperta antes da aurora e j\u00e1 nos encontra fatigados, como se a alma houvesse trabalhado a noite inteira em algum por\u00e3o secreto.<\/p>\n<p data-start=\"1064\" data-end=\"1873\">Nunca se falou tanto, e raramente se disse algo que mere\u00e7a permanecer. Nunca se produziu tamanha multid\u00e3o de frases, e t\u00e3o poucas delas suportariam o peso de um sil\u00eancio verdadeiro. As redes sociais transformaram o mundo numa pra\u00e7a sem \u00e1rvores e sem bancos, uma pra\u00e7a de cimento quente onde todos discursam de p\u00e9, ofegantes, ansiosos por serem vistos, e quase ningu\u00e9m permanece tempo suficiente para ouvir a tristeza alheia. Multiplicaram-se as opini\u00f5es instant\u00e2neas, as convic\u00e7\u00f5es nascidas sem parto, as indigna\u00e7\u00f5es de vitrine, os afetos ensaiados diante do espelho, as alegrias filtradas por m\u00e1quinas que alisam a pele e endurecem a sensibilidade. Cada um exibe a moldura dourada, enquanto esconde a parede rachada. Cada um oferece fogos de artif\u00edcio, enquanto recolhe \u00e0s pressas as cinzas da pr\u00f3pria noite.<\/p>\n<p data-start=\"1875\" data-end=\"1977\">E, no entanto, houve um tempo em que o barulho possu\u00eda cora\u00e7\u00e3o, e o som parecia ter aprendido a rezar.<\/p>\n<p data-start=\"1979\" data-end=\"2596\">Nas cidades do interior, quando ainda existia madrugada e n\u00e3o apenas hor\u00e1rios, os galos cantavam no escuro mais espesso da noite como antigos sacerdotes emplumados convocando o sol para sua obriga\u00e7\u00e3o di\u00e1ria. Havia grandeza naquele canto rude e insistente. O galo n\u00e3o sabia de astronomia, n\u00e3o conhecia a rota\u00e7\u00e3o da Terra, nada lera sobre o movimento dos astros, e ainda assim chamava a manh\u00e3 com uma f\u00e9 que muitos homens perderam. Seu canto rasgava a treva como uma navalha de esperan\u00e7a. E n\u00f3s, meninos ou velhos, ouv\u00edamos aquilo de dentro das casas e sab\u00edamos, sem precisar pensar, que o mundo continuava funcionando.<\/p>\n<p data-start=\"2598\" data-end=\"3414\">Depois vinham as bandas de m\u00fasica nos feriados, \u00e0s cinco horas, quando a n\u00e9voa ainda cochilava sobre as cal\u00e7adas e o caf\u00e9 mal come\u00e7ava a perfumar as cozinhas. Desfilavam pelas ruas como se carregassem a aurora nos ombros. O tambor acordava primeiro os c\u00e3es, depois as crian\u00e7as, depois as lembran\u00e7as mais antigas da cidade. O clarim atravessava a neblina fina e entrava pelas frestas das portas como um mensageiro de metais, anunciando que a vida, apesar das d\u00edvidas, das perdas, das enfermidades e dos desencantos, ainda se julgava digna de festa. Janelas se abriam lentamente, como p\u00e1lpebras vencendo o sono. Portas rangiam com eleg\u00e2ncia de quem envelheceu servindo. Senhoras ajeitavam os cabelos, homens pigarreavam sua compostura, meninos corriam descal\u00e7os atr\u00e1s da fanfarra como se perseguissem o pr\u00f3prio futuro.<\/p>\n<p data-start=\"3416\" data-end=\"3559\">Aquilo tamb\u00e9m era barulho. Mas era barulho humano, tecido de presen\u00e7a, vizinhan\u00e7a e pertencimento. N\u00e3o nos roubava de n\u00f3s mesmos, devolvia-nos.<\/p>\n<p data-start=\"3561\" data-end=\"4293\">E havia as serestas, essas liturgias noturnas do sentimento, quando alguns homens afinavam primeiro a coragem e s\u00f3 depois o viol\u00e3o. Reuniam-se sob janelas iluminadas por l\u00e2mpadas t\u00edmidas, e cantavam para uma mulher, para uma saudade, para um amor que ainda n\u00e3o sabia se ficava ou partia. A rua inteira escutava, e ningu\u00e9m chamava aquilo de invas\u00e3o. Chamava-se vida. N\u00e3o existia bot\u00e3o de curtir, existia risco. N\u00e3o havia mensagens descart\u00e1veis, havia espera. N\u00e3o se enviavam cora\u00e7\u00f5es prontos por aplicativos, entregava-se o cora\u00e7\u00e3o inteiro, tremendo, desafinado, vulner\u00e1vel, exposto ao frio da madrugada e ao ju\u00edzo da vizinhan\u00e7a. Quem cantava podia ser recusado. Quem insistia podia ganhar um olhar capaz de justificar anos inteiros.<\/p>\n<p data-start=\"4295\" data-end=\"4858\">Hoje trocamos presen\u00e7a por acesso, companhia por conex\u00e3o, conversa por coment\u00e1rio, intimidade por atualiza\u00e7\u00e3o de status. Sabemos o que desconhecidos almo\u00e7aram e ignoramos o que entristece quem divide a mesa conosco. Visitamos perfis e desertamos pessoas. Colecionamos contatos como quem junta chaves enferrujadas de portas que jamais ousar\u00e1 abrir. H\u00e1 casas em que cada morador habita uma tela diferente, enquanto o sil\u00eancio verdadeiro, aquele que pede encontro e coragem, permanece sentado no centro da sala como um parente esquecido que ningu\u00e9m mais sabe nomear.<\/p>\n<p data-start=\"4860\" data-end=\"5396\">Talvez temamos o sil\u00eancio porque ele n\u00e3o mente. Quando cessam os avisos do telefone e as vozes do mundo se recolhem aos seus esconderijos, escutamos passos antigos dentro de n\u00f3s. A culpa atravessa o corredor sem fazer cerim\u00f4nia. A saudade senta-se na cama e exige conversa. O amor negligenciado pede contas. Os erros, que durante o dia se disfar\u00e7am de agenda cheia, aparecem \u00e0 noite com o rosto limpo. O tempo perdido acende uma l\u00e2mpada no fundo da mem\u00f3ria. E ent\u00e3o corremos novamente para o ru\u00eddo, como quem foge de um espelho honesto.<\/p>\n<p data-start=\"5398\" data-end=\"5514\">Mas a alma, felizmente, \u00e9 mais antiga do que a tecnologia e mais paciente do que a pressa. Ela ainda sabe regressar.<\/p>\n<p data-start=\"5516\" data-end=\"6048\">Reaparece quando desligamos um aparelho para ouvir algu\u00e9m de verdade. Quando sustentamos uma conversa sem consultar a tela a cada minuto. Quando permanecemos numa mesa depois do caf\u00e9 acabar. Quando escutamos um idoso repetir hist\u00f3rias e percebemos que cada repeti\u00e7\u00e3o \u00e9 um pedido de perman\u00eancia. Quando uma crian\u00e7a nos chama e respondemos com o corpo inteiro. Quando lembramos dos galos chamando o sol no escuro, das bandas atravessando ruas sonolentas, das serenatas imprudentes que arriscavam a dignidade por um sentimento sincero.<\/p>\n<p data-start=\"6050\" data-end=\"6266\">Sinto falta daquele tempo em que certos sons n\u00e3o invadiam, anunciavam. N\u00e3o vendiam, celebravam. N\u00e3o distra\u00edam, reuniam. O barulho de hoje nos dispersa como folhas ao vento. O de ontem nos juntava como m\u00e3os em ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-start=\"6268\" data-end=\"6327\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">H\u00e1 muito ru\u00eddo no ar. E pouca madrugada dentro das pessoas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013 Existe um barulho novo no mundo, e o mais estranho, talvez o mais tr\u00e1gico, \u00e9 que ele quase n\u00e3o faz som. 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