{"id":3337,"date":"2026-04-19T23:40:28","date_gmt":"2026-04-20T02:40:28","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3337"},"modified":"2026-04-19T23:40:28","modified_gmt":"2026-04-20T02:40:28","slug":"nao-pagarei-o-resgate-com-o-esquecimento-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3337","title":{"rendered":"N\u00e3o pagarei o resgate com o esquecimento. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"0\" data-end=\"817\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 Existe <\/strong>quem diga que a vida s\u00f3 reencontra seu eixo quando a mem\u00f3ria aprende a perder peso, quando o cora\u00e7\u00e3o consente em deixar para tr\u00e1s aquilo que j\u00e1 n\u00e3o volta e aceita, como quem se curva diante de uma lei antiga, que seguir adiante exige uma certa desocupa\u00e7\u00e3o da alma, uma limpeza dos vest\u00edgios, uma retirada dos m\u00f3veis \u00edntimos onde a aus\u00eancia continua sentada como se ainda fosse presen\u00e7a. Mas eu n\u00e3o perten\u00e7o a essa disciplina da ren\u00fancia. N\u00e3o me reconhe\u00e7o nessa pedagogia severa que chama de cura o apagamento e d\u00e1 ao esquecimento a nobreza de um rem\u00e9dio. H\u00e1 dores que n\u00e3o me parecem enfermidades, mas assinaturas. H\u00e1 amores que, mesmo quando j\u00e1 n\u00e3o podem ser vividos no mundo, recusam-se a morrer dentro de n\u00f3s porque tocaram uma regi\u00e3o t\u00e3o funda do ser que arranc\u00e1-los seria menos um al\u00edvio do que uma profana\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-start=\"819\" data-end=\"1568\">Disseram-me, em linguagem de gente pr\u00e1tica, que eu poderia pagar com o esquecimento o resgate de mim mesmo, como se a alma fosse um ref\u00e9m em por\u00e3o escuro e bastasse entregar \u00e0 noite o rosto amado para que a manh\u00e3 me devolvesse inteiro. Mas que estranha inteireza seria essa, comprada ao pre\u00e7o daquilo que mais me deu sentido. Que esp\u00e9cie de volta \u00e0 vida seria essa, se para voltar eu precisasse abandonar, na fronteira do tempo, justamente o mais belo territ\u00f3rio que meu cora\u00e7\u00e3o conheceu. N\u00e3o, eu n\u00e3o aceito esse com\u00e9rcio. N\u00e3o entrego \u00e0 conveni\u00eancia dos dias o esplendor do que vivi. N\u00e3o deposito no cofre do nada o ouro vivo de um amor que, ainda hoje, mesmo ferindo, continua sendo uma das poucas verdades diante das quais me ajoelho sem vergonha.<\/p>\n<p data-start=\"1570\" data-end=\"2501\">Porque houve beleza. E dizer isso \u00e9 mais grave do que confessar a dor. A dor, em certo sentido, \u00e9 simples. Ela ocupa, pesa, insiste, atravessa as horas com sua unha fina, faz do pensamento uma casa onde toda porta conduz ao mesmo aposento. Mas a beleza \u00e9 mais exigente, mais implac\u00e1vel, mais duradoura. O que me prende n\u00e3o \u00e9 apenas a falta, \u00e9 a grandeza do que houve. Eu poderia talvez esquecer uma mis\u00e9ria, uma paix\u00e3o banal, um acidente sentimental desses que o tempo leva como o vento leva pap\u00e9is de feira, mas n\u00e3o se esquece sem custo aquilo que um dia nos revelou, com a delicadeza de uma luz sobre a \u00e1gua, que a exist\u00eancia podia ser mais alta, mais funda e mais digna de ser sentida. O bonito amor que vivi com ela n\u00e3o foi apenas um acontecimento da minha biografia. Foi uma revela\u00e7\u00e3o sobre mim mesmo, uma janela aberta dentro do peito, um idioma que eu desconhecia e no qual, de repente, minha alma descobriu que sabia rezar.<\/p>\n<p data-start=\"2503\" data-end=\"3342\">\u00c9 por isso que sigo lembrando, mesmo quando tudo d\u00f3i. E talvez seja precisamente aqui que come\u00e7a a parte mais dif\u00edcil de compreender para os que tratam a mem\u00f3ria como um mecanismo e o cora\u00e7\u00e3o como um m\u00fasculo trein\u00e1vel. Eu sigo lembrando n\u00e3o por fraqueza, mas por fidelidade. N\u00e3o porque eu seja incapaz de continuar, mas porque continuar, para mim, n\u00e3o significa desertar daquilo que me constituiu. H\u00e1 uma diferen\u00e7a imensa entre n\u00e3o superar e n\u00e3o querer trair. O mundo costuma confundir as duas coisas porque vive apressado demais para perceber que certas perman\u00eancias n\u00e3o s\u00e3o atraso, s\u00e3o car\u00e1ter. Eu n\u00e3o caminho com ela porque me falte coragem de solt\u00e1-la. Eu caminho com ela porque algumas presen\u00e7as, depois de atravessarem nossa vida com a autoridade silenciosa de um milagre, n\u00e3o se transformam em passado. Transformam-se em subst\u00e2ncia.<\/p>\n<p data-start=\"3344\" data-end=\"4086\">E assim eu sigo, n\u00e3o como quem arrasta correntes, mas como quem leva consigo uma chama protegida do vento pelas duas m\u00e3os em concha. Sim, arde. Sim, queima \u00e0s vezes com uma crueldade quase insuport\u00e1vel. Sim, h\u00e1 dias em que a lembran\u00e7a pesa mais do que o pr\u00f3prio corpo, e o nome dela, mesmo n\u00e3o pronunciado, paira no ar da alma como um sino que continua vibrando muito depois do toque. Mas ainda assim h\u00e1 nessa dor uma esp\u00e9cie de dignidade que eu n\u00e3o trocaria pela paz rasa dos esquecidos. Porque esquecer, em certos casos, n\u00e3o \u00e9 liberta\u00e7\u00e3o. \u00c9 empobrecimento. \u00c9 permitir que a vida, com sua pressa utilit\u00e1ria, converta em epis\u00f3dio aquilo que foi destino, converta em sombra aquilo que um dia foi sol, converta em li\u00e7\u00e3o aquilo que foi mist\u00e9rio.<\/p>\n<p data-start=\"4088\" data-end=\"4873\">Eu sei que para muitos a sabedoria consiste em seguir sem olhar para tr\u00e1s, em fazer da mem\u00f3ria um arquivo morto e da saudade um objeto de museu, mas existe outra sabedoria, menos celebrada e talvez mais humana, que consiste em saber conviver com o que n\u00e3o passou dentro de n\u00f3s. Nem tudo o que termina do lado de fora termina no lado de dentro. Nem tudo o que se perde no calend\u00e1rio se perde no sangue. H\u00e1 amores que deixam de ser companhia no mundo para se tornarem arquitetura \u00edntima, e \u00e9 dentro dessa arquitetura que continuamos vivendo, mesmo quando a vida, do lado de fora, insiste em chamar isso de excesso, de apego, de ilus\u00e3o. Ilus\u00e3o \u00e9 imaginar que o cora\u00e7\u00e3o se refaz por decreto. Ilus\u00e3o \u00e9 pensar que a alma pode amputar sem sangrar a parte de si onde um grande amor fez morada.<\/p>\n<p data-start=\"4875\" data-end=\"5736\">Talvez eu nunca tenha de volta a vida exata que tinha antes dela, e talvez esse seja justamente o ponto que mais importa. Porque a verdade \u00e9 que eu n\u00e3o quero a minha vida de volta nos termos em que ela existia antes daquele amor. Aquele homem ficou para tr\u00e1s no instante em que amou. O amor n\u00e3o apenas acrescentou beleza aos dias, ele alterou a mat\u00e9ria da minha exist\u00eancia, reorganizou meus sil\u00eancios, aprofundou minhas perguntas, alargou minha capacidade de sentir, e ningu\u00e9m retorna inc\u00f3lume de uma experi\u00eancia assim. Pedir que eu volte a ser quem era antes seria como pedir ao mar que desaprendesse a lua. N\u00e3o, eu n\u00e3o quero regressar \u00e0 ignor\u00e2ncia de mim mesmo. Prefiro esta dor atravessada de luz a uma tranquilidade vazia, prefiro este peso com alma a uma leveza sem mem\u00f3ria, prefiro seguir incompleto ao gosto do mundo e inteiro aos olhos daquilo que vivi.<\/p>\n<p data-start=\"5738\" data-end=\"6411\">Porque ela segue comigo, a amada, de um modo que os mapas da realidade n\u00e3o registram e que, no entanto, \u00e9 mais verdadeiro do que muita presen\u00e7a f\u00edsica sem profundidade alguma. Segue comigo no modo como olho a tarde, no modo como certas m\u00fasicas ainda abrem janelas onde n\u00e3o h\u00e1 paredes, no modo como a beleza me fere de leve quando toca aquilo que um dia vi florescer ao lado dela. Segue comigo n\u00e3o como fantasma que me assombra, mas como uma esp\u00e9cie de segunda respira\u00e7\u00e3o, algo que j\u00e1 n\u00e3o depende do encontro para existir, porque foi inscrito numa regi\u00e3o onde o tempo n\u00e3o manda com a mesma autoridade. H\u00e1 perdas que retiram. H\u00e1 amores que, mesmo perdidos, permanecem doando.<\/p>\n<p data-start=\"6413\" data-end=\"7089\">E ent\u00e3o compreendo que minha recusa ao esquecimento n\u00e3o \u00e9 uma recusa \u00e0 vida. \u00c9, ao contr\u00e1rio, uma forma extrema de honr\u00e1-la. Porque viver n\u00e3o \u00e9 apenas adaptar-se, recompor-se, encontrar utilidade para as ru\u00ednas e chamar isso de maturidade. Viver, \u00e0s vezes, \u00e9 ter a coragem de carregar o que foi belo sem rebaix\u00e1-lo \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de etapa vencida. \u00c9 suportar a dor sem permitir que ela macule a grandeza do que a causou. \u00c9 reconhecer que nem toda ferida precisa fechar no padr\u00e3o sereno que os outros consideram saud\u00e1vel. Algumas permanecem abertas n\u00e3o por doen\u00e7a, mas porque se tornaram janelas. D\u00f3i, sim, mas atrav\u00e9s delas ainda entra uma luz que eu n\u00e3o conheceria de outro modo.<\/p>\n<p data-start=\"7091\" data-end=\"7711\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">Por isso n\u00e3o pagarei com o esquecimento o resgate de mim mesmo. Seria um pre\u00e7o alto demais para uma liberdade pequena demais. Eu sigo lembrando. Sigo com a amada dentro da parte mais silenciosa e mais verdadeira do meu ser. Sigo porque nem todo amor precisa continuar no mundo para continuar sendo eterno em quem amou. E se a vida me exige que eu escolha entre a paz de esquecer e a nobreza de lembrar, ent\u00e3o que me falte paz, mas n\u00e3o me falte fidelidade. Porque h\u00e1 amores t\u00e3o belos que, depois deles, o esquecimento n\u00e3o seria cura. Seria deser\u00e7\u00e3o. E eu n\u00e3o abandono o que fez do meu cora\u00e7\u00e3o um lugar mais digno de Deus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. 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