{"id":3254,"date":"2026-04-14T21:32:08","date_gmt":"2026-04-15T00:32:08","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254"},"modified":"2026-04-14T21:34:03","modified_gmt":"2026-04-15T00:34:03","slug":"o-cafe-e-a-pequena-eternidade-das-manhaspor-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254","title":{"rendered":"O caf\u00e9 e a pequena eternidade das manh\u00e3s. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"42\" data-end=\"706\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 <\/strong>Celebrar o Dia Mundial do Caf\u00e9 pode parecer, \u00e0 primeira vista, uma dessas gentilezas do calend\u00e1rio, uma homenagem simp\u00e1tica a um h\u00e1bito t\u00e3o entranhado na vida que quase j\u00e1 n\u00e3o o percebemos com o espanto que mereceria. E, no entanto, poucas coisas dizem tanto sobre a condi\u00e7\u00e3o humana quanto essa bebida escura que atravessa s\u00e9culos, continentes, classes sociais, cozinhas modestas e mesas solenes, unindo num mesmo vapor a pressa de quem desperta, a pausa de quem pensa, a mem\u00f3ria de quem relembra e a esperan\u00e7a discreta de quem, antes de enfrentar o peso das horas, precisa primeiro segurar uma x\u00edcara entre as m\u00e3os e sentir que o mundo ainda pode come\u00e7ar de novo.<\/p>\n<p data-start=\"708\" data-end=\"1418\">O caf\u00e9 n\u00e3o pertence apenas ao paladar. Pertence ao rito. E talvez seja justamente por isso que ele tenha conquistado um lugar t\u00e3o raro na alma dos dias. H\u00e1 bebidas que refrescam, h\u00e1 bebidas que ado\u00e7am, h\u00e1 bebidas que celebram, mas o caf\u00e9 parece ter sido inventado para acompanhar a travessia. Ele n\u00e3o nos arranca de n\u00f3s mesmos, n\u00e3o nos distrai da realidade, n\u00e3o nos promete euforia artificial. Ao contr\u00e1rio, seu milagre \u00e9 outro, mais s\u00f3brio e mais fundo: ele nos devolve ao eixo. Como se cada gole fosse uma pequena convoca\u00e7\u00e3o \u00e0 presen\u00e7a, um chamado manso para que o corpo desperte, a mente se alinhe e o esp\u00edrito, ainda disperso entre os restos do sonho e as exig\u00eancias do mundo, encontre um ponto de reuni\u00e3o.<\/p>\n<p data-start=\"1420\" data-end=\"2122\">Existe uma filosofia silenciosa no caf\u00e9, e ela come\u00e7a antes do primeiro gole. Come\u00e7a no aroma. Antes mesmo de tocar a boca, ele j\u00e1 reorganiza a casa. O cheiro do caf\u00e9 n\u00e3o se limita a ocupar o ar; ele o funda novamente. De repente, a cozinha deixa de ser apenas cozinha, a manh\u00e3 deixa de ser apenas manh\u00e3, o instante deixa de ser apenas mais um. O caf\u00e9 tem essa capacidade rara de conceder dignidade aos come\u00e7os. Enquanto tanta coisa na vida se inicia com alarde, ruptura ou ansiedade, o dia, quando atravessado pelo caf\u00e9, parece preferir uma liturgia mais \u00edntima, feita de calor, espera e promessa. \u00c9 como se a vida, antes de se mostrar em sua rudeza habitual, aceitasse por alguns minutos falar baixo.<\/p>\n<p data-start=\"2124\" data-end=\"2908\">Talvez por isso o caf\u00e9 seja uma das bebidas mais humanas que existem. Ele n\u00e3o pede cerim\u00f4nia excessiva, embora aceite a eleg\u00e2ncia. N\u00e3o exige riqueza, embora saiba conviver com a sofistica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o depende de ocasi\u00e3o grandiosa para fazer sentido. Sua nobreza \u00e9 justamente essa: caber no cotidiano sem se vulgarizar. Est\u00e1 na x\u00edcara simples de uma cozinha antiga e tamb\u00e9m no sal\u00e3o refinado onde se discutem ideias. Est\u00e1 na mesa de madeira gasta, no balc\u00e3o apressado, na varanda silenciosa, no escrit\u00f3rio onde a tarde pesa, no reencontro entre amigos, no intervalo entre tarefas, na conversa que precisa amadurecer antes da resposta. O caf\u00e9 n\u00e3o \u00e9 apenas consumido. \u00c9 partilhado, esperado, intu\u00eddo, lembrado. Em torno dele, a vida parece admitir uma pausa que n\u00e3o \u00e9 interrup\u00e7\u00e3o, mas m\u00e9todo.<\/p>\n<p data-start=\"2910\" data-end=\"3647\">H\u00e1 afetos que se anunciam por gestos grandiosos e h\u00e1 outros que escolhem o caminho modesto da perman\u00eancia. O caf\u00e9 pertence a essa segunda linhagem. Quantas formas de cuidado j\u00e1 se expressaram sem discurso na frase quase dom\u00e9stica de oferecer uma x\u00edcara a algu\u00e9m. Quantas reconcilia\u00e7\u00f5es come\u00e7aram por esse gesto humilde. Quantas conversas dif\u00edceis se tornaram poss\u00edveis porque havia caf\u00e9 entre as pessoas, como se o calor da bebida pudesse, de algum modo, desarmar a rigidez do mundo. Servir caf\u00e9 talvez seja uma das mais discretas formas de hospitalidade que inventamos. N\u00e3o \u00e9 apenas entregar uma bebida. \u00c9 dizer, sem necessidade de ret\u00f3rica, que o outro pode ficar, que existe lugar \u00e0 mesa, que o tempo merece ser um pouco menos \u00e1spero.<\/p>\n<p data-start=\"3649\" data-end=\"4358\">Tamb\u00e9m h\u00e1 mem\u00f3ria no caf\u00e9, e mem\u00f3ria das mais fundas. Poucas coisas t\u00eam o poder de nos devolver t\u00e3o depressa a um tempo antigo. Um aroma basta, e de repente uma inf\u00e2ncia inteira se abre na lembran\u00e7a com sua cozinha acesa, seu bule no fogo, sua mesa de fam\u00edlia, seu rumor de talheres, sua luz de come\u00e7o de dia. O caf\u00e9 parece guardar em sua fuma\u00e7a algo da arquitetura \u00edntima das casas. Ele sobe como um incenso profano das manh\u00e3s, misturando trabalho e ternura, rotina e afeto, esfor\u00e7o e abrigo. N\u00e3o \u00e9 exagero dizer que muitas vidas foram sustentadas por essa presen\u00e7a quase invis\u00edvel, por esse companheiro escuro e quente que atravessou gera\u00e7\u00f5es sem jamais perder a capacidade de parecer novo a cada amanhecer.<\/p>\n<p data-start=\"4360\" data-end=\"5121\">Mas seria pouco falar do caf\u00e9 apenas como costume ou afeto. Ele \u00e9 tamb\u00e9m uma met\u00e1fora poderosa do pr\u00f3prio amadurecimento. Sua beleza n\u00e3o est\u00e1 na do\u00e7ura espont\u00e2nea, mas na complexidade. O caf\u00e9 verdadeiro n\u00e3o se entrega de uma vez. Traz amargor e perfume, for\u00e7a e delicadeza, sombra e claridade. Como tudo o que importa, ele pede paladar educado pelo tempo. H\u00e1 uma sabedoria nisso. A vida tamb\u00e9m raramente \u00e9 simples ao primeiro contato. Quase tudo o que tem densidade exige aprendizado, aten\u00e7\u00e3o, perman\u00eancia. O caf\u00e9 nos ensina, em sua linguagem l\u00edquida, que o valor de alguma coisa n\u00e3o depende de ser f\u00e1cil. \u00c0s vezes o que mais aquece \u00e9 justamente aquilo que traz consigo certa gravidade, certa espessura, certa verdade que n\u00e3o cabe no reino dos sabores infantis.<\/p>\n<p data-start=\"5123\" data-end=\"5736\">Por isso o caf\u00e9 combina tanto com a vig\u00edlia, n\u00e3o apenas a do corpo, mas a da consci\u00eancia. Ele parece feito para os instantes em que precisamos estar mais n\u00edtidos diante de n\u00f3s mesmos. H\u00e1 caf\u00e9 nas madrugadas de estudo, nas horas de escrita, nas mesas onde se pensam destinos, nas pausas em que a vida precisa ser reconsiderada, nos dias em que o cansa\u00e7o amea\u00e7a vencer e, ainda assim, algo em n\u00f3s pede perman\u00eancia. O caf\u00e9 n\u00e3o resolve os dilemas, mas oferece companhia \u00e0 lucidez. E, num mundo t\u00e3o cheio de distra\u00e7\u00f5es, talvez seja essa uma de suas maiores virtudes: ele n\u00e3o nos embriaga, ele nos devolve \u00e0 sobriedade.<\/p>\n<p data-start=\"5738\" data-end=\"6435\">H\u00e1 tamb\u00e9m uma beleza social no caf\u00e9 que poucos gestos contempor\u00e2neos conseguem conservar. Em tempos de v\u00ednculos apressados, encontros interrompidos por telas e conversas devoradas pela ansiedade, sentar para um caf\u00e9 ainda preserva algo de antigo e necess\u00e1rio. O caf\u00e9 continua sendo uma desculpa nobre para a conviv\u00eancia. Ele permite que duas pessoas dividam n\u00e3o apenas uma mesa, mas uma dura\u00e7\u00e3o. Entre um gole e outro, o mundo desacelera o bastante para que a palavra respire, para que o sil\u00eancio n\u00e3o seja constrangimento, para que a presen\u00e7a do outro se torne menos utilit\u00e1ria e mais humana. Talvez o caf\u00e9, sem anunciar nenhuma ambi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica, ainda seja um dos \u00faltimos guardi\u00f5es da conversa.<\/p>\n<p data-start=\"6437\" data-end=\"7019\">E no entanto o caf\u00e9 tamb\u00e9m sabe acompanhar a solid\u00e3o sem humilh\u00e1-la. H\u00e1 uma dignidade muito particular na x\u00edcara bebida a s\u00f3s, junto \u00e0 janela, diante da primeira luz ou no meio de uma tarde que exige recolhimento. Nesses momentos, o caf\u00e9 n\u00e3o \u00e9 companhia ruidosa, mas uma esp\u00e9cie de testemunha quieta. Est\u00e1 ali enquanto pensamos, lembramos, hesitamos, escrevemos, simplesmente existimos. Sua presen\u00e7a n\u00e3o invade. Apenas sustenta. Como certas amizades raras, ele sabe estar perto sem pedir nada, sabe aquecer sem interrogar, sabe permanecer sem transformar a intimidade em espet\u00e1culo.<\/p>\n<p data-start=\"7021\" data-end=\"7535\">Talvez seja essa a raz\u00e3o profunda de sua perman\u00eancia entre n\u00f3s. O caf\u00e9 n\u00e3o \u00e9 moda. \u00c9 linguagem. Fala ao corpo cansado, \u00e0 mem\u00f3ria dom\u00e9stica, \u00e0 intelig\u00eancia desperta, ao afeto cotidiano, \u00e0 necessidade humana de rito. Enquanto tantas coisas passam e perdem sentido na velocidade com que surgiram, o caf\u00e9 continua. E continua porque sua grandeza nunca dependeu do excesso. Sempre bastou a x\u00edcara, o vapor, a pausa, a m\u00e3o que oferece, a boca que prova, o instante que se reordena ao redor desse pequeno escuro luminoso.<\/p>\n<p data-start=\"7537\" data-end=\"8018\">Neste Dia Mundial do Caf\u00e9, talvez a melhor homenagem n\u00e3o seja exalt\u00e1-lo como produto, mas reconhec\u00ea-lo como presen\u00e7a. Presen\u00e7a nos come\u00e7os, nas conversas, nas vig\u00edlias, nas lembran\u00e7as, nos reencontros e nos sil\u00eancios. Presen\u00e7a que n\u00e3o faz barulho e, mesmo assim, atravessa a vida com uma autoridade serena. Porque, no fundo, o caf\u00e9 nunca foi apenas uma bebida. Foi uma maneira de a humanidade aprender a aquecer o tempo, perfumar a espera e dar \u00e0s horas comuns uma esp\u00e9cie de alma.<\/p>\n<p data-start=\"8020\" data-end=\"8501\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">E talvez seja por isso que, entre tantas coisas criadas para o consumo, o caf\u00e9 tenha alcan\u00e7ado uma condi\u00e7\u00e3o mais rara e mais duradoura. Ele n\u00e3o apenas passa por nossa boca. Passa a morar no modo como come\u00e7amos o dia, no jeito como acolhemos algu\u00e9m, na mem\u00f3ria que temos da casa, na cad\u00eancia com que suportamos a rotina e, sobretudo, na compreens\u00e3o silenciosa de que a vida, para ser vivida com inteireza, \u00e0s vezes precisa apenas de calor, pausa e profundidade servidos numa x\u00edcara.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 Celebrar o Dia Mundial do Caf\u00e9 pode parecer, \u00e0 primeira vista, uma dessas gentilezas do calend\u00e1rio, uma homenagem simp\u00e1tica a um h\u00e1bito t\u00e3o entranhado na vida que quase j\u00e1 n\u00e3o o percebemos com o espanto que mereceria. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3087,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1,35,46],"tags":[],"class_list":["post-3254","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-https-gazetapernambucana-com-page_id225","category-https-gazetapernambucana-com-page_id218","category-literatura"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v24.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O caf\u00e9 e a pequena eternidade das manh\u00e3s. Por Fl\u00e1vio Chaves -<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O caf\u00e9 e a pequena eternidade das manh\u00e3s. Por Fl\u00e1vio Chaves -\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 Celebrar o Dia Mundial do Caf\u00e9 pode parecer, \u00e0 primeira vista, uma dessas gentilezas do calend\u00e1rio, uma homenagem simp\u00e1tica a um h\u00e1bito t\u00e3o entranhado na vida que quase j\u00e1 n\u00e3o o percebemos com o espanto que mereceria. [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-04-15T00:32:08+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-04-15T00:34:03+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/FLAVIO-CHAVES-1sdsds-1-1.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"827\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1272\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"GP\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"GP\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"9 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254\",\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254\",\"name\":\"O caf\u00e9 e a pequena eternidade das manh\u00e3s. Por Fl\u00e1vio Chaves -\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/FLAVIO-CHAVES-1sdsds-1-1.jpg\",\"datePublished\":\"2026-04-15T00:32:08+00:00\",\"dateModified\":\"2026-04-15T00:34:03+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/FLAVIO-CHAVES-1sdsds-1-1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/FLAVIO-CHAVES-1sdsds-1-1.jpg\",\"width\":827,\"height\":1272},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"O caf\u00e9 e a pequena eternidade das manh\u00e3s. Por Fl\u00e1vio Chaves\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/#website\",\"url\":\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/\",\"name\":\"\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427\",\"name\":\"GP\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"GP\"},\"sameAs\":[\"http:\/\/gazetapernambucana.com\"],\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?author=1\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"O caf\u00e9 e a pequena eternidade das manh\u00e3s. Por Fl\u00e1vio Chaves -","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"O caf\u00e9 e a pequena eternidade das manh\u00e3s. Por Fl\u00e1vio Chaves -","og_description":"Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 Celebrar o Dia Mundial do Caf\u00e9 pode parecer, \u00e0 primeira vista, uma dessas gentilezas do calend\u00e1rio, uma homenagem simp\u00e1tica a um h\u00e1bito t\u00e3o entranhado na vida que quase j\u00e1 n\u00e3o o percebemos com o espanto que mereceria. [&hellip;]","og_url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254","article_published_time":"2026-04-15T00:32:08+00:00","article_modified_time":"2026-04-15T00:34:03+00:00","og_image":[{"width":827,"height":1272,"url":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/FLAVIO-CHAVES-1sdsds-1-1.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"GP","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"GP","Est. tempo de leitura":"9 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254","url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254","name":"O caf\u00e9 e a pequena eternidade das manh\u00e3s. Por Fl\u00e1vio Chaves -","isPartOf":{"@id":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/FLAVIO-CHAVES-1sdsds-1-1.jpg","datePublished":"2026-04-15T00:32:08+00:00","dateModified":"2026-04-15T00:34:03+00:00","author":{"@id":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254#primaryimage","url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/FLAVIO-CHAVES-1sdsds-1-1.jpg","contentUrl":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/FLAVIO-CHAVES-1sdsds-1-1.jpg","width":827,"height":1272},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3254#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"O caf\u00e9 e a pequena eternidade das manh\u00e3s. Por Fl\u00e1vio Chaves"}]},{"@type":"WebSite","@id":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/#website","url":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/","name":"","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427","name":"GP","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g","caption":"GP"},"sameAs":["http:\/\/gazetapernambucana.com"],"url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?author=1"}]}},"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3254","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3254"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3254\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3257,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3254\/revisions\/3257"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3087"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3254"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3254"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3254"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}