{"id":3218,"date":"2026-04-09T21:42:32","date_gmt":"2026-04-10T00:42:32","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3218"},"modified":"2026-04-09T21:42:32","modified_gmt":"2026-04-10T00:42:32","slug":"hoje-vivo-no-exilio-de-voce-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3218","title":{"rendered":"Hoje vivo no ex\u00edlio de voc\u00ea. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"0\" data-end=\"802\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013 <\/strong>Hoje vivo no ex\u00edlio de voc\u00ea, e essa talvez seja a formula\u00e7\u00e3o mais exata, menos ornamental e mais cruel do que me aconteceu, porque n\u00e3o se trata apenas de ter ficado longe de algu\u00e9m, nem de ter atravessado uma separa\u00e7\u00e3o como tantas que o tempo, com seu of\u00edcio indiferente, costuma espalhar sobre a vida dos homens, mas de ter sido deslocado do \u00fanico lugar afetivo em que a minha alma, sem alarde e sem teoria, havia finalmente aprendido a repousar com alguma inteireza, como se at\u00e9 ent\u00e3o eu tivesse vivido em quartos provis\u00f3rios de mim mesmo, em geografias interiores alugadas, em pa\u00edses emocionais onde a linguagem servia, os gestos serviam, os dias serviam, mas nada verdadeiramente me pertencia, at\u00e9 que voc\u00ea, sem saber e talvez sem querer, tornou habit\u00e1vel em mim uma regi\u00e3o que eu ignorava existir.<\/p>\n<p data-start=\"804\" data-end=\"1655\">H\u00e1 um tipo de afastamento que n\u00e3o se mede em quil\u00f4metros, nem em calend\u00e1rios, nem nas pequenas pedagogias sociais que ensinam o mundo a chamar de fase aquilo que em certos esp\u00edritos se instala como condi\u00e7\u00e3o definitiva, porque o amor, quando descoberto tarde, n\u00e3o chega como descoberta apenas, chega tamb\u00e9m como acusa\u00e7\u00e3o, como leitura atrasada da pr\u00f3pria vida, como s\u00fabita compreens\u00e3o de que o essencial esteve diante de n\u00f3s sem que tiv\u00e9ssemos, naquele momento, a lucidez necess\u00e1ria para reconhec\u00ea-lo em toda a sua gravidade. O que me fere, com uma delicadeza quase insuport\u00e1vel, n\u00e3o \u00e9 somente o fato de voc\u00ea j\u00e1 n\u00e3o caber no meu presente, \u00e9 saber que o nome verdadeiro do que eu sentia s\u00f3 me foi revelado quando j\u00e1 era in\u00fatil nome\u00e1-lo, quando o cora\u00e7\u00e3o, sempre mais lento que a vertigem e mais honesto que o orgulho, chegou atrasado ao pr\u00f3prio destino.<\/p>\n<p data-start=\"1657\" data-end=\"2562\">\u00c9 estranho continuar vivendo depois de ter sido apartado da \u00fanica pessoa diante de quem a exist\u00eancia, em vez de parecer uma sucess\u00e3o de tarefas, assumia a forma mais rara de uma perman\u00eancia interior. N\u00e3o digo felicidade, porque essa palavra, de tanto uso, j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7a certas regi\u00f5es da experi\u00eancia humana. Digo pertencimento, que \u00e9 mais fundo e menos festivo, mais silencioso e mais decisivo. Havia em voc\u00ea uma esp\u00e9cie de ch\u00e3o moral do meu afeto, uma ordem secreta que reorganizava o meu modo de olhar o mundo, de escutar o rumor dos dias, de suportar o peso daquilo que em geral se suporta sem convic\u00e7\u00e3o. E o mais duro no ex\u00edlio n\u00e3o \u00e9 a lembran\u00e7a do que se viveu, mas a mutila\u00e7\u00e3o discreta daquilo que a nossa presen\u00e7a junto de algu\u00e9m era capaz de produzir em n\u00f3s. Quando fui afastado de voc\u00ea, n\u00e3o perdi somente uma companhia, perdi tamb\u00e9m o homem que em sua presen\u00e7a deixava de ser dispers\u00e3o e ensaio.<\/p>\n<p data-start=\"2564\" data-end=\"3419\">Talvez toda grande ruptura amorosa contenha um elemento pol\u00edtico da alma, porque nos destitui de uma cidadania \u00edntima, nos expulsa de um territ\u00f3rio onde nossos gestos tinham valor corrente e onde a linguagem n\u00e3o precisava pedir visto para atravessar o outro. Com voc\u00ea, at\u00e9 o sil\u00eancio era uma forma de resid\u00eancia. Havia repouso at\u00e9 nas pausas, porque nenhuma delas parecia amea\u00e7a, nenhuma delas parecia o pren\u00fancio de um desencontro. Hoje, ao contr\u00e1rio, tudo em mim carrega a burocracia amarga do desenraizamento. Eu me movo, trabalho, falo, respondo ao mundo, cumpro as obriga\u00e7\u00f5es discretas que mant\u00eam um homem aparentemente inteiro diante dos outros, mas por dentro experimento a estranheza de quem continua circulando por ruas conhecidas depois que sua verdadeira p\u00e1tria foi riscada do mapa privado. Nada \u00e9 exatamente hostil, mas nada mais me reconhece.<\/p>\n<p data-start=\"3421\" data-end=\"4308\">O mais severo dessa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 que voc\u00ea continua existindo, respirando o mesmo tempo hist\u00f3rico, atravessando os mesmos meses, talvez olhando certas tardes com a mesma demora com que eu as olho, talvez ouvindo alguma can\u00e7\u00e3o sem saber que ela me devolve a voc\u00ea com a precis\u00e3o de uma senten\u00e7a, e, no entanto, essa continuidade da sua presen\u00e7a no mundo, em vez de consolar, aprofunda o desterro. Porque o amor suporta melhor a ideia do irreal do que a evid\u00eancia do inacess\u00edvel. O que me desconcerta n\u00e3o \u00e9 o desaparecimento, \u00e9 a perman\u00eancia vedada. Voc\u00ea segue em algum ponto da vida, inteira em sua dist\u00e2ncia, concreta em sua impossibilidade, e eu preciso aprender, todos os dias, a disciplina quase absurda de coexistir com aquilo que n\u00e3o se perdeu de fato, mas j\u00e1 n\u00e3o pode ser alcan\u00e7ado por nenhuma fidelidade, nenhuma coragem tardia, nenhum arrependimento que tenha chegado depois da hora.<\/p>\n<p data-start=\"4310\" data-end=\"5088\">H\u00e1 amores que terminam no instante em que acabam, mas h\u00e1 outros, e destes poucos se fala com a gravidade necess\u00e1ria, que apenas mudam de regime dentro de n\u00f3s. Deixam de ser conviv\u00eancia e passam a ser clima, deixam de ser acontecimento partilhado e se tornam estrutura secreta do pensamento, deixam de ter casa no mundo e passam a ocupar, em nosso interior, um lugar sem jurisdi\u00e7\u00e3o, onde nada pode ser resolvido porque nada, de fato, se encerrou. \u00c9 por isso que o ex\u00edlio amoroso \u00e9 t\u00e3o diferente da simples dist\u00e2ncia. A dist\u00e2ncia ainda sup\u00f5e dois pontos do mapa. O ex\u00edlio \u00e9 mais fundo, porque altera o pr\u00f3prio sujeito da travessia. N\u00e3o sou apenas algu\u00e9m longe de voc\u00ea, sou algu\u00e9m deslocado de si pela aus\u00eancia do \u00fanico encontro em que a pr\u00f3pria identidade havia parado de vacilar.<\/p>\n<p data-start=\"5090\" data-end=\"5980\">Durante muito tempo, pensei que o erro maior de um homem fosse amar menos do que devia. Hoje suspeito que h\u00e1 erro mais devastador, que \u00e9 compreender tarde demais a medida exata do que se amou. Existe uma hora para o reconhecimento, e quando essa hora passa, a verdade j\u00e1 n\u00e3o se transforma em reden\u00e7\u00e3o, mas em condena\u00e7\u00e3o silenciosa. Eu n\u00e3o ignorava que voc\u00ea me era importante, seria simpl\u00f3rio dizer isso, como se o cora\u00e7\u00e3o fosse incapaz de perceber a gravidade do que o atravessa. O que eu ignorava era o car\u00e1ter absoluto da sua presen\u00e7a na minha arquitetura interior, a extens\u00e3o com que voc\u00ea j\u00e1 havia se confundido com a ideia de casa, a forma como a minha vida, em seus compartimentos mais discretos, come\u00e7ava a se ordenar ao redor da sua exist\u00eancia. Descobrir isso tarde foi como voltar a um pa\u00eds depois de anos e perceber, na alf\u00e2ndega, que j\u00e1 n\u00e3o se possui documento v\u00e1lido para entrar.<\/p>\n<p data-start=\"5982\" data-end=\"6813\">Por isso certas mem\u00f3rias suas n\u00e3o me visitam como nostalgia, mas como jurisdi\u00e7\u00e3o perdida. N\u00e3o s\u00e3o recorda\u00e7\u00f5es decorativas, dessas que o esp\u00edrito abre em tardes sentimentais para confirmar a pr\u00f3pria delicadeza. S\u00e3o mat\u00e9rias de constitui\u00e7\u00e3o. Lembro da precis\u00e3o de um gesto seu, da maneira como voc\u00ea inclinava o rosto para escutar, da intelig\u00eancia calma com que certas frases sa\u00edam da sua boca sem a arrog\u00e2ncia de querer parecer definitivas, e tudo isso n\u00e3o me enternece apenas, desorganiza-me com compostura, porque cada detalhe reabre a consci\u00eancia de que aquilo que mais me afinava por dentro n\u00e3o me foi arrancado do mundo, apenas retirado do meu alcance. Essa \u00e9 a forma mais dif\u00edcil de lucidez, a que n\u00e3o permite fantasia, a que n\u00e3o oferece o consolo f\u00e1cil da idealiza\u00e7\u00e3o, porque sabe que o real continua real, apenas inacess\u00edvel.<\/p>\n<p data-start=\"6815\" data-end=\"7805\">Eu poderia dizer que sigo adiante, e em alguma camada superficial isso seria verdade, como s\u00e3o verdadeiras as esta\u00e7\u00f5es, as contas pagas, as janelas abertas pela manh\u00e3, os compromissos aceitos por h\u00e1bito ou necessidade. Mas a palavra seguir, quando usada por quem vive esse tipo de desterro, costuma esconder mais do que revela. O que se chama de continuidade, nesses casos, n\u00e3o \u00e9 supera\u00e7\u00e3o, \u00e9 administra\u00e7\u00e3o. Aprende-se a administrar o dia para que ele n\u00e3o desabe sobre a pr\u00f3pria alma com todo o peso da evid\u00eancia. Aprende-se a repartir a lembran\u00e7a ao longo das horas como quem distribui uma febre para n\u00e3o queimar inteiro de uma vez. Aprende-se, sobretudo, que h\u00e1 dignidade tamb\u00e9m em n\u00e3o profanar o que foi grande com o vocabul\u00e1rio utilit\u00e1rio da recupera\u00e7\u00e3o. Nem todo amor precisa ser vencido para que a vida prossiga. Alguns apenas deixam de encontrar lugar onde pousar, e ent\u00e3o permanecem em n\u00f3s como aves sem ch\u00e3o, fatigadas e altivas, recusando tanto o esquecimento quanto o espet\u00e1culo.<\/p>\n<p data-start=\"7807\" data-end=\"8475\">O ex\u00edlio de voc\u00ea n\u00e3o me tornou um homem amargo, o que j\u00e1 seria uma simplifica\u00e7\u00e3o vulgar do sofrimento. Tornou-me mais atento ao modo como certas verdades chegam tarde e, por isso mesmo, chegam com um peso maior que o suport\u00e1vel. H\u00e1 uma severidade quase \u00e9tica em amar algu\u00e9m na exata medida em que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel recome\u00e7ar com essa pessoa a hist\u00f3ria que o cora\u00e7\u00e3o, agora l\u00facido, sabe que deveria ter vivido de outra maneira. E talvez seja essa a forma mais adulta da dor, n\u00e3o a que grita, n\u00e3o a que se dramatiza, n\u00e3o a que pede ao mundo testemunho ou absolvi\u00e7\u00e3o, mas a que se senta dentro de um homem com uma discri\u00e7\u00e3o irrevers\u00edvel e passa a olhar com os seus olhos.<\/p>\n<p data-start=\"8477\" data-end=\"9058\">\u00c0s vezes penso que a verdadeira crueldade do amor n\u00e3o est\u00e1 no desengano, mas no destempo. O destempo \u00e9 a trag\u00e9dia sem ru\u00eddo dos sentimentos profundos. N\u00e3o nos fere porque mente, fere porque chega certo quando j\u00e1 n\u00e3o serve. Voc\u00ea foi, para mim, a revela\u00e7\u00e3o madura daquilo que eu deveria ter compreendido antes, e viver depois dessa revela\u00e7\u00e3o \u00e9 aceitar que a alma pode encontrar sua p\u00e1tria quando j\u00e1 foi posta para fora dela. Desde ent\u00e3o, carrego em mim essa duplicidade exausta e serena, estou no mundo e, ao mesmo tempo, fora do \u00fanico lugar em que o mundo fazia sentido sem esfor\u00e7o.<\/p>\n<p data-start=\"9060\" data-end=\"9804\">Talvez seja isso que eu tenha tentado dizer desde o come\u00e7o, ainda sem coragem para a frase inteira. Hoje vivo no ex\u00edlio de voc\u00ea. Vivo, note bem, e \u00e9 justamente nisso que a experi\u00eancia se torna t\u00e3o funda, porque continuar existindo n\u00e3o resolve o afastamento, apenas o prolonga em outra gram\u00e1tica. H\u00e1 dias em que pare\u00e7o adaptado, como certos estrangeiros que aprendem a l\u00edngua local, conhecem os costumes, sorriem no momento oportuno e at\u00e9 conseguem ser gentis com a paisagem. Mas por dentro permanece intacto o sotaque da p\u00e1tria perdida, essa inflex\u00e3o \u00edntima que n\u00e3o se corrige, esse modo antigo de reconhecer o mundo que s\u00f3 fazia pleno sentido quando a sua presen\u00e7a, ainda ao alcance, dava morada ao que em mim sempre esteve \u00e0 procura de lugar.<\/p>\n<p data-start=\"9806\" data-end=\"10175\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">E talvez algumas separa\u00e7\u00f5es sejam justamente isso, n\u00e3o um encerramento, n\u00e3o uma p\u00e1gina virada, n\u00e3o uma li\u00e7\u00e3o assimilada com nobreza, mas uma longa perman\u00eancia fora daquilo que um dia nos abrigou por inteiro, como se o amor, tendo descoberto tarde demais seu nome verdadeiro, nos condenasse a continuar vivendo com a mala por dentro, sem partida poss\u00edvel e sem regresso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. 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