{"id":3201,"date":"2026-04-06T22:42:06","date_gmt":"2026-04-07T01:42:06","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3201"},"modified":"2026-04-06T22:42:06","modified_gmt":"2026-04-07T01:42:06","slug":"parti-sem-saber-o-que-era-ir-embora-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3201","title":{"rendered":"Parti sem saber o que era ir embora. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"37\" data-end=\"662\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 <\/strong>Parti sem saber o que era ir embora. Naquele instante, pensei que partir era apenas mover o corpo para longe, recolher os passos, aceitar o curso inevit\u00e1vel dos dias e consentir, com a disciplina amarga dos adultos, que a vida \u00e0s vezes nos pede aquilo que o cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o aprovou. Eu ainda n\u00e3o sabia que ir embora era mais do que deixar uma rua, uma presen\u00e7a, uma voz ou uma casa de afeto. Ir embora, como s\u00f3 muito depois aprendi, era permitir que a alma seguisse adiante enquanto uma parte essencial de si mesma permanecia ajoelhada no ponto de partida, olhando em sil\u00eancio para aquilo que n\u00e3o teve coragem de chamar de perda.<\/p>\n<p data-start=\"664\" data-end=\"1387\">Na hora da despedida, eu n\u00e3o conhecia o tamanho do vazio que me esperava. A dor, quando ainda \u00e9 nova, costuma vir sem nome e sem inteireza, como se a alma, por instinto de defesa, escondesse de si mesma a extens\u00e3o do abismo para que o homem consiga dar os primeiros passos sem cair de joelhos. Foi assim comigo. Segui. Fiz o que precisava ser feito. Atravessei os dias com a apar\u00eancia resignada de quem acredita que o tempo, por sua simples marcha, haveria de organizar por dentro aquilo que por fora j\u00e1 parecia consumado. Mas o tempo n\u00e3o organiza certas aus\u00eancias. O tempo apenas retira as distra\u00e7\u00f5es e nos obriga, com a delicadeza severa de um espelho, a encarar aquilo que hav\u00edamos deixado em suspenso no fundo do peito.<\/p>\n<p data-start=\"1389\" data-end=\"2081\">S\u00f3 mais tarde a saudade come\u00e7ou a falar. N\u00e3o chegou como tempestade s\u00fabita, mas como \u00e1gua fina infiltrando a casa antiga, primeiro discreta, depois insistente, at\u00e9 que um dia toda a estrutura do sentir j\u00e1 estava \u00famida de lembran\u00e7a. Foi ent\u00e3o que compreendi que n\u00e3o havia simplesmente partido. Eu tinha sa\u00eddo do alcance daquele olhar sem imaginar que era ele, em grande medida, quem dava claridade aos meus caminhos. Tinha seguido adiante sem perceber que a do\u00e7ura daquela presen\u00e7a, t\u00e3o natural enquanto existia, fazia em mim o que a \u00faltima janela acesa faz com o viajante perdido, pois n\u00e3o impede a noite, mas a torna menos hostil, menos vasta, menos inclinada a nos devorar com seu sil\u00eancio.<\/p>\n<p data-start=\"2083\" data-end=\"2833\">A vida, quando nos afasta do que amamos, nem sempre anuncia de imediato a dimens\u00e3o do estrago. Muitas vezes ela age como quem arranca a fonte do campo durante a madrugada e deixa o homem caminhar ao amanhecer sem notar ainda que a terra j\u00e1 perdeu a \u00e1gua que a sustentava. Durante algum tempo ele anda, respira, segue, imagina que continua sendo o mesmo, at\u00e9 que a sede, essa reveladora tardia, come\u00e7a a ensinar com crueldade aquilo que a pressa da partida n\u00e3o permitiu entender. Comigo foi assim. A aus\u00eancia n\u00e3o come\u00e7ou no dia em que me fui. Ela come\u00e7ou de verdade no dia em que o mundo, j\u00e1 sem o amparo daquele olhar, perdeu uma parte da sua m\u00fasica interior e passou a soar como estrada desconhecida para quem, at\u00e9 ent\u00e3o, acreditava conhecer o rumo.<\/p>\n<p data-start=\"2835\" data-end=\"3469\">Descobri, ent\u00e3o, que ir embora n\u00e3o era apenas sair de perto. Era continuar existindo longe daquilo que dava sentido a muitas coisas que eu nem havia percebido dependerem daquele amor. Era acordar e sentir que alguma luz delicada havia sido retirada do ar. Era atravessar horas inteiras sem a secreta alegria de saber que em algum lugar do mundo existia, ao alcance dos meus gestos, uma face em que a ternura me reconhecia. Era carregar o corpo para a frente e, ao mesmo tempo, sentir que o cora\u00e7\u00e3o havia ficado encostado no batente de uma porta antiga, como um filho que v\u00ea a casa se fechar sem ainda entender que a inf\u00e2ncia terminou.<\/p>\n<p data-start=\"3471\" data-end=\"4124\">A saudade foi me ensinando devagar o que a despedida n\u00e3o soube dizer. Ensinou que certas belezas s\u00f3 revelam o pr\u00f3prio valor quando deixam de nos acompanhar. Ensinou que o amor, enquanto nos aquece, parece \u00e0s vezes simples demais para que lhe reconhe\u00e7amos toda a grandeza, mas basta sua aus\u00eancia para que o mundo mude de inclina\u00e7\u00e3o, como se a pr\u00f3pria paisagem se tornasse mais \u00e1spera, mais estrangeira, mais dif\u00edcil de habitar. Ensinou, sobretudo, que h\u00e1 perdas que n\u00e3o se medem pelo que levaram embora de concreto, mas pelo que desorganizaram dentro de n\u00f3s, pelas janelas que fecharam, pela sombra que deixaram no lugar exato onde antes havia claridade.<\/p>\n<p data-start=\"4126\" data-end=\"4853\">Hoje entendo que o ponto de partida era mais fundo do que eu supunha. N\u00e3o era apenas um lugar no mapa dos acontecimentos, mas o centro invis\u00edvel de uma verdade afetiva que eu s\u00f3 reconheci quando j\u00e1 estava longe demais para fingir que nada havia mudado. Partir, percebo agora, foi menos um gesto de movimento do que uma lenta expropria\u00e7\u00e3o interior. Fui sendo afastado n\u00e3o s\u00f3 de uma presen\u00e7a, mas da maneira como o mundo se tornava mais humano na presen\u00e7a dela. E a estrada, que no primeiro instante parecia apenas inevit\u00e1vel, revelou com o tempo o seu rosto \u00e1rido, o seu idioma de pedra, a sua pedagogia severa, como se me dissesse todos os dias que n\u00e3o h\u00e1 caminho neutro para quem deixou, sem saber, a pr\u00f3pria casa do esp\u00edrito.<\/p>\n<p data-start=\"4855\" data-end=\"5621\">Talvez seja essa a mais dolorosa das sabedorias, a de compreender tarde demais que certas despedidas n\u00e3o terminam no adeus, apenas come\u00e7am nele. Depois, seguem vivendo conosco em estado de pergunta, de eco, de claridade ferida, at\u00e9 que um dia percebemos que a aus\u00eancia se transformou numa esp\u00e9cie de companheira secreta, aquela presen\u00e7a invertida que nos toca n\u00e3o pelo que oferece, mas pelo que recorda. E tudo ent\u00e3o remete ao instante inicial, \u00e0quele momento quase banal em que os p\u00e9s obedeceram ao destino sem que o cora\u00e7\u00e3o tivesse ainda a menor ideia do pre\u00e7o. Eu parti sem saber o que era ir embora, e foi a saudade, com sua paci\u00eancia de l\u00e2mina, que me ensinou depois que alguns adeuses n\u00e3o nos retiram apenas de algu\u00e9m, mas tamb\u00e9m da melhor parte de n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p data-start=\"5623\" data-end=\"6519\">Agora, quando a lembran\u00e7a daquele olhar retorna com sua beleza intacta e sua do\u00e7ura imposs\u00edvel, n\u00e3o penso apenas no que ficou para tr\u00e1s, mas no homem que eu era antes de entender. Vejo aquele que partiu e quase sinto ternura por sua ignor\u00e2ncia, por sua pobre ilus\u00e3o de que o tempo seria suficiente, por sua confian\u00e7a ing\u00eanua de que o cora\u00e7\u00e3o se adaptaria \u00e0 dist\u00e2ncia como os olhos se adaptam \u00e0 penumbra. N\u00e3o sabia. N\u00e3o podia saber ainda. S\u00f3 a saudade, essa mestra sem piedade e sem mentira, haveria de lhe mostrar que certos amores continuam iluminando justamente porque sua falta torna mais vis\u00edvel a escurid\u00e3o de tudo o que veio depois. E \u00e9 por isso que sigo, mas sigo diferente, como quem carrega dentro de si a mem\u00f3ria da \u00faltima janela acesa, a lembran\u00e7a da \u00fanica fonte no campo, a consci\u00eancia de que o caminho se fez mais estranho e sofrido porque nele j\u00e1 n\u00e3o caminha a beleza daquele olhar.<\/p>\n<p data-start=\"6521\" data-end=\"6624\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">Parti sem saber o que era ir embora, e foi a saudade que, muito depois, me ensinou a dimens\u00e3o da perda.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 Parti sem saber o que era ir embora. 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