{"id":3168,"date":"2026-04-04T21:54:24","date_gmt":"2026-04-05T00:54:24","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3168"},"modified":"2026-04-04T21:57:31","modified_gmt":"2026-04-05T00:57:31","slug":"alem-de-tudo-ainda-existe-o-amor-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3168","title":{"rendered":"Al\u00e9m de tudo, ainda existe o amor. Por  Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"0\" data-end=\"834\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 <\/strong>Houve um tempo em que eu acreditei, com a inoc\u00eancia grave dos que amam de verdade, que certas coisas estariam protegidas apenas por serem puras, como se a beleza de um sentimento pudesse, por si s\u00f3, comover o mundo e desarmar a sua brutalidade, mas a vida, esta velha senhora de m\u00e3os severas, cedo me ensinou que nem todo amor fracassa por cansa\u00e7o, nem todo adeus nasce do esgotamento da ternura, nem toda dist\u00e2ncia \u00e9 filha da indiferen\u00e7a, porque existem afetos que n\u00e3o se rompem por dentro, ainda que sejam esmagados por fora, e foi assim com aquele amor que um dia me atravessou inteiro, sem c\u00e1lculo, sem defesa, sem qualquer economia da alma, um amor t\u00e3o profundamente humano que at\u00e9 hoje me d\u00f3i cham\u00e1-lo de passado, como se o verbo no pret\u00e9rito pudesse conter o que ainda respira em mim com a for\u00e7a humilde das coisas verdadeiras.<\/p>\n<p data-start=\"836\" data-end=\"1811\">N\u00f3s nos amamos com a seriedade dos que n\u00e3o estavam brincando com a pr\u00f3pria fome, com a pr\u00f3pria car\u00eancia, com o pr\u00f3prio destino, e talvez tenha sido exatamente isso que despertou o inc\u00f4modo daqueles que jamais suportaram ver duas criaturas se reconhecendo numa fidelidade rara, porque o amor, quando \u00e9 apenas ornamento, diverte os olhos alheios, mas quando \u00e9 real, quando exige coragem, quando acende no outro a centelha de uma vida inteira, ele perturba, ele amea\u00e7a as estruturas do controle, ele faz com que os guardi\u00f5es da apar\u00eancia se sintam ofendidos, como se a entrega sincera de duas almas fosse uma afronta imperdo\u00e1vel ao teatro frio da conveni\u00eancia. N\u00e3o foi o cora\u00e7\u00e3o que nos traiu, foi o cerco. N\u00e3o foi a perda do encanto, foi a m\u00e3o dura das circunst\u00e2ncias, a vigil\u00e2ncia dos olhos estranhos, o peso dos julgamentos, a crueldade dos que se julgam autorizados a entrar no territ\u00f3rio sagrado de um sentimento alheio para decretar onde ele pode viver e onde deve morrer.<\/p>\n<p data-start=\"1813\" data-end=\"2603\">Ainda me lembro da delicadeza com que esse amor nasceu, n\u00e3o como uma explos\u00e3o teatral, mas como uma verdade que foi se revelando pouco a pouco, como a manh\u00e3 que clareia sem alarde, at\u00e9 que de repente percebemos que j\u00e1 n\u00e3o havia sombra bastante para negar a luz. Era bonito porque era limpo, intenso porque era sincero, profundo porque vinha de lugares da alma que a linguagem comum n\u00e3o alcan\u00e7a, e em sua companhia eu n\u00e3o me sentia maior nem menor do que era, apenas mais verdadeiro, mais pr\u00f3ximo de mim mesmo, como se amar e ser amado fosse, naquela experi\u00eancia, uma forma rara de voltar para casa. O amor, quando encontra a sua medida justa, n\u00e3o nos adorna, ele nos desvela, e foi isso que vivemos, o desvelamento \u00edntimo de duas exist\u00eancias que se tocaram com respeito, fervor e inteireza.<\/p>\n<p data-start=\"2605\" data-end=\"3439\">Depois vieram os dias escuros, e com eles a pedagogia violenta do mundo, que n\u00e3o suporta o que n\u00e3o consegue domesticar. Vieram as press\u00f5es, as insinua\u00e7\u00f5es, as senten\u00e7as pronunciadas por bocas que nada sabiam sobre o custo daquela entrega, vieram as barreiras erguidas com a falsa autoridade dos que acreditam que podem mandar no destino dos outros, e o que deveria ter sido deixado em paz foi cercado, observado, ferido, empurrado para longe, at\u00e9 que a vida pr\u00e1tica, esta m\u00e1quina \u00e1spera que tantas vezes trabalha contra o cora\u00e7\u00e3o, fez o seu servi\u00e7o de separa\u00e7\u00e3o. Fomos apartados como se o amor pudesse ser dissolvido por decreto, como se bastasse interromper a presen\u00e7a para extinguir a verdade, como se a aus\u00eancia f\u00edsica tivesse poder suficiente para destruir aquilo que j\u00e1 havia inscrito seu nome no centro mais sens\u00edvel da mem\u00f3ria.<\/p>\n<p data-start=\"3441\" data-end=\"4215\">Mas o mundo se engana sempre que confunde afastamento com anula\u00e7\u00e3o. O que \u00e9 raso se perde com facilidade, o que \u00e9 frouxo se desfaz ao primeiro vento, o que \u00e9 apenas entusiasmo se converte em lembran\u00e7a p\u00e1lida com a passagem das esta\u00e7\u00f5es, por\u00e9m aquilo que foi vivido com inteireza adquire uma densidade que o tempo respeita, ainda quando fere, ainda quando cala, ainda quando cobre tudo com a poeira das horas. Esse amor n\u00e3o continuou porque fomos teimosos, nem porque nos faltou lucidez, mas porque certas experi\u00eancias, depois de atravessarem a carne e o pensamento, deixam de pertencer ao calend\u00e1rio e passam a pertencer \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o mais funda do ser. Eu n\u00e3o o carrego como quem cultiva uma ilus\u00e3o, eu o reconhe\u00e7o como quem guarda uma verdade que sobreviveu ao desamparo.<\/p>\n<p data-start=\"4217\" data-end=\"5009\">A saudade, quando nasce de um amor assim, n\u00e3o \u00e9 apenas tristeza pela falta do outro, \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de fidelidade ao que se viveu, uma maneira silenciosa de n\u00e3o permitir que a injusti\u00e7a tenha a \u00faltima palavra. Sente saudade quem sabe que existiu grandeza no encontro, quem entende que nem toda separa\u00e7\u00e3o corrige um erro, porque muitas vezes ela apenas consagra uma viol\u00eancia. Existe uma diferen\u00e7a profunda entre o amor que termina por ter cumprido seu ciclo e o amor que \u00e9 interrompido \u00e0 for\u00e7a, arrancado antes da hora, ferido por m\u00e3os externas, e esta diferen\u00e7a o cora\u00e7\u00e3o conhece com uma exatid\u00e3o que nenhuma teoria consegue desfazer. O primeiro pode repousar, o segundo continua ardendo em algum lugar secreto, n\u00e3o por capricho, mas porque foi impedido de concluir sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria.<\/p>\n<p data-start=\"5011\" data-end=\"5777\">Com o passar dos anos, aprendi que a maturidade n\u00e3o consiste em negar a intensidade do que nos marcou, mas em olhar para ela sem histeria, com a dignidade de quem sabe que a vida nem sempre \u00e9 justa e, apesar disso, n\u00e3o renuncia \u00e0 beleza do que foi amado. N\u00e3o transformei esse amor em altar, nem em doen\u00e7a, nem em pretexto para fugir do real. Transformei-o em verdade interior, em lembran\u00e7a acesa com sobriedade, em companhia invis\u00edvel para certas noites em que a alma, cansada do barulho do mundo, precisa se sentar diante de si mesma e admitir que algumas pessoas n\u00e3o nos deixam nunca, mesmo quando j\u00e1 n\u00e3o caminham ao nosso lado. Amar de verdade tamb\u00e9m \u00e9 isso, aceitar que a dist\u00e2ncia modifica a forma da presen\u00e7a, mas n\u00e3o tem autoridade para abolir a sua ess\u00eancia.<\/p>\n<p data-start=\"5779\" data-end=\"6555\">Penso, \u00e0s vezes, que o mundo \u00e9 extraordinariamente competente em separar corpos e assustadoramente incapaz de governar o cora\u00e7\u00e3o. Pode impor sil\u00eancio, pode erguer muros, pode fabricar vers\u00f5es, pode constranger, humilhar, vigiar, condenar, pode at\u00e9 vencer no plano vis\u00edvel das rotinas e dos encontros, mas fracassa diante daquilo que se recolhe \u00e0 parte mais funda de uma alma e ali continua vivendo sem pedir licen\u00e7a. O amor verdadeiro conhece esse lugar onde a viol\u00eancia externa n\u00e3o entra por completo, esse aposento interior onde o afeto se conserva n\u00e3o como fantasia, mas como experi\u00eancia irrefut\u00e1vel. E talvez seja justamente isso que mais incomode os carrascos da delicadeza, o fato de que eles at\u00e9 conseguem destruir a conviv\u00eancia, mas n\u00e3o conseguem falsificar a verdade.<\/p>\n<p data-start=\"6557\" data-end=\"7278\">Hoje, quando recordo tudo, n\u00e3o sinto apenas dor. Sinto tamb\u00e9m uma esp\u00e9cie grave de gratid\u00e3o, porque viver um amor assim, ainda que ferido pela injusti\u00e7a, ainda que interrompido pela dureza da vida, ainda assim \u00e9 tocar uma dimens\u00e3o rara da exist\u00eancia, uma dimens\u00e3o que poucos alcan\u00e7am e menos ainda compreendem. Nem todos t\u00eam a sorte e o infort\u00fanio de encontrar um sentimento que os ultrapasse, que os revele, que os acompanhe mesmo depois da dispers\u00e3o dos dias. Esse amor me deixou a tristeza de sua falta, \u00e9 verdade, mas tamb\u00e9m me deixou uma certeza preciosa, a de que o cora\u00e7\u00e3o humano, quando ama com honestidade, conhece uma forma de eternidade que n\u00e3o depende da posse, da conviv\u00eancia di\u00e1ria ou da aprova\u00e7\u00e3o do mundo.<\/p>\n<p data-start=\"7280\" data-end=\"7893\">Talvez seja isso que no fundo mais importe dizer, com a serenidade sofrida de quem j\u00e1 viu muitas coisas desabarem sem que a alma consentisse em se tornar menor: n\u00f3s fomos separados, sim, e seria in\u00fatil mentir sobre a viol\u00eancia desse corte, por\u00e9m n\u00e3o fomos desmentidos. A vida nos afastou no mapa dos dias, mas n\u00e3o conseguiu apagar aquilo que um dia se reconheceu como verdade. E enquanto existir mem\u00f3ria com afeto, sil\u00eancio com chama, aus\u00eancia com sentido, esse amor continuar\u00e1 sendo o que sempre foi, uma das provas mais belas e mais tristes de que o mundo pode muito contra n\u00f3s, mas n\u00e3o pode tudo dentro de n\u00f3s.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. 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