{"id":3156,"date":"2026-04-03T18:29:20","date_gmt":"2026-04-03T21:29:20","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3156"},"modified":"2026-04-03T18:43:47","modified_gmt":"2026-04-03T21:43:47","slug":"viva-samuel-hulak-por-jose-paulo-cavalcanti-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3156","title":{"rendered":"Viva Samuel Hulak. Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 \u2013\u00a0 <\/em><\/strong>Em poucas linhas, foi m\u00e9dico especialista em Psiquiatria. Atuou nos palcos (com pr\u00eamio de melhor ator) e foi diretor do Teatro do Estudante Israelita, al\u00e9m de participar em pe\u00e7as das televis\u00f5es. Sem esquecer, ainda foi compositor de m\u00fasicas sinf\u00f4nicas interpretadas por diversas orquestras. Uma vida, com certeza, incomum.<\/p>\n<p>Escreveu artigos cient\u00edficos publicados em revistas especializadas; e, mais,\u00a0<em>Elementos da Psicoterapia<\/em>\u00a0(1976);\u00a0<em>Entrevista, mitos, m\u00e9todos e modelos<\/em>\u00a0(1986); e um cap\u00edtulo (VI) em\u00a0<em>Psicossom\u00e1tica hoje\u00a0<\/em>(1992)<em>,\u00a0<\/em>editado por J\u00falio de Melo Filho, s\u00f3 livros t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p>\u201cE de repente, mais de repente\u201d, palavras de Pessoa na sua monumental\u00a0<em>Ode mar\u00edtima\u00a0<\/em>(quase o mesmo que Vin\u00edcius de Moraes escreveu depois, no\u00a0<em>Soneto da separa\u00e7\u00e3o,<\/em>\u00a0\u201cE de repente, n\u00e3o mais que de repente\u201d); de repente, pois, Samuel decidiu escrever contos. O que \u00e9 surpreendente, dado seu tardio come\u00e7o na atividade liter\u00e1ria. Algu\u00e9m que jamais escrevera nada parecido, antes, por que o fez agora?\u00a0 Mist\u00e9rio\u2026 Embora mist\u00e9rio maior, aquele que poucos poderiam esperar, \u00e9 a qualidade superior dos seus textos.<\/p>\n<p>O escritor The\u00f3phile Gautier foi ver\u00a0<em>As meninas,\u00a0<\/em>de Velasquez. Passou horas contemplando cada detalhe da tela e, no fim, perguntou \u201cMas onde est\u00e1 o quadro?\u201d. Uso essa met\u00e1fora, que ouvi do escritor portugu\u00eas Ant\u00f3nio Lobo Nunes (recentemente nos deixou), apenas para perguntar, depois de ler seu\u00a0<em>Na contram\u00e3o e outros contos<\/em>, \u201cMas onde est\u00e1 o livro?\u201d<\/p>\n<p>Melhor resposta fosse talvez dizer que est\u00e1 em cada pequeno roteiro do autor. Nas tramas. No inesperado. Mas prefiro recorrer a \u00c9rico Ver\u00edssimo (em\u00a0<em>Todos n\u00f3s somos um mist\u00e9rio<\/em>), \u201cNa minha opini\u00e3o, existem dois tipos de viajantes: os que viajam para fugir e os que viajam para buscar\u201d.<\/p>\n<p>Samuel faz parte do \u00faltimo grupo. E escreveu esse livro talvez apenas para provar, a si mesmo, que tem o dom especial de contar hist\u00f3rias. \u201cA identidade \u00e9 uma trajet\u00f3ria\u201d, dizia Michel Foucault (<em>Vigiar e punir<\/em>). E essa identidade nele, a partir de agora, \u00e9 ser reconhecido como um grande escritor. Enorme. Estelar. Para mim, o maior contista do Brasil.<\/p>\n<p>\u00c9 dele esse texto que vem a seguir, escolhido por ser o menor em seu livro, como j\u00e1 referido\u00a0<em>Na contram\u00e3o e outros contos<\/em>. Como o jornal tem limites de espa\u00e7o, o ser pequeno passa a ser uma virtude. Poucos dias atr\u00e1s nos despedimos dele, saudades do amigo querido. E para que continue vivo, em nossos cora\u00e7\u00f5es, lhe dou voz.<\/p>\n<p>Numa sexta-feira Santa, homenagens a um santo homem. Tudo muito adequado. Com a palavra, pois, Samuel Hulak:<\/p>\n<p><strong><em>MULTISSENSORIAL<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u201cVestiu o traje formal, pois a ocasi\u00e3o assim merecia; ajeitou o n\u00f3 da gravata e deu outro relance no terno que paramentava. Em seguida, examinou, na tela do celular, como estava o tr\u00e2nsito, vez que se atrasara para a solenidade da posse da diretoria da associa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o era esp\u00edrita, mas tinha grandes amigos entre os novos diretores. Ali\u00e1s, n\u00e3o professava religi\u00e3o alguma.<\/p>\n<p>\u201cNa tela, a avenida atrav\u00e9s da qual seguiria, tracejava no escuro da noite as setas vermelhas de um tr\u00e2nsito enlouquecido. Chamou um t\u00e1xi e desceu para o sagu\u00e3o do pr\u00e9dio.<\/p>\n<p>\u201cA demora para a chegada do ve\u00edculo s\u00f3 serviu para aumentar seu aborrecimento. Quando foi atendido entrou, pediu pressa e decidiu que, como seria uma corrida longa, relaxaria no percurso.<\/p>\n<p>\u201cPela janela, observou a paisagem; que, mesmo t\u00e3o conhecida, lhe pareceu como nova. Apreciou as pontes, o casario, os pr\u00e9dios altos e iluminados e at\u00e9 os ciclistas, motoqueiros, limpadores de para-brisa e os contorcionismos circenses dos ambulantes ca\u00e7adores de moedas, nos sinais vermelhos. Afinal, tinha conseguido relaxar; at\u00e9 agradeceu, recusante, a oferta do motorista para ouvir m\u00fasica. A cidade que t\u00e3o bem conhecia, lhe pareceu nunca vista.<\/p>\n<p>\u201cDe repente, tudo parou; ao longe, ouviu a sirene de uma ambul\u00e2ncia. Logo que relaxara, apesar de estar atrasado, o tr\u00e2nsito parou. Deveria ter ocorrido algum acidente. N\u00e3o \u00e0 toa, a estrid\u00eancia da sirene soava muito alto. Procurou o motorista, mas n\u00e3o o encontrou. Ent\u00e3o, baixou o vidro da janela e viu estendido, no ch\u00e3o da avenida, a v\u00edtima do acidente. Era um homem, muito ensanguentado, morto.<\/p>\n<p>\u201cS\u00fabito, no auge da ang\u00fastia que passou a sentir, compreendeu tudo.<\/p>\n<p>\u201cO homem no ch\u00e3o era ele\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 \u2013\u00a0 Em poucas linhas, foi m\u00e9dico especialista em Psiquiatria. 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