{"id":3138,"date":"2026-03-30T22:27:26","date_gmt":"2026-03-31T01:27:26","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3138"},"modified":"2026-03-30T22:27:26","modified_gmt":"2026-03-31T01:27:26","slug":"onde-o-amor-se-recolhe-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3138","title":{"rendered":"Onde o amor se recolhe. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"24\" data-end=\"717\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 <\/strong>H\u00e1 pessoas que se afastam da nossa vida sem jamais partirem inteiramente. V\u00e3o-se os passos, calam-se as vozes, dissolve-se a presen\u00e7a concreta que antes ocupava os dias, mas alguma coisa delas permanece em n\u00f3s com a paci\u00eancia de uma luz que n\u00e3o se apaga. Ficam em certos objetos sem import\u00e2ncia, no modo como a tarde pousa sobre a madeira da mem\u00f3ria, no sobressalto de um perfume que cruza o ar como se o passado, por um instante, voltasse a respirar. O cora\u00e7\u00e3o humano \u00e9 um territ\u00f3rio estranho. Nele, a despedida quase nunca termina no exato momento em que acontece. H\u00e1 partidas que continuam vivendo por dentro, como se a alma, mais funda do que o tempo, se recusasse a fechar algumas portas.<\/p>\n<p data-start=\"719\" data-end=\"1354\">Talvez sejamos, no \u00edntimo, uma casa feita de presen\u00e7as invis\u00edveis. Uma casa antiga, vasta, silenciosa, habitada por lembran\u00e7as que n\u00e3o morreram, por afetos que o tempo n\u00e3o conseguiu arrancar e por dores que aprenderam a falar mais baixo para n\u00e3o ferirem tanto. Dentro de n\u00f3s h\u00e1 corredores onde a inf\u00e2ncia ainda corre com seus p\u00e9s leves, salas onde a esperan\u00e7a permanece sentada junto \u00e0 janela, esperando que o mundo se torne menos \u00e1spero, e quartos fechados onde repousam nomes, gestos, promessas e aus\u00eancias que, de algum modo, continuam a nos acompanhar. Viver \u00e9, talvez, aprender a caminhar por essa casa sem medo de seus sil\u00eancios.<\/p>\n<p data-start=\"1356\" data-end=\"1958\">O nosso tempo, por\u00e9m, parece ensinar o contr\u00e1rio. Ensina a fugir de si. Ensina a preencher todos os vazios com ru\u00eddo, a cobrir toda tristeza com distra\u00e7\u00e3o, a trocar profundidade por velocidade e presen\u00e7a por movimento. Criou-se a ilus\u00e3o de que a alma atrapalha, de que sentir demais \u00e9 fraqueza, de que parar para escutar a si mesmo \u00e9 uma forma de atraso. E assim o homem moderno, cercado de vozes, de pressa e de apar\u00eancias, vai se tornando estrangeiro dentro da pr\u00f3pria interioridade. Sabe de tudo o que acontece fora, mas desconhece os longos acontecimentos que continuam se formando dentro do peito.<\/p>\n<p data-start=\"1960\" data-end=\"2520\">A alma, no entanto, n\u00e3o floresce na pressa. Ela precisa de outro compasso. Um compasso semelhante ao da terra depois da chuva, quando tudo parece recolhido e, ainda assim, profundamente vivo. H\u00e1 coisas dentro de n\u00f3s que s\u00f3 amadurecem no sil\u00eancio. H\u00e1 dores que s\u00f3 se deixam compreender quando cessamos de combat\u00ea-las como inimigas. H\u00e1 lembran\u00e7as que n\u00e3o pedem esquecimento, pedem apenas um lugar justo. E h\u00e1 afetos que permanecem n\u00e3o como correntes, mas como ra\u00edzes. N\u00e3o nos prendem ao passado. Apenas nos lembram de que nem tudo o que passou deixou de existir.<\/p>\n<p data-start=\"2522\" data-end=\"3056\">Existe uma forma de amor que n\u00e3o faz alarde. N\u00e3o pede nome, n\u00e3o exige defini\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se declara aos gritos diante do mundo. Apenas habita. Fica nas margens do pensamento, no cuidado involunt\u00e1rio com uma lembran\u00e7a, na delicadeza com que a mem\u00f3ria toca certos instantes para que eles n\u00e3o se desfa\u00e7am por completo. \u00c9 um amor que j\u00e1 n\u00e3o necessita da posse para continuar verdadeiro. Tornou-se presen\u00e7a interior. Tornou-se claridade mansa. Tornou-se uma m\u00fasica baixa que o cora\u00e7\u00e3o escuta quando a vida, por um breve instante, faz sil\u00eancio.<\/p>\n<p data-start=\"3058\" data-end=\"3606\">Talvez seja isso que a maturidade tenha de mais nobre. N\u00e3o o endurecimento, como tantos sup\u00f5em, mas a capacidade de guardar sem aprisionar, de recordar sem sangrar a cada lembran\u00e7a, de seguir adiante sem cometer a brutalidade de negar o que foi essencial. Amadurecer \u00e9 aprender a conviver com o invis\u00edvel. \u00c9 compreender que h\u00e1 coisas que n\u00e3o voltam, mas tamb\u00e9m n\u00e3o nos deixam. E que certas presen\u00e7as, justamente porque j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o ao alcance das m\u00e3os, se aprofundam tanto dentro de n\u00f3s que passam a viver em uma regi\u00e3o onde o tempo j\u00e1 n\u00e3o governa.<\/p>\n<p data-start=\"3608\" data-end=\"4128\">H\u00e1 uma tristeza bonita em algumas mem\u00f3rias. N\u00e3o uma tristeza de ru\u00edna, mas de perman\u00eancia. Como a luz do fim da tarde que toca uma casa vazia e, em vez de torn\u00e1-la deserta, faz parecer que algu\u00e9m ainda habita ali. Assim tamb\u00e9m acontece com certos afetos. J\u00e1 n\u00e3o se apresentam com a urg\u00eancia dos dias antigos, j\u00e1 n\u00e3o ocupam a superf\u00edcie da vida, j\u00e1 n\u00e3o pedem resposta, caminho ou retorno. Mas continuam acesos em algum aposento da alma, discretos e fi\u00e9is, como velas que se recusam a morrer no fundo de uma capela antiga.<\/p>\n<p data-start=\"4130\" data-end=\"4645\">\u00c9 por isso que a saudade, quando n\u00e3o se degrada em desespero, pode ser uma das experi\u00eancias mais delicadas da exist\u00eancia. Ela revela que o cora\u00e7\u00e3o humano \u00e9 incapaz de tratar como nada aquilo que um dia foi abrigo, destino ou revela\u00e7\u00e3o. Sentir saudade \u00e9, em certo sentido, honrar o que nos tocou profundamente. \u00c9 reconhecer que houve verdade, e que a verdade, mesmo quando j\u00e1 n\u00e3o permanece ao nosso lado, continua de algum modo a iluminar a nossa travessia. Nem toda aus\u00eancia \u00e9 escurid\u00e3o. Algumas aus\u00eancias iluminam.<\/p>\n<p data-start=\"4647\" data-end=\"5184\">Talvez o grande empobrecimento do nosso tempo seja justamente este: a incapacidade de lidar com o que n\u00e3o pode ser exibido. Tudo precisa ser instant\u00e2neo, vis\u00edvel, definido, explicado, exposto. Mas as coisas mais altas da alma n\u00e3o vivem bem sob a viol\u00eancia das vitrines. O amor mais verdadeiro, muitas vezes, \u00e9 aquele que j\u00e1 aprendeu a n\u00e3o se impor. A dor mais funda \u00e9 a que se tornou serena. A mem\u00f3ria mais viva \u00e9 a que n\u00e3o precisa ser anunciada para continuar pulsando. H\u00e1 sentimentos que se tornam maiores quando deixam de pedir palco.<\/p>\n<p data-start=\"5186\" data-end=\"5666\">Cada ser humano carrega por dentro uma casa que ningu\u00e9m v\u00ea. Alguns passam a vida inteira fugindo dela, com medo dos pr\u00f3prios ecos. Outros a fecham, como se ali dentro estivesse guardado tudo o que d\u00f3i. Mas h\u00e1 aqueles que, mesmo feridos, aprendem a voltar. Acendem a luz do corredor, abrem as janelas da mem\u00f3ria, deixam o ar circular entre os velhos m\u00f3veis da alma e aceitam que viver tamb\u00e9m \u00e9 isto: conviver com o que partiu sem permitir que a partida destrua o que ficou de belo.<\/p>\n<p data-start=\"5668\" data-end=\"6134\">No fim, talvez sejamos menos aquilo que mostramos ao mundo e mais aquilo que silenciosamente preservamos. Somos feitos tamb\u00e9m dos nomes que j\u00e1 n\u00e3o chamamos, dos gestos que ningu\u00e9m viu, das esperas que n\u00e3o foram compreendidas, dos afetos que permaneceram escondidos no fundo de n\u00f3s como \u00e1gua subterr\u00e2nea alimentando ra\u00edzes antigas. E talvez seja essa a mais secreta dignidade do cora\u00e7\u00e3o humano: continuar amando de algum modo, mesmo quando a vida j\u00e1 mudou de esta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-start=\"6136\" data-end=\"6497\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">Porque h\u00e1 um tipo de amor que n\u00e3o desaparece. Apenas se recolhe. Sai da superf\u00edcie dos dias e vai morar mais fundo. Deixa de ser chama alta e torna-se brasa. Deixa de ser palavra e torna-se atmosfera. Deixa de ser presen\u00e7a vis\u00edvel e torna-se claridade interior. E \u00e9 ele, muitas vezes, que mant\u00e9m a nossa alma iluminada quando o mundo l\u00e1 fora come\u00e7a a escurecer.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 H\u00e1 pessoas que se afastam da nossa vida sem jamais partirem inteiramente. 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