{"id":3086,"date":"2026-03-25T00:12:49","date_gmt":"2026-03-25T03:12:49","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3086"},"modified":"2026-03-25T00:12:49","modified_gmt":"2026-03-25T03:12:49","slug":"a-tua-lembranca-minha-respiracao-diaria-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3086","title":{"rendered":"A tua lembran\u00e7a, minha respira\u00e7\u00e3o di\u00e1ria. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"720\" data-end=\"1168\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013 <\/strong>H\u00e1 lembran\u00e7as que n\u00e3o passam. N\u00e3o porque o tempo tenha falhado em sua tarefa de levar embora os dias, mas porque certas presen\u00e7as, quando verdadeiramente tocam a alma, deixam de pertencer ao tempo e passam a morar em outra esp\u00e9cie de eternidade. S\u00e3o lembran\u00e7as que respiram dentro de n\u00f3s, que caminham em sil\u00eancio pelos corredores da mem\u00f3ria e que, de vez em quando, voltam a florescer com a delicadeza de uma tarde antiga. A tua lembran\u00e7a \u00e9 assim.<\/p>\n<p data-start=\"1170\" data-end=\"1579\">Escrevo estas palavras devagar, com o cuidado de quem toca algo sagrado, <strong data-start=\"1243\" data-end=\"1306\">como quem abre uma carta guardada no lado esquerdo do peito<\/strong>. N\u00e3o para revisitar dores, nem para pedir contas \u00e0 vida, mas para acolher a beleza do que permaneceu. Porque h\u00e1 afetos que, mesmo quando j\u00e1 n\u00e3o habitam a presen\u00e7a, continuam vivos na ess\u00eancia, acesos em n\u00f3s como uma l\u00e2mpada serena que o vento dos anos n\u00e3o consegue apagar.<\/p>\n<p data-start=\"1581\" data-end=\"2084\">A tua lembran\u00e7a \u00e9 minha respira\u00e7\u00e3o di\u00e1ria. N\u00e3o apenas porque eu recorde o que fomos, mas porque alguma parte de mim ainda vive iluminada pelo que o teu afeto deixou. H\u00e1 pessoas que passam por nossa hist\u00f3ria como chuva breve de ver\u00e3o; outras se tornam esta\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea, para mim, foi primavera. E desde ent\u00e3o h\u00e1 dentro do meu cora\u00e7\u00e3o uma esp\u00e9cie de jardim secreto, onde a tua presen\u00e7a continua florescendo em sil\u00eancio, sem ru\u00eddo, sem pressa, apenas com a fidelidade mansa das coisas que nasceram para durar.<\/p>\n<p data-start=\"2086\" data-end=\"2586\">Nunca fui t\u00e3o feliz quanto nos dias em que a vida me permitiu caminhar ao teu lado. Havia uma do\u00e7ura quase invis\u00edvel em tudo, como se o mundo, por instantes, tivesse encontrado a medida certa entre o c\u00e9u e a terra. O amor, quando chega verdadeiro, modifica a luz dos dias, afina o cora\u00e7\u00e3o para uma m\u00fasica mais alta e transforma o comum em milagre. Foi assim. E talvez por isso a lembran\u00e7a tenha permanecido t\u00e3o viva: porque n\u00e3o se guarda com facilidade aquilo que um dia fez a alma inteira florescer.<\/p>\n<p data-start=\"2588\" data-end=\"3052\">Com o passar do tempo, compreendi que certas dist\u00e2ncias n\u00e3o apagam o que \u00e9 essencial. Ao contr\u00e1rio: \u00e0s vezes \u00e9 no afastamento que o sentimento revela a sua face mais profunda. O que era apenas presen\u00e7a se torna subst\u00e2ncia; o que era gesto se torna mem\u00f3ria; o que era conviv\u00eancia se transforma em perman\u00eancia interior. E foi assim que voc\u00ea ficou em mim: n\u00e3o como aus\u00eancia, mas como uma forma delicada de presen\u00e7a que nunca deixou de respirar no fundo da minha vida.<\/p>\n<p data-start=\"3054\" data-end=\"3466\">H\u00e1 nomes que o cora\u00e7\u00e3o pronuncia em sil\u00eancio. H\u00e1 rostos que o tempo cobre de saudade, mas n\u00e3o desfaz. H\u00e1 amores que, mesmo tocados pela dist\u00e2ncia, continuam pairando sobre n\u00f3s como uma luz de fim de tarde \u2014 suave, dourada, quase sagrada. Penso em voc\u00ea assim: como claridade. Como perfume antigo que ainda repousa sobre a alma. Como uma dessas verdades que n\u00e3o precisam ser explicadas, porque bastam ser sentidas.<\/p>\n<p data-start=\"3468\" data-end=\"3857\">N\u00e3o escrevo para perturbar o destino, nem para mover as pedras do que j\u00e1 foi vivido. Escrevo apenas porque h\u00e1 sentimentos que merecem ser honrados com palavras belas. E porque tudo aquilo que foi verdadeiro em mim encontrou em voc\u00ea um espelho de ternura, de encanto e de delicadeza. Seria injusto com a pr\u00f3pria mem\u00f3ria deixar que o sil\u00eancio apagasse a gratid\u00e3o de ter vivido algo t\u00e3o raro.<\/p>\n<p data-start=\"3859\" data-end=\"4269\">Guardo de voc\u00ea a ternura do olhar, a serenidade da presen\u00e7a, a grandeza discreta de quem carrega luz sem precisar anunci\u00e1-la. H\u00e1 pessoas que impressionam; outras iluminam. Voc\u00ea sempre me pareceu dessas que iluminam. E talvez tenha sido isso que mais me encantou: essa maneira de existir com do\u00e7ura e for\u00e7a ao mesmo tempo, como se a sensibilidade e a firmeza tivessem, em voc\u00ea, feito um pacto secreto de beleza.<\/p>\n<p data-start=\"4271\" data-end=\"4803\">Ainda hoje, quando a mem\u00f3ria me visita com suas m\u00e3os mansas, volto \u00e0quele lugar interior onde tudo permanece intacto. N\u00e3o como uma ru\u00edna, nem como um peso, mas como uma beleza preservada. Algumas lembran\u00e7as n\u00e3o foram feitas para sangrar eternamente; foram feitas para amadurecer dentro da alma at\u00e9 se transformarem em paz. E \u00e9 nessa paz que hoje te recordo: sem ru\u00eddo, sem amargura, sem sombra \u2014 apenas com a gratid\u00e3o profunda de quem sabe que o amor, quando foi verdadeiro, nunca desaparece por completo. Ele apenas muda de morada.<\/p>\n<p data-start=\"4805\" data-end=\"5152\">Voc\u00ea permanece em mim desse modo: como uma presen\u00e7a de luz. Como uma janela aberta na mem\u00f3ria. Como um nome doce que a alma recolhe para si nos dias em que o mundo parece \u00e1spero demais. H\u00e1 uma esp\u00e9cie de consolo bonito em saber que certos sentimentos n\u00e3o morrem; eles apenas se tornam mais silenciosos, mais altos, mais parecidos com a eternidade.<\/p>\n<p data-start=\"5154\" data-end=\"5530\">Talvez amar tamb\u00e9m seja isso: reconhecer que algu\u00e9m se tornou parte da nossa respira\u00e7\u00e3o mais \u00edntima, mesmo quando a vida tomou outros caminhos. Reconhecer que h\u00e1 lembran\u00e7as que j\u00e1 n\u00e3o ferem, mas resplandecem. E aceitar, com a humildade dos que compreenderam alguma coisa do cora\u00e7\u00e3o, que nem tudo o que permanece precisa voltar \u2014 algumas coisas permanecem apenas para iluminar.<\/p>\n<p data-start=\"5532\" data-end=\"5887\">\u00c9 por isso que a tua lembran\u00e7a me acompanha com tamanha delicadeza. Ela n\u00e3o pesa. Ela n\u00e3o exige. Ela n\u00e3o reclama. Apenas vive em mim como um sopro de beleza que o tempo n\u00e3o venceu. E, em muitos dias, quando a alma se recolhe para ouvir o que realmente importa, eu a sinto de novo: serena, doce, respirando em mim como uma antiga can\u00e7\u00e3o que nunca terminou.<\/p>\n<p data-start=\"5889\" data-end=\"6218\">Se algum dia estas palavras encontrarem os teus olhos, que elas cheguem com a suavidade de uma brisa tocando a janela ao entardecer. Sem perturbar. Sem pedir nada. Apenas levando consigo esta verdade simples e inteira: h\u00e1 lembran\u00e7as que se transformam em abrigo. E, entre todas as que a vida me deu, a tua \u00e9 uma das mais bonitas.<\/p>\n<p data-start=\"6220\" data-end=\"6479\">Porque, no fundo, \u00e9 isso. Entre o que passou e o que permaneceu, entre o sil\u00eancio e o perfume dos dias antigos, entre a dist\u00e2ncia e a delicada eternidade das coisas sentidas, ficou voc\u00ea em mim \u2014 n\u00e3o como perda, mas como luz. N\u00e3o como fim, mas como respira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-start=\"6481\" data-end=\"6526\"><strong data-start=\"6481\" data-end=\"6526\">A tua lembran\u00e7a, minha respira\u00e7\u00e3o di\u00e1ria.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013 H\u00e1 lembran\u00e7as que n\u00e3o passam. 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