{"id":3080,"date":"2026-03-22T21:00:00","date_gmt":"2026-03-23T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3080"},"modified":"2026-03-22T21:00:00","modified_gmt":"2026-03-23T00:00:00","slug":"o-dia-que-nao-deveria-existir-6-anos-sem-meu-pai-valdir-teles-por-mariana-teles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3080","title":{"rendered":"O dia que n\u00e3o deveria existir: 6 anos sem meu pai Valdir Teles. Por Mariana Teles"},"content":{"rendered":"<div class=\"elementor-element elementor-element-7d2fc729 titulo-post elementor-widget elementor-widget-theme-post-title elementor-page-title elementor-widget-heading\" data-id=\"7d2fc729\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-title.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><\/div>\n<\/div>\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-7e25a070 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"7e25a070\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-24f401b5\" data-id=\"24f401b5\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-6b34b66e elementor-share-buttons--view-icon elementor-share-buttons--skin-flat elementor-share-buttons--align-right elementor-share-buttons--shape-square elementor-grid-0 elementor-share-buttons--color-official elementor-widget elementor-widget-share-buttons\" data-id=\"6b34b66e\" data-element_type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;share_url&quot;:{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/blogdomagno.com.br\\\/o-dia-que-nao-deveria-existir-6-anos-sem-meu-pai-valdir-teles\\\/&quot;,&quot;is_external&quot;:&quot;&quot;,&quot;nofollow&quot;:&quot;&quot;,&quot;custom_attributes&quot;:&quot;&quot;}}\" data-widget_type=\"share-buttons.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-grid\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-746f5ae4 elementor-widget elementor-widget-theme-post-content\" data-id=\"746f5ae4\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-content.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div id=\"ub-expand-fd58d2e7-4dda-4312-b423-3413ed4c2e34\" class=\"wp-block-ub-expand ub-expand\" data-scroll-type=\"false\" data-scroll-amount=\"\" data-scroll-target=\"\">\n<div id=\"ub-expand-partial-9087aefe-ddb6-40a2-baa5-26ad63cb1997\" class=\"ub-expand-portion ub-expand-partial wp-block-ub-expand-portion\" aria-hidden=\"false\">\n<p><strong>Por Mariana Teles* &#8211; Blog do Magno Martins<\/strong><\/p>\n<p>Eu n\u00e3o devia ter mais de cinco anos quando sonhei, pela primeira vez, com a perda do meu pai. Era madrugada. O telefone tocava. Do outro lado, a not\u00edcia: um acidente de carro havia levado Painho. Acordei assustada \u2014 e o medo era t\u00e3o real que fiz minha m\u00e3e ligar para ele naquela mesma hora, s\u00f3 para ouvir sua b\u00ean\u00e7\u00e3o atravessando a linha e me devolver o ch\u00e3o.<\/p>\n<p>Cresci com esse fantasma. Um pressentimento infantil, insistente, que eu combatia com ora\u00e7\u00f5es simples, daquelas que s\u00f3 as crian\u00e7as sabem fazer \u2014 diretas, puras, urgentes. Eu pedia a Deus que aquele pesadelo nunca virasse verdade.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ub-expand-full-9087aefe-ddb6-40a2-baa5-26ad63cb1997\" class=\"ub-expand-portion ub-expand-full wp-block-ub-expand-portion\" aria-hidden=\"false\">\n<p>E havia raz\u00e3o no medo. Painho viveu d\u00e9cadas na estrada \u2014 entre palcos, cantorias, poeiras e noites sem fim. Entre um p\u00e9 de parede no Cear\u00e1 e outro na Para\u00edba, atravessou o tempo e o risco com a viola no peito.<\/p>\n<p>Em 1997, o susto quase se concretizou. Painho estava em um acidente que levou Severino Ferreira, poeta do Rio Grande do Norte, que um ano antes havia cantado no meu batizado. Eu n\u00e3o guardo sua imagem \u2014 apenas o eco infinito dos versos que ficaram.<\/p>\n<p>O medo ficou. Virou parte de mim. Um gatilho, uma ora\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica, um pedido silencioso: que Deus n\u00e3o me tirasse meu pai. E, de algum modo, Ele n\u00e3o tirou.<\/p>\n<p>Eu temia n\u00e3o crescer ao lado de Painho. Mas cresci. Por 25 anos, vivi um pai inteiro: presente, amoroso, intenso, vivo. Um pai de riso largo, de abra\u00e7o certo, de palavra firme. Um pai que me deixou lembran\u00e7as suficientes para sustentar uma vida inteira.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 um dia: 22 de mar\u00e7o de 2020. Um domingo que existe \u2014 mas n\u00e3o deveria. Naquele fim de tarde, falamos por v\u00eddeo por quase quarenta minutos. Lembro de tudo: de sugerir um filme, de contar meus planos, de ouvir os dele, de perceber \u2014 ainda que disfar\u00e7ado \u2014 o medo do mundo que come\u00e7ava a se fechar.<\/p>\n<p>Desligamos quase \u00e0s 18h. Fui tomar banho. Quando sa\u00ed, a vida j\u00e1 n\u00e3o era a mesma. Em menos de cinco minutos, sem estrada, sem madrugada, sem velocidade \u2014 Painho partiu. Descansou. Na sua terra, nos bra\u00e7os de Mainha, na semana de S\u00e3o Jos\u00e9. Depois de ver a Serrinha chovida. Depois de pedir um copo de suco.<\/p>\n<p>H\u00e1 dias que o corpo vive, mas a mem\u00f3ria recusa. Dos dias que se seguiram, quase n\u00e3o lembro. E talvez seja miseric\u00f3rdia. Porque n\u00e3o havia espa\u00e7o para dor dentro de uma hist\u00f3ria t\u00e3o cheia de amor. Aprendi, ent\u00e3o, que pais n\u00e3o se v\u00e3o. Pais permanecem. Viram raiz \u2014 mesmo quando j\u00e1 s\u00e3o semente.<\/p>\n<p>Hoje, seis anos depois, encontro Painho de outras formas. Na saudade que \u00e0s vezes me paralisa \u2014 e \u00e0s vezes me levanta mais forte. Na coragem que me sustenta. Na voz que ainda escuto quando o mundo pesa dentro de mim.<\/p>\n<p>Painho segue sendo o come\u00e7o de tudo que eu sou. E eu sigo tentando fazer da minha hist\u00f3ria um final digno desse in\u00edcio. Ele me viu crescer, estudar, sonhar. Segurou minhas m\u00e3os nos primeiros versos, acreditou nos meus escritos, me ensinou \u2014 com firmeza e afeto \u2014 a ser quem sou. Foi pai, foi amigo: e hoje \u00e9 saudade.<\/p>\n<p>Me ensinou que falar bonito importa. Mas viver o que se diz importa mais.<\/p>\n<p>Quando penso na maternidade, d\u00f3i saber que ele n\u00e3o estar\u00e1 aqui para ver. Mas escrevo. Escrevo tudo que um dia quero contar aos meus filhos sobre o av\u00f4 que eles n\u00e3o v\u00e3o conhecer \u2014 e que, ainda assim, vai viver neles.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, recebendo pessoas em casa, me pergunto o que Painho diria. E tento acolher com o mesmo cora\u00e7\u00e3o com que o vi abra\u00e7ar o mundo inteiro. Do lado de c\u00e1, ficou uma saudade serena, profunda, agridoce e cristalina. Ficou a presen\u00e7a de um pai que ainda me sustenta. Mas tamb\u00e9m ficou aquela menina de cinco anos \u2014 que sempre soube que perder o pai seria a maior dor da sua vida.<\/p>\n<p>Obrigada por ter sido tanto, Painho. E por continuar sendo esse combust\u00edvel inesgot\u00e1vel na locomotiva dos meus sonhos. Tua \u201cmenina mole\u201d segue tentando ser corajosa, firme, decente e humana. E, se conseguir, ser\u00e1 sempre pelo trabalho bonito que o senhor fez na alma dela.<\/p>\n<p>Hoje, ouvi um bai\u00e3o seu que ainda n\u00e3o conhecia, com Hip\u00f3lito Moura.<br \/>\nE pensei: Eita n\u00eago cantador gigante Painho foi! Que matuto poeta, meu Deus! Obrigada por essa passagem breve e luminosa \u2014 como um cometa.<br \/>\nQue atravessa r\u00e1pido\u2026 mas ilumina para sempre. O senhor \u00e9 a eternidade que nunca ser\u00e1 pequena, \u00e9 a saudade que n\u00e3o ser\u00e1 pret\u00e9rita. \u00c9 o verso que sustenta o meu, o mote que eu ainda n\u00e3o soube pagar\u2026<\/p>\n<p>Te amo desde que me entendi por gente.<\/p>\n<p>Continua sendo essa presen\u00e7a que me sustenta e esse amor que me faz melhor. O senhor nunca ser\u00e1 sobre os finais de domingos sombrios, mas sobre a festa das suas chegadas em cada segunda feira!<\/p>\n<p>Tua \u201cmenina de Valdir\u201d.<\/p>\n<p><strong>*Advogada e poetisa<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Mariana Teles* &#8211; Blog do Magno Martins Eu n\u00e3o devia ter mais de cinco anos quando sonhei, pela primeira vez, com a perda do meu pai. Era madrugada. O telefone tocava. Do outro lado, a not\u00edcia: um acidente de carro havia levado Painho. 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