{"id":3074,"date":"2026-03-20T21:29:36","date_gmt":"2026-03-21T00:29:36","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3074"},"modified":"2026-03-20T21:29:36","modified_gmt":"2026-03-21T00:29:36","slug":"onde-arde-ao-rubro-por-jose-paulo-cavalcanti-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3074","title":{"rendered":"Onde arde ao rubro. Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 \u2013\u00a0 <\/em><\/strong>\u00c9 sempre bom ver os problemas, sobretudo em um pa\u00eds complicado como o Brasil, a partir das tr\u00eas dimens\u00f5es do tempo \u2013 passado, presente e futuro.\u00a0 E j\u00e1 come\u00e7o lembrando a frase admir\u00e1vel de George Orwell (em\u00a0<em>1984<\/em>), \u201cquem controla o presente, controla o passado; e quem controla o passado, controla o futuro\u201d.<\/p>\n<p>Aproveito e lembro, tamb\u00e9m, a talvez frase mais copiada do mundo, escrita por Teixeira de Pascoaes (<em>Cantos indecisos<\/em>, publicado em 1921), \u201ctenho, \u00e0s vezes, saudades do futuro\u201d. \u00c9 o caso de muitos de n\u00f3s (imagino), ao querer deixar para tr\u00e1s esse momento deprimente que vivemos hoje, em nossa hist\u00f3ria. Com\u00a0<em>saudades de um futuro\u00a0<\/em>que, todos esperamos, venha logo e seja benfazejo.<\/p>\n<p>O passado, ensina o mestre Di\u00f3genes da Cunha Lima em livro memor\u00e1vel (<em>Aforismos,<\/em>\u00a0<em>talvez<\/em>)<em>,\u00a0<\/em>\u201csabe esperar\u201d. Ser\u00e1 mesmo? Seja como for essa ideia de come\u00e7ar o texto falando no passado veio do fato de que, como no domingo passado (s\u00f3 que muitos anos atr\u00e1s), tomaria posse, como presidente da Rep\u00fablica, Tancredo Neves. Voltemos a essa data, com um pouco de hist\u00f3ria, come\u00e7ando no dia anterior.<\/p>\n<p><strong>14\/03\/1985.<\/strong>\u00a0V\u00e9spera da posse que seria de Tancredo, chegamos no aeroporto de Bras\u00edlia e a Pol\u00edcia Federal me esperava (fora da programa\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>\u2013 O ministro (Fernando Lyra) pediu para ir direto ao gabinete de Dornelles.<\/p>\n<p>Maria Lect\u00edcia e os pais, dona do Carmo e dr. Armando, foram para o hotel; e, eu, para a Esplanada. Gabinete de Francisco Dornelles, sobrinho de Tancredo, futuro ministro da Fazenda e homem forte do seu governo. Perplexidade no ar, pelas incertezas do momento.<\/p>\n<p>Na sala de espera se amontoavam assessores, militares, quase todos os futuros ministros. O baiano Carlos Santana (da Sa\u00fade) ficava olhando para o alto, im\u00f3vel, como se estivesse congelado. O ga\u00facho Pedro Simon (da Agricultura) rodava em volta dele mesmo, como um peru, sem parar. E Fernando<\/p>\n<p>\u2013 Vai assumir (a presid\u00eancia da Rep\u00fablica) Ulysses (Guimar\u00e3es), como presidente da C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o pode, Fernando (como a doen\u00e7a de Tancredo era p\u00fablica, j\u00e1 tinha examinado as quest\u00f5es jur\u00eddicas). Sarney presta compromisso como Vice-Presidente, perante o Congresso. Tancredo n\u00e3o, que est\u00e1 no hospital e tem 10 dias para isso. At\u00e9 mais, por haver \u201cmotivo de for\u00e7a maior\u201d (Constitui\u00e7\u00e3o da \u00e9poca, art. 78). O Congresso declara momentaneamente vago, seu cargo, e assume o vice. Esse o caminho.<\/p>\n<p>\u2013 Mas assume Ulysses.<\/p>\n<p>\u2013 Ent\u00e3o pode escolher outro para meu lugar (o de Secret\u00e1rio Geral), amigo. Que nosso primeiro gesto, no Minist\u00e9rio, seria uma ilegalidade. E n\u00e3o farei parte disso.<\/p>\n<p>Algum tempo depois, Dornelles chamou cinco ou seis para reuni\u00e3o na sala dele (j\u00e1 com muitos outros personagens, por l\u00e1). O resto ficou onde estava. Na sa\u00edda, Fernando contou como foi. Dornelles<\/p>\n<p>\u2013 Affonso Arinos disse haver um antecedente, com Rodrigo Alves; que, doente, assumiu seu vice Delfim Moreira. Brossard e Saulo Ramos defendem a mesma tese. Fosse pouco, o pr\u00f3prio Ulysses prefere Sarney, repetindo sempre \u201c\u00e9 isso que a Constitui\u00e7\u00e3o manda\u201d. E Leit\u00e3o de Abreu (que coordenava a transi\u00e7\u00e3o por Jo\u00e3o Figueiredo, \u00faltimo presidente militar) garante que Sarney assumir\u00e1 sem contesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O futuro ministro do Ex\u00e9rcito, Le\u00f4nidas Pires Gon\u00e7alves, pediu a palavra.<\/p>\n<p>Aqui, paremos um pouco a narrativa dessa reuni\u00e3o para falar da natureza daquela transi\u00e7\u00e3o, de uma ditadura sombria para a Democracia florescente com que todos sonh\u00e1vamos.<\/p>\n<p>Tudo foi negociado, amigo leitor. Inclusive os votos no col\u00e9gio eleitoral. Em verdade se diga num estilo que, mesmo agora, continua vigendo. Essa rela\u00e7\u00e3o com as elites pol\u00edticas foi at\u00e9 simples. Incluindo troca de votos, no plen\u00e1rio, com minist\u00e9rios e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Cito s\u00f3 um caso, como exemplo de negocia\u00e7\u00e3o, no terra\u00e7o de apartamento na Avenida Atl\u00e2ntica (Rio). Em que deputado pediu a SUDAM, j\u00e1 prometida a outro, e aceitou a SUFRAMA (Zona Franca de Manaus). Tancredo fazia isso bem. E Maluf dan\u00e7ou, gra\u00e7as.<\/p>\n<p>J\u00e1 com rela\u00e7\u00e3o aos militares, as conversas foram mais complicadas. Que pediam algo n\u00e3o t\u00e3o f\u00e1cil de atender. \u00c9 que o Congresso havia aprovado projeto, do presidente Jo\u00e3o Figueiredo, preparando a transi\u00e7\u00e3o imaginada por Golbery do Couto e Silva.<\/p>\n<p>De um lado com perd\u00e3o a todos os condenados por crimes pol\u00edticos (parte deles presos), alguns at\u00e9 em pris\u00e3o perp\u00e9tua, inclusive com o retorno dos exilados (entre os quais Leonel Brizola e Miguel Arraes). Nessa troca, seria garantida impunidade para os agentes do Estado respons\u00e1veis por torturas, mortes e desaparecimentos for\u00e7ados. E assim se deu com a Lei 6.683, de 28\/08\/1979, aprovada por um Congresso que n\u00e3o era capaz de dizer n\u00e3o.<\/p>\n<p>Ocorre que o atentado no RioCentro se deu s\u00f3 mais tarde, em 30\/09\/1981. Segundo me confessou o ministro do SNI, general Ivan de Souza Mendes, obra de tenentes, capit\u00e3es e majores, sem autoriza\u00e7\u00e3o ou conhecimento pr\u00e9vio de patentes superiores. A ver isso melhor, algum dia. E muitos dos que usavam fardas poderiam ser ainda punidos. Os militares queriam uma nova anistia, incorporando todos os fatos ocorridos a partir da tal lei.<\/p>\n<p>Tancredo entendeu que voltar \u00e0 Democracia valia o pre\u00e7o pedido e assumiu esse compromisso. De alguma forma, com isso, garantindo a transi\u00e7\u00e3o. E Sarney o cumpriu, em seu lugar, com a Emenda Constitucional 26, de 27\/11\/1985 (art. 4\u00ba). Votada por um Congresso livre. O mesmo que elegeu Tancredo\/Sarney.<\/p>\n<p>N\u00e3o houve apenas uma Lei de Anistia, portanto. Foram duas, amigo leitor. Bom lembrar disso. A segunda, incorporada na pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o. Cumprindo ainda lembrar que nossa transi\u00e7\u00e3o ocorreu de maneira bem mais tranquila que a de nossos vizinhos, no continente americano.<\/p>\n<p>Agora, voltemos \u00e0 reuni\u00e3o no Gabinete de Dornelles. Estava dizendo que o General Le\u00f4nidas pediu a palavra. Era comandante do 3\u00ba Ex\u00e9rcito \u2013 conhecido como \u201cDivis\u00e3o Encoura\u00e7ada\u201d, situado no Rio Grande do Sul. E contava com o apoio incondicional de parte muito expressiva das For\u00e7as Armadas. Mostrou uma Constitui\u00e7\u00e3o cinza, edi\u00e7\u00e3o de bolso (quem viveu em Bras\u00edlia, naquele tempo, sabe qual era) e falou<\/p>\n<p>\u2013 Devemos seguir o que diz esse livrinho.<\/p>\n<p>Fernando Lyra<\/p>\n<p>\u2013 Meu Secret\u00e1rio-Geral tamb\u00e9m diz que deve assumir Sarney, como vice.<\/p>\n<p>Muitos outros confirmaram esse entendimento. E Le\u00f4nidas, depois de dar um tapa forte na mesa,<\/p>\n<p>\u2013 Ent\u00e3o est\u00e1 resolvido, assume Sarney. Algu\u00e9m \u00e9 contra?<\/p>\n<p>Sil\u00eancio na sala<\/p>\n<p>\u2013 E n\u00e3o se fala mais nisso.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m teve disposi\u00e7\u00e3o, ou coragem, para contradizer. A palavra das for\u00e7as armadas, numa hora dessas, \u00e9 forte. Mais tarde, j\u00e1 na casa de Sarney, a transi\u00e7\u00e3o seria sacramentada em ata por todos assinada. Dia seguinte, assumiu Sarney sem nenhuma contesta\u00e7\u00e3o. E morreria Tancredo, em paz, alguns dias depois (21\/04\/1985).<\/p>\n<p>Esse o passado. J\u00e1 nosso triste presente revela que o autoritarismo trocou de m\u00e3os. Esc\u00e2ndalos se sucedem e os respons\u00e1veis se sentem inating\u00edveis. Como se deu, antes, com os militares. Nesse quadro incluindo o pr\u00f3prio Supremo, com ministros se considerando homens castos, puros, acima do bem e do mal. N\u00e3o acham nada demais, por exemplo, enriquecer por conta do cargo. Talvez at\u00e9 considerem ter direito a isso. Que mere\u00e7am mesmo a grana hoje nas contas deles e de seus familiares.<\/p>\n<p>Pior \u00e9 que tudo se d\u00e1 com o apoio expl\u00edcito de parte das elites pol\u00edticas, no Congresso. Entre elas o presidente do Senado, que simplesmente se recusa a por em vota\u00e7\u00e3o os pedidos de\u00a0<em>impeachment<\/em>\u00a0de ministros do Supremo que se amontoam na sua mesa. Como se fosse parte interessada, nesse deixar para l\u00e1. Como se tamb\u00e9m tivesse responsabilidade, nos fatos. E com direito de usar o cargo para proteger, e blindar, a si mesmo e a seus parceiros.<\/p>\n<p>Nossa Rachel de Queiroz chegou a dizer (<em>Cr\u00f4nicas escolhidas<\/em>) que \u201ca grande chaga de nosso tempo \u00e9 n\u00e3o se contar com o futuro\u201d. Mas o futuro existe, senhores, podem acreditar. E devemos contar com ele. Com novos tempos que ser\u00e3o sem d\u00favida melhores e mais promissores que nossos passado e presente recentes. Evo\u00e9!!!<\/p>\n<p>Faltando s\u00f3 dizer que o t\u00edtulo desse texto vem de como Pessoa (Caeiro,\u00a0<em>O guardador<\/em>) via o Ocidente, \u201cOnde arde ao rubro\/ Tudo que talvez seja o futuro\/ Que eu sem conhecer adoro\u201d. Viva, ent\u00e3o, esse futuro que o Brasil merece.<\/p>\n<p><em><strong>P.S. Segunda-feira passada, minha m\u00e3e teria feito 100 anos. E como d\u00f3i, ainda hoje, essa perda. Saudades de dona Maria Lia.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. 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