{"id":3072,"date":"2026-03-19T22:52:37","date_gmt":"2026-03-20T01:52:37","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3072"},"modified":"2026-03-19T22:52:37","modified_gmt":"2026-03-20T01:52:37","slug":"a-madrugada-ja-esta-escrita-e-ela-nao-esta-aqui-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3072","title":{"rendered":"A madrugada j\u00e1 est\u00e1 escrita, e ela n\u00e3o est\u00e1 aqui. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p class=\"ds-markdown-paragraph\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u00a0\u2013 <\/strong>A madrugada se derrama diante de mim como uma carta sem destinat\u00e1rio, e nesse gesto l\u00edquido e silencioso h\u00e1 o abandono de quem j\u00e1 n\u00e3o espera resposta, mas ainda assim escreve. \u00c9 uma extens\u00e3o em branco onde a alma, cansada de se conter durante a tirania clara do dia, se embriaga de si mesma e se despe sem pudor, confessando tudo aquilo que jamais ousaria dizer sob a vigil\u00e2ncia impiedosa da luz. N\u00e3o h\u00e1 regras aqui, n\u00e3o h\u00e1 l\u00f3gica que sustente o mundo, h\u00e1 apenas a verdade mais crua, aquela que sangra em quem amou al\u00e9m da medida justa e j\u00e1 n\u00e3o sabe distinguir se \u00e9 noite no mundo ou se a escurid\u00e3o se instalou para sempre dentro de si.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">E eu me abandono a essa carta sem defesa, sem justificativa, sem a necessidade de parecer inteiro, porque h\u00e1 momentos em que a \u00fanica dignidade poss\u00edvel \u00e9 justamente ceder. Ceder ao vazio, ceder \u00e0 mem\u00f3ria, ceder a essa for\u00e7a que nos arrasta para o fundo de n\u00f3s mesmos. Enquanto a cidade adormece sob suas luzes artificiais, postes acesos como olhos fatigados de quem j\u00e1 viu demais, eu desperto em mim mesmo, caminho at\u00e9 o bar como quem volta para casa, porque a boemia \u00e9 minha religi\u00e3o e o balc\u00e3o, meu altar. Ali deposito em sil\u00eancio tudo aquilo que j\u00e1 n\u00e3o cabe em mim, tudo o que transborda e sufoca, tudo o que insiste em existir mesmo depois dela.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Cada gole de vinho tenta dissolver a aus\u00eancia dela, mas h\u00e1 aus\u00eancias que n\u00e3o se afogam, elas aprendem a nadar nas \u00e1guas turvas da nossa pr\u00f3pria resist\u00eancia. Nadam nos olhos, nos gestos, nas pausas da fala, como se o corpo inteiro fosse apenas um recipiente fr\u00e1gil onde a mem\u00f3ria continua viva, respirando, resistindo, pulsando com uma for\u00e7a que desafia o tempo e a raz\u00e3o. A radiola gira devagar, toca como quem sabe, como quem conhece o peso de cada sil\u00eancio, e eu n\u00e3o escuto a m\u00fasica, sou escutado por ela, sou atravessado por ela, sou desmontado por ela. O gar\u00e7om n\u00e3o pergunta, apenas serve, porque h\u00e1 dores que n\u00e3o precisam de explica\u00e7\u00e3o, apenas de um copo cheio e da certeza de que ali, naquele balc\u00e3o, podemos ser o que restamos sem medo do julgamento alheio.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">O bar \u00e9 meu territ\u00f3rio de ex\u00edlio e ao mesmo tempo meu \u00faltimo reino. Sou soberano de um imp\u00e9rio que j\u00e1 n\u00e3o existe, governante de ru\u00ednas afetivas, rei de uma saudade que n\u00e3o tem corte nem s\u00faditos. Ela foi embora sem ru\u00eddo, como quem parte ao fim de um sonho, deixou apenas um perfume na mem\u00f3ria e um beijo suspenso no tempo, pairando como uma promessa que nunca ser\u00e1 cumprida. \u00c0s vezes caminho entre as mesas vazias como se ainda a visse ali, viva, inteira, sorrindo com os olhos, e por um instante, quase acredito. Quase. Mas a quase cren\u00e7a \u00e9 a mais cruel das ilus\u00f5es, porque nos mant\u00e9m \u00e0 beira do abismo sem nos deixar cair nem nos permitir voar.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">N\u00e3o sei mais se \u00e9 o dia que nasce l\u00e1 fora ou se algo dentro de mim insiste em amanhecer contra a minha vontade. A aurora chega como uma invas\u00e3o, fria, l\u00facida, implac\u00e1vel, mas eu n\u00e3o abro as portas, n\u00e3o cedo \u00e0 claridade, prefiro a penumbra da saudade, esse lugar onde ainda posso reconstru\u00ed-la com uma precis\u00e3o cruel, onde posso desenhar cada tra\u00e7o seu na escurid\u00e3o, onde posso invent\u00e1-la de novo todas as noites para suportar a realidade de t\u00ea-la perdido. A madrugada \u00e9 meu pa\u00eds, a \u00fanica p\u00e1tria poss\u00edvel para quem perdeu o territ\u00f3rio do outro, para quem j\u00e1 n\u00e3o tem onde ancorar o afeto, para quem vagueia sem mapa nem b\u00fassola pelo oceano da pr\u00f3pria solid\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">E cada noite \u00e9 uma nova carta que escrevo, sem destino, sem resposta, com o nome dela espalhado em cada sil\u00eancio, em cada pausa, em cada respira\u00e7\u00e3o que ainda conserva o ritmo dos seus passos. Se um dia ela voltar, encontrar\u00e1 o mundo adormecido e um homem ainda acordado, n\u00e3o esperando reden\u00e7\u00e3o, porque reden\u00e7\u00e3o \u00e9 palavra para quem se arrepende, e eu n\u00e3o me arrependo de t\u00ea-la amado, mas incapaz de ir embora, porque quem ama de verdade n\u00e3o espera apenas o amor, espera o vest\u00edgio, um gesto m\u00ednimo, um resto, uma migalha de eternidade que o cora\u00e7\u00e3o aprende a aceitar como festa. O cora\u00e7\u00e3o aprende a viver de migalhas de eternidade, aprende a celebrar o pouco como se fosse tudo, aprende a transformar aus\u00eancia em presen\u00e7a e sil\u00eancio em poesia.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">O bar esvazia, a radiola se cala, a noite recua lentamente como um animal ferido. Ergo a ta\u00e7a n\u00e3o para celebrar, mas para manter vivo aquilo que ainda resiste, aquilo que ainda pulsa, aquilo que ainda insiste em chamar por ela. Bebo n\u00e3o pelo gosto, bebo pelo rito, pela liturgia da espera, pela cerim\u00f4nia secreta de quem consagra a pr\u00f3pria dor como oferenda. Porque, no fundo, tudo o que eu queria era que ela se lembrasse, nem que fosse por um segundo, nem que fosse como quem lembra de um sonho antigo, nem que fosse como quem passa os olhos por uma fotografia e sente um aperto no peito antes de seguir adiante.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Olho a porta. Ela n\u00e3o vem. E ainda assim eu fico. Brindo ao que n\u00e3o volta, ao que fomos, ao que mesmo ferido ainda sou. J\u00e1 n\u00e3o sei se a madrugada termina ou se sou eu que me dissolvo nela, se sou eu que me desfa\u00e7o como n\u00e9voa ao primeiro sopro do amanhecer. Mas, se algu\u00e9m um dia ler esta carta, que \u00e9 tudo o que restou de mim, que saiba: eu ainda estou aqui. Sentado. Esperando. Amando. Como quem perdeu quase tudo e ainda assim n\u00e3o aprendeu a ir embora. Como quem fez da espera sua morada e do amor sua \u00fanica p\u00e1tria. Como quem sabe que h\u00e1 dores que n\u00e3o se curam, mas se transformam em escrita, em vinho, em noite, em poesia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. 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