{"id":3050,"date":"2026-03-17T17:45:48","date_gmt":"2026-03-17T20:45:48","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3050"},"modified":"2026-03-17T17:45:48","modified_gmt":"2026-03-17T20:45:48","slug":"a-quem-dizer-o-que-sentimos-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3050","title":{"rendered":"A quem dizer o que sentimos. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<div id=\":1cn\" class=\"Am aiL Al editable LW-avf tS-tW tS-tY\" tabindex=\"1\" role=\"textbox\" contenteditable=\"true\" spellcheck=\"false\" aria-label=\"Corpo da mensagem\" aria-multiline=\"true\" aria-owns=\":1f2\" aria-controls=\":1f2\" aria-expanded=\"false\">\n<p class=\"gmail-isSelectedEnd\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 <\/strong>Existe uma forma de solid\u00e3o que n\u00e3o se revela no cen\u00e1rio vis\u00edvel das aus\u00eancias, nem na geometria silenciosa dos espa\u00e7os vazios, nem na contagem previs\u00edvel dos dias em que ningu\u00e9m telefona ou bate \u00e0 porta. Essa solid\u00e3o mais evidente, quase did\u00e1tica, pode ser nomeada, descrita e at\u00e9 combatida com alguma facilidade. O que inquieta, no entanto, \u00e9 aquela outra, mais profunda e menos percept\u00edvel, que se instala n\u00e3o ao redor de n\u00f3s, mas dentro, ocupando o territ\u00f3rio \u00edntimo onde nascem os sentimentos e onde, muitas vezes, eles permanecem sem destino.<\/p>\n<p class=\"gmail-isSelectedEnd\">\u00c9 uma solid\u00e3o que n\u00e3o depende da quantidade de pessoas que nos cercam, nem da intensidade dos encontros que acumulamos ao longo da vida, mas da impossibilidade, por vezes quase inexplic\u00e1vel, de fazer chegar ao outro aquilo que nos atravessa com verdade. Porque sentir, por si s\u00f3, nunca foi suficiente. H\u00e1 no ato de existir uma exig\u00eancia silenciosa de partilha, uma necessidade quase org\u00e2nica de traduzir em palavras aquilo que pulsa no interior, como se o sentimento, ao ser dito, encontrasse finalmente sua forma plena de existir.<\/p>\n<p class=\"gmail-isSelectedEnd\">E \u00e9 precisamente nesse ponto que algo falha. H\u00e1 momentos em que as palavras se formam com nitidez, em que o pensamento se organiza com clareza e o cora\u00e7\u00e3o parece disposto a se revelar, mas, ainda assim, falta o elemento essencial, que n\u00e3o \u00e9 a linguagem, nem a coragem, mas a presen\u00e7a de algu\u00e9m que possa verdadeiramente acolher o que est\u00e1 sendo dito. N\u00e3o se trata apenas de ouvir, porque ouvir \u00e9 um gesto comum e frequentemente superficial, mas de compreender, de sustentar, de permanecer diante do outro sem a pressa de responder ou a tenta\u00e7\u00e3o de reduzir o que \u00e9 complexo a uma frase breve e conveniente.<\/p>\n<p class=\"gmail-isSelectedEnd\">Vivemos em um tempo em que a comunica\u00e7\u00e3o se expandiu de maneira vertiginosa, em que as palavras circulam com velocidade e abund\u00e2ncia, em que tudo parece ao alcance de um toque, e, paradoxalmente, nunca foi t\u00e3o raro encontrar um espa\u00e7o onde o que sentimos possa ser depositado com seguran\u00e7a. Fala-se muito, escreve-se muito, reage-se a tudo, mas pouco se escuta de fato, e menos ainda se compreende. H\u00e1 uma esp\u00e9cie de ru\u00eddo permanente que ocupa o lugar do encontro, como se a troca tivesse sido substitu\u00edda por uma sucess\u00e3o de emiss\u00f5es solit\u00e1rias que n\u00e3o se encontram em nenhum ponto.<\/p>\n<p class=\"gmail-isSelectedEnd\">Nesse cen\u00e1rio, os sentimentos mais verdadeiros tendem a recolher-se. N\u00e3o por falta de intensidade, mas por falta de lugar. Permanecem em estado de suspens\u00e3o, \u00e0 espera de um interlocutor que n\u00e3o chega, ou que chega sem a disponibilidade necess\u00e1ria para permanecer. E assim se constr\u00f3i, pouco a pouco, uma forma de isolamento que n\u00e3o decorre da aus\u00eancia de v\u00ednculos, mas da aus\u00eancia de profundidade nos v\u00ednculos que existem.<\/p>\n<p class=\"gmail-isSelectedEnd\">Talvez seja por isso que, em algum momento da vida, cada um de n\u00f3s se depare com a estranha sensa\u00e7\u00e3o de estar acompanhado e, ainda assim, profundamente s\u00f3. N\u00e3o porque faltem pessoas, mas porque falta aquele encontro raro em que \u00e9 poss\u00edvel baixar as defesas, abandonar as vers\u00f5es editadas de si mesmo e dizer, com inteira honestidade, aquilo que se sente, sem o receio de ser interrompido, interpretado de forma apressada ou, pior, ignorado em sua ess\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"gmail-isSelectedEnd\">\u00c9 nesse ponto que a solid\u00e3o revela sua face mais silenciosa e, ao mesmo tempo, mais contundente, pois ela n\u00e3o se anuncia com gestos dram\u00e1ticos nem com sinais evidentes, mas se instala como uma esp\u00e9cie de dist\u00e2ncia interna, um intervalo entre o que somos e aquilo que conseguimos compartilhar. E esse intervalo, quando se prolonga, transforma-se em uma esp\u00e9cie de ex\u00edlio emocional, onde tudo \u00e9 vivido, mas pouco \u00e9 dividido.<\/p>\n<p class=\"gmail-isSelectedEnd\">Com o tempo, aprende-se a conviver com isso. Aprende-se a guardar certas palavras, a adiar certas revela\u00e7\u00f5es, a transformar sentimentos em pensamentos solit\u00e1rios que n\u00e3o encontram eco. Mas essa aprendizagem tem um custo, porque aquilo que n\u00e3o \u00e9 dito n\u00e3o desaparece, apenas se acumula, criando uma densidade silenciosa que pesa mais do que qualquer aus\u00eancia vis\u00edvel.<\/p>\n<p class=\"gmail-isSelectedEnd\">E \u00e9 dessa experi\u00eancia, ao mesmo tempo comum e profundamente individual, que emerge uma compreens\u00e3o simples, quase inevit\u00e1vel, que n\u00e3o nasce da teoria nem da observa\u00e7\u00e3o distante, mas da pr\u00f3pria travessia interior de quem j\u00e1 tentou dizer e n\u00e3o encontrou a quem, ou encontrou sem ser verdadeiramente alcan\u00e7ado.<\/p>\n<p class=\"gmail-isSelectedEnd\">A solid\u00e3o \u00e9 n\u00e3o ter a quem dizer o que sentimos.<\/p>\n<p>N\u00e3o como defini\u00e7\u00e3o absoluta, mas como reconhecimento \u00edntimo de uma condi\u00e7\u00e3o que atravessa a todos em algum momento, e que revela, no fundo, o quanto dependemos uns dos outros n\u00e3o apenas para viver, mas para dar sentido ao que vivemos. Porque existir, em sua forma mais plena, talvez seja justamente isso, encontrar algu\u00e9m diante de quem nossas palavras n\u00e3o se percam e nossos sil\u00eancios n\u00e3o precisem ser traduzidos.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 Existe uma forma de solid\u00e3o que n\u00e3o se revela no cen\u00e1rio vis\u00edvel das aus\u00eancias, nem na geometria silenciosa dos espa\u00e7os vazios, nem na contagem previs\u00edvel dos dias em que ningu\u00e9m telefona ou bate \u00e0 porta. 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