{"id":2875,"date":"2026-03-01T16:54:13","date_gmt":"2026-03-01T19:54:13","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2875"},"modified":"2026-03-01T16:54:13","modified_gmt":"2026-03-01T19:54:13","slug":"a-cronica-domingueira-por-magno-martins-29","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2875","title":{"rendered":"A cr\u00f4nica domingueira. Por Magno Martins"},"content":{"rendered":"<div class=\"elementor-element elementor-element-7d2fc729 titulo-post elementor-widget elementor-widget-theme-post-title elementor-page-title elementor-widget-heading\" data-id=\"7d2fc729\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-title.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-59e555ed elementor-widget elementor-widget-post-info\" data-id=\"59e555ed\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"post-info.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\"><\/div>\n<\/div>\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-7e25a070 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"7e25a070\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-24f401b5\" data-id=\"24f401b5\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-6b34b66e elementor-share-buttons--view-icon elementor-share-buttons--skin-flat elementor-share-buttons--align-right elementor-share-buttons--shape-square elementor-grid-0 elementor-share-buttons--color-official elementor-widget elementor-widget-share-buttons\" data-id=\"6b34b66e\" data-element_type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;share_url&quot;:{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/blogdomagno.com.br\\\/a-cronica-domingueira-70\\\/&quot;,&quot;is_external&quot;:&quot;&quot;,&quot;nofollow&quot;:&quot;&quot;,&quot;custom_attributes&quot;:&quot;&quot;}}\" data-widget_type=\"share-buttons.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-grid\"><strong>Por Magno Martins \u2013 Jornalista, poeta e escritor \u2013 <\/strong>A casa onde crescemos n\u00e3o \u00e9 apenas tijolo e cimento. \u00c9 nossa hist\u00f3ria contada em c\u00f4modos. Toda casa dos pais guarda em si a lembran\u00e7a daqueles que nela moraram. Em especial, dos seus primeiros moradores. Quem pode tirar da mem\u00f3ria a casa em que nasceu ou viveu grande parte da inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia?<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2876\" src=\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-02-28-201622-300x232.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"232\" srcset=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-02-28-201622-300x232.jpeg 300w, https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-02-28-201622-768x593.jpeg 768w, https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2026-02-28-201622.jpeg 839w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/div>\n<div class=\"elementor-grid\">Estou lendo \u201cO velho Gra\u00e7a\u201d, biografia de Graciliano Ramos. Nela, o grande escritor alagoano, de quem sou f\u00e3, j\u00e1 tendo devorado quase todos os seus livros, como \u201cVidas secas\u201d, \u201cCaet\u00e9s\u201d, \u201cMem\u00f3rias do c\u00e1rcere\u201d e \u201cS\u00e3o Bernardo\u201d, viveu sua inf\u00e2ncia entre Quebrangulo e Vi\u00e7osa. E assim descreveu o que ficou na sua mem\u00f3ria de uma casa que tinha um ambiente comercial: \u201cO cheiro de fazendas, de querosene e de a\u00e7\u00facar\u201d.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-746f5ae4 elementor-widget elementor-widget-theme-post-content\" data-id=\"746f5ae4\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-content.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div id=\"ub-expand-9d1b4e82-009e-46a0-b44d-6e1c0be4040d\" class=\"wp-block-ub-expand ub-expand\" data-scroll-type=\"false\" data-scroll-amount=\"\" data-scroll-target=\"\">\n<div id=\"ub-expand-full-251afc97-ae81-4bfd-95ae-bb325adb8e5c\" class=\"ub-expand-portion ub-expand-full wp-block-ub-expand-portion\" aria-hidden=\"false\">\n<p>A casa em que ele veio ao mundo tamb\u00e9m funcionava como armaz\u00e9m. A grande Rachel de Queiroz teve tamb\u00e9m suas recorda\u00e7\u00f5es da Fazenda Junco, onde viveu sua inf\u00e2ncia. Ela descreve como o lugar de \u201cpoesia viva\u201d e de sua forma\u00e7\u00e3o pessoal, cen\u00e1rio central de muitas de suas cr\u00f4nicas.<\/p>\n<p>Os grandes escritores frequentemente descrevem a casa dos pais n\u00e3o apenas como um local f\u00edsico, mas como um reposit\u00f3rio de mem\u00f3ria, um ref\u00fagio emocional, e, muitas vezes, um lugar de onde \u00e9 necess\u00e1rio sair para amadurecer.<\/p>\n<p>As perspectivas variam entre o aconchego nost\u00e1lgico e a ang\u00fastia da limita\u00e7\u00e3o. Para mim, a casa de inf\u00e2ncia \u00e9 vista como um lugar que molda o cora\u00e7\u00e3o e que, uma vez vivido, nunca \u00e9 totalmente destru\u00eddo na mem\u00f3ria. Vejo e sinto como um ambiente de amor, esperan\u00e7a e sonhos, santu\u00e1rio para onde desejo voltar.<\/p>\n<p>H\u00e1 pouco, soube que a casa em que vivi parte da inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia em Afogados da Ingazeira foi vendida pelas minhas irm\u00e3s, herdeiras do meu pai Gast\u00e3o Cerquinha na partilha dos bens. Foi uma flechada no cora\u00e7\u00e3o. Doeu muito, porque nela est\u00e3o lembran\u00e7as que n\u00e3o ficam s\u00f3 na mem\u00f3ria. Ficam no cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sa\u00ed cedo de Afogados da Ingazeira para ganhar a vida no mundo. Mas regressava para ver meus pais com muita frequ\u00eancia. Sempre na mesma casinha, com um terra\u00e7o em L no qual improvisei minha primeira reda\u00e7\u00e3o como correspondente do Di\u00e1rio de Pernambuco, jornal que me acolheu como foca (jornalista em in\u00edcio de carreira).<\/p>\n<p>Tinha tamb\u00e9m um quintal cheio de goiabeiras, mangueiras e seriguelas. J\u00e1 no tempo da vida avan\u00e7ada, aos 80 anos, papai subia nos p\u00e9s de seriguela e voltava com as m\u00e3os cheias da saborosa frutinha para nos encher de felicidade. Teve um tempo mais rural, no qual o vasto quintal, que a gente chamava de muro, serviu de habitat para uma vaquinha leiteira, bodes, galinhas e o peru de Natal.<\/p>\n<p>Era ambiente tamb\u00e9m de prosas sem hora para acabar da fam\u00edlia na cal\u00e7ada da rua. Apelidamos de Senadinho, o que se traduzia, na verdade, em tert\u00falias de fala\u00e7\u00e3o da vida alheia. Seu presidente de honra era papai, mas quem sabia das fofocas mesmo era mam\u00e3e, que voltava das suas sess\u00f5es de orelha quente do clube da terceira idade super bem informada.<\/p>\n<p>Rever a casa dos meus pais era reviver quem fui. Era matar a saudade de quem me abrigou, dos abra\u00e7os e do cheiro de inf\u00e2ncia. O cora\u00e7\u00e3o sempre batia mais forte quando pisava no ch\u00e3o da casa que n\u00e3o mais nos pertence.<\/p>\n<p>Era um casar\u00e3o, localizado na Avenida Arthur Padilha, no cora\u00e7\u00e3o da cidade. Nela, eu tinha meu quarto predileto. Em dias de festas de fim de ano, acordava com a retreta do saudoso Dinam\u00e9rico Lopes. Havia um mes\u00e3o para abrigar a filharada nos almo\u00e7os intermin\u00e1veis: nove filhos. Cada um tinha seu lugarzinho marcado na mesa. Papai s\u00f3 servia o almo\u00e7o quando todos estivessem rente a ele, uma liturgia diante do nosso grande mestre, nosso var\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando um filho sai de casa, parece que um dos c\u00f4modos fica sem luz, ouvia minha m\u00e3e Margarida se queixar. Ela tinha raz\u00e3o. O tempo me ensinou que a luz dos pais ilumina todo o caminho de nossas vidas. Ela tinha raz\u00e3o, volto a repetir. Cada despedida da casa deixava um peda\u00e7o do meu cora\u00e7\u00e3o para tr\u00e1s. Sair da casa dos pais \u00e9 um ato necess\u00e1rio de coragem, mas o apego \u00e9 o que nos faz querer voltar.<\/p>\n<p>Minhas irm\u00e3s est\u00e3o cobertas de raz\u00e3o pela venda da casa. Foi justificada, compreendida por n\u00f3s, irm\u00e3os homens. Mas n\u00e3o consigo mais passar em Afogados da Ingazeira com os olhos grudados na casa que foi dos meus pais. D\u00f3i o peito, traz a for\u00e7a das mem\u00f3rias felizes. Que saudade da minha casinha, do abra\u00e7o dos meus pais e da simplicidade que me fez.<\/p>\n<p>\u00c9 uma dor indescrit\u00edvel, a dor da saudade, a dor do aconchego que se foi e nunca mais voltar\u00e1. A casa dos pais \u00e9 o aconchego onde as mem\u00f3rias de uma inf\u00e2ncia feliz e o amor eterno sempre nos esperam. \u00c9 um ref\u00fagio de amor, seguran\u00e7a e mem\u00f3rias de inf\u00e2ncia, um porto seguro para onde sempre se pode voltar. \u00c9 um lugar de acolhimento incondicional, onde as mem\u00f3rias de uma inf\u00e2ncia feliz e o amor eterno nos esperam.<\/p>\n<p>A casa continua l\u00e1, intacta. Soube que vai virar ponto comercial. Com qualquer configura\u00e7\u00e3o que venha, para mim fica apenas o cheiro de caf\u00e9 passado, o colo de m\u00e3e e a voz de pai. Fica o aperto no peito, um tijolo chamado pai e um telhado chamado m\u00e3e.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Magno Martins \u2013 Jornalista, poeta e escritor \u2013 A casa onde crescemos n\u00e3o \u00e9 apenas tijolo e cimento. \u00c9 nossa hist\u00f3ria contada em c\u00f4modos. 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