{"id":2784,"date":"2026-02-22T02:28:21","date_gmt":"2026-02-22T05:28:21","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2784"},"modified":"2026-02-22T02:28:21","modified_gmt":"2026-02-22T05:28:21","slug":"despedir-se-de-um-amor-e-seguir-sobrevivendo-apenas-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2784","title":{"rendered":"Despedir-se de um amor \u00e9 seguir sobrevivendo, apenas. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<div class=\"flex flex-col text-sm pb-25\">\n<article class=\"text-token-text-primary w-full focus:outline-none [--shadow-height:45px] has-data-writing-block:pointer-events-none has-data-writing-block:-mt-(--shadow-height) has-data-writing-block:pt-(--shadow-height) [&amp;:has([data-writing-block])&gt;*]:pointer-events-auto scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]\" dir=\"auto\" tabindex=\"-1\" data-turn-id=\"ce0f0875-5e85-4026-bfb8-1c6cfd6170ca\" data-testid=\"conversation-turn-2\" data-scroll-anchor=\"true\" data-turn=\"assistant\">\n<div class=\"text-base my-auto mx-auto pb-10 [--thread-content-margin:--spacing(4)] @w-sm\/main:[--thread-content-margin:--spacing(6)] @w-lg\/main:[--thread-content-margin:--spacing(16)] px-(--thread-content-margin)\">\n<div class=\"[--thread-content-max-width:40rem] @w-lg\/main:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 group\/turn-messages focus-visible:outline-hidden relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn\" tabindex=\"-1\">\n<div class=\"flex max-w-full flex-col grow\">\n<div class=\"min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal [.text-message+&amp;]:mt-1\" dir=\"auto\" data-message-author-role=\"assistant\" data-message-id=\"1184531e-4ee8-4b40-ba06-aae2f642f20f\" data-message-model-slug=\"gpt-5-2-thinking\">\n<div class=\"flex w-full flex-col gap-1 empty:hidden first:pt-[1px]\">\n<div class=\"markdown prose dark:prose-invert w-full wrap-break-word light markdown-new-styling\">\n<p data-start=\"0\" data-end=\"924\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 <\/strong>Depois que ela parte, o mundo n\u00e3o desaba como nos dramas que fingimos entender quando ainda t\u00ednhamos o corpo quente de algu\u00e9m ao lado, ele apenas muda de densidade, como se o ar ficasse mais pesado e a luz, sem avisar, come\u00e7asse a bater em \u00e2ngulos errados dentro da casa, e ent\u00e3o a primeira mentira se instala com a naturalidade de uma poeira antiga, a mentira de que a conta a pagar se chama solid\u00e3o, como se a solid\u00e3o fosse esse quarto vazio que a gente aponta com o dedo e diz, aqui falta algu\u00e9m, aqui ecoa um nome, aqui a cama tem um lado in\u00fatil. Mas a solid\u00e3o, quando \u00e9 apenas aus\u00eancia, ainda conserva um tipo de presen\u00e7a, porque o vazio \u00e9 uma forma, e toda forma ainda conversa com a vida. O que vem depois, o que realmente vem, n\u00e3o \u00e9 a falta de companhia, \u00e9 a condena\u00e7\u00e3o de sobreviver com o cora\u00e7\u00e3o funcionando como um aparelho dom\u00e9stico que ningu\u00e9m mais olha, um motor discreto que faz barulho, mas n\u00e3o celebra nada.<\/p>\n<p data-start=\"926\" data-end=\"1902\">Amar, enquanto existe, n\u00e3o \u00e9 apenas ter algu\u00e9m, \u00e9 ter uma esp\u00e9cie de tradu\u00e7\u00e3o do mundo, \u00e9 como se cada coisa, do copo na mesa ao ru\u00eddo de um \u00f4nibus na esquina, ganhasse legenda, ganhasse sentido, ganhasse uma raz\u00e3o secreta para acontecer, e quando ela vai embora, o que desaparece n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o rosto, \u00e9 a legenda, \u00e9 a l\u00edngua em que a realidade era dita. A vida continua, claro, ela continua com a crueldade educada de sempre, os compromissos, as chaves, os hor\u00e1rios, a conta no fim do m\u00eas, as mensagens autom\u00e1ticas, e n\u00f3s continuamos tamb\u00e9m, com a mesma cortesia dos condenados que ainda sabem sorrir, mas existe uma diferen\u00e7a \u00edntima, terr\u00edvel e quase invis\u00edvel, como a diferen\u00e7a entre um corpo morno e um corpo febril, entre uma respira\u00e7\u00e3o que sustenta e uma respira\u00e7\u00e3o que apenas prova que o peito n\u00e3o parou. A verdadeira conta \u00e9 esta, a vida passa a ser uma cidade em que voc\u00ea reconhece as ruas, mas perdeu o mapa interior, e cada esquina \u00e9 apenas uma repeti\u00e7\u00e3o sem promessa.<\/p>\n<p data-start=\"1904\" data-end=\"2692\">A aus\u00eancia do amor \u00e9 uma casa sem janelas, e n\u00e3o porque falte paisagem, mas porque falta a passagem da luz que nos ensinava a acreditar que havia manh\u00e3s. Voc\u00ea acende l\u00e2mpadas, voc\u00ea troca as cortinas, voc\u00ea arruma os m\u00f3veis, voc\u00ea varre o ch\u00e3o, e nada disso abre o mundo, porque janela n\u00e3o \u00e9 um buraco na parede, janela \u00e9 uma permiss\u00e3o, \u00e9 a forma do olhar, \u00e9 o gesto de atravessar com os olhos aquilo que o corpo n\u00e3o alcan\u00e7a. Sem ela, sem o amor que ela carregava como quem carrega um f\u00f3sforo aceso no escuro, a casa vira um lugar inteiro e, ainda assim, incompleto, como se o teto estivesse no mesmo lugar, mas o c\u00e9u tivesse sido confiscado. Voc\u00ea mora, mas n\u00e3o habita, voc\u00ea se movimenta, mas n\u00e3o se expande, e o que era lar vira apenas estrutura, e estrutura \u00e9 um nome elegante para pris\u00e3o.<\/p>\n<p data-start=\"2694\" data-end=\"3530\">A aus\u00eancia do amor \u00e9 um mar sem sal, e n\u00e3o porque a \u00e1gua deixe de ser vasta, mas porque perde o gosto de origem, perde a mem\u00f3ria mineral que fazia do mar algo vivo e antigo, algo que morde os l\u00e1bios e deixa marca. Um mar sem sal continua ondulando, continua batendo nas pedras, continua fazendo barulho para parecer grandioso, mas n\u00e3o cura, n\u00e3o arde, n\u00e3o conserva, n\u00e3o batiza ningu\u00e9m. Assim fica a vida depois, vasta como sempre, cheia de acontecimentos como ondas, cheia de ru\u00eddos como espumas, e no entanto insossa, incapaz de ferir de verdade, incapaz de sarar de verdade, incapaz de guardar qualquer coisa. A gente olha para essa \u00e1gua e pensa, ainda h\u00e1 mar, e se engana, porque o que cham\u00e1vamos de mar era tamb\u00e9m o sal, era o risco, era a ard\u00eancia, era a promessa de que o corpo podia ser atravessado por algo mais forte do que ele.<\/p>\n<p data-start=\"3532\" data-end=\"4471\">A aus\u00eancia do amor \u00e9 um rel\u00f3gio que marca horas, mas n\u00e3o marca tempo, e isso \u00e9 o que mais enlouquece, porque as horas obedecem, passam, empurram o calend\u00e1rio, exigem que voc\u00ea esteja de p\u00e9, exigem que voc\u00ea responda, exigem que voc\u00ea produza, mas o tempo, o tempo verdadeiro, que \u00e9 aquele que nos transforma, que nos amadurece, que nos d\u00e1 hist\u00f3ria, esse tempo se recusa, como se uma parte da vida tivesse sido congelada no momento exato da partida, e tudo depois fosse apenas uma sequ\u00eancia de movimentos sem travessia. O rel\u00f3gio faz seu trabalho com a pontualidade de um carrasco, e voc\u00ea aprende a viver de tarefas, aprende a se salvar com rotinas, aprende a fingir que avan\u00e7ou porque j\u00e1 \u00e9 outro m\u00eas, j\u00e1 \u00e9 outro ano, mas por dentro voc\u00ea permanece no mesmo lugar, naquele instante em que a porta fechou, naquele segundo em que a voz dela n\u00e3o voltou, e percebe, com uma lucidez que d\u00f3i, que existe uma diferen\u00e7a brutal entre passar e acontecer.<\/p>\n<p data-start=\"4473\" data-end=\"5305\">A aus\u00eancia do amor \u00e9 um corpo que respira, mas n\u00e3o pulsa. O peito sobe e desce, os pulm\u00f5es cumprem seu of\u00edcio, o sangue circula como um funcion\u00e1rio fiel, e ainda assim falta aquele impacto secreto que faz do cora\u00e7\u00e3o mais do que uma bomba, falta o espanto, falta a urg\u00eancia, falta a alegria que assusta, falta at\u00e9 a dor que d\u00e1 sentido, porque a dor do amor era uma prova de inc\u00eandio, e agora o que resta \u00e9 uma cinza fria, um sil\u00eancio organizado. Voc\u00ea come, voc\u00ea dorme, voc\u00ea conversa, voc\u00ea faz planos, e tudo isso \u00e9 uma esp\u00e9cie de fisiologia moral, um manual de sobreviv\u00eancia que voc\u00ea segue sem acreditar, como algu\u00e9m que repete ora\u00e7\u00f5es sem f\u00e9 apenas para n\u00e3o enlouquecer. E ent\u00e3o entende, com vergonha e verdade, que a maior trag\u00e9dia n\u00e3o foi ela ter ido embora, foi ela ter levado com ela a capacidade de sentir que voc\u00ea estava vivo.<\/p>\n<p data-start=\"5307\" data-end=\"6162\">H\u00e1 quem confunda esse estado com serenidade, h\u00e1 quem olhe de fora e pense que voc\u00ea amadureceu, que est\u00e1 mais calmo, que aceitou, e voc\u00ea at\u00e9 pode concordar, porque \u00e9 mais f\u00e1cil chamar de maturidade aquilo que, na verdade, \u00e9 um apagamento lento. Voc\u00ea continua aqui, voc\u00ea n\u00e3o morre, e talvez esse seja o castigo mais sofisticado, continuar aqui como uma vela que n\u00e3o apaga, mas tamb\u00e9m n\u00e3o ilumina, continuar aqui como m\u00fasica sem som, como livro sem leitor, como noite sem estrelas. Viver sem amor n\u00e3o \u00e9 morrer, porque morrer ao menos encerra, e encerra com dignidade, mas viver sem amor \u00e9 permanecer em uma esp\u00e9cie de intervalo, um territ\u00f3rio em que a alma n\u00e3o grita nem canta, apenas cumpre, apenas suporta, apenas atravessa os dias como quem atravessa um corredor longo de hospital, branco, limpo, intermin\u00e1vel, onde nada acontece al\u00e9m do pr\u00f3prio caminhar.<\/p>\n<p data-start=\"6164\" data-end=\"7230\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">E \u00e9 a\u00ed que a conta se revela inteira, n\u00e3o \u00e9 a falta do outro na cama, nem o sil\u00eancio na sala, nem os domingos que parecem maiores, \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de que voc\u00ea foi devolvido ao mundo sem os sentidos completos, como se estivesse condenado a ver sem cor, a ouvir sem m\u00fasica, a tocar sem pele. A partida dela transforma o cotidiano em uma sequ\u00eancia de provas de resist\u00eancia, e voc\u00ea vai passando, porque o ser humano tem esse talento assustador para seguir, mas seguir n\u00e3o \u00e9 viver, \u00e9 apenas continuar. No fim, quando a noite desce e ningu\u00e9m mais pede nada de voc\u00ea, sobra a pergunta que n\u00e3o \u00e9 dram\u00e1tica, \u00e9 apenas verdadeira, e talvez seja a pergunta que decide tudo: se eu existo, por que n\u00e3o sinto que vivo. Porque existir \u00e9 ocupar espa\u00e7o e cumprir horas, \u00e9 respirar, \u00e9 pagar contas, \u00e9 responder ao mundo, mas viver \u00e9 ser atravessado por sentido, \u00e9 pulsar por dentro, \u00e9 ter janelas na casa, sal no mar, tempo no rel\u00f3gio, cora\u00e7\u00e3o no corpo. E quando o amor vai embora, o que fica n\u00e3o \u00e9 a morte, \u00e9 esse estado silencioso em que a alma, sem alarde, vai aprendendo a desaparecer.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"z-0 flex min-h-[46px] justify-start\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<div class=\"pointer-events-none h-px w-px absolute bottom-0\" aria-hidden=\"true\" data-edge=\"true\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. 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