{"id":2777,"date":"2026-02-17T17:14:39","date_gmt":"2026-02-17T20:14:39","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2777"},"modified":"2026-02-17T17:14:39","modified_gmt":"2026-02-17T20:14:39","slug":"a-fenix-nao-nasce-do-palanque-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2777","title":{"rendered":"A F\u00eanix n\u00e3o nasce do palanque. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"31\" data-end=\"363\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013 <\/strong>O Carnaval termina como terminam as grandes ilus\u00f5es: sem an\u00fancio, sem trombeta, quase em sil\u00eancio. A rua amanhece com uma esp\u00e9cie de verdade no ch\u00e3o: purpurina misturada ao p\u00f3, um resto de fita, um copo amassado. O cheiro agridoce do que foi e j\u00e1 passou. E, depois da \u00faltima batida, vem a ressaca que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 do corpo. \u00c9 da cidade.<\/p>\n<p data-start=\"365\" data-end=\"731\">A Quarta-feira de Cinzas, quando despida do moralismo, \u00e9 isso: o instante em que a fantasia perde o dom\u00ednio do olhar. O barulho cessa, a luz baixa, e aquilo que estava encoberto pelo brilho volta a existir. Cinzas, aqui, n\u00e3o s\u00e3o serm\u00e3o. S\u00e3o acerto de contas. O dia seguinte \u00e9 o dia em que o espet\u00e1culo deixa de ser argumento e o essencial volta a cobrar o seu lugar.<\/p>\n<p data-start=\"733\" data-end=\"982\">Festa \u00e9 cultura, tradi\u00e7\u00e3o, identidade, economia. Mas, na m\u00e3o de certas gest\u00f5es, vira m\u00e9todo. N\u00e3o se administra a realidade; administra-se a aten\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se entrega o b\u00e1sico; entrega-se a sensa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se enfrenta o problema; coreografa-se o an\u00fancio.<\/p>\n<p data-start=\"984\" data-end=\"1237\">E quando o calend\u00e1rio oferece uma vitrine, a tenta\u00e7\u00e3o \u00e9 grande: transformar palco em escudo. O povo entretido tem menos tempo de perguntar. O cidad\u00e3o cansado de lutar aceita o al\u00edvio de esquecer. O espet\u00e1culo vira uma anestesia social com trilha sonora.<\/p>\n<p data-start=\"1239\" data-end=\"1768\">S\u00f3 que este ano a cidade deu uma resposta que nenhum marqueteiro planeja: a \u00e1gua. Choveu, acumulou, travou. Onde a rua deveria ser avenida de alegria, virou prova de que o ch\u00e3o n\u00e3o d\u00e1 conta. Drenagem \u00e9 uma palavra pouco fotog\u00eanica, n\u00e3o rende v\u00eddeo emotivo, n\u00e3o dan\u00e7a no trio. Mas, quando falha, \u00e9 ela que dirige o desfile: o povo n\u00e3o vai \u00e0s ruas porque a rua n\u00e3o foi preparada para o povo. A festa, que costuma cobrir rachaduras, acabou revelando uma. Sem querer, o Carnaval fez o que muitos discursos evitam: mostrou o bastidor.<\/p>\n<p data-start=\"1770\" data-end=\"2127\">E \u00e9 a\u00ed que mora a pergunta que incomoda mais do que qualquer bateria: quanto custa o brilho quando o b\u00e1sico vive no improviso? N\u00e3o falo apenas do valor carimbado em planilhas. Falo do custo pol\u00edtico de trocar prioridade por vitrine; do custo moral de vender encena\u00e7\u00e3o como cuidado; do custo social de sempre faltar o invis\u00edvel, enquanto sobra o que d\u00e1 foto.<\/p>\n<p data-start=\"2129\" data-end=\"2514\">Repare no vocabul\u00e1rio do encantamento. Ele n\u00e3o \u00e9 inocente. \u201cLegado\u201d, \u201cinvestimento cultural\u201d, \u201ceconomia girando\u201d, \u201co povo merece alegria\u201d. Palavras bonitas s\u00e3o o perfume preferido da m\u00e1 administra\u00e7\u00e3o. Porque cabem no post, cabem no palanque, cabem no v\u00eddeo com trilha emotiva. E, sobretudo, evitam o detalhe que desmancha a poesia: o crit\u00e9rio, o contrato, a transpar\u00eancia, o resultado.<\/p>\n<p data-start=\"2516\" data-end=\"2843\">O truque \u00e9 antigo e eficiente: pega-se algo que o povo ama, cola-se a marca da gest\u00e3o, e vende-se a imagem de afeto p\u00fablico. Ao mesmo tempo, rebaixa-se qualquer cobran\u00e7a \u00e0 categoria de \u201camargura\u201d. Como se perguntar fosse torcer contra. Como se fiscalizar fosse odiar cultura. Como se exigir prioridade fosse crime de mau humor.<\/p>\n<p data-start=\"2845\" data-end=\"2988\">Mas as cinzas t\u00eam uma virtude cruel: elas n\u00e3o aplaudem. Elas ficam. E, quando ficam, obrigam a cidade a encarar o que o confete tenta esconder.<\/p>\n<p data-start=\"2990\" data-end=\"3297\">A\u00ed entra a met\u00e1fora da F\u00eanix, sem a\u00e7\u00facar e sem cartaz motivacional. A chance de renascimento positivo vindo de quem passou o mandato inteiro ludibriando o povo com brilho e frase pronta \u00e9 pequena, porque o m\u00e9todo depende do contr\u00e1rio do renascer: depende do esquecimento, da distra\u00e7\u00e3o, da repeti\u00e7\u00e3o do show.<\/p>\n<p data-start=\"3299\" data-end=\"3619\">Se alguma coisa boa pode emergir depois desse p\u00e3o e circo, \u00e9 mais prov\u00e1vel que venha de baixo para cima: do povo que acorda no dia seguinte e decide trocar transe por exame. Do cidad\u00e3o que, em vez de pedir mais luz, come\u00e7a a pedir ch\u00e3o. Ch\u00e3o que n\u00e3o alaga. Ch\u00e3o que sustenta. Ch\u00e3o que n\u00e3o vira lago no primeiro temporal.<\/p>\n<p data-start=\"3621\" data-end=\"3907\">Que a Quarta-feira de Cinzas seja, ent\u00e3o, um tipo de auditoria \u00edntima e p\u00fablica. Uma temporada de mem\u00f3ria. Um tempo de perguntas simples, por\u00e9m perigosas para quem vive de encena\u00e7\u00e3o: o que foi prometido virou o qu\u00ea? O que foi anunciado apareceu onde? O que era prioridade virou cen\u00e1rio?<\/p>\n<p data-start=\"3909\" data-end=\"4144\">Porque o poder sempre apostou na mesma coisa: passado o brilho, ningu\u00e9m lembra do pre\u00e7o. Passada a m\u00fasica, ningu\u00e9m cobra o sil\u00eancio. Passada a festa, volta tudo ao normal, e o \u201cnormal\u201d \u00e9 a fila, o buraco, a \u00e1gua acumulada, o improviso.<\/p>\n<p data-start=\"4146\" data-end=\"4435\">A Quarta-feira de Cinzas \u00e9 a chance de quebrar essa aposta. E se a F\u00eanix for poss\u00edvel, ela n\u00e3o nasce de palanque nem de propaganda. Ela nasce quando a cidade entende que alegria n\u00e3o substitui dignidade e que nenhum espet\u00e1culo, por mais bonito, vale mais do que o b\u00e1sico feito com dec\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013 O Carnaval termina como terminam as grandes ilus\u00f5es: sem an\u00fancio, sem trombeta, quase em sil\u00eancio. A rua amanhece com uma esp\u00e9cie de verdade no ch\u00e3o: purpurina misturada ao p\u00f3, um resto de fita, um copo amassado. 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