{"id":2526,"date":"2026-01-22T23:31:29","date_gmt":"2026-01-23T02:31:29","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2526"},"modified":"2026-01-22T23:35:38","modified_gmt":"2026-01-23T02:35:38","slug":"maysa-quarenta-e-sete-invernos-depois-o-canto-ainda-arde-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2526","title":{"rendered":"Maysa: Quarenta e sete invernos depois, o canto ainda arde. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<h3 data-start=\"171\" data-end=\"208\"><strong data-start=\"175\" data-end=\"206\">MAYSA: A VOZ QUE N\u00c3O MORRE<\/strong><\/h3>\n<p data-start=\"318\" data-end=\"706\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013<\/strong>\u00a0Hoje \u00e9 22 de janeiro.<br data-start=\"339\" data-end=\"342\" \/>E nesta data cravada a ferro e fogo no calend\u00e1rio da emo\u00e7\u00e3o brasileira, completam-se 47 invernos desde que Maysa nos deixou. Ou melhor: desde que sua presen\u00e7a f\u00edsica se dissolveu no tempo. Porque sua voz, essa n\u00e3o se cala. Nunca se calou. Ela continua habitando o pa\u00eds como um fantasma luminoso, uma chama que se recusa a apagar, mesmo sob o sopro g\u00e9lido dos anos.<\/p>\n<p data-start=\"708\" data-end=\"1020\">Maysa n\u00e3o foi apenas uma cantora. Ela foi um abalo s\u00edsmico na sensibilidade nacional. Uma mulher que incendiou o palco com a pr\u00f3pria alma. Que cantava como quem implora socorro, como quem atravessa a madrugada com os olhos cheios de mar. Sua voz n\u00e3o era apenas som \u2014 era confiss\u00e3o, era febre, era ferida exposta.<\/p>\n<p data-start=\"1022\" data-end=\"1389\">Nascida Maysa Figueira Monjardim, em 1936, no conforto burgu\u00eas da elite carioca, parecia fadada ao destino das porcelanas intoc\u00e1veis. Mas ela preferiu quebrar. Rompeu as molduras, fugiu dos contornos, fez da vida um risco permanente. Onde esperavam delicadeza, ela ofereceu intensidade. Onde queriam sil\u00eancio, ela entregou grito. Maysa n\u00e3o se encaixava. Transbordava.<\/p>\n<p data-start=\"1391\" data-end=\"1710\">Gravou seu primeiro disco ainda nos anos 1950 e, rapidamente, virou um vendaval. Reinventou o samba-can\u00e7\u00e3o, deslizou pelo bolero com os p\u00e9s descal\u00e7os da emo\u00e7\u00e3o, antecipou a melancolia sofisticada da bossa nova. Mas onde cantava, deixava algo al\u00e9m da melodia: deixava um rastro de verdade bruta, um vest\u00edgio de dor bela.<\/p>\n<p data-start=\"1712\" data-end=\"2092\">Sua voz era um mar em ressaca. Grave, densa, com sal e com sombra. N\u00e3o era uma voz decorativa. Era uma voz que cortava, que estremecia, que desafiava. Maysa n\u00e3o se importava em soar bonita. Queria soar real. Mesmo que isso lhe custasse o sossego, a reputa\u00e7\u00e3o, a acolhida da cr\u00edtica. Ela preferia a franqueza \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o. Era artista demais para caber nas vitrines da conveni\u00eancia.<\/p>\n<p data-start=\"2094\" data-end=\"2354\">Pagou caro. Foi chamada de rebelde, inst\u00e1vel, tr\u00e1gica. Sofreu os a\u00e7oites da imprensa e o isolamento dos sal\u00f5es. Mas nunca recuou. Viveu na contram\u00e3o do roteiro que lhe escreveram. Fez de sua vida uma partitura dissonante, onde cada nota era escrita com sangue.<\/p>\n<p data-start=\"2356\" data-end=\"2625\">Maysa viveu como uma chama exposta ao vento. E, por isso, queimava mais intensamente. Seus amores eram inc\u00eandios. Seus sil\u00eancios, tempestades. Cada can\u00e7\u00e3o era um bilhete jogado ao mar. E n\u00f3s, ouvintes, seguimos recolhendo essas garrafas com as m\u00e3os tr\u00eamulas da mem\u00f3ria.<\/p>\n<p data-start=\"2627\" data-end=\"2931\">Em 22 de janeiro de 1977, seu corpo foi tragado por um acidente na Ponte Rio\u2013Niter\u00f3i. Tinha apenas 40 anos, mas j\u00e1 havia vivido mil. A not\u00edcia atravessou o Brasil como um trov\u00e3o. Mas o sil\u00eancio que se seguiu durou pouco. Porque a mat\u00e9ria se desfez, mas a voz iniciou sua travessia para o reino dos mitos.<\/p>\n<p data-start=\"2933\" data-end=\"3179\">Quarenta e sete anos depois, Maysa continua. N\u00e3o como lembran\u00e7a, mas como presen\u00e7a. Seu canto atravessa gera\u00e7\u00f5es, resiste \u00e0 eros\u00e3o do tempo, reaparece na sensibilidade de novos artistas, nas l\u00e1grimas que ainda escorrem ao som de \u201cMeu Mundo Caiu\u201d.<\/p>\n<p data-start=\"3181\" data-end=\"3440\">Lembrar Maysa n\u00e3o \u00e9 apenas reviver uma \u00e9poca. \u00c9 acender uma vela num mundo que insiste em se apagar. \u00c9 recordar que a arte verdadeira n\u00e3o morre. Que h\u00e1 mulheres que, mesmo feridas, se erguem em forma de canto. Que h\u00e1 vozes que n\u00e3o apenas embalam, mas revelam.<\/p>\n<p data-start=\"3442\" data-end=\"3668\">Ela nos ensinou que cantar \u00e9 se despir diante da plateia e deixar que vejam as cicatrizes. Que interpretar \u00e9 ferir-se um pouco a cada nota. Que a beleza, muitas vezes, habita na imperfei\u00e7\u00e3o sincera, e n\u00e3o na t\u00e9cnica imaculada.<\/p>\n<p data-start=\"3670\" data-end=\"3781\">Por tudo isso, hoje, n\u00e3o escrevemos um epit\u00e1fio, mas um louvor.<br data-start=\"3733\" data-end=\"3736\" \/>N\u00e3o celebramos a aus\u00eancia, mas a perman\u00eancia.<\/p>\n<p data-start=\"3783\" data-end=\"3942\">Maysa n\u00e3o morreu. Ela apenas se espalhou.<br data-start=\"3828\" data-end=\"3831\" \/>Virou mem\u00f3ria. M\u00fasica. Mito.<br data-start=\"3859\" data-end=\"3862\" \/>E, como todo mito, continua viva onde importa: no cora\u00e7\u00e3o dos que sentem demais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MAYSA: A VOZ QUE N\u00c3O MORRE Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. 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