{"id":2524,"date":"2026-01-20T22:18:18","date_gmt":"2026-01-21T01:18:18","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2524"},"modified":"2026-02-04T21:21:59","modified_gmt":"2026-02-05T00:21:59","slug":"saudade-a-febre-que-nao-cede-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2524","title":{"rendered":"Saudade, a febre que n\u00e3o cede.Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013 <\/strong>Algumas aus\u00eancias n\u00e3o fazem barulho, n\u00e3o derrubam portas, n\u00e3o acendem sirenes. Ainda assim, atravessam a casa como um vento que ningu\u00e9m v\u00ea, mas que move, com delicadeza cruel, as cortinas daquilo que se acreditava estar arrumado. N\u00e3o \u00e9 a falta gritante de quem partiu ontem, com as malas ainda quentes de pressa. \u00c9 outra esp\u00e9cie de desaparecimento: mais antigo, mais lento, uma retirada que j\u00e1 se instalou no cotidiano como uma lei invis\u00edvel. Mesmo assim, continua doendo. Porque quando o cora\u00e7\u00e3o aprende um corpo, uma voz, um modo de olhar o mundo, n\u00e3o desaprende com facilidade. Apenas se adapta, como quem passa a andar com um peso no bolso e um sorriso ensaiado no rosto.<\/p>\n<p>Certas mem\u00f3rias preferem o abrigo do indiz\u00edvel. Como resid\u00eancia, caminham no mist\u00e9rio. Nomear seria dissolver a bruma que as protege. H\u00e1 amores que n\u00e3o cabem em palavras porque nasceram para ser respirados em sil\u00eancio. Quando a lembran\u00e7a \u00e9 funda, o que a sustenta n\u00e3o \u00e9 a fala, mas a perman\u00eancia.<\/p>\n<p>A saudade, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 um inc\u00eandio. E talvez por isso seja mais perigosa. O fogo ao menos consome e termina. Vira cinza, deixa escombros, d\u00e1 lugar a uma paz provis\u00f3ria. J\u00e1 essa febre \u00e9 constante. Uma temperatura que n\u00e3o explode, mas tamb\u00e9m n\u00e3o cede. Uma chama morna, que simula cura, mas s\u00f3 ensina a conviver.<\/p>\n<p>Em certas manh\u00e3s, tudo parece ordenado. A luz entra, os p\u00e1ssaros repetem seu of\u00edcio, a rua oferece sua pressa. O corpo se levanta, cumpre o ritual do caf\u00e9, da \u00e1gua, do espelho. Mas basta um detalhe, um som de talheres, um perfume breve, um gesto visto de relance, e a febre reaparece na pele como um aviso sem voz. N\u00e3o \u00e9 dor que sangra. \u00c9 presen\u00e7a na aus\u00eancia. Um conv\u00edvio com aquilo que permanece sem estar.<\/p>\n<p>A saudade tem uma intelig\u00eancia sutil. Sabe a hora exata em que a casa silencia, em que os ru\u00eddos se dissolvem, em que ningu\u00e9m chama. Entra sem pedir, com passos limpos. Senta-se ao lado do livro aberto e transforma a frase em lembran\u00e7a, a lembran\u00e7a em rosto, o rosto em voz. Tudo silencioso, tudo intacto, como se o tempo fosse uma sala onde nada desaparece, apenas muda de lugar.<\/p>\n<p>Muito se aconselha: preencher a aus\u00eancia com viagens, com paisagens novas, com outras presen\u00e7as. Como se o cora\u00e7\u00e3o fosse um espa\u00e7o que se reorganiza trocando os m\u00f3veis. Mas o que fica n\u00e3o \u00e9 espa\u00e7o, \u00e9 marca. E marca n\u00e3o se move. Aprende-se, quando muito, a conviver com ela. Como quem perde um idioma que falava sem saber e passa os dias traduzindo o mundo com vocabul\u00e1rios emprestados.<\/p>\n<p>Existe uma fidelidade que n\u00e3o depende de promessa. Que nasce do que foi inteiro. Um amor verdadeiro n\u00e3o precisa continuar para permanecer. Ele se transforma em estrutura. Torna-se parte invis\u00edvel da ossatura da vida. Dentro de cada gesto, h\u00e1 um espa\u00e7o que n\u00e3o se fecha, n\u00e3o se amplia. Apenas existe. \u00c9 ali que mora a febre.<\/p>\n<p>Talvez os grandes amores n\u00e3o terminem. Apenas mudem de estado. Como a \u00e1gua, que deixa de ser l\u00edquida e se espalha como vapor. Invis\u00edvel, mas presente. O que partiu, seja por destino, sil\u00eancio ou desencontro, n\u00e3o se tornou menos real por ter ido. Tornou-se mais et\u00e9reo. Mais delicado. Mais profundo. Queima sem chama, aquece sem fogo. E isso \u00e9 a febre. A doen\u00e7a branda que n\u00e3o mata, mas tamb\u00e9m n\u00e3o cura.<\/p>\n<p>N\u00e3o se espera retorno. Esperar seria negociar com o que j\u00e1 foi decidido. Resta apenas a consci\u00eancia: aquilo existiu. E segue existindo, mesmo quando n\u00e3o se fala. H\u00e1 dias em que a saudade \u00e9 um len\u00e7o dobrado no bolso. Quase n\u00e3o pesa, mas acompanha. E h\u00e1 noites em que se torna um cobertor \u00famido, e o espa\u00e7o da cama parece maior do que deveria. Ainda assim, h\u00e1 beleza nessa febre. Porque ela prova que houve amor o suficiente para deixar marca.<\/p>\n<p>Certos amores pertencem \u00e0 linguagem do indiz\u00edvel. Vivem num ponto onde a palavra recua, onde o sil\u00eancio se ajoelha. Quando a linguagem tenta alcan\u00e7ar, se dilui. Melhor deixar que permane\u00e7am onde sempre estiveram: intocados, mas presentes. Como brisa que passa e muda tudo sem ser vista.<\/p>\n<p>Talvez por isso a saudade de um grande amor nunca ceda. Porque n\u00e3o foi feita para passar. Foi feita para iluminar por dentro, como uma l\u00e2mpada escondida atr\u00e1s da parede, acesa no cora\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. 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