{"id":2479,"date":"2026-01-14T20:36:11","date_gmt":"2026-01-14T23:36:11","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2479"},"modified":"2026-01-14T20:36:11","modified_gmt":"2026-01-14T23:36:11","slug":"tudo-em-mim-era-sonho-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2479","title":{"rendered":"Tudo em mim era sonho. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"226\" data-end=\"648\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 <\/strong>Carpina era mais do que uma cidade, era um sopro de eternidade, um lugar onde o tempo caminhava descal\u00e7o pelas ruas de barro, onde a inf\u00e2ncia se estendia como um len\u00e7ol limpo sobre os varais da mem\u00f3ria. Ali, os suspiros das tardes no bairro de S\u00e3o Jos\u00e9, sobretudo na rua Bernardo Vieira de Melo, tudo era descoberto atrav\u00e9s dos olhos do sonho, como se o mundo tivesse sido inventado naquela geografia de ternura e espanto.<\/p>\n<p data-start=\"650\" data-end=\"1278\">As manh\u00e3s vinham com cheiro de p\u00e3o fresco e terra molhada, enquanto os sinos da matriz tocavam com uma solenidade quase divina. O mercado fervilhava com vozes de feirantes e o bal\u00e9 dos cheiros, frutas maduras, caf\u00e9 torrado, o suor honesto da vida simples. As casas tinham portas sempre abertas, e os vizinhos, nomes e hist\u00f3rias que se misturavam \u00e0s nossas como folhas que o vento teima em reunir no mesmo canto do quintal. Dona Tat\u00e1 com seus vestidos floridos e voz de reza antiga. Manoel, um retirante e sua vitrola que chorava boleros. E o riso das crian\u00e7as, solto, infinito, correndo atr\u00e1s de bolas murchas e sonhos inflados.<\/p>\n<p data-start=\"1280\" data-end=\"1771\">Mas era no cinema do bairro de S\u00e3o Jos\u00e9, quase vizinho \u00e0 casa onde descobri o mundo, que a vida ganhava outra dimens\u00e3o, como se um universo paralelo se abrisse toda vez que as cortinas pesadas se afastavam, revelando a luz tremeluzente do projetor. Ali, o tempo era suspenso. A espera por cada nova sess\u00e3o era como esperar por uma revela\u00e7\u00e3o. Sent\u00e1vamo-nos em sil\u00eancio, quase em ora\u00e7\u00e3o, os olhos fixos na tela, o cora\u00e7\u00e3o dan\u00e7ando ao compasso de hist\u00f3rias que nos faziam maiores do que \u00e9ramos.<\/p>\n<p data-start=\"1773\" data-end=\"2464\">Havia amores plat\u00f4nicos, sim, nascidos do balan\u00e7ar t\u00edmido das mo\u00e7as a caminho da padaria, ou do perfume que vinha da fileira da frente no cinema. E havia a biblioteca, pequena e silenciosa, onde os livros sussurravam mist\u00e9rios e os dedos corriam pelas p\u00e1ginas como quem procura segredos antigos em cartas esquecidas. Era Dona Lourdes, coordenadora paciente e serena, quem nos orientava entre as estantes, com sua voz mansa e olhos atentos, conduzindo nossas escolhas com a firmeza doce de quem sabe a import\u00e2ncia de uma leitura bem feita. Foi ali que li Verne e Dumas como se fossem meus tios aventureiros, e onde aprendi, entre p\u00e1ginas e sil\u00eancios, que h\u00e1 sentimentos que n\u00e3o cabem na fala.<\/p>\n<p data-start=\"2466\" data-end=\"2853\">Mas Carpina, feita de luz branda e tarde morna, n\u00e3o ensinava o que as universidades exigiam. E um dia, com a mala pequena e o peito abarrotado de sil\u00eancios, deixei a cidade. O trem partiu como um punhal lento, cortando a paisagem que eu nunca soube dizer adeus. Na janela, o rosto colado ao vidro, vi desaparecer o \u00faltimo poste da rua de casa como quem v\u00ea apagar a inf\u00e2ncia com um sopro.<\/p>\n<p data-start=\"2855\" data-end=\"3286\">E foi na penumbra do cinema que descobri que o cora\u00e7\u00e3o chora. Lembro como se fosse hoje do dia em que assisti a Dio, come ti amo. A melodia caiu sobre mim como uma chuva mansa e devastadora, revelando que a saudade tamb\u00e9m pode ter voz. Depois veio Love Story, e ali n\u00e3o houve como resistir. O peito se abriu como janela em tarde de ver\u00e3o, e de dentro dele saiu um choro t\u00e3o antigo que parecia j\u00e1 estar ali antes mesmo de eu nascer.<\/p>\n<p data-start=\"3288\" data-end=\"3588\">Hoje, ao fechar os olhos, \u00e9 Carpina que retorna. Com seus cheiros, seus sorrisos e suas tardes de descoberta. Com sua dor bonita, sua beleza terrosa, seu tempo que n\u00e3o passa. Porque h\u00e1 lugares que n\u00e3o se deixam ir, e h\u00e1 inf\u00e2ncias que continuam morando dentro da gente como um filme que nunca termina.<\/p>\n<p data-start=\"3590\" data-end=\"3634\">Tudo em mim era sonho, e talvez, ainda seja.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 Carpina era mais do que uma cidade, era um sopro de eternidade, um lugar onde o tempo caminhava descal\u00e7o pelas ruas de barro, onde a inf\u00e2ncia se estendia como um len\u00e7ol limpo sobre os varais da mem\u00f3ria. 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