{"id":2443,"date":"2026-01-05T22:50:09","date_gmt":"2026-01-06T01:50:09","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2443"},"modified":"2026-01-05T22:50:09","modified_gmt":"2026-01-06T01:50:09","slug":"gazeta-pernambucana-o-olhar-exilado-da-primavera-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2443","title":{"rendered":"GAZETA PERNAMBUCANA &#8211; O olhar exilado da primavera. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"30\" data-end=\"475\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0<\/strong>Houve um tempo em que o ano tinha quatro portas e, ao abri-las, o mundo se completava. A realidade parecia precisar desse ritual para n\u00e3o enlouquecer. Mas agora uma dessas portas foi fechada por dentro, sem chave do lado de fora. E o calend\u00e1rio, obediente e mudo, passou a funcionar com tr\u00eas esta\u00e7\u00f5es. N\u00e3o por capricho do clima, mas por uma esp\u00e9cie de amputa\u00e7\u00e3o secreta, como se a pr\u00f3pria natureza tivesse desaprendido a delicadeza de recome\u00e7ar.<\/p>\n<p data-start=\"477\" data-end=\"636\">N\u00e3o \u00e9 que a primavera tenha sido adiada. Ela foi retirada. E retiradas assim n\u00e3o deixam ru\u00ednas vis\u00edveis. Deixam um vazio que altera tudo o que ainda permanece.<\/p>\n<p data-start=\"638\" data-end=\"1026\">As coisas continuam no lugar. As \u00e1rvores continuam erguidas, os canteiros continuam desenhados, o vento continua passando. Mas aquilo que fazia o verde ser promessa, e n\u00e3o apenas pigmento, j\u00e1 n\u00e3o visita mais o mundo. A primavera, que era quase um ser, desses seres sem nome e sem documento, reconhec\u00edvel pelo modo como a luz amolece a tarde e como o ar aprende a sorrir sem rosto, partiu.<\/p>\n<p data-start=\"1028\" data-end=\"1108\">E na partida ficou um sil\u00eancio que n\u00e3o \u00e9 aus\u00eancia de som. \u00c9 aus\u00eancia de sentido.<\/p>\n<p data-start=\"1110\" data-end=\"1399\">Existem acontecimentos invis\u00edveis que modificam a paisagem sem tocar na paisagem. Como se algu\u00e9m colocasse um v\u00e9u fin\u00edssimo sobre a vis\u00e3o das coisas. Esse v\u00e9u n\u00e3o escurece de uma vez. Ele vai ensinando a sombra a ocupar espa\u00e7os cada vez maiores, com paci\u00eancia, com uma crueldade tranquila.<\/p>\n<p data-start=\"1401\" data-end=\"1886\">Ent\u00e3o as flores, que sempre foram uma esp\u00e9cie de excesso do mundo, um luxo que a mat\u00e9ria se permite para confessar que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 mat\u00e9ria, come\u00e7am a se afastar. Primeiro pelo detalhe, pelo contorno, pela nervura, pela delicadeza que n\u00e3o grita. At\u00e9 que um dia se percebe: o jardim ainda existe, mas est\u00e1 longe. Como se estivesse do outro lado de um vidro sem transpar\u00eancia. E as cores, antes t\u00e3o pr\u00f3ximas que quase sujavam os dedos, passam a ser lembran\u00e7as de cor, ideias de cor, rumores.<\/p>\n<p data-start=\"1888\" data-end=\"2267\">O problema n\u00e3o \u00e9 a flor morrer. A flor sempre morre, e nisso h\u00e1 uma sabedoria antiga: a beleza sabe ser breve sem se ofender. O problema \u00e9 a flor continuar viva e, mesmo assim, tornar-se inacess\u00edvel. Como uma carta escrita em tinta clara. Como um rosto amado visto atrav\u00e9s de \u00e1gua turva. Como se a pr\u00f3pria vida decidisse preservar as coisas e, ao mesmo tempo, impedir o encontro.<\/p>\n<p data-start=\"2269\" data-end=\"2529\">O jardim, nessa condi\u00e7\u00e3o, vira um territ\u00f3rio de saudade sem objeto. Porque a saudade costuma ter um corpo para se agarrar. Aqui ela se agarra no ar. Aprende a desejar aquilo que ainda est\u00e1 presente. E esse \u00e9 um tipo de dor que n\u00e3o encontra lugar para repousar.<\/p>\n<p data-start=\"2531\" data-end=\"2762\">Quando a primavera vai embora, n\u00e3o leva apenas as flores. Leva o modo de olhar para elas. Leva a capacidade de ser surpreendido pelo pequeno, pelo in\u00fatil, pelo belo que n\u00e3o serve para nada al\u00e9m de salvar o dia de ser apenas um dia.<\/p>\n<p data-start=\"2764\" data-end=\"3042\">A primavera \u00e9 uma professora silenciosa. Ela ensina que o mundo pode ser renova\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o somente repeti\u00e7\u00e3o. Quando ela \u00e9 arrancada do ano, o tempo perde a sua curva de do\u00e7ura. Fica mais reto, mais funcional, mais duro. Tr\u00eas esta\u00e7\u00f5es bastam para o rel\u00f3gio. Para o esp\u00edrito, n\u00e3o.<\/p>\n<p data-start=\"3044\" data-end=\"3314\">Sem a primavera, o outono deixa de ser transi\u00e7\u00e3o e vira aviso. O inverno estica sua sombra com a autoridade de quem sabe que n\u00e3o ser\u00e1 desmentido. E o ver\u00e3o, por mais luminoso que seja, come\u00e7a a parecer um brilho sem ternura, uma claridade que n\u00e3o acaricia, apenas exp\u00f5e.<\/p>\n<p data-start=\"3316\" data-end=\"3516\">A aus\u00eancia da primavera muda at\u00e9 o modo como a luz cai sobre os objetos. Porque a luz, sem ela, perde a voca\u00e7\u00e3o de revelar e se contenta em iluminar. E iluminar \u00e9 pouco quando se sabe o que \u00e9 revelar.<\/p>\n<p data-start=\"3518\" data-end=\"3850\">N\u00e3o se fala disso em voz alta. H\u00e1 perdas que n\u00e3o aceitam nome. H\u00e1 perdas que ficam mais profundas quando s\u00e3o explicadas, como se a explica\u00e7\u00e3o fosse um segundo abandono. Ent\u00e3o a perda se disfar\u00e7a em met\u00e1fora. Protege-se dentro de imagens, como um animal ferido que se esconde na mata para n\u00e3o oferecer seu sangue ao olhar de ningu\u00e9m.<\/p>\n<p data-start=\"3852\" data-end=\"4177\">Diz-se que o mundo est\u00e1 estranho. Que o jardim parece distante. Que as flores s\u00e3o menos flores. Que a esta\u00e7\u00e3o n\u00e3o veio. E tudo isso \u00e9 verdade, porque o olhar tamb\u00e9m \u00e9 uma esta\u00e7\u00e3o. E quando o olhar come\u00e7a a se despedir, mesmo sem partir de uma vez, a primavera percebe e se recolhe, como se n\u00e3o quisesse ser vista pela metade.<\/p>\n<p data-start=\"4179\" data-end=\"4447\">A tristeza aqui n\u00e3o \u00e9 dram\u00e1tica. \u00c9 lenta. Cotidiana. Feita de pequenos desencontros. Tentar tocar uma p\u00e9tala e sentir apenas a ideia de maciez. Respirar um perfume e receber apenas o rumor de um perfume. Saber que o jardim ainda floresce, mas floresce em outra margem.<\/p>\n<p data-start=\"4449\" data-end=\"4636\">As flores do jardim n\u00e3o precisam morrer para que o jardim se torne deserto. Basta que a primavera n\u00e3o seja mais alcan\u00e7\u00e1vel. Basta que a vis\u00e3o do belo se transforme numa lembran\u00e7a do belo.<\/p>\n<p data-start=\"4638\" data-end=\"4947\">E ent\u00e3o, sem alarde, instala-se o inverno da saudade. N\u00e3o o inverno que cai do c\u00e9u em forma de frio, mas o inverno que nasce quando a beleza n\u00e3o encontra mais olhos para acontecer. O jardim continua l\u00e1, intacto. Mas o caminho at\u00e9 ele, esse caminho invis\u00edvel, parece ter sido retirado com uma delicadeza cruel.<\/p>\n<p data-start=\"4949\" data-end=\"5522\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">E talvez seja essa a li\u00e7\u00e3o mais dura, e mais \u00fatil, deste tempo: a primavera n\u00e3o \u00e9 apenas uma esta\u00e7\u00e3o do ano, \u00e9 uma forma de presen\u00e7a. Quando ela falta, o mundo segue funcionando, sim, mas funcionando com menos alma. Por isso, a tarefa de quem atravessa o escurecimento das coisas n\u00e3o \u00e9 apenas esperar que as flores voltem, nem exigir do calend\u00e1rio um recome\u00e7o autom\u00e1tico; \u00e9 reaprender, com humildade e coragem, o of\u00edcio de revelar. Porque, no fim, n\u00e3o \u00e9 o jardim que pede salva\u00e7\u00e3o, \u00e9 o olhar. E todo olhar que insiste, mesmo entre v\u00e9us, ainda est\u00e1 tateando a sua primavera.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0Houve um tempo em que o ano tinha quatro portas e, ao abri-las, o mundo se completava. A realidade parecia precisar desse ritual para n\u00e3o enlouquecer. 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