{"id":2399,"date":"2026-01-01T21:54:16","date_gmt":"2026-01-02T00:54:16","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2399"},"modified":"2026-01-01T21:55:25","modified_gmt":"2026-01-02T00:55:25","slug":"sem-barulho-de-fogos-basta-a-beleza-do-brilho-nas-alturas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2399","title":{"rendered":"Sem barulho de fogos: basta a beleza do brilho nas alturas. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"0\" data-end=\"306\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 <\/strong>O estampido que alguns chamam de tradi\u00e7\u00e3o cobra caro de quem n\u00e3o tem como se defender. Animais, pessoas em tratamento, idosos e cidad\u00e3os com hipersensibilidade sensorial<\/p>\n<p data-start=\"308\" data-end=\"735\">H\u00e1 um detalhe que deveria encerrar a discuss\u00e3o antes mesmo de ela come\u00e7ar: d\u00e1 para celebrar sem ferir. A cidade n\u00e3o precisa escolher entre alegria e responsabilidade, entre beleza e empatia. A tecnologia j\u00e1 entregou alternativas que preservam o espet\u00e1culo e eliminam o estrago. Mesmo assim, a cada ciclo festivo, o estampido reaparece como se fosse inevit\u00e1vel, como se a p\u00f3lvora tivesse mais direito \u00e0 rua do que a paz p\u00fablica.<\/p>\n<p data-start=\"737\" data-end=\"1215\">O debate costuma ser empurrado para um canto caricato, como se fosse disputa entre gente \u201csens\u00edvel\u201d e gente \u201craiz\u201d. Mas n\u00e3o \u00e9. Fogos com estampido n\u00e3o s\u00e3o uma inocente prefer\u00eancia cultural. S\u00e3o uma forma de agress\u00e3o coletiva de baixa responsabilidade, porque o prazer \u00e9 individual e os danos s\u00e3o distribu\u00eddos sobre quem n\u00e3o escolheu participar. Numa sociedade minimamente madura, isso se chama externalidade: o conforto de alguns depende do inc\u00f4modo e do risco imposto a muitos.<\/p>\n<p data-start=\"737\" data-end=\"1215\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2400 aligncenter\" src=\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/download-59.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"216\" \/><\/p>\n<p data-start=\"1217\" data-end=\"1760\">Os animais s\u00e3o a face mais vis\u00edvel desse custo. N\u00e3o se trata apenas de v\u00eddeos com c\u00e3es tremendo ou de gatos se escondendo. H\u00e1 evid\u00eancia fisiol\u00f3gica de estresse associado a fogos, inclusive com medi\u00e7\u00f5es de cortisol em c\u00e3es durante a noite de Ano Novo, quando o barulho atinge o auge. Em pesquisas recentes, esse aumento hormonal acompanha mudan\u00e7as comportamentais t\u00edpicas de medo, refor\u00e7ando que o p\u00e2nico n\u00e3o \u00e9 \u201cmanha\u201d, \u00e9 resposta org\u00e2nica a um est\u00edmulo que o animal n\u00e3o consegue compreender nem antecipar.<\/p>\n<p data-start=\"1762\" data-end=\"2325\">E h\u00e1 um lado ainda mais duro, pouco lembrado: o estouro n\u00e3o se limita aos nossos quintais. Ele atravessa parques, \u00e1reas de mata, margens de rios, telhados e rotas de aves. A literatura ambiental registra que fogos alteram padr\u00f5es de comportamento e deslocamento de animais, principalmente aves, que podem levantar voo de forma abrupta, se desorientar e sofrer com gasto energ\u00e9tico e colis\u00f5es. \u00c9 o tipo de impacto que n\u00e3o deixa sempre um cad\u00e1ver na cal\u00e7ada, mas deixa um rastro de estresse e fuga na fauna urbana e periurbana.<\/p>\n<p data-start=\"2327\" data-end=\"2910\">No campo humano, o discurso da \u201cfrescura\u201d cai por terra quando a cidade lembra que nem todo mundo processa ru\u00eddo do mesmo jeito. O estampido \u00e9 imprevis\u00edvel, impulsivo e intenso, justamente o tipo de est\u00edmulo que desorganiza quem tem hipersensibilidade sensorial, incluindo pessoas com transtorno do espectro autista, al\u00e9m de afetar beb\u00eas, idosos e pacientes em recupera\u00e7\u00e3o. Por isso institui\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es de refer\u00eancia em autismo insistem em medidas de ambiente sensorialmente amig\u00e1vel em noites de fogos. N\u00e3o \u00e9 capricho, \u00e9 cuidado b\u00e1sico.<\/p>\n<p data-start=\"2912\" data-end=\"3459\">H\u00e1, ainda, um ponto objetivo e frequentemente ignorado: limites de seguran\u00e7a auditiva. Diretrizes internacionais sobre ru\u00eddo comunit\u00e1rio apontam que, para evitar perda auditiva por exposi\u00e7\u00e3o a ru\u00eddo impulsivo, picos n\u00e3o deveriam ultrapassar 140 dB para adultos, com ressalvas ainda mais rigorosas para crian\u00e7as. Quando o assunto \u00e9 explos\u00e3o, o risco cresce com proximidade, repeti\u00e7\u00e3o e falta de controle do ambiente. A cidade inteira vira um corredor de impacto, sem mediador, sem dos\u00edmetro, sem consentimento.<\/p>\n<p data-start=\"3461\" data-end=\"3966\">A consequ\u00eancia mais brutal dessa \u201cfesta\u201d est\u00e1 nos prontos-socorros. O Brasil tem n\u00fameros oficiais que desmontam qualquer romantiza\u00e7\u00e3o. Em reportagem baseada em dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a Ag\u00eancia Brasil informou que, entre 2019 e 2022, o SUS registrou 1.548 interna\u00e7\u00f5es por ferimentos causados por fogos de artif\u00edcio, o que d\u00e1 uma m\u00e9dia de um caso por dia. \u00c9 uma estat\u00edstica que fala por si: o estampido n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 inc\u00f4modo, ele vira queimadura, trauma e mutila\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-start=\"3968\" data-end=\"4588\">E, como se n\u00e3o bastasse, ainda existe a dimens\u00e3o ambiental e sanit\u00e1ria que quase nunca entra na conversa de esquina: polui\u00e7\u00e3o do ar. Estudos cient\u00edficos em diferentes contextos mostram picos de part\u00edculas finas, como PM2,5, durante eventos de fogos, com mudan\u00e7a na composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica do material particulado por conta de metais e sais liberados na combust\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 um debate abstrato para \u201cambientalista de gabinete\u201d. Para quem tem asma, bronquite, DPOC ou cardiopatias, esses picos podem piorar sintomas e agravar crises. A beleza do c\u00e9u, para muita gente, vira ar pesado no peito.<\/p>\n<p data-start=\"4590\" data-end=\"5201\">Em Pernambuco, esse tema j\u00e1 deixou de ser apenas uma disputa moral, porque existe base legal estadual. A Lei Estadual n\u00ba 15.736, de 21 de mar\u00e7o de 2016, e sua altera\u00e7\u00e3o pela Lei n\u00ba 17.195, de 8 de abril de 2021, avan\u00e7am na restri\u00e7\u00e3o \u00e0 queima e soltura de fogos e artefatos pirot\u00e9cnicos de efeito sonoro ruidoso com estampidos, incluindo a veda\u00e7\u00e3o de fogos enquadrados nas classes C e D, conforme a classifica\u00e7\u00e3o federal citada na pr\u00f3pria atualiza\u00e7\u00e3o legislativa. A mensagem \u00e9 clara: o Estado reconhece que o estampido tem custo social alto demais para seguir como \u201cnormal\u201d.<\/p>\n<p data-start=\"5203\" data-end=\"5704\">No Recife, o passo municipal foi igualmente simb\u00f3lico e pedag\u00f3gico. Em 4 de novembro de 2021, a Prefeitura editou decreto proibindo fogos com estampido em eventos promovidos pelo Poder Executivo Municipal, justamente por considerar o impacto sobre pessoas com TEA e sobre animais. A capital, ao menos no \u00e2mbito do que organiza, assumiu que a festa n\u00e3o pode depender de viol\u00eancia sonora. \u00c9 um gesto de civiliza\u00e7\u00e3o, porque coloca a cidade real acima do ego ruidoso.<\/p>\n<p data-start=\"5706\" data-end=\"6268\">O Minist\u00e9rio P\u00fablico de Pernambuco tamb\u00e9m tem atuado na linha de refor\u00e7ar restri\u00e7\u00f5es e orientar munic\u00edpios sobre polui\u00e7\u00e3o sonora e uso de fogos com estampido, com recomenda\u00e7\u00f5es expl\u00edcitas para que o poder p\u00fablico se abstenha de permitir esse tipo de artefato em eventos e promova campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre os danos a idosos, crian\u00e7as, pessoas com TEA e animais. Isso n\u00e3o nasce do nada: nasce do ac\u00famulo de ocorr\u00eancias, queixas e impactos repetidos, ano ap\u00f3s ano, sempre com o mesmo roteiro e os mesmos prejudicados.<\/p>\n<p data-start=\"6270\" data-end=\"6761\">Quando alguns chamam a cr\u00edtica de \u201cexagero\u201d, basta olhar para o mundo. Onde a gest\u00e3o p\u00fablica leva a s\u00e9rio seguran\u00e7a, sa\u00fade e bem-estar, cresce a press\u00e3o por restri\u00e7\u00f5es a fogos privados e por alternativas menos poluentes e menos violentas. H\u00e1 debate aberto em grandes cidades internacionais, justamente porque o custo em feridos, ataques a equipes de emerg\u00eancia, inc\u00eandios e caos urbano deixa de ser \u201ctradi\u00e7\u00e3o\u201d e passa a ser um problema de ordem p\u00fablica.<\/p>\n<p data-start=\"6763\" data-end=\"7213\">Nada disso significa acabar com o encantamento. Significa resgatar o sentido da celebra\u00e7\u00e3o. Fogos de vista e tecnologias de luz podem preservar o espet\u00e1culo sem impor p\u00e2nico. Drones, proje\u00e7\u00f5es, lasers, shows de luz sincronizados e at\u00e9 pirotecnia de baixo ru\u00eddo j\u00e1 viraram solu\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios lugares. Se a cultura muda quando a consci\u00eancia muda, a cidade precisa admitir o \u00f3bvio: insistir no estampido n\u00e3o \u00e9 amor \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o, \u00e9 resist\u00eancia ao progresso.<\/p>\n<p data-start=\"7215\" data-end=\"7627\">Chamar essa pr\u00e1tica de \u201catraso\u201d n\u00e3o \u00e9 insulto gratuito, \u00e9 diagn\u00f3stico. O estampido se sustenta na l\u00f3gica mais antiga e mais pobre da conviv\u00eancia: eu fa\u00e7o, eu gosto, eu posso, o resto que aguente. S\u00f3 que a vida em comunidade \u00e9 justamente o oposto. Civiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 quando a alegria n\u00e3o exige v\u00edtimas, quando o espa\u00e7o p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 sequestrado por quem grita mais alto, quando a festa n\u00e3o precisa humilhar o sil\u00eancio.<\/p>\n<p data-start=\"7629\" data-end=\"7877\">A virada, o S\u00e3o Jo\u00e3o, a comemora\u00e7\u00e3o que for, podem continuar sendo lindas. Basta que a beleza do brilho nas alturas n\u00e3o venha acompanhada do barulho que machuca aqui embaixo. E, quando a cidade aprende isso, ela n\u00e3o perde a festa. Ela ganha futuro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 O estampido que alguns chamam de tradi\u00e7\u00e3o cobra caro de quem n\u00e3o tem como se defender. 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