{"id":2390,"date":"2025-12-28T23:17:59","date_gmt":"2025-12-29T02:17:59","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2390"},"modified":"2025-12-28T23:17:59","modified_gmt":"2025-12-29T02:17:59","slug":"conversas-de-1-2-minuto-49-artistas-por-jose-paulo-cavalcanti-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2390","title":{"rendered":"Conversas de 1\/2 minuto (49) \u2013 Artistas. Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 \u2013\u00a0 \u00a0 \u00a0<\/em>BADEN POWELL,\u00a0<\/strong><em>m\u00fasico.\u00a0<\/em>Depois do jantar, na casa do primo Romildo Souza (Recife), pegou no viol\u00e3o. E, antes de come\u00e7ar a tocar, lembrou que Caymmi, nesses casos, dizia sempre<\/p>\n<p>\u2012 Agora vou pagar minha janta.<\/p>\n<p><strong>CAETANO VELOSO,\u00a0<\/strong><em>m\u00fasico.\u00a0<\/em>Estava o amigo Z\u00e9 Cl\u00e1udio posto em sossego quando ligou. Queria conhecer nosso grande pintor. Marcaram encontro \u00e0s tr\u00eas da tarde na casa do pr\u00f3prio (que me contou essa hist\u00f3ria), em Olinda (Pernambuco). Mas chegou tarde, j\u00e1 escuro, e encontrou l\u00e1 somente C\u00edcera<\/p>\n<p>\u2013 Z\u00e9 Cl\u00e1udio est\u00e1?<\/p>\n<p>Aqui, par\u00eantese para dizer quem \u00e9 C\u00edcera, personagem de romance. Soberana, em sua cozinha. Tanto que se algu\u00e9m chegar, e n\u00e3o for logo cumpriment\u00e1-la, est\u00e1 perdido. Z\u00e9 Cl\u00e1udio pede para servir cafezinho, ela traz s\u00f3 um e diz<\/p>\n<p>\u2013 Esse \u00e9 do senhor. Seu amigo sirvo n\u00e3o que ele \u00e9 muito mal-educado.<\/p>\n<p>Est\u00e1 explicado, pois. Mais ou menos, v\u00e1 l\u00e1. Voltando \u00e0 pergunta de Caetano,\u00a0<em>Z\u00e9 Cl\u00e1udio est\u00e1?<\/em>, C\u00edcera respondeu sem maiores preocupa\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>\u2013 No dentista.<\/p>\n<p>\u2013 Posso esperar por ele a\u00ed dentro?<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o.<\/p>\n<p>E voltou a se preocupar com sua sopa. Uma resposta natural, para ela. Pouco antes, por exemplo, n\u00e3o deixou entrar Chico Buarque. S\u00f3 que Chico se conformou logo, pedindo apenas o acesso \u00e0 casa para uma dama que precisava fazer suas<em>\u00a0necessidades<\/em><\/p>\n<p>\u2013 Ela que fa\u00e7a a\u00ed fora mesmo.<\/p>\n<p>Nesse ponto da conversa bom dizer que a casa fica no alto de um morro, a quase 10 minutos da rua em que passam t\u00e1xis. E o m\u00fasico teve a infeliz ideia de n\u00e3o ficar com aquele no qual chegou. J\u00e1 se preparando para descer o ladeir\u00e3o, com risco at\u00e9 de ser assaltado, insistiu<\/p>\n<p>\u2013 A senhora, pelo menos, diz a ele que estive aqui?<\/p>\n<p>\u2013 Claro.<\/p>\n<p>Desconfiado, e sem certeza de que seu recado seria mesmo transmitido por aquela mulher t\u00e3o estranha, fez uma \u00faltima pergunta<\/p>\n<p>\u2013 A senhora desculpe, mas sabe quem sou?<\/p>\n<p>\u2013 Sei, \u00e9 Caetano Veloso, mas eu prefiro Tarc\u00edsio Meira.\u00a0<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>CAPIBA,<\/strong><em>\u00a0compositor.<\/em>\u00a0Consult\u00f3rio de tio Jo\u00e3o Suassuna (cirurgi\u00e3o pl\u00e1stico, irm\u00e3o de Ariano), vizinho do nosso escrit\u00f3rio de advocacia no ent\u00e3o edif\u00edcio Brasil. Secret\u00e1ria dele era Zezita, com quem depois Capiba casou e foi feliz para sempre. Quase toda tarde ia l\u00e1 pra namorar. Numa dessas vezes<\/p>\n<p>\u2012 Seu Z\u00e9 Paulinho, entrar na conversa dos outros n\u00e3o \u00e9 coisa boa.<\/p>\n<p>E deu esse exemplo<\/p>\n<p>\u2012 Fomos, ao aeroporto dos Guararapes, buscar aquele que vinha para ser o chefe de nosso departamento no Banco do Brasil. Avi\u00e3o atrasado. Sem ter o que fazer fiquei perambulando e, de repente, vejo cidad\u00e3o que dizia<\/p>\n<p>\u2012 J\u00e1 tentou amicacina, canamicina, penicilina e n\u00e3o resolveu.<\/p>\n<p>Foi quando Capiba sugeriu<\/p>\n<p>\u2012 E por que n\u00e3o experimentou tomar no cu?<\/p>\n<p>Resumindo, quem usou aqueles medicamentos foi a mulher (que acabara de falecer) do tal chefe, o mesmo que passou a lhe perseguir at\u00e9 o dia em que se aposentou. Ficou a li\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>CHICO ANYSIO,<\/strong>\u00a0<em>humorista.\u00a0<\/em>Disse que n\u00e3o conseguia viver sozinho, por isso casou tantas vezes. E nos contou epis\u00f3dio de quando se encantou por conhecida jogadora de basquete, da sele\u00e7\u00e3o (disse o nome). Como iria fazer show na cidade onde morava, telefonou<\/p>\n<p>\u2013 Querida, aqui \u00e9 Chico Anysio. Queria convid\u00e1-la para jantar. Por favor n\u00e3o ria, mas estou perdidamente apaixonado por voc\u00ea. E quem sabe, nesse encontro, algo possa nos unir.<\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 um prazer, Chico. Mas j\u00e1 digo que n\u00e3o tenha esperan\u00e7as porque n\u00f3s dois gostamos da mesma fruta.<\/p>\n<p><strong>\u00a0FL\u00c1VIO CAVALCANTI,\u00a0<\/strong><em>apresentador de televis\u00e3o.\u00a0<\/em>Em seu programa,\u00a0<em>Um Instante Maestro!<\/em>, quebrava discos e dizia o diabo do cantor. Para del\u00edrio do p\u00fablico. Um dos mal-amados preferidos era o ga\u00facho V\u00edtor Mateus Teixeira, para seu p\u00fablico\u00a0<em>Teixeirinha<\/em>. Que fez sucesso, nos anos 1960, com a can\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Cora\u00e7\u00e3o de luto<\/em>. No mundo real, uma hist\u00f3ria tr\u00e1gica. Que a m\u00e3e do Teixeirinha, por sofrer de epilepsia, teve uma convuls\u00e3o e desmaiou sobre fogueira que fazia para queimar alguns livros. E foi, literalmente, incinerada. Raz\u00e3o pela qual Fl\u00e1vio passou a chamar a m\u00fasica, e assim ficou mais conhecida no Brasil todo, como\u00a0<em>Churrasquinho de M\u00e3e.\u00a0<\/em>Passa algum tempo e liga, para ele (relato de Flavinho, filho do apresentador), o pr\u00f3prio Teixeirinha<\/p>\n<p>\u2013 Amigo Fl\u00e1vio, estou numa fase ruim, sa\u00ed da m\u00eddia, n\u00e3o fa\u00e7o mais shows e preciso muito de sua ajuda.<\/p>\n<p>\u2013 O que posso fazer por voc\u00ea?, amigo.<\/p>\n<p>\u2013 Queria s\u00f3 que, no seu programa, voc\u00ea quebrasse mais uns disquinhos e falasse mal de mim. Seria um grande favor.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>GENINHA ROSA BORGES,\u00a0<\/strong><em>atriz.<\/em>\u00a0A Primeira-dama do teatro pernambucano me convidou para contracenar, com ela, no audit\u00f3rio da Cultura Francesa (era, ent\u00e3o, diretor de l\u00e1). Num dia 21 de junho, seu anivers\u00e1rio (em 2022, completou 100 anos bem vividos). Tratava-se de um poema que recitaria em franc\u00eas,\u00a0<em>D\u00e9jeuner du matin<\/em>, de Jacques Pr\u00e9vert (nome daquele audit\u00f3rio). E o papel que me reservou era simples, sem falas. Na mesinha, tomando ch\u00e1, ela falaria de suas m\u00e1goas. Quando fizesse um sinal lhe serviria ch\u00e1, colocaria um chap\u00e9u, vestiria capa e iria embora (assim diziam os versos). Para que, sozinha, pudesse continuar sua encena\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica. N\u00e3o tinha como dar errado. S\u00f3 que, novato no ramo, fiquei encantado com seu talento. E n\u00e3o prestei aten\u00e7\u00e3o nos gestos. Ela parou de falar, fez mil sinais e nada. Foi quando pegou a x\u00edcara, levantou at\u00e9 a altura dos olhos e entregou na minha m\u00e3o. Surpreso disse no palco, em portugu\u00eas mesmo,<\/p>\n<p>\u2013 Desculpe, Geninha. esqueci.<\/p>\n<p>Um desastre. A plateia passou rindo cinco minutos. E, eu, constrangid\u00edssimo. Servi o tal ch\u00e1, pus o tal chap\u00e9u, levantei para vestir a tal capa e desaparecer da cena. Tudo providenciado por Maria Lect\u00edcia. Era uma de chuva, Burberry, com 28 bot\u00f5es. Atacados, todos. Tive que ir desabotoando, um por um. O tempo correndo e Geninha, calada, esperando minha sa\u00edda. O p\u00fablico desatou a rir, de novo, agora por conta da minha vis\u00edvel ang\u00fastia. Foi quando entendi que deveria me justificar<\/p>\n<p>\u2013 Os senhores por favor desculpem, mas a culpa \u00e9 de dona Lect\u00edcia (apontei), que deveria ter-me entregado essa capa j\u00e1 pronta.<\/p>\n<p>Foi pior. A plateia trocou risos discretos por gargalhadas. At\u00e9 que, j\u00e1 vestido com a dita capa, me despedi da atriz com uma rever\u00eancia e sa\u00ed de cena, para que Geninha pudesse continuar sua tr\u00e1gica hist\u00f3ria. No fim do espet\u00e1culo, fui falar com ela<\/p>\n<p>\u2013 Geninha, desculpe. Mas n\u00e3o subo de novo, num palco, at\u00e9 o fim da vida.<\/p>\n<p>\u2013 Faz bem, Z\u00e9 Paulo, faz muito bem.<\/p>\n<p>E, agora, quem come\u00e7ou a rir foi ela.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>JOS\u00c9 CL\u00c1UDIO,\u00a0<\/strong><em>pintor.<\/em>\u00a0Quando fez 71 anos, respondeu pergunta do Jornal do Commercio (<em>O que \u00e9 fazer 71 anos?<\/em>) com as duas primeiras frases dessa d\u00e9cima, sem nem perceber que tinham a m\u00e9trica das cantorias de nossos interiores nordestinos. Completei os versos, no pr\u00f3prio papel do jornal, e mandei para ele<\/p>\n<p><em>\u2013 \u201c71 \u00e9 desgra\u00e7a<\/em><\/p>\n<p><em>A pior coisa do mundo\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>Nosso corpo vagabundo<\/em><\/p>\n<p><em>Se arreia em qualquer pra\u00e7a.<\/em><\/p>\n<p><em>Mas Z\u00e9 Cl\u00e1udio sua gra\u00e7a<\/em><\/p>\n<p><em>Atente ao que vou dizer<\/em><\/p>\n<p><em>Se alternativa \u00e9 morrer<\/em><\/p>\n<p><em>Ir para lugar nenhum<\/em><\/p>\n<p><em>Pior que 71<\/em><\/p>\n<p><em>Na verdade \u00e9 nem fazer.<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>ROBERTO CARLOS,\u00a0<\/strong><em>cantor.<\/em>\u00a0Dona Lect\u00edcia faria 60 anos. E era (ainda \u00e9) sua maior f\u00e3. Pensei lhe fazer uma surpresa. Na noite da festa de seu anivers\u00e1rio RC apareceria na sala, de surpresa; e, apenas ele mais seu viol\u00e3o, cantaria\u00a0<em>Parab\u00e9ns pra voc\u00ea<\/em>. S\u00f3. Pedi ao amigo Saulo Ramos, que era seu advogado, para saber qual seria o pre\u00e7o. Resposta do astro<\/p>\n<p>\u2012 Nunca fiz isso na vida. E, se Deus quiser, vou morrer sem fazer.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>S\u00cdLVIO CALDAS,\u00a0<\/strong><em>cantor.\u00a0<\/em>E autor (junto com Oreste Barbosa) de\u00a0<em>Ch\u00e3o de Estrelas.\u00a0<\/em>Em 1950, assinou contrato exclusivo com a R\u00e1dio Excelsior (S\u00e3o Paulo) e veio comemorar no Recife. V\u00e9spera da estreia do programa e nada, onde andaria S\u00edlvio? Seus contratantes pediram a Esmaragdo Marroquim (diretor de reda\u00e7\u00e3o do Jornal do Commercio) que o localizasse para que viajasse. Ele escolheu seis bares, onde acreditava poderia estar, e mandou um jornalista para cada. No Maxime (Pina) foi Rui (Am\u00e9lio) Cabral, que encontrou o cantor (j\u00e1 cheio de batidas com cacha\u00e7a) e avisou que deveria pegar um avi\u00e3o. Silvio lhe deu algum dinheiro e pediu que enviasse telegrama para seus patr\u00f5es, esse<\/p>\n<p>\u2013 Imposs\u00edvel retornar, safra cajus come\u00e7ando.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>ZIRALDO,<\/strong><em>\u00a0artista pl\u00e1stico.\u00a0<\/em>Est\u00e1vamos com as crian\u00e7as no hotel, em Buenos Aires, voltando de Las Le\u00f1as<\/p>\n<p>\u2013 Lect\u00edcia, sabe de quem deu saudades?<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2013 Ziraldo.<\/p>\n<p>\u2013 Telefone para ele.<\/p>\n<p>Tudo bem pr\u00e1tico,\u00a0<em>as usual<\/em>. Liguei. Fone do escrit\u00f3rio sem atender, liguei para o da casa<\/p>\n<p>\u2013 Ziraldo est\u00e1?<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2013 E Vilma?<\/p>\n<p>\u2013 Tamb\u00e9m n\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2013 Quando voltam?<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o voltam, est\u00e3o fora do pa\u00eds.<\/p>\n<p>S\u00f3 para saber<\/p>\n<p>\u2013 Onde?<\/p>\n<p>\u2013 Buenos Aires.<\/p>\n<p>Inacredit\u00e1vel coincid\u00eancia<\/p>\n<p>\u2013 Hotel, por favor.<\/p>\n<p>\u2013 Hotel n\u00e3o, hospital.<\/p>\n<p>Digo, a Lect\u00edcia,<\/p>\n<p>\u2013 Vamos ver nosso amigo.<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o d\u00e1, tenho que ficar com as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Fui sozinho. Estava se tratando de um pneumot\u00f3rax, algo assim. No quarto, depois das conversas, disse que voltaria no dia seguinte e perguntei<\/p>\n<p>\u2013 Precisa de alguma coisa?<\/p>\n<p>\u2013 Uma garrafa de u\u00edsque.<\/p>\n<p>Vilma<\/p>\n<p>\u2013 E outra, para mim.<\/p>\n<p>Na portaria do hospital, disseram que \u00e1lcool e fumo n\u00e3o podiam entrar, mas amigos s\u00e3o para essas coisas. Consegui duas garrafas de\u00a0<em>Passport<\/em>, escondi no casaco e entrei no quarto com elas. Zira pegou a dele, jogou a tampa fora e bebeu metade, no gargalo, em 15 minutos.\u00a0<em>Cowboy<\/em>, como se diz. Nos despedimos. O resto deve ter bebido logo depois. Dia seguinte, antes de viajar, liguei para me despedir. Atendeu uma enfermeira, no quarto dele,<\/p>\n<p>\u2013 Ziraldo, por favor.<\/p>\n<p>\u2013 Teve uma piora inesperada e est\u00e1 na UTI.<\/p>\n<p>\u2013 T\u00edcia, vai ver que matei Ziraldo.<\/p>\n<p>Felizmente escapou. Viva Zira.<\/p>\n<hr \/>\n<h4>E 2025 se vai, amigo leitor. Um ano a mais, ou a menos, dependendo de como se veja. Aproveito a coluna para desejar que seja venturoso, e que corresponda a tudo que seja razo\u00e1vel esperar dele. Abra\u00e7os fraternos (sem distin\u00e7\u00f5es, e com o cora\u00e7\u00e3o), a todos e cada um. E paro por aqui, agora, de escrever. Algo bom. Que o leitor, imagino, j\u00e1 n\u00e3o aguentava mais. S\u00f3 que, como todo bem n\u00e3o dura para sempre, volto depois do carnaval. Para nosso encontro semanal.<\/h4>\n<h4>At\u00e9 a volta, se Deus quiser. E, espero, Ele vai querer.<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. 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