{"id":2387,"date":"2025-12-28T14:15:49","date_gmt":"2025-12-28T17:15:49","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387"},"modified":"2025-12-28T14:15:49","modified_gmt":"2025-12-28T17:15:49","slug":"a-cronica-domingueira-por-magno-martins-22","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387","title":{"rendered":"A cr\u00f4nica domingueira. Por Magno Martins"},"content":{"rendered":"<div id=\"ub-expand-partial-36d7fc89-0f65-498d-9509-fab011ee4ac8\" class=\"ub-expand-portion ub-expand-partial wp-block-ub-expand-portion\" aria-hidden=\"false\">\n<p><strong>Por Magno Martins \u2013 Jornalista, poeta e escritor\u00a0 \u2013\u00a0 M<\/strong>acondo, a cidade fict\u00edcia de Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez, da sua obra-prima \u201cCem anos de solid\u00e3o\u201d, \u00e9 um lugar m\u00edtico, com elementos de realismo m\u00e1gico e eventos que misturam o fant\u00e1stico com o cotidiano, inspirado em parte na cidade natal dele, Aracataca. Foi em Aracataca que o genial Garc\u00eda M\u00e1rquez viveu a sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia, absorvendo hist\u00f3rias e tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Aracataca nunca saiu do seu imagin\u00e1rio, tampouco do seu cora\u00e7\u00e3o, como Itabira nunca foi varrida dos pensamentos de Carlos Drummond de Andrade. Se Itabira, para Drumond, foi o retrato pendurado na parede corroendo o seu cora\u00e7\u00e3o, efervesc\u00eancia da sua alma, Aracataca, para M\u00e1rquez, foi mais do que o lugar em que nasceu.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ub-expand-full-36d7fc89-0f65-498d-9509-fab011ee4ac8\" class=\"ub-expand-portion ub-expand-full wp-block-ub-expand-portion\" aria-hidden=\"false\">\n<p>Foi a fonte vital de suas hist\u00f3rias, transformando suas mem\u00f3rias e a realidade de sua terra natal no universo m\u00e1gico e universal de suas obras. O escritor colombiano cresceu ouvindo lendas e hist\u00f3rias da sua cidade contadas por seus av\u00f3s maternos. Borboletas amarelas s\u00e3o vistas por toda a cidade, refer\u00eancia a uma de suas famosas imagens liter\u00e1rias.<\/p>\n<p>A casa em que viveu quando crian\u00e7a foi transformada em um museu repleto de m\u00f3veis originais, incluindo o ber\u00e7o onde dormiu. Afogados da Ingazeira, encravada no po\u00e9tico ch\u00e3o de vidas secas do lend\u00e1rio Paje\u00fa, \u00e9 a minha Aracataca, reposit\u00f3rio de mem\u00f3rias que nunca se v\u00e3o.<\/p>\n<p>Estamos bem pr\u00f3ximos de celebrar mais uma virada de ano e isso me traz muitas lembran\u00e7as vivas. No \u00faltimo dia do ano, nos primeiros raios de sol, acordava com a retreta passando na janela do meu quarto. De pijama, corria para a varanda e, emocionado, batia contin\u00eancia para os retreteiros.<\/p>\n<p>Com a sua cultura nost\u00e1lgica, era a cidade se despedindo do ano que se ia, saudando o ano que chegava. \u00c0 frente, o maestro Dinam\u00e9rico Lopes, com seu trompete insepar\u00e1vel. A bandinha era composta de g\u00eanios. Guaxinim era um deles, com seu saxofone. Mestre Biu, outro saxofonista de ouro. No carnaval, eles se juntavam a Lulu Pantera, Z\u00e9 Pil\u00e3o, Z\u00e9 Malaia, Chico Vieira e Carrinho de Lica, al\u00e9m de tantos outros para animar nossos quatro dias de folia no Aca\u00ed, o Aero Clube de Afogados da Ingazeira.<\/p>\n<p>Isso mesmo! A cidade tinha um aeroclube sem nunca ter ali pousado sequer um monomotor. Festa do dia de ano no Sert\u00e3o, o r\u00e9veillon dos sofisticados da capital, era dia de muita labuta para meus pais Gast\u00e3o e Margarida. Comerciante, papai s\u00f3 fechava a loja perto de meia-noite. O apurado valia a pena.<\/p>\n<p>A matutada comprava de tudo, de perfume quebra no beco a bot\u00e3o e birilo, que se chamava tamb\u00e9m de friso. Eu e Marcelo, irm\u00e3o encostado, como se dizia por l\u00e1, vend\u00edamos bolas de sopro na movimentada rua defronte a miudeza de papai. De tanto encher as bolinhas soprando, fic\u00e1vamos de ber\u00e7o inchado.<\/p>\n<p>Depois, papai nos dava um trocadinho para brincar no carrossel, na canoa e na roda gigante. Nosso mundo encantado se completava com as guloseimas vendidas nas barracas em torno do parque: tubiba, cord\u00e3o doce, cachorro quente e caldo de cana.<\/p>\n<p>Mam\u00e3e, por sua vez, se encarregava de nossas vestimentas para entrar o ano bem arrumado. As roupas eram feitas pela tia Zezinha, costureira de m\u00e3o cheia, cuja casa ficava por tr\u00e1s do pr\u00e9dio da Prefeitura. Tinha piedade dela. Coitada! Afinal, s\u00f3 da nossa prole ela costurava para nove almas vivas \u2014 cinco homens e quatro mulheres. Tudo igual. Ningu\u00e9m podia destoar, ter um traje diferente do outro. Eram os pares de jarro. Os homens, de short at\u00e9 o joelho e camisa marrom. As mulheres, vestidinho branco.<\/p>\n<p>Fim de ano era tempo tamb\u00e9m dos primeiros amores. Meus irm\u00e3os mais avan\u00e7ados no tempo paqueravam em torno do coreto ouvindo Waldick Soriano e N\u00fabia Lafayette num sistema de som instalado pr\u00f3ximo \u00e0 pra\u00e7a, que a gente chamava de difusora. \u00c0 meia-noite, dom Francisco Mesquita, o bispo vermelho, celebrava a missa do galo, com serm\u00f5es comunistas, tacando o cacete no governo.<\/p>\n<p>Havia tamb\u00e9m o pastoril, uma guerra do azul contra o vermelho. O pastoril tem origem em Portugal, ligado ao teatro popular ib\u00e9rico medieval e aos pres\u00e9pios, sendo trazido ao Brasil pelos jesu\u00edtas no s\u00e9culo XVI como um folguedo natalino que dramatiza a jornada das pastorinhas a Bel\u00e9m para adorar Jesus, evoluindo no Nordeste brasileiro com dan\u00e7as, cantos, personagens c\u00f4micos (como o Velho) e a disputa entre o cord\u00e3o azul e o encarnado.<\/p>\n<p>Papai e Aderval Viana, empres\u00e1rio rico da cidade, rivalizavam. Era o tudo ou nada. Fatinha e Aninha, minhas irm\u00e3s dan\u00e7arinas do cord\u00e3o azul, enlouqueciam papai. Ele sa\u00eda recolhendo vint\u00e9m por vint\u00e9m para derrotar Viana, do encarnado. Quando n\u00e3o havia solidariedade por parte dos adeptos do azul, ele bancava sozinho. Era quest\u00e3o de honra derrotar seu Aderval Viana.<\/p>\n<p>Enquanto isso, em torno de uma mesa farta, papai discursava saudando o ano novo. J\u00e1 cansado do dia longo de trabalho, fazia quest\u00e3o de deixar suas admoesta\u00e7\u00f5es. Com ele, aprendemos tudo. Embora apaixonado pelos filhos, era implac\u00e1vel: \u201cEnquanto viveres debaixo do meu teto, far\u00e1s o que eu mando\u201d, dizia. E a\u00ed de quem o contrariasse!<\/p>\n<p>Nos ensinou que dinheiro n\u00e3o cresce nas \u00e1rvores, \u00e9 fruto do nosso suor. Um pai \u00e9 algu\u00e9m para se orgulhar, para se agradecer e, especialmente, para se amar, tamb\u00e9m nos ensinou. Para n\u00f3s, papai foi espelho, prote\u00e7\u00e3o, ben\u00e7\u00e3o e conselho. Com ele e com o tempo, compreendi que um pai n\u00e3o \u00e9 uma \u00e2ncora para nos prender, nem uma vela para nos levar, mas uma luz orientadora cujo amor nos mostra o caminho.<\/p>\n<p>Em \u201cCem anos de solid\u00e3o\u201d, h\u00e1 um trecho no qual Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez narra que, anos depois, diante do pelot\u00e3o de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buend\u00eda lembrou-se daquela tarde distante em que seu pai o levou para descobrir o gelo. \u201cAs estirpes condenadas a cem anos de solid\u00e3o n\u00e3o tinham uma segunda chance neste mundo\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>O ano novo vem a\u00ed, est\u00e1 batendo \u00e0 nossa porta. N\u00e3o vou ver a retreta me acordando em Afogados da Ingazeira com os acordes de seu Dino. N\u00e3o vou encher bola de sopro nem andar de roda gigante. Mas tudo isso me fez homem na vida, um cidad\u00e3o humanit\u00e1rio e apaixonado pela vida.<\/p>\n<p>De tudo, fica a li\u00e7\u00e3o da Aracataca de Gabriel, a Itabira de Drummond e a minha Afogados da Ingazeira: n\u00e3o importa aonde voc\u00ea v\u00e1, nunca vai poder escapar do seu destino. A vida n\u00e3o \u00e9 o que a gente viveu, e sim o que se lembra e como se lembra para contar.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 verdade que as pessoas param de perseguir os sonhos porque elas envelhecem. Elas envelhecem porque param de perseguir sonhos.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Magno Martins \u2013 Jornalista, poeta e escritor\u00a0 \u2013\u00a0 Macondo, a cidade fict\u00edcia de Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez, da sua obra-prima \u201cCem anos de solid\u00e3o\u201d, \u00e9 um lugar m\u00edtico, com elementos de realismo m\u00e1gico e eventos que misturam o fant\u00e1stico com o cotidiano, inspirado em parte na cidade natal dele, Aracataca. Foi em Aracataca que o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2388,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1,35,46],"tags":[],"class_list":["post-2387","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-https-gazetapernambucana-com-page_id225","category-https-gazetapernambucana-com-page_id218","category-literatura"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v24.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A cr\u00f4nica domingueira. Por Magno Martins -<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A cr\u00f4nica domingueira. Por Magno Martins -\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Por Magno Martins \u2013 Jornalista, poeta e escritor\u00a0 \u2013\u00a0 Macondo, a cidade fict\u00edcia de Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez, da sua obra-prima \u201cCem anos de solid\u00e3o\u201d, \u00e9 um lugar m\u00edtico, com elementos de realismo m\u00e1gico e eventos que misturam o fant\u00e1stico com o cotidiano, inspirado em parte na cidade natal dele, Aracataca. Foi em Aracataca que o [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2025-12-28T17:15:49+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/download-7-3.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"369\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"136\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"GP\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"GP\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"7 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387\",\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387\",\"name\":\"A cr\u00f4nica domingueira. Por Magno Martins -\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/download-7-3.jpg\",\"datePublished\":\"2025-12-28T17:15:49+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/download-7-3.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/download-7-3.jpg\",\"width\":369,\"height\":136},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"A cr\u00f4nica domingueira. Por Magno Martins\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#website\",\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/\",\"name\":\"\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427\",\"name\":\"GP\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"GP\"},\"sameAs\":[\"http:\/\/gazetapernambucana.com\"],\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?author=1\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"A cr\u00f4nica domingueira. Por Magno Martins -","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"A cr\u00f4nica domingueira. Por Magno Martins -","og_description":"Por Magno Martins \u2013 Jornalista, poeta e escritor\u00a0 \u2013\u00a0 Macondo, a cidade fict\u00edcia de Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez, da sua obra-prima \u201cCem anos de solid\u00e3o\u201d, \u00e9 um lugar m\u00edtico, com elementos de realismo m\u00e1gico e eventos que misturam o fant\u00e1stico com o cotidiano, inspirado em parte na cidade natal dele, Aracataca. Foi em Aracataca que o [&hellip;]","og_url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387","article_published_time":"2025-12-28T17:15:49+00:00","og_image":[{"width":369,"height":136,"url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/download-7-3.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"GP","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"GP","Est. tempo de leitura":"7 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387","url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387","name":"A cr\u00f4nica domingueira. Por Magno Martins -","isPartOf":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/download-7-3.jpg","datePublished":"2025-12-28T17:15:49+00:00","author":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387#primaryimage","url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/download-7-3.jpg","contentUrl":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/download-7-3.jpg","width":369,"height":136},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2387#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"A cr\u00f4nica domingueira. Por Magno Martins"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#website","url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/","name":"","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427","name":"GP","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g","caption":"GP"},"sameAs":["http:\/\/gazetapernambucana.com"],"url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?author=1"}]}},"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2387","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2387"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2387\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2389,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2387\/revisions\/2389"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2388"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2387"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2387"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2387"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}